<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.meteored.com.br</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 12 Oct 2026 23:10:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 23:10:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.meteored.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.meteored.com.br/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.meteored.com.br</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Chuvas de quase 200 mm, temporais e frio continuam no Sul; veja a previsão]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-de-quase-200-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 22:38:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As chuvas previstas até o final da semana devem acumular entre 100 e 200 mm sobre áreas do Sul do Brasil. A chuva pode vir na forma de tempestades intensas com granizo e vendavais, principalmente sobre o Paraná, que também deve ter os maiores acumulados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbmb2v2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbmb2v2.jpg" id="xbmb2v2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A<strong> Região Sul do Brasil </strong>se prepara para mais uma<strong> semana chuvosa</strong>, especialmente entre o Paraná e Santa Catarina. As <strong>chuvas</strong> previstas podem ser <strong>extremas</strong> em algumas áreas, superando <strong>100 mm por dia </strong>e com acumulados que podem se aproximar de<strong> 200 mm até sexta-feira (16). </strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>As chuvas intensas serão acompanhadas de<strong> tempestades </strong>com potencial de severidade, incluindo risco de <strong>granizo</strong> e <strong>vendavais</strong>. As temperaturas mínimas trarão <strong>sensação de frio</strong>, enquanto as máximas serão amenas. Confira os detalhes. </p><h2>Semana chuvosa: alerta de chuvas extremas</h2><p>A previsão de <strong>anomalia semanal de chuva</strong> do modelo ECMWF, de confiança da Meteored, ressalta as áreas que devem receber mais chuva nos próximos dias. Entre segunda-feira (12) e sexta-feira (16). Enquanto o Rio Grande do Sul tem previsão de chuvas entre a média (metade leste) e abaixo da média (metade oeste),<strong> Santa Catarina e o Paraná devem receber até 60 mm de chuvas acima da média.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791842565296.png" data-image="yqvihqftqu8x" alt="Previsão de anomalia de chuva entre 12 e 19 de outubro, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva entre 12 e 19 de outubro, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva entre 12 e 19 de outubro, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>maiores desvios</strong> estão previstos sobre a <strong>metade oeste/noroeste do Paraná</strong>, onde os <strong>acumulados previstos superam 150 mm</strong>. Este padrão, similar ao que ocorreu em setembro, reflete um <strong>jato subtropical fortalecido devido ao El Niño e deslocado para norte</strong>. O jato subtropical é um corredor de vento em altos níveis da atmosfera, que ‘posiciona’ os ciclones e frentes frias na superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791842581448.png" data-image="xo2ljns337g9" alt="EFI do ECMWF para a precipitação nesta terça (13), à esquerda, e quarta-feira (14), à direita. Créditos: Meteored/ECMWF." title="EFI do ECMWF para a precipitação nesta terça (13), à esquerda, e quarta-feira (14), à direita. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para a precipitação nesta terça (13), à esquerda, e quarta-feira (14), à direita. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Já o<strong> índice de previsão extrema</strong> para a precipitação do modelo ECMWF <strong>alerta</strong> para elevadas chances das<strong> chuvas superarem 80 mm no Paraná na terça-feira (13) e na quarta-feira (14). </strong></p><p>De fato, a previsão indica que a região entre Umuarama/PR, Palmital/PR e Sete Quedas do Iguaçu/PR devem receber mais de <strong>100 mm na terça (13)</strong>, enquanto na <strong>quarta-feira (14)</strong> chuvas superiores a 100 mm se espalham no norte do estado, entre Apucarana/PR e Wenceslau Braz/PR.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793081" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao.html" title="Ciclone e frente fria atingem o Sudeste e aumentam as chuvas e temporais severos na região; veja a previsão">Ciclone e frente fria atingem o Sudeste e aumentam as chuvas e temporais severos na região; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao.html" title="Ciclone e frente fria atingem o Sudeste e aumentam as chuvas e temporais severos na região; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao-1791822198111_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria atingem o Sudeste e aumentam as chuvas e temporais severos na região; veja a previsão"></a></article></aside><p>Essas chuvas estão relacionadas com uma <strong>frente fria semi-estacionária </strong>sobre a região. Entre quinta (15) e sexta-feira (16) as chuvas diminuem sobre o Paraná, mas não cessam, enquanto um novo ciclone extratropical se forma na costa da região Sul.</p><h2>Chuvas serão acompanhadas de tempestades</h2><p>As <strong>chuvas volumosas serão acompanhadas de tempestades </strong>com potencial de severidade. Na<strong> terça-feira (13),</strong> <strong>tempestades</strong> estão previstas sobre todo o Sul, sendo mais isoladas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e mais <strong>organizadas</strong> no <strong>Paraná</strong>, onde podem ser mais intensas especialmente no oeste e norte do estado. Há risco de <strong>granizo</strong> e <strong>vendavais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791842602468.png" data-image="6zv3l80tmp9w" alt="Previsão de tempestades para terça-feira (13) segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para terça-feira (13) segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para terça-feira (13) segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quarta-feira (14)</strong> o padrão se mantém, e <strong>tempestades intensas</strong> estão previstas sobre o estado do <strong>Paraná</strong>, especialmente no oeste e também no norte, fronteira com São Paulo, mas também na Região Metropolitana de Curitiba. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791842646847.png" data-image="ow5ao8bv9g29" alt="Previsão de tempestades para terça-feira (13) segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para terça-feira (13) segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para terça-feira (13) segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quinta-feira (15) </strong>as<strong> tempestades perdem intensidade</strong>, e estão previstas se concentrarem no centro-leste da região Sul, desde o Rio Grande do Sul até o Paraná. As <strong>chuvas</strong> também diminuem, mas ainda podem ser <strong>moderadas</strong> a intensas, especialmente nas áreas das tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791842772142.png" data-image="hmignjzb7u3q" alt="Previsão de chuva para quinta-feira (15), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva para quinta-feira (15), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva para quinta-feira (15), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> sexta-feira (16) </strong>as <strong>chuvas</strong> podem ser <strong>intensas</strong> durante a <strong>madrugada</strong> sobre a <strong>faixa leste</strong> dos três estados do <strong>Sul</strong>. No decorrer do dia, chuvas fracas a moderadas se espalham sobre o Rio Grande do Sul e metade leste do Paraná. No <strong>fim do dia</strong>, <strong>tempestades</strong> voltam a ganhar força na<strong> faixa leste de Santa Catarina e Paraná</strong>, devido à formação do novo ciclone no sábado (17).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791842809621.png" data-image="jecxpxe1bmg1" alt="Previsão de chuva (esquerda) e tempestades (direita) para sexta-feira (16), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva (esquerda) e tempestades (direita) para sexta-feira (16), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva (esquerda) e tempestades (direita) para sexta-feira (16), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>O estado mais afetado</strong> em termos de precipitação acumulada deve ser o <strong>Paraná</strong>. Os maiores acumulados previstos até a noite de sexta-feira (16) devem ser entre <strong>150 e 200 mm</strong> na metade oeste do estado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791842856576.png" data-image="6v0bqkkh34az" alt="Previsão de chuva acumulada até a noite de sexta-feira (16), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até a noite de sexta-feira (16), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até a noite de sexta-feira (16), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No entanto, uma<strong> ampla área com chuvas entre 100 e 150 mm</strong> deve se espalhar pelo<strong> oeste, sul, noroeste e norte paranaense</strong>. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, valores pontualmente elevados (próximos ou superiores a 100 mm) estão previstos em áreas do centro-leste. Há risco de <strong>transtornos</strong> relacionados à ocorrência de<strong> granizo, vendavais e alagamentos.</strong></p><h2>Temperaturas abaixo da média<br></h2><p>A atuação das <strong>frentes fria</strong><strong>s</strong> deve manter as<strong> temperaturas abaixo da média no Sul</strong> do Brasil ao longo da semana. Sobre o Rio Grande do Sul e metade oeste do Paraná e Santa Catarina, as temperaturas serão até <strong>3°C abaixo da média </strong>durante a semana entre 12 e 19 de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791843492632.png" data-image="uxqfunh6fsde" alt="fa" title="fa"><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 12 e 19 de outubro, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas abaixo da média</strong> se referem tanto à atuação de uma <strong>massa de ar frio</strong>, principalmente no <strong>Rio Grande do Sul,</strong> e também às chuvas. A <strong>nebulosidade</strong> associada às chuvas <strong>reflete</strong> grande parte da <strong>radiação</strong> <strong>solar</strong> de volta para o espaço, impedindo que as temperaturas máximas subam muito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao-1791843897731.png" data-image="n12ppvwad0j2"><figcaption>Previsão de temperatura mínima para terça-feira (13), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>manhãs serão fria</strong><strong>s</strong>, especialmente até quarta-feira (14), podendo alcançar <strong>10°C </strong>tanto na <strong>Serra Gaúcha e Catarinense</strong>, mas também no<strong> centro do Rio Grande do Sul</strong>. As mínimas serão abaixo de 15°C em uma ampla área do Sul ao longo da semana, enquanto as máximas serão mais amenas sobre o Rio Grande do Sul, em torno de 20 a 22°C, e temperaturas mais elevadas nas outras áreas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-de-quase-200-mm-temporais-e-frio-continuam-no-sul-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nobel de Física 2026 reconhece cientista que revolucionou estudo do Universo com ‘partículas fantasma’]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-2026-reconhece-cientista-que-revolucionou-estudo-do-universo-com-particulas-fantasma.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 21:01:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Francis Halzen foi premiado pelo desenvolvimento de um observatório na Antártida capaz de detectar neutrinos, partículas subatômicas que ajudam cientistas a investigar fenômenos extremos e compreender melhor a origem do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-2026-reconhece-cientista-que-revolucionou-estudo-do-universo-com-particulas-fantasma-1791742287320.jpg" data-image="tw4kk96ir6fs" alt="O professor Francis Halzen foi premiado por sua &quot;contribuição decisiva&quot; para o desenvolvimento do Observatório de Neutrinos IceCube" title="O professor Francis Halzen foi premiado por sua &quot;contribuição decisiva&quot; para o desenvolvimento do Observatório de Neutrinos IceCube"><figcaption>O professor Francis Halzen foi premiado por sua "contribuição decisiva" para o desenvolvimento do Observatório de Neutrinos IceCube. Crédito: Yuya Makino/Icecube</figcaption></figure><p>O<strong> físico belga Francis Halzen </strong>recebeu o <strong>Prêmio Nobel de Física de 2026</strong> por sua contribuição ao desenvolvimento do Observatório de Neutrinos IceCube, instalado no Polo Sul. O equipamento utiliza uma gigantesca estrutura de gelo na Antártida para detectar partículas subatômicas conhecidas como neutrinos, também chamadas de “partículas fantasma”.</p><p>Professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, Halzen liderou uma equipe internacional responsável pela <strong>criação do observatório, considerado um avanço para a astronomia. </strong>A tecnologia permite investigar acontecimentos cósmicos extremamente energéticos, como explosões de estrelas e fenômenos associados a buracos negros.</p><p>A ideia de <strong>utilizar o gelo antártico para detectar neutrinos </strong>foi apresentada pelo cientista em 1988. Décadas depois, o projeto se tornou realidade e abriu novas possibilidades para compreender o Universo. Segundo a Real Academia Sueca de Ciências, a visão e a liderança de Halzen foram fundamentais para o desenvolvimento do IceCube.</p><h2>Como funciona o observatório de partículas fantasma</h2><p>Os <strong>neutrinos são partículas extremamente pequenas que atravessam a matéria quase sem interagir com ela</strong>. Produzidos em grandes quantidades pelo Sol e por outros fenômenos cósmicos, bilhões deles atravessam continuamente o corpo humano sem provocar efeitos perceptíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-2026-reconhece-cientista-que-revolucionou-estudo-do-universo-com-particulas-fantasma-1791742696550.jpg" data-image="zxy0ld9vz7m7" alt="Esta imagem desfocada é da Via Láctea, mas é composta de partículas de neutrinos" title="Esta imagem desfocada é da Via Láctea, mas é composta de partículas de neutrinos"><figcaption>Esta imagem desfocada é da Via Láctea, mas é composta de partículas de neutrinos. Crédito: IceCube/CNS</figcaption></figure><p>Para identificar essas partículas, o<strong> IceCube</strong> utiliza aproximadamente um quilômetro cúbico de gelo antártico, equipado com milhares de sensores luminosos instalados em profundidade. Quando um neutrino interage com a matéria, pode produzir partículas carregadas que geram um brilho azulado detectável pelos equipamentos.</p><p>A <strong>análise desses sinais permite estimar a direção e a energia dos neutrinos</strong>, oferecendo pistas sobre sua origem. Como essas interações são extremamente raras, o enorme volume de gelo transparente é essencial para aumentar as possibilidades de detecção.</p><h2>Uma nova janela para investigar o Universo</h2><p>Uma das principais vantagens dos neutrinos está na capacidade de <strong>atravessar regiões densas do espaço que a luz não consegue penetrar facilmente.</strong> Além disso, por não possuírem carga elétrica, suas trajetórias não são desviadas por campos magnéticos.</p><div class="texto-destacado">Essas características transformam as partículas em importantes mensageiras cósmicas. Ao identificar sua origem, os pesquisadores conseguem investigar processos físicos que ocorrem em ambientes extremos, incluindo regiões próximas a buracos negros e estrelas em explosão.</div><p>O reconhecimento de Halzen destaca também a <strong>importância da cooperação científica internaciona</strong>l. Para especialistas, o IceCube representa uma nova forma de observar o cosmos, complementando os telescópios tradicionais e ampliando as possibilidades de descoberta.</p><h2>Reconhecimento de décadas de pesquisa</h2><p>Durante o anúncio da premiação, Halzen reconheceu que <strong>o sucesso do projeto superou suas próprias expectativas</strong>. Inicialmente, havia dúvidas sobre a viabilidade de construir um detector tão complexo em condições ambientais extremas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778173" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos.html" title="Nobel de Física usa IA para resolver uma conjectura que resistia havia 10 anos">Nobel de Física usa IA para resolver uma conjectura que resistia havia 10 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos.html" title="Nobel de Física usa IA para resolver uma conjectura que resistia havia 10 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos-1783806904436_320.png" alt="Nobel de Física usa IA para resolver uma conjectura que resistia havia 10 anos"></a></article></aside><p>O presidente do Comitê Nobel de Física, Mark Pearce, destacou que a <strong>persistência e a visão científica do pesquisador</strong> contribuíram para estabelecer uma nova modalidade de astronomia.</p><p>Com o IceCube,<strong> a ciência ganhou uma ferramenta para investigar alguns dos fenômenos mais misteriosos do Universo</strong>, demonstrando como partículas praticamente invisíveis podem revelar informações fundamentais sobre o cosmos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="O%20que%20s%C3%A3o%20as%20'part%C3%ADculas%20fantasma'%20que%20deram%20Nobel%20de%20F%C3%ADsica%20a%20professor%20da%20B%C3%A9lgica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fc6kglr3wy2zgo">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6kglr3wy2zgo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que são as 'partículas fantasma' que deram Nobel de Física a professor da Bélgica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-2026-reconhece-cientista-que-revolucionou-estudo-do-universo-com-particulas-fantasma.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vazão das Cataratas do Iguaçu chega a 11,8 milhões de litros e interdita passarela]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/vazao-das-cataratas-do-iguacu-chega-a-11-8-milhoes-de-litros-e-interdita-passarela.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 19:13:29 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Técnicos que atuam na gestão da unidade de conservação paranaense aguardam uma redução sustentada nos índices hídricos para planejar uma liberação gradual das áreas que foram suspensas. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vazao-das-cataratas-do-iguacu-chega-a-11-8-milhoes-de-litros-e-interdita-passarela-1791829958918.jpg" data-image="cxuveavdwctb" alt="Com o fechamento preventivo de trilhas como Poço Preto e Bananeiras, os turistas continuam contemplando as quedas por meio dos mirantes estruturados e da trilha principal. Foto: Reprodução/ Redes Sociais" title="Com o fechamento preventivo de trilhas como Poço Preto e Bananeiras, os turistas continuam contemplando as quedas por meio dos mirantes estruturados e da trilha principal. Foto: Reprodução/ Redes Sociais"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-109106">Com o fechamento preventivo de trilhas como Poço Preto e Bananeiras, os turistas continuam contemplando as quedas por meio dos mirantes estruturados e da trilha principal. Foto: Reprodução/ Redes Sociais</figcaption></figure><p><strong>O aumento expressivo no fluxo do Rio Iguaçu motivou a interdição preventiva da passarela das Cataratas do Iguaçu</strong>, situada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A decisão de segurança visa resguardar a integridade dos visitantes diante da força incomum das correntes hídricas que cruzam o parque nacional.</p><p>A rápida elevação começou a ser monitorada no domingo (11), quando a vazão alcançou <strong>8,8 milhões de litros de água</strong> por segundo durante a manhã. Já nas primeiras horas de segunda-feira (12), novas medições indicaram que <strong>o índice subiu para 11,8 milhões de litros por segundo</strong>.</p><h2>Volume d'água atinge patamar quase oito vezes superior à média</h2><p>Esse volume verificado na segunda-feira <strong>representa um índice quase oito vezes maior do que a média histórica</strong> do atrativo turístico, que gira em torno de 1,5 milhão de litros por segundo. No domingo, momento em que ocorreu o bloqueio inicial da passarela, a taxa já equivalia a praticamente seis vezes esse valor padrão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vazao-das-cataratas-do-iguacu-chega-a-11-8-milhoes-de-litros-e-interdita-passarela-1791830148170.jpg" data-image="zbvdg0t2pmhx" alt="Considerado Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, o parque segue em operação parcial. Foto: Reprodução/ Redes Sociais" title="Considerado Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, o parque segue em operação parcial. Foto: Reprodução/ Redes Sociais"><figcaption>Considerado Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, o parque segue em operação parcial. Foto: Reprodução/ Redes Sociais</figcaption></figure><p>Essa sobrecarga substancial no leito <strong>está diretamente ligada às precipitações registradas ao longo de toda a bacia hidrográfica do Rio Iguaçu</strong>, curso que cruza o estado paranaense. Em decorrência do acumulado hídrico, as cascatas ganharam força desproporcional, transformando a paisagem natural contemplada pelo público visitante.</p><p>Para além do fechamento do acesso suspenso que conduz à visão frontal das quedas, outros dois trajetos internos foram interrompidos pela administração: <strong>o</strong><strong> Caminho das Bananeiras e o do Poço Preto</strong>. O bloqueio temporário dessas rotas ecológicas foi estabelecido porque ambos os trechos costumam apresentar pontos de alagamento com o transbordamento da mata ciliar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Foz do Iguaçu/PR Cataratas do Iguaçu 12/10/2026 Neste feriado, a passarela foi interditada devido as fortes chuvas. https://t.co/phKSlTwTaY</p>— TEMPO OESTE (@TempoOeste) <a href="https://x.com/TempoOeste/status/2109645306119798838?ref_src=twsrc%5Etfw">October 12, 2026</a></blockquote></figure><p>O acionamento imediato dessas barreiras físicas <strong>respeita os protocolos técnicos e operacionais pré-estabelecidos para contingências climáticas</strong> severas dentro da reserva ecológica. As medidas evitam a aproximação de pessoas em pontos onde a força da água oferece riscos evidentes de acidentes estruturais.</p><h2>Visitação turística permanece ativa nos mirantes e trilhas seguras</h2><p>Mesmo com as restrições adotadas nos setores mais vulneráveis às inundações, a unidade de conservação continua aberta ao público em geral. Quem viaja até o destino paranaense ainda pode realizar <strong>o percurso tradicional pela Trilha das Cataratas e observar as cascatas a partir dos mirantes panorâmicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O acompanhamento das oscilações do rio permanece sob a condução conjunta da concessionária Urbia+Cataratas e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (<a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br" target="_blank">ICMBio</a>), que avaliam constantemente os relatórios fluviométricos para determinar o momento exato em que haverá estabilização das correntes.</div><p><strong>A desinterdição da passarela depende do recuo sustentado da vazão para patamares seguros</strong> e da realização de vistorias minuciosas nas estruturas de sustentação. Até o momento, as entidades administradoras ressaltam que não há uma data previamente definida para o retorno das atividades nesses trechos específicos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil.html" title="Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco">Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil.html" title="Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil-1791813409759_320.jpg" alt="Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco"></a></article></aside><p><strong>Declarado Patrimônio Mundial Natural pela Unesco</strong>, o Parque Nacional do Iguaçu mantém sua operação focada no equilíbrio entre o turismo ecológico e os mais rigorosos padrões de proteção coletiva.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Laura%20Braga" data-year="2026" data-title="Cataratas%20do%20Igua%C3%A7u%20registram%20vaz%C3%A3o%20quase%208%20vezes%20maior%20que%20m%C3%A9dia%20hist%C3%B3rica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fbrasil%2Fcataratas-do-iguacu-registram-vazao-quase-8-vezes-maior-que-media-historica">Laura Braga. (2026). <a href="https://www.metropoles.com/brasil/cataratas-do-iguacu-registram-vazao-quase-8-vezes-maior-que-media-historica" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cataratas do Iguaçu registram vazão quase 8 vezes maior que média histórica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/vazao-das-cataratas-do-iguacu-chega-a-11-8-milhoes-de-litros-e-interdita-passarela.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que cadáveres de alpinistas como "Green Boots" se tornam pontos de referência no Everest?]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/por-que-cadaveres-de-alpinistas-como-green-boots-se-tornam-pontos-de-referencia-no-everest.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 18:32:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por quase 30 anos, o corpo de "Green Boots" permaneceu congelado no gelo do Everest, tornando-se um marco macabro para os alpinistas. Recentemente identificado, ele é um dos cerca de 200 corpos que ainda permanecem no "teto do mundo".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pourquoi-des-cadavres-d-alpinistes-comme-green-boots-deviennent-des-reperes-sur-l-everest-alpinisme-mort-1791720303206.jpg" data-image="5gwx6ip5inuo" alt="As botas verde-limão do alpinista Dorje Morup lhe renderam o famoso apelido de &quot;Green Boots&quot;. Tornando-se uma referência para outros alpinistas, seu corpo será em breve repatriado." title="As botas verde-limão do alpinista Dorje Morup lhe renderam o famoso apelido de &quot;Green Boots&quot;. Tornando-se uma referência para outros alpinistas, seu corpo será em breve repatriado."><figcaption>As botas verde-limão do alpinista Dorje Morup lhe renderam o famoso apelido de "Green Boots". Tornando-se uma referência para outros alpinistas, seu corpo será em breve repatriado.</figcaption></figure><p>Nas encostas do Everest, a morte faz parte da paisagem. <strong>A mais de 8.000 metros de altitude</strong>, os corpos dos alpinistas que não sobreviveram à ascensão permanecem, por vezes, abandonados no gelo, <strong>tornando-se marcos sinistros para aqueles que tentam alcançar o cume</strong>.</p><p>Entre eles está também "Green Boots", <strong>cuja identidade foi revelada em junho de 2026</strong>, quase trinta anos após a sua morte. <strong>Dorje Morup, um militar indiano, será em breve repatriado</strong>. Mas e quanto aos outros corpos abandonados nas encostas do Everest?</p><h2>No Everest, corpos que se tornam marcos macabros</h2><p>Altitude extrema, frio, falta de oxigênio, terreno perigoso: as condições por vezes terríveis enfrentadas pelos alpinistas podem custar-lhes a vida. Elas também tornam muito difícil o acesso e o resgate dos corpos daqueles que pereceram. As operações de salvamento ou de recuperação também podem ser muito dispendiosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pourquoi-des-cadavres-d-alpinistes-comme-green-boots-deviennent-des-reperes-sur-l-everest-alpinisme-mort-1791721390988.jpeg" data-image="3y5786o59xc4" alt="Mais de 300 pessoas morreram ao tentar escalar o pico mais alto da Terra desde o início das expedições, na década de 1920." title="Mais de 300 pessoas morreram ao tentar escalar o pico mais alto da Terra desde o início das expedições, na década de 1920."><figcaption>Mais de 300 pessoas morreram ao tentar escalar o pico mais alto da Terra desde o início das expedições, na década de 1920.</figcaption></figure><p>Os corpos deixados nas encostas do Everest tornam-se, involuntariamente, pontos de referência na rota para o cume. Alguns, como "Green Boots", <strong>receberam apelidos dos alpinistas que passam por eles</strong>.</p><h3>Pelo menos duas alpinistas que também se tornaram referências</h3><p>Em 1979, a alpinista alemã Hannelore Schmatz morreu durante a descida. Conhecida como "A Alemã", <strong>seu corpo permaneceu visível por muito tempo na rota do lado nepalês antes de ser deslocado pelos elementos naturais</strong>. Em 1998, foi a vez da alpinista americana Francys Arsentiev morrer durante a descida do Everest. Seu corpo, que permaneceu visível até 2007,<strong> rendeu-lhe o apelido de "Bela Adormecida"</strong>.</p><h2>Com o derretimento do gelo, o Everest revela seus corpos... e seu lixo<br></h2><p>Em 1999, foi descoberto também o corpo de George Mallory, o alpinista britânico desaparecido durante uma tentativa de escalar o cume em 1924. Com ele, desapareceu o explorador Andrew Comyn Irvine, cujo corpo nunca foi encontrado. No entanto, em setembro de 2024, reapareceram uma bota e uma meia com a inscrição "A.C. Irvine" bordada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pourquoi-des-cadavres-d-alpinistes-comme-green-boots-deviennent-des-reperes-sur-l-everest-alpinisme-mort-1791723200265.jpg" data-image="fsidkv01xrw3" alt="Um sapato e uma meia, nos quais estava bordada a inscrição &quot;A.C. Irvine&quot;, reapareceram 100 anos após o desaparecimento do alpinista Andrew Comyn Irvine." title="Um sapato e uma meia, nos quais estava bordada a inscrição &quot;A.C. Irvine&quot;, reapareceram 100 anos após o desaparecimento do alpinista Andrew Comyn Irvine."><figcaption>Um sapato e uma meia, nos quais estava bordada a inscrição "A.C. Irvine", reapareceram 100 anos após o desaparecimento do alpinista Andrew Comyn Irvine.</figcaption></figure><p>Infelizmente, os corpos congelados no gelo não são os únicos vestígios que o aquecimento global faz ressurgir no Everest. <strong>À medida que as geleiras recuam, elas também revelam décadas de poluição deixada por expedições</strong>, transformando o "teto do mundo" em um verdadeiro lixão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679164" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/restos-mortais-de-alpinista-sao-encontrados-no-monte-everest-apos-um-seculo.html" title="Restos mortais de alpinista são encontrados no Monte Everest após um século">Restos mortais de alpinista são encontrados no Monte Everest após um século</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/restos-mortais-de-alpinista-sao-encontrados-no-monte-everest-apos-um-seculo.html" title="Restos mortais de alpinista são encontrados no Monte Everest após um século"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/restos-mortais-de-alpinista-sao-encontrados-no-everest-apos-um-seculo-1729370368694_320.jpg" alt="Restos mortais de alpinista são encontrados no Monte Everest após um século"></a></article></aside><p>Barracas, cordas, cilindros de oxigênio, embalagens e excrementos se acumulam na montanha, e as operações de limpeza são particularmente perigosas em grandes altitudes. Esses plásticos se desintegram lentamente, poluindo de forma duradoura tanto as paisagens quanto os rios.</p><h3>Referências do artigo</h3><p><em>Le Parisien (23/06/2026), <a href="https://www.leparisien.fr/faits-divers/mont-everest-lidentite-de-green-boots-celebre-mort-de-lascension-revelee-avant-une-expedition-pour-recuperer-le-corps-23-06-2026-LKBWJX4QWNH3LKPEZ75ZYT3M7Q.php" target="_blank">Mont Everest : l’identité de « Green Boots », célèbre mort de l’ascension, révélée avant une expédition pour récupérer le corps</a></em></p><p><em>The Independent (02/07/2026), <a href="https://www.independent.co.uk/asia/south-asia/everest-green-boots-body-india-nepal-tibet-dead-b3007345.html" target="_blank">India wants to recover ‘Green Boots’ after 30 years. Here’s why so many of Everest’s dead are left behind</a></em></p><p><em>Science et Avenir (28/05/2023), <a href="https://www.sciencesetavenir.fr/nature-environnement/pollution/plus-de-1-6-tonne-de-dechets-plastiques-retrouves-dans-l-himalaya-lors-d-une-expedition_171623" target="_blank">Plus de 1,6 tonne de déchets plastiques retrouvés dans l'Himalaya lors d'une expédition</a></em></p><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/por-que-cadaveres-de-alpinistas-como-green-boots-se-tornam-pontos-de-referencia-no-everest.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria atingem o Sudeste e aumentam as chuvas e temporais severos na região; veja a previsão]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 16:30:24 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas aumentam de intensidade nos próximos dias sobre a Região Sudeste, com alertas de eventos intensos e de temporais sobre todos os estados. A atuação de um ciclone extratropical e de uma frente fria favorece os alertas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao-1791821643438.jpg" data-image="uo172b8ctsja" alt="alerta Sudeste" title="alerta Sudeste"><figcaption>Acumulado de chuva na semana pode passar dos 100 mm no Sudeste, principalmente no leste e sul de São Paulo.</figcaption></figure><p>Padrão úmido, com<strong> chuvas intensas e temporais continuam ameaçando a Região Sudeste</strong>, com aumento das chances nos próximos dias, no decorrer desta semana. <strong>A partir da sexta-feira (16), um ciclone e uma frente fria se formam</strong>, aumentando o potencial de transtornos em parte da região e contribuindo para o tempo mais estável em outras áreas.</p><h2>Antes do ciclone, chuvas intensas e temporais ameaçam SP, RJ, MG e ES</h2><p><strong>Nesta terça-feira (13)</strong>, o tempo firme predomina por boa parte do dia na Região Sudeste, com temperaturas elevadas e calor de mais de 30°C já por volta do meio-dia. Essa condição, <strong>pode potencializar os eventos de chuva </strong>que ocorrem de forma pontual a partir do meio da tarde, às 15 horas. </p><p><strong>Há potencial de temporais</strong> para o centro-sul e leste de São Paulo, para o sul e região serrana do Rio de Janeiro, para o centro-sul, sudeste e região do Triângulo Mineiro em Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao-1791821829543.jpg" data-image="ixksbgncpbuq" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a tarde da terça-feira, 13 de outubro.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite as chuvas reduzem</strong>, mas ainda podem ocorrer com fraca a moderada intensidade, acompanhadas de trovoadas no centro-norte de São Paulo e na região do Triângulo Mineiro.</p><p><strong>Na quarta-feira (14)</strong>, mais um dia de calor e sol em boa parte da Região. No entanto, o tempo fica instável a partir do fim da manhã em São Paulo, seguindo para o Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais a partir da tarde. <strong>As chuvas acontecem de forma mais abrangente e com maior potencial para transtornos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao-1791821932216.jpg" data-image="chzw0hnz3icf" alt="alerta de chuvas intensas e temporais" title="alerta de chuvas intensas e temporais"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a tarde da quarta-feira, 14 de outubro.</figcaption></figure><p><strong>Alerta de chuvas intensas e de temporais</strong> para todo o estado de São Paulo, centro-sul, sudeste e região do Triângulo Mineiro em Minas Gerais e para o Rio de Janeiro. <strong>Os eventos mais intensos acontecem no fim da tarde</strong> e no período da noite, <strong>com potencial de intensas rajadas de vento e queda de granizo</strong>. No Espírito Santo, <strong>há alerta de chuvas intensas e de temporais no período da noite</strong>.</p><p><strong>Na quinta-feira (15)</strong>, dá-se a formação das primeiras áreas de instabilidade, através da atuação de uma cavado que irá evoluir para o ciclone extratropical e sua frente fria.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>O dia fica mais nublado sobre o Sudeste</strong>, com tempo mais firme no norte de Minas Gerais e no Espírito Santo. Já <strong>pela manhã</strong>, nas demais áreas, muita nebulosidade e ocorrência de <strong>chuva fraca a moderada </strong>na porção central e sul de Minas Gerais e no oeste e nordeste de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao-1791821988740.jpg" data-image="o8js4r9apsbw" alt="alerta temporais Sudeste" title="alerta temporais Sudeste"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a tarde da quinta-feira, 15 de outubro.</figcaption></figure><p><strong>A partir da tarde</strong>, instabilidades se espalham e provocam chuvas abrangentes, mas agora <strong>com riscos de temporais mais pontuais</strong> em todo o estado de São Paulo, no Rio de Janeiro, no centro-sul, sudeste e na região do Triângulo Mineiro em Minas Gerais.<strong> O maior risco se concentra no período entre o fim da tarde e à noite</strong> no leste paulista e sobre o território fluminense.</p><h2>Ciclone e frente fria provocam mudança no Sudeste</h2><p>Na sexta-feira (16), a região de cavado sobre o Sudeste se intensifica evoluindo para um ciclone extratropical com sua frente fria no sábado (17).</p><p><strong>A sexta-feira (16) será chuvosa</strong><strong>, </strong>com chuvas de fraca a moderada intensidade na madrugada e manhã,<strong> </strong>e <strong>alerta de chuvas intensas e de temporais a partir da tarde até a noite</strong>, o que aumenta o <strong>potencial de alagamentos, inundações e deslizamentos</strong>. Riscos para o centro, norte e leste de São Paulo, para o Rio de Janeiro e todo o estado de Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao-1791822198111.jpg" data-image="my9ll1op8zhb" alt="alerta de tempo severo" title="alerta de tempo severo"><figcaption>Probabilidade alta de chuvas intensas sobre o Sudeste a partir da tarde da sexta-feira, 16 de outubro.</figcaption></figure><p><strong>No sábado (17)</strong>, na madrugada o ciclone extratropical está formado e mantém o potencial de <strong>chuvas intensas e de temporais</strong> no centro-norte, sudeste e leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Em São Paulo, no oeste e sul de Minas Gerais, uma massa de ar frio favorece o tempo estável e a queda nas temperaturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil.html" title="Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco">Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil.html" title="Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil-1791813409759_320.jpg" alt="Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco"></a></article></aside><p>Com o afastamento do ciclone e o avanço da frente fria, as chuvas no restante do sábado (17) se concentram no extremo norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, com risco maior agora para a Bahia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sudeste-e-aumentam-as-chuvas-e-temporais-severos-na-regiao-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone mantém chuvas atípicas e temporais sobre o Brasil; veja as regiões em risco]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 13:57:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas intensas de até 250 mm atingem o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil ao longo desta semana, com risco de grandes transtornos. As chuvas são impulsionadas por um novo ciclone, que se forma na costa brasileira a partir de sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xblz7dy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xblz7dy.jpg" id="xblz7dy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, os <strong>resquícios de uma frente fria</strong> e uma <strong>região de baixa pressão</strong> atuam sobre a região Sul e parte do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil, mantendo as <strong>c</strong><strong>huvas intensas e frequentes</strong>. Entre as regiões atingidas estão o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Mato Grosso do Sul.</p><div class="texto-destacado">O Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu avisos para estes estados. Há risco de chuvas de até 100 mm por dia, ventos intensos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo, além de outras ocorrências de tempo severo.</div><p>Já nesta <strong>segunda-feira (12)</strong>, há <strong>risco de transtornos pontuais para a população</strong>, especialmente na região Sul. Podem ser registrados cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transbordamentos de rios.</p><h2>Pancadas de chuva continuam ao longo da semana</h2><p>Essa tendência continua ao longo dos dias seguintes. Na <strong>terça-feira (13)</strong>, as pancadas de chuva perdem força sobre o estado gaúcho, mas continuam trazendo <strong>acumulados altos</strong> para Santa Catarina, Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e partes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil-1791793436858.jpg" data-image="788ux4inbxg8" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na terça-feira durante a tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na terça-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na terça-feira durante a tarde ilustra quais regiões serão mais impactadas pelas tempestades. Há risco de transtornos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Entre a quarta-feira (14) e a quinta-feira (15), <strong>pancadas de chuva se espalham </strong>pelo restante do <strong>Sudeste</strong> e do <strong>Centro-Oeste</strong>, se formando especialmente durante a tarde e a noite. Essas tempestades podem ser localmente intensas, mas atuam de maneira localizada, esparsa e rápida sobre ambas as regiões.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Enquanto isso, as <strong>chuvas perdem sua força gradualmente na região Sul</strong>. Embora ainda haja risco de formação de chuvas fracas a moderadas, o risco de grandes transtornos para a população reduz consideravelmente, especialmente a partir da quinta-feira (15).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil-1791793494916.jpg" data-image="n9c6dhpbx9rg" alt="Previsão de nebulosidade e chuva na quinta-feira durante a tarde." title="Previsão de nebulosidade e chuva na quinta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva na quinta-feira durante a tarde mostra as chuvas perdendo intensidade sobre o Sul, porém se espalhando pelo restante do Sudeste e do Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Essa situação continua ao longo da sexta-feira (16), conforme ocorre uma <strong>ciclogênese</strong>: um ciclone se configura na costa do Brasil, entre a região Sul e Sudeste, se afastando imediatamente em direção ao Oceano Atlântico Sul, enquanto sua <strong>frente fria associada</strong> passa a <strong>causar chuvas </strong>sobre o país. </p><h2>Ciclone se forma entre Sexta e Sábado</h2><p>Na prática, o efeito principal deste ciclone será organizar a circulação de ventos e umidade sobre o Brasil, de maneira a impulsionar a<strong> formação de pancadas de chuva sobre o centro-norte do país</strong>, incluindo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil-1791793528246.jpg" data-image="wg1aj2xdysi1" alt="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva no sábado de tarde." title="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva no sábado de tarde."><figcaption>Previsão de pressão, nebulosidade e chuva no sábado de tarde mostra o ciclone sobre o Oceano Atlântico, e sua frente fria ocasionando chuvas sobre parte do Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Enquanto isso ocorre, o tempo em toda a região Sul e também sobre o Mato Grosso do Sul e São Paulo <strong>passa a ficar predominantemente firme, seco e ensolarado</strong>, apenas com previsão de chuva pouco significativa. Essa situação também pode ser observada na imagem acima.</p><p>Ao total, os <strong>estados mais afetados pela chuva</strong> ao longo desta semana serão o Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul, onde os acumulados totais de chuva podem ficar <strong>entre 200 e 250 mm</strong>. Parte de São Paulo e do Rio de Janeiro também podem registrar acumulados<strong> entre 150 e 200 mm</strong> de chuva total, assim como norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil-1791793563533.jpg" data-image="sdopowec4qf1" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do Sábado." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do Sábado."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do Sábado ilustra quais regiões serão mais afetadas pelas chuvas intensas, com destaque para PR e MS, além de RS, SC, SP e RJ.</figcaption></figure><p><strong>Em casos de tempestade</strong>, recomenda-se à população não se abrigar debaixo de árvores (<em>há risco de queda e descargas elétricas</em>), não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda (<em>pela mesma razão</em>), e evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada (<em>risco de eletrocussão em caso de raios</em>).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas.html" title="Alerta no PR: mais de 100 mm de chuva ameaçam recuperação de hortaliças">Alerta no PR: mais de 100 mm de chuva ameaçam recuperação de hortaliças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas.html" title="Alerta no PR: mais de 100 mm de chuva ameaçam recuperação de hortaliças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas-1791721448809_320.jpg" alt="Alerta no PR: mais de 100 mm de chuva ameaçam recuperação de hortaliças"></a></article></aside><p>Além disso, <strong>NUNCA enfrente o mau tempo</strong> nem tente transitar por vias alagadas. Mesmo camadas finas de água, com poucos centímetros, são capazes de arrastar carros e pessoas, resultando em fatalidades. Também nunca deixe de observar as encostas, evitando transitar por áreas propícias a deslizamentos de terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-mantem-chuvas-atipicas-e-temporais-sobre-o-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo um relatório, os jatos particulares poluem até 14 vezes mais do que os voos comerciais]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/segundo-um-relatorio-os-jatos-particulares-poluem-ate-14-vezes-mais-do-que-os-voos-comerciais.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 12:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório americano analisou quem está realmente pagando a conta do aumento do uso de jatos particulares nos Estados Unidos e, segundo os pesquisadores que o elaboraram, não são os bilionários que de fato viajam neles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/private-jet-flights-are-booming-in-the-us-but-owners-pay-less-than-1-of-aviation-taxes-study-finds-1790357234128.png" data-image="rdthwx1t6lr4" alt="Um novo relatório aponta que as viagens em jatos particulares geraram custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos." title="Um novo relatório aponta que as viagens em jatos particulares geraram custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos."><figcaption>Um novo relatório aponta que as viagens em jatos particulares geraram custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos.</figcaption></figure><p>Segundo o Instituto de Estudos Políticos (IPS), <strong>existem atualmente 3.428 multimilionários em todo o mundo</strong>, o que basicamente se traduz em um maior número de viagens em jatos particulares. De fato, o instituto afirma que o patrimônio médio de <strong>um proprietário de jato particular gira em torno de 190 milhões de dólares.</strong></p><p>Nesta semana, o grupo de especialistas publicou um novo relatório intitulado *High Flyers 2026*, que<strong> analisa o custo real de todos esses voos privados para o restante da população</strong>, tanto em termos de impostos quanto de impacto ambiental. E, segundo os pesquisadores, a resposta é: bastante elevado.</p><h2>Pagam muito menos do que lhes cabe</h2><p>Segundo o relatório, jatos particulares e serviços de voos fretados representam <strong>atualmente cerca de 16% das operações de voo gerenciadas pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA</strong>. No entanto, dados do Departamento de Transportes dos EUA sugerem que jatos particulares não comerciais representam aproximadamente 7% da atividade no espaço aéreo, mas contribuem com menos de 0,6% dos impostos destinados ao fundo que ajuda a financiar as operações da FAA.</p><p>Isso se refere a um grupo minúsculo de pessoas. Segundo o estudo, estima-se que 256.000 pessoas viajem em jatos particulares, <strong>o que equivale a aproximadamente 0,003% da população</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/private-jet-flights-are-booming-in-the-us-but-owners-pay-less-than-1-of-aviation-taxes-study-finds-1790358078414.png" data-image="lt6cmfy2wdoe" alt="Os pesquisadores apontaram que a aviação privada é um meio de transporte que polui de forma desproporcional, uma vez que o impacto de suas emissões vai além do simples consumo de combustível." title="Os pesquisadores apontaram que a aviação privada é um meio de transporte que polui de forma desproporcional, uma vez que o impacto de suas emissões vai além do simples consumo de combustível."><figcaption>Os pesquisadores apontaram que a aviação privada é um meio de transporte que polui de forma desproporcional, uma vez que o impacto de suas emissões vai além do simples consumo de combustível.</figcaption></figure><p>"<strong>O restante de nós não deveria ter que pagar pelos excessos de luxo da classe multimilionária que utiliza jatos particulares</strong>", disse Chuck Collins, coautor do relatório. "Nossos impostos, ganhos com tanto esforço, não deveriam subsidiar seus hábitos imprudentes de viagens aéreas, que <strong>prejudicam ainda mais o nosso planeta, que está aquecendo.</strong>"</p><p>O relatório também revelou que <strong>mais de 1,13 bilhão de dólares em subsídios para infraestrutura aeroportuária, concedidos até 2026</strong>, foram destinados a projetos que poderiam beneficiar principalmente aeronaves particulares. Além disso, segundo os pesquisadores, a principal organização de lobby do setor, a Associação Nacional de Aviação Comercial, gastou cerca de 2 milhões de dólares em 2025 promovendo uma legislação que concede isenções fiscais significativas aos proprietários de aeronaves particulares.</p><h2>Até 14 vezes mais poluente</h2><p>No que diz respeito ao clima, o relatório afirma que os jatos particulares geram emissões diretas de carbono entre <strong>10 e 14 vezes maiores por passageiro do que os voos comerciais</strong>. E isso sem levar em conta os demais efeitos de aquecimento decorrentes de voar em grandes altitudes.</p><p>A propriedade fracionada, modalidade pela qual as pessoas compram uma parte de uma aeronave em troca de um número determinado de horas de voo, <strong>também cresceu 65% entre 2019 e 2025</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669057" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/avioes-modernos-emitem-menos-dioxido-de-carbono-mas-seus-rastros-aquecem-mais-o-planeta.html" title="Aviões modernos emitem menos dióxido de carbono, mas seus rastros aquecem mais o planeta">Aviões modernos emitem menos dióxido de carbono, mas seus rastros aquecem mais o planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/avioes-modernos-emitem-menos-dioxido-de-carbono-mas-seus-rastros-aquecem-mais-o-planeta.html" title="Aviões modernos emitem menos dióxido de carbono, mas seus rastros aquecem mais o planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-aviones-modernos-emiten-menos-dioxido-de-carbono-pero-sus-estelas-de-condensacion-calientan-mas-el-planeta-1723143947159_320.jpg" alt="Aviões modernos emitem menos dióxido de carbono, mas seus rastros aquecem mais o planeta"></a></article></aside><p>Portanto, o instituto solicita um imposto de luxo sobre a venda de jatos particulares, <strong>impostos mais altos sobre o combustível para jatos particulares e que se pare de gastar dinheiro público</strong> em novas infraestruturas para jatos particulares.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="New%20Report%20%22High%20Flyers%202026%22%20Reveals%20How%20Private%20Jets%20Costs%20Taxpayers%20and%20the%20Planet" data-year="September%202026" data-title="Institute%20for%20Policy%20Studies" data-url="https%3A%2F%2Fips-dc.org%2Frelease-high-flyers-2026%2F">New Report "High Flyers 2026" Reveals How Private Jets Costs Taxpayers and the Planet. (September 2026). <a href="https://ips-dc.org/release-high-flyers-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Institute for Policy Studies</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/segundo-um-relatorio-os-jatos-particulares-poluem-ate-14-vezes-mais-do-que-os-voos-comerciais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A história do planeta fênix, um mundo formado a partir dos restos da própria estrela]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/a-historia-do-planeta-fenix-um-mundo-formado-a-partir-dos-restos-da-propria-estrela.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos identificaram o primeiro exemplo de um mundo formado a partir do material deixado pela morte estelar, em vez de ter surgido junto com a estrela original. A descoberta amplia o que conhecemos sobre formação de planetas e sugere que podem se formar mesmo após a morte de suas estrelas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-historia-do-planeta-fenix-um-mundo-formado-a-partir-dos-restos-da-propria-estrela-1791724659998.png" data-image="lv43r963y7oc" alt="Um possível planeta de segunda geração pode ter se formado dos restos de uma estrela e agora está sendo lentamente consumido pela anã branca que ela deixou para trás. Crédito: NASA/Chandra" title="Um possível planeta de segunda geração pode ter se formado dos restos de uma estrela e agora está sendo lentamente consumido pela anã branca que ela deixou para trás. Crédito: NASA/Chandra"><figcaption>Um possível planeta de segunda geração pode ter se formado dos restos de uma estrela e agora está sendo lentamente consumido pela anã branca que ela deixou para trás. Crédito: NASA/Chandra</figcaption></figure><p><strong>Quando estrelas semelhantes ao Sol se aproximam do fim de sua vida, elas entram na fase de gigante vermelha</strong>, expandindo suas camadas externas e perdendo parte de sua massa na forma de gás. Após essa etapa, o núcleo remanescente pode se tornar uma anã branca, um objeto que já não realiza fusão nuclear.</p><p><strong>A expansão para a fase de gigante vermelha pode afetar os sistemas planetários ao redor da estrela.</strong> Planetas em órbitas próximas podem ser engolidos pela atmosfera estelar expandida ou destruídos por aquecimento intenso. A perda de massa da estrela também modifica a gravidade do sistema.</p><p>Nesse contexto, astrônomos identificaram um possível planeta de segunda geração orbitando uma anã branca,<strong> aparentemente formado a partir do material remanescente da evolução estelar. </strong>A descoberta sugere que os restos de um sistema planetário podem fornecer matéria para a formação de novos planetas.</p><h2>Morte de uma estrela</h2><p>Estrelas como o Sol produzem energia por meio da fusão nuclear de hidrogênio em hélio em seus núcleos. Quando o hidrogênio central se esgota, a pressão gerada pela fusão diminui e o núcleo começa a se contrair sob a própria gravidade, enquanto as camadas externas se expandem, transformando a estrela em uma gigante vermelha. </p><div class="texto-destacado">Nessa fase, a temperatura e a pressão aumentam no núcleo, permitindo que comece a fusão do hélio em elementos mais pesados, como carbono e oxigênio.</div><p><strong>Após consumir o hélio disponível no núcleo, o Sol não terá massa suficiente para continuar a fusão.</strong> A estrela perderá gradualmente suas camadas externas, que formarão uma nebulosa planetária, enquanto o núcleo remanescente se tornará uma anã branca, densa e quente. </p><h2>Primeira geração de planetas</h2><p><strong>Planetas de primeira geração são aqueles que se formam junto com sua estrela hospedeira, a partir do mesmo disco protoplanetário de gás e poeira. </strong>Esse disco surge durante a formação estelar, quando parte da nuvem molecular em colapso se organiza em rotação ao redor da estrela jovem. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-historia-do-planeta-fenix-um-mundo-formado-a-partir-dos-restos-da-propria-estrela-1791724890339.png" data-image="l7gs8aw0a89f" alt="Ao morrer, uma estrela libera gás e elementos químicos no espaço. Esse material pode formar um novo disco de matéria e, em condições específicas, dar origem a planetas. Crédito: JAXA" title="Ao morrer, uma estrela libera gás e elementos químicos no espaço. Esse material pode formar um novo disco de matéria e, em condições específicas, dar origem a planetas. Crédito: JAXA"><figcaption>Ao morrer, uma estrela libera gás e elementos químicos no espaço. Esse material pode formar um novo disco de matéria e, em condições específicas, dar origem a planetas. Crédito: JAXA</figcaption></figure><p>Com o tempo, partículas sólidas colidem e se agregam, formando planetesimais que podem crescer até originar planetas rochosos ou núcleos de gigantes gasosos. <strong>A Terra é um exemplo desse processo: formaram-se há cerca de 4,5 bilhões de anos, aproximadamente na mesma época que o Sol. </strong></p><h2>Primeira evidência de uma segunda geração</h2><p>Recentemente, astrônomos encontraram o que seria uma segunda geração de planetas. <strong>Eles observaram uma assinatura química incomum na atmosfera da anã branca HS 0209+0832</strong>, indicando que ela está absorvendo material rico em elementos pesados. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html" title="Novas simulações ligam as primeiras estrelas do Universo a sinais ainda visíveis hoje">Novas simulações ligam as primeiras estrelas do Universo a sinais ainda visíveis hoje</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html" title="Novas simulações ligam as primeiras estrelas do Universo a sinais ainda visíveis hoje"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107881970_320.png" alt="Novas simulações ligam as primeiras estrelas do Universo a sinais ainda visíveis hoje"></a></article></aside><p><strong>A hipótese é que o material esteja vindo de um planeta gigante de segunda geração</strong>, formado a partir de um disco composto por matéria expelida pela estrela durante sua morte. Para que o disco desse origem a um novo planeta, uma estrela companheira pode ter impedindo o material ejetado se dispersasse pelo espaço.</p><h2>Observação</h2><p><strong>A identificação do possível planeta de segunda geração ao redor da anã branca HS 0209+0832 contou com dados do satélite TESS. </strong>Os dados mostraram uma variação no brilho do sistema a cada 4,4 dias. Esse sinal é compatível com um planeta gasoso de dimensões semelhantes às de Júpiter em uma órbita próxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-historia-do-planeta-fenix-um-mundo-formado-a-partir-dos-restos-da-propria-estrela-1791724799992.png" data-image="20jl5i1l5mh5" alt="Na fase de gigante vermelha, estrelas não tem massa suficiente para fundir elementos mais pesados após o hélio, elas expelem suas camadas externas e deixam uma anã branca. Crédito: IUPAC" title="Na fase de gigante vermelha, estrelas não tem massa suficiente para fundir elementos mais pesados após o hélio, elas expelem suas camadas externas e deixam uma anã branca. Crédito: IUPAC"><figcaption>Na fase de gigante vermelha, estrelas não tem massa suficiente para fundir elementos mais pesados após o hélio, elas expelem suas camadas externas e deixam uma anã branca. Crédito: IUPAC</figcaption></figure><p>Se confirmada, <strong>o HS 0209+0832 será o primeiro sistema conhecido com um planeta formado a partir de material expelido pela própria estrela durante sua morte. </strong>A descoberta também sugere uma nova estratégia de busca: analisar a composição química das atmosferas de outras anãs brancas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Williams%20et%20al" data-year="2026" data-title="Discovery%20of%20a%20second-generation%20planet%20candidate%20accreting%20onto%20a%20white%20dwarf" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02983-7">Williams et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02983-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Discovery of a second-generation planet candidate accreting onto a white dwarf</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/a-historia-do-planeta-fenix-um-mundo-formado-a-partir-dos-restos-da-propria-estrela.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um milhão de dólares para resolver uma grande questão da meteorologia: quando uma supercélula forma um tornado]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/um-milhao-de-dolares-para-resolver-uma-grande-questao-da-meteorologia-quando-uma-supercelula-forma-um-tornado.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 08:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos estudará como a turbulência nas camadas inferiores da atmosfera influencia a formação de tornados. O objetivo é identificar quais tempestades têm maior potencial de gerá-los e melhorar os alertas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-millon-de-dolares-para-resolver-una-gran-pregunta-de-la-meteorologia-cuando-una-supercelda-forma-un-tornado-1791565662066.jpg" data-image="8ghvp9r4u621" alt="Tornado supercélula" title="Tornado supercélula"><figcaption>O objetivo final é traduzir esse conhecimento em melhores previsões de curto prazo e alertas meteorológicos mais eficazes.</figcaption></figure><p>Antecipar uma tempestade severa nem sempre é suficiente para prever se ela acabará gerando um tornado. Embora os meteorologistas disponham de ferramentas cada vez mais avançadas,<strong> determinar quais dessas tempestades produzirão um dos fenômenos mais destrutivos da natureza continua sendo um desafio</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para avançar nessa direção, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, estudarão como a turbulência atmosférica pode influenciar o desenvolvimento de tornados.</div><p>O projeto conta com<strong> um financiamento de quase 1,1 milhão de dólares concedido pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos</strong> (NSF, na sigla em inglês) e terá duração de três anos.</p><p>A pesquisa busca compreender melhor os mecanismos que desencadeiam esses fenômenos e, a longo prazo, <strong>contribuir para a emissão de alertas mais precisos e oportunos</strong>, que permitam à população dispor de mais tempo para buscar abrigo.</p><h2><strong>A turbulência, uma peça-chave na formação de tornados</strong></h2><p>O projeto é liderado por Paul Markowski, professor distinto e diretor do Departamento de Meteorologia e Ciências Atmosféricas da universidade. Seu trabalho baseia-se em uma pesquisa publicada em 2024, na qual realizou simulações numéricas de supercélulas: tempestades intensas caracterizadas por correntes ascendentes em rotação.</p><p>Ao contrário de outros modelos que simplificam as condições atmosféricas, essas simulações incorporaram ambientes turbulentos mais realistas. Os resultados sugeriram que os tornados poderiam se formar por meio de mecanismos diferentes daqueles identificados em simulações anteriores, que utilizavam atmosferas menos complexas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787951" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/qual-e-a-diferenca-entre-potencial-e-previsao-de-tornado.html" title="Qual é a diferença entre “potencial” e “previsão” de tornado?">Qual é a diferença entre “potencial” e “previsão” de tornado?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/qual-e-a-diferenca-entre-potencial-e-previsao-de-tornado.html" title="Qual é a diferença entre “potencial” e “previsão” de tornado?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-diferenca-entre-potencial-e-previsao-de-tornado-1788992277561_320.png" alt="Qual é a diferença entre “potencial” e “previsão” de tornado?"></a></article></aside><p>Mais recentemente, pesquisadores de Oklahoma observaram estruturas turbulentas semelhantes durante estudos de campo de supercélulas, o que forneceu <strong>evidências observacionais compatíveis </strong>com os resultados de Markowski.</p><p>No entanto, ainda resta uma pergunta fundamental a ser respondida: essas estruturas turbulentas realmente favorecem a formação de tornados na atmosfera? <strong>Os cientistas consideram que elas poderiam desempenhar um papel importante</strong>, embora ainda precisem determinar em que circunstâncias isso ocorre e qual é a sua influência real.</p><h2><strong>Que condições poderiam favorecer o seu desenvolvimento?</strong></h2><p>Para responder a essa pergunta, a equipe combinará simulações numéricas, técnicas de aprendizado de máquina e medições obtidas durante campanhas de observação anteriores. <strong>Os pesquisadores analisarão diferentes ambientes meteorológicos </strong>para verificar se a turbulência constitui um fator relevante em todos eles ou apenas sob determinadas condições.</p><div class="texto-destacado"><strong>Um dos aspectos que estudarão é a relação entre certas estruturas turbulentas, o vento e a diminuição do aquecimento da atmosfera a partir da superfície terrestre.</strong></div><p>Segundo Kevin Bowley, professor de meteorologia e integrante do projeto, essas estruturas podem surgir quando o aquecimento solar da superfície diminui, <strong>uma situação comum durante as primeiras horas da noite</strong>. Também podem ocorrer em condições de vento.</p><p>Se ficar confirmado que essas características ajudam a distinguir as supercélulas com maior potencial de gerar tornados, elas poderão se tornar indicadores adicionais para os meteorologistas. De qualquer forma, as <strong>tempestades podem se desenvolver sob diferentes combinações de instabilidade atmosférica e variações do vento com a altitude</strong>; portanto, será necessário verificar se o mecanismo funciona em cenários diversos.</p><h2><strong>Supercomputadores e balões para estudar o interior das tempestades</strong></h2><p>Uma parte central da pesquisa será realizada por meio de simulações de alta resolução no Roar, o supercomputador da Universidade Estadual da Pensilvânia. Essas ferramentas permitem representar a evolução de uma tempestade <strong>com um nível de detalhe difícil de alcançar por meio de observações diretas</strong>.</p><p>Em um fenômeno real, os instrumentos não conseguem registrar todas as variáveis em cada ponto da atmosfera, e as medições contêm erros. Por outro lado,<strong> os modelos computacionais permitem analisar grandes volumes de informações</strong> e modificar as condições iniciais para estudar como o sistema responde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-millon-de-dolares-para-resolver-una-gran-pregunta-de-la-meteorologia-cuando-una-supercelda-forma-un-tornado-1791565693738.jpg" data-image="auden1cbmsmf" alt="Tornado supercélula" title="Tornado supercélula"><figcaption>A pesquisa busca compreender melhor os mecanismos que desencadeiam os tornados.</figcaption></figure><p>A equipe também analisará medições de temperatura e pressão coletadas entre 2017 e 2022 durante projetos de campo financiados pela NSF. Para obter esses dados, Markowski e a professora Yvette Richardson utilizaram pequenos balões equipados com sensores capazes de registrar as condições no interior das supercélulas.</p><p>A combinação dessas observações com as novas simulações <strong>ajudará a reconstruir a distribuição do vento, da temperatura e da umidade em diferentes altitudes</strong>.</p><p>O objetivo final é transformar esse conhecimento em melhores previsões de curto prazo e alertas meteorológicos mais eficazes. Embora ainda seja preciso comprovar o alcance dos resultados, entender por que algumas tempestades produzem tornados e outras<strong> poderia representar um avanço importante para antecipar esses fenômenos e reduzir suas consequências</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/um-milhao-de-dolares-para-resolver-uma-grande-questao-da-meteorologia-quando-uma-supercelula-forma-um-tornado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Setembro de 2026 registrou um recorde histórico nos oceanos e foi o segundo mais quente do planeta]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/setembro-de-2026-registrou-um-recorde-historico-nos-oceanos-e-foi-o-segundo-mais-quente-do-planeta.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 23:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Terra registrou seu segundo mês de setembro mais quente desde o início das medições, e os oceanos atingiram uma temperatura recorde. O fenômeno El Niño continua se intensificando, enquanto o gelo marinho permanece abaixo dos níveis habituais em ambos os polos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/septiembre-de-2026-dejo-un-record-historico-en-los-oceanos-y-fue-el-segundo-mas-calido-del-planeta-1791624292651.jpg" data-image="cefj8iou835r" alt="Recorde de temperatura em setembro (NOAA/El Niño)" title="Recorde de temperatura em setembro (NOAA/El Niño)"><figcaption>Anomalia de temperatura em setembro de 2026, em relação ao período 1991-2020. Crédito: NOAA.</figcaption></figure><p>Setembro trouxe mais um sinal contundente do aquecimento global. Segundo o relatório mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), publicado em 9 de outubro, <strong>o mês passado foi o segundo setembro mais quente do registro histórico</strong> e marcou um novo recorde na temperatura da superfície dos oceanos. O dado mais notável é que as águas marinhas acumulam quatro meses consecutivos de recordes de calor.</p><p>O relatório também alerta que <strong>2026 caminha para terminar entre os cinco anos mais quentes já registrados</strong>, em um contexto marcado pela persistência do El Niño, pela redução do gelo marinho e por uma atividade de ciclones tropicais acima da média mundial.</p><h2><strong>A temperatura global continua em níveis excepcionalmente altos</strong></h2><p>A temperatura média da superfície terrestre e oceânica durante setembro ficou 1,33°C acima da média do século XX. <strong>Trata-se do segundo valor mais alto para esse mês desde 1850</strong>, apenas 0,07°C abaixo do recorde estabelecido em setembro de 2023.</p><div class="texto-destacado">A continuidade dessa tendência é especialmente significativa: setembro foi o 51º mês de setembro consecutivo com temperaturas globais acima da média de referência. Além disso, os dez meses de setembro mais quentes de toda a série ocorreram a partir de 2015.</div><p>O aquecimento não se distribuiu de maneira uniforme. A região do <strong>Ártico, a América do Norte e a Ásia registraram o seu mês de setembro mais quente</strong> <strong>da história.</strong> A Oceania teve o segundo mais quente, enquanto a Europa ficou em quarto lugar e a América do Sul, em sexto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/septiembre-de-2026-dejo-un-record-historico-en-los-oceanos-y-fue-el-segundo-mas-calido-del-planeta-1791624384162.jpg" data-image="53cordmnf775" alt="Recorde de temperatura em setembro (NOAA/El Niño)" title="Recorde de temperatura em setembro (NOAA/El Niño)"><figcaption>Categoria de percentil de temperatura em setembro de 2026. Crédito: NOAA.</figcaption></figure><p>Em terra firme, a temperatura média global ficou 1,83°C acima da média do século XX, o terceiro valor mais alto para setembro nos 177 anos de registros analisados. Algumas regiões da América do Norte, Europa, Ásia Ocidental, Austrália e Antártida Ocidental apresentaram anomalias superiores a 2°C.</p><p>As temperaturas abaixo da média restringiram-se principalmente à Antártica, a setores do Ártico, ao oeste da América do Norte, ao sul da América do Sul e ao sul da África. No entanto, <strong>nenhuma região terrestre ou oceânica registrou valores recordes de frio</strong>.</p><h2><strong>Os oceanos atingiram um novo recorde de temperatura</strong></h2><p>O dado mais relevante do relatório está nos mares. Pelo quarto mês consecutivo, a temperatura média global da superfície dos oceanos estabeleceu um novo recorde para qualquer mês do ano.</p><p>Durante setembro,<strong> as águas ficaram 1,10°C acima da média de referência, superando em 0,02°C o recorde anterior</strong>, registrado em agosto. Embora a diferença pareça pequena, a sucessão de novos recordes mensais revela a persistência de um aquecimento oceânico excepcional.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792548" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa.html" title="Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA">Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa.html" title="Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa-1791497360950_320.png" alt="Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA"></a></article></aside><p>Uma das regiões mais quentes foi o Pacífico tropical central e oriental, onde persistem as condições do El Niño.<strong> Esse fenômeno natural caracteriza-se por temperaturas oceânicas acima do normal e pode alterar os padrões de circulação atmosférica</strong>, as precipitações e as temperaturas em diferentes regiões do mundo.</p><p>Seus efeitos, no entanto, não são iguais em toda parte. O impacto regional depende da época do ano e da interação com outros padrões atmosféricos. Por isso, <strong>embora o El Niño contribua para o aumento da temperatura global, ele não explica, por si só, o aquecimento observado</strong>: a tendência de longo prazo associada às mudanças climáticas também desempenha um papel.</p><h2><strong>O gelo marinho continua abaixo dos valores normais</strong></h2><p>A evolução do gelo em ambos os polos constitui outro sinal relevante. Em setembro, a extensão global do gelo marinho foi a terceira mais baixa dos últimos 48 anos, com aproximadamente 22,1 milhões de quilômetros quadrados.</p><p>O valor ficou cerca de 2,1 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média de 1991-2020, uma diferença considerável para um indicador-chave do sistema climático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/septiembre-de-2026-dejo-un-record-historico-en-los-oceanos-y-fue-el-segundo-mas-calido-del-planeta-1791624471997.jpg" data-image="pc3y5gqafh0i" alt="Recorde de temperatura em setembro (NOAA/El Niño)" title="Recorde de temperatura em setembro (NOAA/El Niño)"><figcaption>Eventos meteorológicos e climáticos de destaque de setembro de 2026. Crédito: NOAA.</figcaption></figure><p>No Ártico, a extensão do gelo foi a décima terceira mais baixa para setembro, enquanto na Antártica atingiu o terceiro menor nível da série para esse mês. Neste último caso, <strong>a superfície ficou aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média de referência</strong>.</p><p>Essas variações são importantes porque o gelo reflete parte da radiação solar para o espaço. Quando sua extensão diminui, as superfícies oceânicas escuras absorvem mais energia, o que pode favorecer um aquecimento adicional.</p><h2><strong>O El Niño também influenciou a atividade dos ciclones tropicais</strong></h2><p>Durante o mês de setembro, formaram-se 19 tempestades tropicais em todo o mundo. Nove atingiram a intensidade de ciclone tropical e seis chegaram a se tornar sistemas de grande intensidade.</p><div class="texto-destacado">A atividade foi especialmente intensa no Pacífico nordeste, onde foram registradas oito tempestades tropicais, igualando o recorde de setembro. Sete se transformaram em furacões e cinco atingiram a categoria de grande furacão; ambos os números representam recordes para esse mês na bacia.</div><p>Em contrapartida, o Atlântico apresentou atividade abaixo do habitual: formaram-se quatro tempestades tropicais, mas nenhuma chegou a se transformar em furacão antes de outubro. <strong>Foi a primeira vez desde o início da era dos satélites</strong> que não se registraram furacões nessa bacia antes daquele mês.</p><h3><strong>O que se espera para o fechamento de 2026?</strong></h3><p>O balanço de janeiro a setembro coloca 2026 como o segundo ano mais quente já registrado para esse período, atrás de 2024. Segundo as projeções da NOAA, <strong>é muito provável que o ano termine entre os cinco mais quentes da história</strong>, com maiores chances de ocupar a segunda posição.</p><p>Resta ainda saber como as temperaturas evoluirão durante os últimos três meses. No entanto, os recordes oceânicos, as anomalias térmicas em diversos continentes e a persistência do El Niño <strong>confirmam que o planeta atravessa mais um ano de calor excepcional</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/setembro-de-2026-registrou-um-recorde-historico-nos-oceanos-e-foi-o-segundo-mais-quente-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Queimadas na Amazônia elevam poluição do ar a níveis críticos em Manaus]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/fumaca-de-queimadas-provoca-niveis-criticos-de-poluicao-do-ar-em-manaus-e-suspensao-de-aulas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 21:38:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Capital amazonense registrou concentrações alarmantes de partículas tóxicas na atmosfera, levando autoridades a emitir alertas de saúde, suspender atividades presenciais e reforçar medidas de proteção à população diante das queimadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fumaca-de-queimadas-provoca-niveis-criticos-de-poluicao-do-ar-em-manaus-e-suspensao-de-aulas-1791743517937.jpg" data-image="wifkepf6htia" alt="Defesa Civil alerta para riscos à saúde e aulas são suspensas" title="Defesa Civil alerta para riscos à saúde e aulas são suspensas"><figcaption>Defesa Civil alerta para riscos à saúde e aulas são suspensas em Manaus (AM). Crédito: Bruno Kelly</figcaption></figure><p>A cidade de<strong> Manaus</strong>, no Amazonas, enfrentou <strong>níveis críticos de poluição atmosférica</strong> na sexta-feira (9), devido à intensa fumaça provocada por queimadas no interior do estado. A situação levou a Defesa Civil a emitir alertas de risco à saúde e provocou a suspensão de aulas e atividades presenciais em instituições públicas.</p><p>Segundo a Defesa Civil municipal, a<strong> concentração de material particulado fino (MP2,5) chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) </strong>na manhã de sexta-feira. Na noite anterior, os sensores já haviam registrado 200 µg/m³, valores classificados como péssimos para a qualidade do ar.</p><p>As partículas MP2,5 são especialmente <strong>prejudiciais à saúde por serem pequenas o suficiente para penetrar profundamente no sistema respiratório. </strong>A exposição pode provocar tosse, irritação nos olhos, dificuldade para respirar e agravamento de doenças respiratórias, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas de saúde preexistentes.</p><h2>Escolas e universidades suspendem atividades</h2><p>Diante da gravidade da situação, a P<strong>refeitura de Manaus suspendeu as aulas da rede municipal de ensino</strong> e as atividades presenciais em órgãos administrativos na sexta-feira. Serviços essenciais, como o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), permaneceram funcionando.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fumaca-de-queimadas-provoca-niveis-criticos-de-poluicao-do-ar-em-manaus-e-suspensao-de-aulas-1791743829811.jpg" data-image="4hrvkp0dw49l" alt="O alerta orienta cuidados maiores para aqueles que pertencem aos grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias - Foto por MICHAEL DANTAS / AFP" title="O alerta orienta cuidados maiores para aqueles que pertencem aos grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias - Foto por MICHAEL DANTAS / AFP"><figcaption>O alerta orienta cuidados maiores para aqueles que pertencem aos grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias. Crédito: Michael Dantas/AFP</figcaption></figure><p>A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também interrompeu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais, recomendando a adoção do trabalho remoto. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) adotaram medidas semelhantes para proteger estudantes e servidores.</p><p>A <strong>Defesa Civil</strong> orientou a população a <strong>evitar exercícios físicos, aumentar a ingestão de água, utilizar máscaras PFF2</strong> e acompanhar os boletins sobre a qualidade do ar. As recomendações são especialmente importantes para os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição.</p><h2>Monitoramento aponta agravamento da poluição</h2><p>Dados do <strong>Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva)</strong>, desenvolvido por pesquisadores da UEA, revelaram concentrações ainda mais elevadas de partículas tóxicas. Na madrugada de sexta-feira, um dos pontos monitorados registrou 344,5 µg/m³ de MP2,5.</p><div class="texto-destacado">Desde quarta-feira (7), diferentes regiões do Amazonas apresentavam índices elevados de poluição atmosférica. Segundo a prefeitura, a fumaça que atingiu Manaus teve origem principalmente em queimadas registradas em municípios do interior, como Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes.</div><p>O monitoramento também utiliza informações da plataforma internacional <strong>PurpleAir</strong>, que mantém dez sensores na capital amazonense. Os equipamentos permitem acompanhar as variações na concentração de poluentes e subsidiar alertas à população.</p><h2>Queimadas ampliam riscos ambientais e à saúde</h2><p>A recorrência dos episódios de fumaça evidencia os<strong> impactos das queimadas sobre a qualidade de vida na Amazônia</strong>, especialmente durante os períodos de estiagem, quando as condições atmosféricas podem dificultar a dispersão dos poluentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792687" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave.html" title="Seca atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia e coloca 23 territórios em situação grave">Seca atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia e coloca 23 territórios em situação grave</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave.html" title="Seca atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia e coloca 23 territórios em situação grave"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave-1791554795057_320.jpg" alt="Seca atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia e coloca 23 territórios em situação grave"></a></article></aside><p>A Prefeitura de Manaus informou que intensificou as<strong> ações de fiscalização, prevenção e combate às queimadas urbanas</strong>, além de manter o acompanhamento da qualidade do ar e a assistência à população.</p><p>O cenário reforça a <strong>importância do monitoramento ambiental e de medidas preventivas</strong> para reduzir os impactos da poluição atmosférica sobre a saúde das populações amazônicas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Brasil" data-year="2026" data-title="Manaus%20atinge%20n%C3%ADveis%20graves%20de%20polui%C3%A7%C3%A3o%20do%20ar%20por%20fuma%C3%A7a%20de%20queimadas" data-url="https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026-10%2Fmanaus-atinge-niveis-graves-de-poluicao-do-ar-por-fumaca-de-queimadas%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Agência Brasil. (2026). <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/manaus-atinge-niveis-graves-de-poluicao-do-ar-por-fumaca-de-queimadas?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Manaus atinge níveis graves de poluição do ar por fumaça de queimadas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/fumaca-de-queimadas-provoca-niveis-criticos-de-poluicao-do-ar-em-manaus-e-suspensao-de-aulas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta cidade é a mais alta do mundo e a mais perigosa do Peru: como as pessoas sobrevivem lá?]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/esta-cidade-e-a-mais-alta-do-mundo-e-a-mais-perigosa-do-peru-como-as-pessoas-sobrevivem-la.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 20:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na cidade mais alta do mundo, que fica no Peru, as condições de sobrevivência são adversas. Os moradores têm expectativa de vida de apenas 35 anos, e isso não é por causa do ar rarefeito. Veja qual é e como é viver por lá.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-e-a-mais-alta-do-mundo-e-a-mais-perigosa-do-peru-como-as-pessoas-sobrevivem-la-1791584316506.jpg" data-image="zynfyw0z7n8t"><figcaption>A cidade de La Rinconada (Peru) parece uma grande favela. Crédito: Renderas Business/Gustavo Moure.</figcaption></figure><p>A cidade mais alta do mundo fica no Peru e é a mais perigosa do país. Estamos falando de <strong>La Rinconada</strong>, localizada a cerca de <strong>5.100 metros acima do nível do mar</strong> na Cordilheira dos Andes.</p><p>A sua<strong> população tem expectativa de vida baixa</strong>, de apenas 35 anos, <strong>sobrevivendo em meio à condições adversas</strong>. E engana-se quem acha que isso tem a ver com o ar rarefeito (pouco oxigênio) por lá… as pessoas se adaptaram à altitude, mas elas enfrentam condições precárias de trabalho, falta de saneamento básico, violência, entre outros.</p><p>A cidade que nasceu da corrida do ouro é<strong> considerada a mais perigosa do Peru por vários motivos</strong>. Então, como as pessoas sobrevivem por lá? Te contamos abaixo.</p><h2>Como é viver em La Rinconada?</h2><p>A cidade sofre com a <strong>falta de infraestruturas</strong>,<strong> pobreza extrema</strong> e a<strong> economia informal e ilegal em torno da mineração de ouro</strong> que atrai criminalidade e desorganização social. </p><p>Isolada, <strong>a cidade tem condições precárias</strong>: não possui saneamento básico, água encanada, coleta de lixo, hospitais, escolas e estradas asfaltadas. A <strong>água utilizada vem do degelo da montanha</strong>. </p><div class="texto-destacado">La Rinconada é apelidada de "paraíso do diabo" devido à sua precariedade de infraestrutura básica e condições extremas de trabalho.</div><p> As ruas ficam cobertas de lama misturada com esgoto, lixo acumulado e resíduos tóxicos. Há<strong> pouca presença policial e governamental, fazendo com que o local funcione quase sem leis formais</strong>.</p><p><strong>A economia da região vem da mineração de ouro, mas de forma predatória e ilegal</strong>. Os trabalhadores que extraem ouro de minas não têm salário fixo, mas podem ficar com uma parte do ouro extraído. Sem pagamento justo, isso gera miséria e trabalho forçado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-e-a-mais-alta-do-mundo-e-a-mais-perigosa-do-peru-como-as-pessoas-sobrevivem-la-1791584593342.jpg" data-image="ft2p17gm5rib"><figcaption>La Rinconada (Peru), considerado um dos lugares mais infernais do planeta. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p> Além disso, o uso de mercúrio no processo de mineração do ouro é altamente prejudicial para o meio ambiente, contaminando solo e água, e para a saúde dos moradores, causando problemas de saúde como danos neurológicos e reprodutivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680789" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/a-cidade-rodeada-por-mais-de-2-km-de-muralhas-que-fica-em-uma-montanha-de-1000-metros-de-altitude.html" title="A cidade rodeada por mais de 2 km de muralhas, que fica em uma montanha de 1000 metros de altitude">A cidade rodeada por mais de 2 km de muralhas, que fica em uma montanha de 1000 metros de altitude</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/a-cidade-rodeada-por-mais-de-2-km-de-muralhas-que-fica-em-uma-montanha-de-1000-metros-de-altitude.html" title="A cidade rodeada por mais de 2 km de muralhas, que fica em uma montanha de 1000 metros de altitude"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-desconocida-fortaleza-militar-con-kilometros-de-muralla-sobre-una-hilera-de-montanas-1730141878401_320.jpeg" alt="A cidade rodeada por mais de 2 km de muralhas, que fica em uma montanha de 1000 metros de altitude"></a></article></aside><p>As <strong>pessoas adoecem e morrem lentamente devido a doenças pulmonares e infecções respiratórias</strong>, já que vivem em condições insalubres, em meio ao lixo e esgoto, e sem cuidados médicos.</p><p>Isso tudo contribui para a <strong>baixa expectativa de vida da população de apenas 30 a 35 anos</strong>, pouco mais da metade da média nacional peruana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-e-a-mais-alta-do-mundo-e-a-mais-perigosa-do-peru-como-as-pessoas-sobrevivem-la-1791584657700.jpg" data-image="6x9gsjgntkdy"><figcaption>Condições de vida precárias em La Rinconada, no Peru. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>E tem mais… a <strong>ausência de um sistema de leis efetivo contribui para um ambiente de alta criminalidade e violência</strong>. A cidade liderou um <em>ranking </em>de taxa de homicídios feito pelo Observatório de Crime e Violência do Peru. Segundo o <em>La Republica</em>, entre 16 de junho de 2024 e 15 de junho de 2025, a cidade registrou uma taxa de homicídios de 52,9 por 100 mil habitantes.</p><p>Acidentes de trabalho por lá são frequentes, assim como casos de exploração sexual. E <strong>é comum ver até crianças trabalhando nas minas de ouro</strong>. E ainda assim, muitas pessoas continuam migrando para La Rinconada com a promessa de riqueza.</p><h2>Desafio da altitude extrema</h2><p>A cidade está localizada em um<strong> território árido e congelado</strong>, com temperaturas que podem chegar a<strong> -11°C</strong> e de <strong>ar rarefeito</strong>. Os níveis de oxigênio por lá podem ser até 50% menores aos do nível do mar, o que provoca o chamado ‘mal de montanha crônico’. Estima-se que até 25% da população sofra desta condição, que causa fadiga, dores de cabeça, insônia e perda de apetite.</p><p>Um novo habitante em La Rinconada leva cerca de 1 mês para se adaptar completamente à baixa concentração de oxigênio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-e-a-mais-alta-do-mundo-e-a-mais-perigosa-do-peru-como-as-pessoas-sobrevivem-la-1791585240258.jpg" data-image="ijew04n8h3l5"><figcaption>As mulheres não podem entrar nas minas de ouro. Algumas delas ficam ao redor da entrada das minas tentando recuperar alguma quantidade de ouro que esteja perdida em meio ao minério descartado. Crédito: SOPA Images/Getty Images/Reprodução.</figcaption></figure><p>Mas ainda assim,<strong> as pessoas se adaptaram à falta de oxigênio</strong>. O organismo aumenta a produção de glóbulos vermelhos e, consequentemente, de hemoglobina, o que melhora o transporte de oxigênio pelo corpo.</p><p>Ou seja,<strong> a população se adaptou às condições climáticas</strong>; <strong>o que provoca a baixa expectativa de vida no local é são as condições insalubres</strong> e os riscos da atividade mineradora.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20UOL%20SP" data-year="2025" data-title="Na%20cidade%20mais%20alta%20do%20mundo%2C%20pessoas%20morrem%20aos%2035%20-%20mas%20n%C3%A3o%20pela%20altitude" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Finternacional%2Fultimas-noticias%2F2025%2F09%2F08%2Fcidade-mais-alta-do-mundo.htm">Redação UOL SP. (2025). <a href="https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2025/09/08/cidade-mais-alta-do-mundo.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Na cidade mais alta do mundo, pessoas morrem aos 35 - mas não pela altitude</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20El%20Tiempo%20%E2%80%94%20Bogot%C3%A1" data-year="2024" data-title="'Para%C3%ADso%20do%20diabo%E2%80%99%3A%20saiba%20como%20%C3%A9%20a%20vida%20na%20cidade%20mais%20alta%20do%20mundo%2C%20localizada%20a%205.100m%20acima%20do%20n%C3%ADvel%20do%20mar" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fmundo%2Fepoca%2Fnoticia%2F2024%2F11%2F02%2Fparaiso-do-diabo-saiba-como-e-a-vida-na-cidade-mais-alta-do-mundo-localizada-a-5100m-acima-do-nivel-do-mar.ghtml">Redação El Tiempo — Bogotá. (2024). <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2024/11/02/paraiso-do-diabo-saiba-como-e-a-vida-na-cidade-mais-alta-do-mundo-localizada-a-5100m-acima-do-nivel-do-mar.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">'Paraíso do diabo’: saiba como é a vida na cidade mais alta do mundo, localizada a 5.100m acima do nível do mar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/esta-cidade-e-a-mais-alta-do-mundo-e-a-mais-perigosa-do-peru-como-as-pessoas-sobrevivem-la.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no PR: mais de 100 mm de chuva ameaçam recuperação de hortaliças]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 19:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após temporais que danificaram estufas e hortaliças no Paraná, a chuva prevista até terça-feira exige atenção aos canteiros. No Noroeste, alguns pontos podem superar 100 mm até quarta; produtores avaliam drenagem, mudas e acesso de cada área.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas-1791721448809.jpg" data-image="5c33xpsox0zh" alt="estufa, hortaliças" title="estufa, hortaliças"><figcaption>Previsão de chuva no Paraná entre domingo (11) e terça-feira (13) pode dificultar o replantio de hortaliças e os reparos em estufas.</figcaption></figure><p>Na madrugada de domingo (11), Altônia registrou perto de 40 mm de chuva. <strong>A previsão indica novos episódios no Paraná até terça-feira (13)</strong> e volumes que podem superar 100 mm em pontos do Noroeste entre segunda (12) e quarta (14). Em Cascavel e Guarapuava, produtores de alface e brócolis também precisam acompanhar a evolução das áreas de instabilidade.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O <em>Departamento de Economia Rural</em> (<a href="https://www.agricultura.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2026-10/29_de_setembro_a_05_de_outubro_de_2026_retificado.pdf" target="_blank">DERAL</a>) registrou, no levantamento referente a 5 de outubro, perdas em hortaliças, <strong>estufas danificadas e replantio em áreas atingidas por temporais anteriores. </strong>Outra sequência de chuva pode encurtar as janelas para abrir canteiros, colher, reparar coberturas e entrar com equipamentos; o efeito real dependerá da drenagem e da condição de cada propriedade.</p><h2>Oeste e Noroeste: chuva alcança canteiros em recuperação </h2><p><strong>O domingo começou com chuva e raios no Oeste, Noroeste e Sudoeste paranaenses.</strong> Em Altônia, o acumulado de quase 40 mm nas primeiras horas mostra que parte do solo já recebeu água antes do período mais instável previsto para segunda e terça. Cascavel, Toledo e municípios vizinhos devem acompanhar a chuva de perto, sem tomar o valor de Altônia como medida para toda a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas-1791721521548.jpg" data-image="plnicepj42sd" alt="chuva, previsão" title="chuva, previsão"><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva para terça-feira (13), às 15h.</figcaption></figure><p><strong>Para o Noroeste, há possibilidade de mais de 100 mm entre 12 e 14 de outubro em alguns pontos</strong>, mas a distribuição pode variar muito. Em alface, rúcula e salsa, folhas próximas ao solo e canteiros saturados tornam colheita e seleção mais difíceis. Em brócolis e couve-flor, o excesso de umidade pode atrasar o transplante de mudas e reduzir o acesso para inspeção fitossanitária.</p><h2>Centro-Sul: estufas exigem vistoria após vento e granizo </h2><p>O relatório estadual cita danos anteriores em coberturas plásticas e estruturas de cultivo, além de prejuízos em sete hortaliças: alface, brócolis, cebolinha, couve-flor, repolho, rúcula e salsa. <strong>Não há balanço de perdas para toda a safra</strong>. Em Guarapuava, Pato Branco e União da Vitória, a vistoria precisa separar estruturas já reparadas daquelas que ainda deixam entrar água sobre mudas e canteiros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No sábado (10), essas áreas do Sul e Centro-Sul tiveram máximas entre 16 °C e 21 °C, sob chuva mais regular. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Temperatura amena, pouca ventilação e folhas molhadas por mais tempo favorecem algumas doenças, embora não confirmem infecção. Em viveiros, escoamento da água e circulação do ar ajudam a reduzir o molhamento das mudas; a decisão de aplicar qualquer produto depende de diagnóstico e orientação técnica local.</p><h2>Depois do feriado: decidir pelo solo, não pelo calendário </h2><p>A previsão mantém chuva e possibilidade de trovoadas no Paraná na terça-feira (13).<strong> Para quarta (14), a indicação de acumulados altos em partes do Noroeste ainda pede acompanhamento.</strong> Em Altônia, Cascavel e Guarapuava, a sequência de trabalhos deve começar pela inspeção da drenagem, das coberturas e da trafegabilidade; não há uma única data segura de retomada para todos os talhões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas-1791721835833.jpg" data-image="mqzqk0ssl7j2" alt="chuva, acumulado, paraná" title="chuva, acumulado, paraná"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até quarta-feira (14), às 21h.</figcaption></figure><p>Mesmo onde a chuva diminuir, a superfície pode secar antes do interior do canteiro. Entrar cedo demais com máquinas pode compactar o solo e dificultar o novo plantio. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792740" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil">Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil-1791584183368_320.jpg" alt="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"></a></article></aside><p>Para alface em muda,<strong> observar raízes e colo antes do transplante; para brócolis e couve-flor já estabelecidos</strong>, avaliar folhas, estrutura e necessidade real de irrigação. Pulverização exige janela sem chuva e condições adequadas ao produto, confirmadas com assistência agronômica.</p><ul><li><strong>No Noroeste, onde pontos podem superar 100 mm de 12 a 14, verificar drenagem antes de replantar folhosas.</strong></li><li>Em Altônia, os quase 40 mm observados no domingo reforçam a necessidade de medir a umidade do canteiro antes da entrada de máquinas.</li><li>Em Guarapuava e Pato Branco, vistoriar coberturas reparadas antes de retomar a produção de mudas após os temporais.</li></ul><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Feriado de Dia das Crianças segue com chuva e alerta de temporais em 4 regiões; veja previsão]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 17:37:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana começa com o Feriado de Nossa Senhora Aparecida, contudo, também começa com instabilidades deixando o tempo fechado e aumentando os riscos para temporais em 4 das 5 regiões do Brasil.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xblnbee"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xblnbee.jpg" id="xblnbee"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O feriado do <strong>Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida</strong> terá a presença de uma <strong>frente fria</strong> sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do país. O sistema frontal mantém o tempo fechado com chuvas que podem ocorrer a qualquer momento. Instabilidades também mudam o tempo no Sul, deixando a região em <strong>alerta para temporais</strong>. Confira a previsão detalhada para esta segunda-feira (12).</p><h2>12 de outubro com chuvas espalhadas por 4 regiões</h2><p>Uma <strong>frente fria</strong> segue influenciando o tempo em várias partes do Brasil, em especial na Região Sudeste e em trechos do Centro-Oeste. Apesar de o sistema frontal ter perdido força nas últimas horas, sua capacidade de organizar um fraco <strong>corredor de umidade</strong> aumenta a nebulosidade e as chances de chuva em ambas as regiões.</p><p>Enquanto isso, a Região Sul registra a atuação de um <strong>cavado,</strong> área alongada de um sistema de baixa pressão, provocando chuvas com intensidade de fraca a forte e <strong>aumentando o risco de temporais</strong>. Na Região Norte, a combinação de alta umidade e temperaturas elevadas favorece a formação de <strong>chuvas convectivas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao-1791739827357.jpg" data-image="hah2osis8bk1" alt="Pressão a nível médio do mar e precipitação" title="Pressão a nível médio do mar e precipitação"><figcaption>Chuvas aumentam área de atuação nesta segunda-feira (12). 4 regiões devem registrar precipitação neste Feriado.</figcaption></figure><p>Durante a madrugada e o início da manhã de segunda-feira (12), as pancadas de chuva previstas ficam concentradas no <strong>noroeste do Rio Grande do Sul, meio-oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná</strong>. Como as chuvas podem vir acompanhadas de forte intensidade, há <strong>alertas </strong>ativos para os municípios dessas áreas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No decorrer da manhã, as estabilidades ganham terreno na Região Sul, atingindo a capital gaúcha, <strong>Porto Alegre (RS)</strong>, avançando pelas áreas da Serra Gaúcha e Catarinense, além da porção central do Paraná. Ainda pela manhã, as primeiras pancadas atingem o <strong>Acre, Mato Grosso do Sul, leste de São Paulo e o sul de Minas Gerais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao-1791739893215.jpg" data-image="aampqkrcj0db" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra áreas com maior potencial para temporais nesta segunda-feira (12).</figcaption></figure><p>Os <strong>alertas para temporais</strong> se espalham durante o período da tarde. O aumento das temperaturas combinado à umidade disponível gera a energia necessária para o desenvolvimento de <strong>nuvens de tempestade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas.html" title="Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças">Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas.html" title="Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas-1791560447613_320.jpg" alt="Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças"></a></article></aside><p>Assim, os alertas seguem válidos para a Região Sul, com destaque para o <strong>norte do Rio Grande do Sul, </strong>todo o estado de <strong>Santa Catarina e o leste do Paraná</strong>, incluindo a capital <strong>Curitiba (PR)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao-1791739931067.jpg" data-image="hq7a2jrzq3k5" alt="Precipitação e nebulosidade" title="Precipitação e nebulosidade"><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para a tarde de amanhã (12).</figcaption></figure><p>As instabilidades e os temporais também afetam o sul e o oeste de <strong>Mato Grosso do Sul</strong> no decorrer da tarde desta segunda (12). O <strong>sul de Goiás</strong> e o interior de <strong>Mato Grosso</strong> entram na lista de áreas com potencial para pancadas de chuva.</p><p>No Sudeste, as precipitações concentram-se no <strong>Vale do Paraíba (SP), no sul fluminense, no sul mineiro e na Zona da Mata de Minas Gerais</strong>, com potencial para <strong>tempestades, chuvas intensas e descargas elétricas</strong>. Na Região Norte, nuvens carregadas afetam <strong>Rondônia, Acre e Amazonas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entenda os neutrinos: a pesquisa que levou ao Nobel de Física de 2026]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 14:39:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria e podem atravessar a Terra quase sem deixar rastros. A detecção de neutrinos de alta energia vindos do espaço, possibilitada pelo observatório IceCube, rendeu a Francis Halzen o Prêmio Nobel de Física de 2026. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de-1791635158195.png" data-image="e8ffw67lhdpx" alt="O Nobel de Física de 2026 reconheceu o trabalho de Francis Halzen no desenvolvimento da astronomia de neutrinos e na investigação de partículas de alta energia vindas do cosmos. Crédito: Nobel Prize" title="O Nobel de Física de 2026 reconheceu o trabalho de Francis Halzen no desenvolvimento da astronomia de neutrinos e na investigação de partículas de alta energia vindas do cosmos. Crédito: Nobel Prize"><figcaption>O Nobel de Física de 2026 reconheceu o trabalho de Francis Halzen no desenvolvimento da astronomia de neutrinos e na investigação de partículas de alta energia vindas do cosmos. Crédito: Nobel Prize</figcaption></figure><p><strong>Neutrinos são partículas subatômicas eletricamente neutras, com massa extremamente pequena e interação muito fraca com a matéria.</strong> Produzidos em processos nucleares e fenômenos astrofísicos de alta energia, atravessam grandes distâncias e transportam informações sobre ambientes extremos do Universo.</p><p>O IceCube é um observatório de neutrinos instalado próximo ao Polo Sul. O detector utiliza cerca de um quilômetro cúbico de gelo instrumentado com <strong>milhares de sensores ópticos para registrar a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. </strong></p><p><strong>Em 2026, o Prêmio Nobel de Física foi concedido a Francis Halzen por suas contribuições para o desenvolvimento do IceCube </strong>e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica. O trabalho consolidou a astronomia de neutrinos como uma nova forma de investigar o Universo.</p><h2>O que são neutrinos?</h2><p><strong>Neutrinos são partículas elementares pertencentes à família dos léptons, assim como os elétrons, mas sem carga elétrica e com massa extremamente pequena.</strong> Eles interagem por meio da força nuclear fraca e da gravidade, o que torna muito baixa a probabilidade de colidirem com outras partículas.</p><div class="texto-destacado">Trilhões de neutrinos atravessam o corpo humano a cada segundo sem produzir efeitos perceptíveis. Essas propriedades permitem que percorram grandes distâncias pelo Universo sem serem absorvidos ou desviados.</div><p>Essas partículas são produzidas em processos como reações nucleares no interior das estrelas, decaimentos radioativos, explosões de supernovas e interações de raios cósmicos com a atmosfera. <strong>Existem três tipos, ou sabores, de neutrinos: eletrônico, muônico e tauônico.</strong></p><h2>Observatório IceCube</h2><p><strong>O IceCube Observatory é um detector de neutrinos instalado na Antártida que usa 1 quilômetro cúbico de gelo como meio de detecção. </strong>Sua estrutura reúne milhares de sensores ópticos capazes de registrar a luz produzida por partículas secundárias geradas quando um neutrino interage com o gelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de-1791635081389.png" data-image="qewirq1udz9u" alt="Neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria. Por isso, podem atravessar enormes distâncias e trazer informações sobre fenômenos extremos do Universo. Crédito: IceCube Observatory" title="Neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria. Por isso, podem atravessar enormes distâncias e trazer informações sobre fenômenos extremos do Universo. Crédito: IceCube Observatory"><figcaption>Neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria. Por isso, podem atravessar enormes distâncias e trazer informações sobre fenômenos extremos do Universo. Crédito: IceCube Observatory</figcaption></figure><p>Detectar neutrinos é difícil porque essas partículas não possuem carga elétrica e interagem com a matéria por meio da força nuclear fraca. <strong>Quando um neutrino interage com um núcleo atômico no gelo, pode produzir partículas carregadas que emitem radiação Cherenkov</strong>, uma luz azulada registrada pelos sensores. </p><h2>Como funciona o IceCube?</h2><p><strong>O observatório IceCube Observatory tem mais de 5 mil sensores instalados em 86 linhas verticais, a profundidades entre aproximadamente 1.450 e 2.450 metros. </strong>A interação com partículas pode produzir partículas carregadas. A luz azulada é captada pelos sensores que registram o tempo e a intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector.html" title="Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector">Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector.html" title="Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector-1777137762915_320.png" alt="Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector"></a></article></aside><p>Com base na distribuição temporal e espacial da luz detectada, os pesquisadores reconstroem a trajetória das partículas secundárias e estimam a direção e a energia do neutrino original. <strong>O observatório também identifica cascatas de partículas produzidas por outros tipos de interação.</strong></p><h2>Prêmio Nobel de Física 2026</h2><p>O Prêmio Nobel de Física de 2026 foi concedido ao físico Francis Halzen por suas contribuições ao observatório IceCube e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica. <strong>Halzen foi fundamental no trabalho de transformar o gelo da Antártida em um detector.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de-1791634958775.png" data-image="y9pyh44q0e2j" alt="O IceCube é um observatório instalado no gelo profundo da Antártida, com milhares de sensores que detectam a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. Crédito: IceCube Observatory" title="O IceCube é um observatório instalado no gelo profundo da Antártida, com milhares de sensores que detectam a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. Crédito: IceCube Observatory"><figcaption>O IceCube é um observatório instalado no gelo profundo da Antártida, com milhares de sensores que detectam a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. Crédito: IceCube Observatory</figcaption></figure><p><strong>Diferentemente das últimas décadas, em que o prêmio foi dividido entre dois ou três pesquisadores, Halzen foi o único laureado com o Nobel de Física em 2026.</strong> A premiação reconhece suas contribuições científicas, embora o IceCube seja resultado de uma colaboração internacional.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cananéia: descubra a cidade histórica de 494 anos no litoral de SP com cachoeiras e praias desertas]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Cananeia é uma das cidades mais antigas do Brasil e um destino que encanta pela combinação de história, praias, manguezais e natureza preservada. Conheça mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas-1791570482838.jpg" data-image="qkzsjk74gmuf"><figcaption>Centro histórico de Cananéia (SP). Crédito: Mariane Rossi/G1.</figcaption></figure><p>No<strong> extremo sul do litoral paulista</strong>, a pouco mais de 260 km de distância da capital São Paulo, está a cidade de <strong>Cananéia</strong>, <strong>uma das mais antigas do Brasil</strong>.</p><p>Foi <strong>fundada oficialmente em 1531</strong>, e mantém um charmoso centro histórico, com <strong>construções coloniais e ruas tranquilas </strong>que ajudam a contar parte da história da colonização portuguesa no país. </p><p>A cidade faz parte de um arquipélago formado por 25 ilhas, que são acessíveis através de passeios de barco e oferecem<strong> praias desertas e trilhas ecológicas</strong>. Conheça abaixo os atrativos que ela oferece.</p><h2>As belezas naturais de Cananéia</h2><p>A cidade ainda mantém um<strong> clima pacato</strong> e tem várias opções de cachoeiras, praias desertas e ilhas. É cercada por uma paisagem natural bastante preservada, e além das <strong>praias paradisíacas</strong>, tem manguezais, estuários e Mata Atlântica.</p><p>Os turistas podem aproveitar atividades de ecoturismo como<strong> passeios de barco</strong>, trilhas ecológicas e observação da fauna e flora local.</p><div class="texto-destacado">A culinária da região é rica em frutos do mar, com destaque para a tradicional caldeirada caiçara, preparada com peixes frescos, servida nos restaurantes à beira mar. </div><p><strong>As praias são de águas calmas e cristalinas</strong>, areias brancas e vegetação exuberante, e todas são acessíveis apenas de barco. A<strong> Praia do Pereirinha é uma das mais populares</strong> por lá e oferece atividades náuticas como caiaque e stand-up paddle.</p><p>Mas há outras praias de destaque, como: a <strong>Praia do Marujá</strong>, que tem a melhor infraestrutura; a <strong>Praia do Ariri</strong>, tranquila e ponto de partida para passeios de barco até ilhas próximas; a <strong>Praia do Cambriú</strong>, que é mais isolada e preservada; e a Praia da Laje, também bem isolada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas-1791570000825.jpg" data-image="3zi2a26c496z"><figcaption>A Praia do Pereirinha fica a cerca de 5 km do centro de Cananéia e é a mais acessível, muito procurada por famílias. Crédito: © Renato Monteiro/Google.</figcaption></figure><p>Entre os pontos turísticos da cidade, estão o<strong> Centro Histórico</strong>, que preserva uma charmosa arquitetura colonial; o <strong>Centro Náutico,</strong> que é uma estrutura à beira mar voltada para atividades relacionadas à navegação; e a<strong> Avenida Beira Mar</strong> que oferece uma vista panorâmica do mar, das ilhas próximas e das embarcações.</p><p>Mas há ainda a<strong> Igreja matriz São Batista </strong>e a<strong> Praça Martin Afonso de Souza</strong>. Esta igreja é uma das mais antigas do Brasil, construída em 1577, e fica na Praça Martim Afonso de Souza, no centro histórico da cidade.</p><p>Ali perto, a<strong> Rua do Artesão </strong>é ponto para comprar lembrancinhas, já que concentra lojas e exposições de artesanato. E o<strong> Museu Municipal</strong>, também conhecido como Museu Histórico e Artístico Victor Sadowski, que guarda objetos arqueológicos e antropológicos, além de ilustrações que contam um pouco sobre a história da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas-1791569856318.jpg" data-image="27pz3r52pgl0"><figcaption>A Cachoeira do Pitú fica localizada na Comunidade de Itapitangui, a cerca de 13 km do centro de Cananéia, no interior de São Paulo. Crédito: penhascoaventura.blogspot.com</figcaption></figure><p>A cidade também conta com uma <strong>figueira centenária</strong>, com idade estimada de 500 anos. Com quase três metros de diâmetro, o patrimônio histórico e natural foi batizado de ‘Árvore Coração de Pedra’.</p><p>E claro, como já comentamos, tem elas: as <strong>cachoeiras</strong>. Mais opções para quem curte natureza. Para visitá-las, recomenda-se a companhia de um monitor ambiental. O roteiro das cachoeiras em Cananéia abriga 4: a Cachoeira do Pitu, a Mandira, Encanto e Rio das Minas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/agua-cristalina-trilhas-e-natureza-quase-intocada-5-cachoeiras-imperdiveis-em-ubatuba.html" title="Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba">Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/agua-cristalina-trilhas-e-natureza-quase-intocada-5-cachoeiras-imperdiveis-em-ubatuba.html" title="Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-cristalina-trilhas-e-natureza-quase-intocada-5-cachoeiras-imperdiveis-em-ubatuba-1789760699969_320.jpg" alt="Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba"></a></article></aside><p>A <strong>Cachoeira do Pitu</strong> é a mais frequentada e de fácil acesso. Possui uma trilha leve, águas cristalinas e uma bela piscina natural. A <strong>Cachoeira Rio das Minas</strong> é uma das maiores e mais bonitas da região, com uma queda de aproximadamente 30 metros. Fica em propriedade particular e conta com trilha curta.</p><p><strong>E quando ir visitar?</strong> A melhor época para conhecer Cananéia é entre os meses de outubro e março, para aproveitar melhor as praias e as atividades de ecoturismo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mueller%2C%20T" data-year="2025" data-title="Canan%C3%A9ia%20combina%20centro%20hist%C3%B3rico%20e%20passeios%20de%20barco%20no%20litoral%20de%20SP" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fcananeia-combina-centro-historico-e-passeios-de-barco-no-litoral-de-sp%2F">Mueller, T. (2025). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/cananeia-combina-centro-historico-e-passeios-de-barco-no-litoral-de-sp/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cananéia combina centro histórico e passeios de barco no litoral de SP</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro com penas na China que ajuda a explicar a evolução do voo]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 10:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fóssil de aproximadamente 120 milhões de anos revela características de pequeno dinossauro com quatro asas e oferece novas evidências sobre diferentes caminhos evolutivos que deram origem ao voo animal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo-1791654765767.jpg" data-image="ktbigz8u2mqo" alt="Reconstrução artística do Norellraptor barsboldi, novo dinossauro com penas descrito a partir de um fóssil encontrado na China. — Foto: Zhao Chuang" title="Reconstrução artística do Norellraptor barsboldi, novo dinossauro com penas descrito a partir de um fóssil encontrado na China. — Foto: Zhao Chuang"><figcaption>Reconstrução artística do Norellraptor barsboldi, novo dinossauro com penas descrito a partir de um fóssil encontrado na China. Crédito: Zhao Chuang</figcaption></figure><p>Uma <strong>nova espécie de dinossauro com penas</strong>, que viveu há aproximadamente 120 milhões de anos, foi identificada no <strong>nordeste da China</strong>. Batizado de <em>Norellraptor barsboldi</em>, o animal tinha cerca de 57 centímetros de comprimento e apresentava <strong>características anatômicas associadas ao voo</strong>. A descoberta foi descrita em estudo publicado em setembro de 2026 na revista científica <em>Nature Communications</em>.</p><p>O fóssil foi encontrado na província de<strong> Liaoning</strong>, região conhecida pela <strong>preservação de dinossauros emplumados do período Cretáceo Inferior.</strong> O exemplar possui um esqueleto praticamente completo e vestígios de penas nos membros anteriores e posteriores, além da cauda. A conservação permitiu aos pesquisadores investigar detalhes de sua anatomia e desenvolvimento.</p><p>A espécie pertence ao grupo dos <strong>microrraptorinos</strong>, pequenos dinossauros carnívoros próximos das aves na árvore evolutiva. Esses animais apresentavam penas nos braços e nas pernas, formando estruturas semelhantes a quatro asas. A configuração sugere adaptações para a locomoção aérea, embora a maneira como esses dinossauros voavam ainda seja debatida.</p><h2>Fóssil revela características de pequeno predador</h2><p>O exemplar foi encontrado por um agricultor nas proximidades de Lamadong e posteriormente doado ao Museu da Universidade Hebei GEO. A análise identificou <strong>características como dentes serrilhados, garras curvas e estruturas ósseas q</strong>ue ajudaram a distinguir a nova espécie de outros dinossauros conhecidos.</p><div class="texto-destacado">Os pesquisadores também examinaram amostras microscópicas dos ossos para compreender o crescimento do animal. As marcas observadas indicam que o dinossauro tinha pelo menos três anos quando morreu. O estudo revelou ainda mudanças no ritmo de desenvolvimento dos membros, fornecendo pistas sobre sua evolução.</div><p>O nome <em>Norellraptor barsboldi</em> homenageia os paleontólogos Mark Norell, dos Estados Unidos, e Rinchen Barsbold, da Mongólia, reconhecidos por suas contribuições ao estudo dos dinossauros. A pesquisa reuniu especialistas de instituições da China, Itália e Eslováquia.</p><h2>Descoberta amplia conhecimentos sobre o voo</h2><p>Um dos principais objetivos do estudo foi <strong>compreender como estruturas relacionadas ao voo surgiram em diferentes linhagens de dinossauros.</strong> Durante muito tempo, pesquisadores discutiram se essas adaptações teriam sido herdadas de um ancestral comum ou desenvolvido características semelhantes de maneira independente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo-1791654944767.jpg" data-image="8nxwhxzon4j2" alt="Fóssil de Norellraptor barsboldi, exemplar usado para descrever a nova espécie de dinossauro com penas. — Foto: Andrea Cau et al./Nature Communications (2026)" title="Fóssil de Norellraptor barsboldi, exemplar usado para descrever a nova espécie de dinossauro com penas. — Foto: Andrea Cau et al./Nature Communications (2026)"><figcaption>Fóssil de Norellraptor barsboldi, exemplar usado para descrever a nova espécie de dinossauro com penas. Crédito: Andrea Cau et al./Nature Communications (2026)</figcaption></figure><p>Para investigar essa questão, a equipe comparou<strong> 194 mudanças anatômicas identificadas</strong> na evolução dos microrraptorinos com características presentes em aves primitivas. Aproximadamente 30% dessas transformações também foram observadas na linhagem das aves, incluindo modificações nos membros e em estruturas ósseas relacionadas ao voo.</p><p>Entretanto, as alterações não surgiram na mesma sequência evolutiva. Enquanto os microrraptorinos desenvolveram primeiro determinadas mudanças nos dedos, as aves apresentaram transformações anteriores em ossos do peito, ombros e punhos. Essa diferença fortalece a<strong> hipótese de que adaptações semelhantes ao voo evoluíram independentemente.</strong></p><h2>Evolução pode ter seguido caminhos diferentes</h2><p>Os resultados sugerem que <strong>a capacidade de locomoção aérea não surgiu necessariamente por um único processo</strong> entre os dinossauros emplumados. Diferentes grupos podem ter desenvolvido soluções anatômicas próprias, aproveitando características já existentes, como penas e estruturas corporais leves.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768294" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa">Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557_320.jpg" alt="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"></a></article></aside><p>Apesar das evidências, os cientistas ressaltam que o fóssil não permite determinar exatamente como o <em>Norellraptor barsboldi</em> se movimentava no ar. Novas descobertas serão necessárias para compreender se esses animais conseguiam realizar voos ativos ou utilizavam outras formas de deslocamento aéreo.</p><p>A descoberta reforça a <strong>importância dos fósseis chineses para a compreensão da história evolutiva das aves</strong>. Ao revelar diferentes trajetórias de desenvolvimento das estruturas ligadas ao voo, o estudo amplia o conhecimento sobre a diversidade dos dinossauros e os processos que moldaram a vida na Terra.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Band%20News%20TV" data-year="2026" data-title="Cientistas%20descobrem%20nova%20esp%C3%A9cie%20de%20dinossauro%20com%20penas%20no%20nordeste%20da%20China" data-url="https%3A%2F%2Fbandnewstv.uol.com.br%2Fgeral%2Fcientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-no-nordeste-da-china%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Band News TV. (2026). <a href="https://bandnewstv.uol.com.br/geral/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-no-nordeste-da-china?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro com penas no nordeste da China</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tom Hanks tem um asteroide com o seu nome: de "Apollo 13" à National Space Society, a outra paixão do ator]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/tom-hanks-tem-um-asteroide-com-o-seu-nome-de-apollo-13-a-national-space-society-a-outra-paixao-do-ator.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A paixão de Tom Hanks pelo espaço tem estado presente em boa parte da sua carreira, desde o filme "Apollo 13" aos seus trabalhos para a National Space Society.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791349550567.jpg" data-image="hl1e231trxhb" alt="Tom Hanks em &quot;Apollo 13&quot;" title="Tom Hanks em &quot;Apollo 13&quot;"><figcaption>Tom Hanks transformou a sua paixão pelo espaço em mais uma faceta da sua carreira, intimamente ligada à NASA e à exploração lunar. O seu papel em "Apollo 13" e o seu trabalho em produções sobre o programa espacial reforçaram esta ligação. Imagem: Universal Pictures.</figcaption></figure><p>O ator Tom Hanks conquistou uma posição de destaque no cinema norte-americano, com uma carreira que lhe valeu dois Óscares e várias nomeações da Academia. No entanto, <strong>a sua relação com o espaço vai muito para além daquele filme</strong>, estando presente em diferentes fases da sua vida. Atualmente, o ator integra o Conselho de Governadores da National Space Society, uma organização ligada à exploração espacial. Esta relação tem-se manifestado na televisão, em documentários e em diversas iniciativas de divulgação.</p><p>O seu interesse pelo espaço já tinha sido demonstrado na exposição "<em>Moonwalkers: Uma Viagem com Tom Hanks</em>", realizada em 2024 na galeria Lightroom, em Londres. <strong>A exposição abordava as primeiras alunagens do programa Apollo, entre 1969 e 1972</strong>. Além disso, apresentava imagens, projeções e entrevistas com os astronautas selecionados para o projeto Artemis II, incluindo Victor Glover, Jeremy Hansen, Christina Koch e Reid Wiseman.</p><h2>Tom Hanks e o espaço desde "Apollo 13"</h2><p>Hanks interpretou o astronauta Jim Lovell no filme "<em>Apollo 13</em>", lançado em 1995. O filme relatava a história da <strong>missão lunar que teve de desistir da alunagem após a explosão de um tanque de oxigénio</strong>. A longa-metragem foi nomeada ao Oscar de Melhor Filme.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/qo8OheTCm4A/sddefault.jpg" alt="youtube video id=qo8OheTCm4A" id="qo8OheTCm4A"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Hanks também apareceu em “<em>From the Earth to the Moon</em>”, uma <strong>minissérie de 12 episódios da HBO sobre os primeiros anos do programa espacial americano</strong>. A produção recebeu o Emmy e o Globo de Ouro de melhor minissérie em 1998. O seu interesse em contar a história espacial continuou em “<em>Magnificent Desolation: Walking on the Moon in 3D</em>”, lançado em 2005 para o formato IMAX.</p><p>Nesta produção, assumiu as funções de narrador, argumentista e produtor. O filme centrou-se na<strong> experiência dos astronautas que caminharam sobre a superfície lunar</strong>. A esta trajetória juntou-se o reconhecimento da NASA: a 27 de abril de 2000, a agência atribuiu-lhe o NASA Public Service Award pelo seu contributo para despertar o interesse do público pela exploração espacial.</p><h2>Tom Hanks e o espaço: de Hollywood a um asteróide com o seu nome</h2><p>A relação de Hanks com a astronomia estendeu-se também à nomenclatura de corpos menores do Sistema Solar. <strong>O asteroide 12818 Tomhanks recebeu este nome em homenagem ao ator e à sua relação com a exploração espacial</strong>. Assim, o nome do ator chegou ao espaço por uma via muito diferente dos seus filmes e documentários sobre a NASA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791351296572.jpeg" data-image="y27gmx1pv0r9" alt="Estrela de Tom Hanks na Calçada da Fama de Hollywood" title="Estrela de Tom Hanks na Calçada da Fama de Hollywood"><figcaption>Tom Hanks construiu uma das carreiras mais reconhecidas de Hollywood, com dois Óscares e filmes como Forrest Gump, Philadelphia e Apollo 13.</figcaption></figure><p>O seu percurso cinematográfico ganhou dimensão internacional com "Quero Ser Grande" (Big), em 1988, filme que lhe valeu a sua primeira nomeação para os Óscares e o Globo de Ouro de Melhor Ator. "Filadélfia", lançado em 1993, garantiu-lhe o primeiro Óscar de Melhor Ator. Um ano depois, voltou a conquistar a estatueta por "Forrest Gump", filme que arrecadou também o Óscar de Melhor Filme.</p><p>Depois, vieram novas nomeações por "O Resgate do Soldado Ryan", em 1998, e "Náufrago", em 2000. Esta última prestação valeu-lhe ainda outro Globo de Ouro. Em 2002, recebeu o prémio pelo conjunto da sua obra (<em>Life Achievement Award</em>) do American Film Institute. Em 2005, foi <strong>eleito vice-presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas</strong> e, em 2006, a Forbes colocou-o entre as celebridades que mais inspiravam confiança nos americanos.</p><h2>Moonwalkers: uma viagem com Tom Hanks</h2><p>A exposição "Moonwalkers: uma viagem com Tom Hanks", realizada em Londres em 2024, é um bom exemplo da relação do ator com a exploração espacial. O percurso começava com as missões Apollo, entre 1969 e 1972, e chegava até à Artemis, o programa da NASA para retomar os voos tripulados em torno da Lua. As<strong> imagens e projeções serviram para ligar a história daquelas primeiras viagens às novas missões</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791351376615.jpeg" data-image="hz538zahcv1m" alt="Artemis II" title="Artemis II"><figcaption>Tom Hanks acompanhou de perto a Artemis II, uma missão que levou quatro astronautas à volta da Lua e retomou o legado do programa Apollo.</figcaption></figure><p>A exposição abordou também a Artemis II, a missão composta por Victor Glover, Jeremy Hansen, Christina Koch e Reid Wiseman para voar à volta da Lua. Glover foi o primeiro astronauta negro a participar numa missão lunar. O programa Artemis previa ainda a permanência dos astronautas na Lua por longos períodos. <strong>Para Hanks, o regresso ao satélite respondia, em grande medida, à curiosidade e ao interesse em enfrentar novos desafios</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791148" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html" title="Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único">Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html" title="Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127064050_320.jpg" alt="Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único"></a></article></aside><p>A exposição permitiu ainda conhecer uma faceta de Hanks distante dos seus principais trabalhos no cinema. <strong>O ator contou que gostaria de ter sido astronauta e que encontrou nos filmes uma forma de se aproximar deste mundo</strong>. Quando lhe perguntaram se se deslocava ao espaço, respondeu com humor que aceitaria o trabalho de limpar janelas, servir comida e recolher tudo depois. Atualmente, a sua presença na National Space Society mantém esta ligação com a exploração espacial.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/tom-hanks-tem-um-asteroide-com-o-seu-nome-de-apollo-13-a-national-space-society-a-outra-paixao-do-ator.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O adeus à Margaret Hamilton: a cientista que ajudou a levar o ser humano à Lua]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 22:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Margaret Hamilton foi responsável por liderar o desenvolvimento do software de voo das missões Apollo. Seu trabalho foi decisivo para que o computador de bordo da Apollo 11 conseguisse lidar com sobrecargas durante a descida lunar, contribuindo para o pouso seguro dos astronautas em 1969. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua-1791634519818.png" data-image="n2aa8pp4wf9m" alt="Margaret Hamilton liderou o desenvolvimento do software de voo da Apollo 11, fundamental para o pouso seguro dos astronautas na Lua em 1969. Crédito: Draper Laboratory" title="Margaret Hamilton liderou o desenvolvimento do software de voo da Apollo 11, fundamental para o pouso seguro dos astronautas na Lua em 1969. Crédito: Draper Laboratory"><figcaption>Margaret Hamilton liderou o desenvolvimento do software de voo da Apollo 11, fundamental para o pouso seguro dos astronautas na Lua em 1969. Crédito: Draper Laboratory</figcaption></figure><p>Esta semana, a Ciência e a Tecnologia perderam uma de suas pioneiras: Margaret Hamilton, que morreu em 30 de setembro, aos 90 anos. <strong>Matemática e cientista da computação, ela ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área fundamental para sistemas complexos. </strong></p><p><strong>Hamilton liderou a equipe responsável pelo desenvolvimento do software de bordo das missões Apollo, incluindo a Apollo 11</strong>, que levou os primeiros astronautas à superfície lunar em 1969. A arquitetura desenvolvida por sua equipe demonstrou a importância de sistemas capazes de lidar com falhas.</p><p>O legado de Hamilton permanece presente na engenharia de software e no desenvolvimento de sistemas confiáveis.<strong> Ela assumiu posições de liderança e ajudou a estabelecer o reconhecimento da programação como uma atividade de engenharia. </strong></p><h2>A vida de Margaret Hamilton</h2><p><strong>Margaret Hamilton nasceu em 17 de agosto de 1936, nos Estados Unidos, e estudou matemática na Universidade de Michigan onde se formou em 1958. </strong>No início da carreira, trabalhou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), participando de pesquisas em meteorologia e computação. </p><div class="texto-destacado">Sua experiência com programação e sistemas complexos a levou a integrar projetos relacionados à exploração espacial.</div><p><strong>No MIT, Hamilton liderou a equipe responsável pelo desenvolvimento do software de voo utilizado nas missões Apollo, incluindo a Apollo 11, em 1969</strong>. Mais tarde, fundou empresas de tecnologia e contribuiu para consolidar práticas de engenharia de software.</p><h2>Apollo 11</h2><p>A Apollo 11 foi a missão que levou os primeiros seres humanos à superfície da Lua, em 1969. <strong>A bordo estavam Neil Armstrong e Buzz Aldrin, que realizaram o pouso lunar. </strong>A missão dependia de sistemas computacionais capazes de processar dados e controlar operações durante a descida e o retorno à Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua-1791634664430.png" data-image="xxjueo5s2qo4" alt="Pioneira da computação, Margaret Hamilton deixou um legado que permitiu que o ser humano pousasse na Lua. Crédito: NASA" title="Pioneira da computação, Margaret Hamilton deixou um legado que permitiu que o ser humano pousasse na Lua. Crédito: NASA"><figcaption>Pioneira da computação, Margaret Hamilton deixou um legado que permitiu que o ser humano pousasse na Lua. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Margaret Hamilton liderou a equipe do MIT responsável pelo desenvolvimento do software de voo do computador de orientação Apollo.</strong> Durante a descida lunar, o computador emitiu alarmes relacionados à sobrecarga de processamento, e o software priorizou tarefas essenciais.</p><h2>Como era o código da equipe de Hamilton?</h2><p><strong>O software de voo da Apollo 11 foi desenvolvido para executar tarefas críticas de navegação, orientação e controle durante a missão lunar.</strong> A equipe criou programas para o <em>Apollo Guidance Computer</em> (AGC), que precisava operar com memória e capacidade de processamento limitadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="199161" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/programa-apollo-50-anos-da-chegada-do-homem-a-lua.html" title="Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua">Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/programa-apollo-50-anos-da-chegada-do-homem-a-lua.html" title="Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apollo-11-50-anos-da-chegada-do-homem-a-lua-199161-1_320.jpg" alt="Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua"></a></article></aside><p><strong>O sistema usava prioridades de execução para garantir que tarefas essenciais continuassem funcionando</strong> mesmo quando o computador recebia mais solicitações do que conseguia processar. A famosa fotografia de Hamilton ao lado de pilhas de códigos impressos mostra a complexidade desse trabalho.</p><h2>O adeus</h2><p><strong>A Semana Mundial do Espaço foi marcada, infelizmente, pela despedida de Margaret Hamilton que faleceu em 30 de setembro de 2026, aos 90 anos. </strong>A notícia foi divulgada pelo MIT em 7 de outubro, durante a Semana Mundial do Espaço, celebrada anualmente entre os dias 4 e 10 de outubro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua-1791634768804.png" data-image="qj2b6u2vyqkp" alt="A cientista ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área essencial para o desenvolvimento de sistemas computacionais confiáveis." title="A cientista ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área essencial para o desenvolvimento de sistemas computacionais confiáveis."><figcaption>A cientista ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área essencial para o desenvolvimento de sistemas computacionais confiáveis.</figcaption></figure><p>Seu legado permanece na computação, na engenharia de sistemas críticos e na exploração espacial. Ao liderar a equipe responsável pelo software de voo da Apollo 11, <strong>Hamilton demonstrou a importância de sistemas capazes de priorizar tarefas essenciais diante de falhas e sobrecargas. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta é uma das maiores igrejas com cúpula da Europa: uma maravilha arquitetônica na Floresta Negra]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 21:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Maior do que as cúpulas da Basílica de Santa Sofia, em Istambul, e da Catedral de São Paulo, em Londres, este imponente edifício religioso ergue-se em uma pequena cidade termal de Baden-Württemberg.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582795320.jpeg" data-image="0acpawkzkp26" alt="St. Blasien" title="St. Blasien"><figcaption>Esta não é uma igreja de vilarejo comum: a Catedral de St. Blasien ergue-se imponente sobre a cidade de mesmo nome. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p><strong>Igrejas com cúpulas enormes</strong>? Muitas pessoas pensam imediatamente na Hagia Sophia em Istambul. A sua cúpula mede cerca de 32 metros de diâmetro, característica pela qual este edifício bizantino é famoso há séculos.</p><p>Mas no sul da Floresta Negra existe uma igreja com uma <strong>cúpula </strong>ainda maior: a <strong>Catedral de St. Blasien</strong>, que se estende por <strong>36 metros</strong>.</p><p>O edifício neoclássico, com a sua fachada de 63 metros de altura, ergue-se proeminentemente acima dos telhados da cidade termal com o mesmo nome. St. Blasien está localizado no distrito de Waldshut, na <strong>Alemanha</strong>, entre Waldshut e Schluchsee.</p><h2>A catedral domina a cidade</h2><p>Mesmo vista de fora<strong>, a catedral parece quase monumental para uma cidade pequena</strong> com menos de 4.000 habitantes. No entanto, sua verdadeira dimensão só se revela plenamente quando se entra nela: 20 colunas sustentam a imponente estrutura da cúpula.</p><p>A história da catedral começa com um desastre: em <strong>1768</strong>, um incêndio destruiu a igreja do mosteiro medieval. O abade Martin Gerbert decidiu construir uma nova e encarregou o arquiteto francês Pierre Michel d'Ixnard de projetá-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790583382351.jpeg" data-image="518ehx7y2v2n"><figcaption>A cúpula da catedral é igualmente impressionante quando vista de dentro. Foto: Bill Ernest/Adobe Stock</figcaption></figure><p>Treze anos depois, em novembro de 1781, realizou-se o primeiro serviço religioso na nova igreja com cúpula; sua consagração ocorreu em <strong>1783</strong>.</p><h3>36 é o número mágico</h3><p>No interior, a escala do edifício reflete-se em um sistema de medidas incomum. O <strong>diâmetro de 36 metros da rotunda corresponde exatamente à sua altura até o topo da cúpula</strong>. A cúpula tem um raio de 18 metros, a mesma altura das 20 colunas independentes. Até mesmo o coro possui 36 metros de comprimento.</p><p>No entanto, a catedral não escapou de um desastre por muito tempo: em 1874, outro grande incêndio destruiu o edifício. Somente em <strong>1913 </strong>ela pôde ser consagrada novamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582984527.jpeg" data-image="wzx7f8po1nb3" alt="Santa Maria del Fiore, Florence" title="Santa Maria del Fiore, Florence"><figcaption>Recorde mundial: a cúpula de Santa Maria del Fiore em Florença. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p> Durante a<strong> ampla restauração realizada para o seu bicentenário, em 1983</strong>, o interior adquiriu sua atual aparência luminosa, destacando-se o estuque branco, o mármore e o mármore de Carrara.</p><p>Comparado a outras cúpulas europeias, seu vão de 36 metros não detém o recorde. A rotunda de Mosta, em Malta, chega a 39 metros, enquanto a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma, mede 42 metros. O Panteão de Roma atinge impressionantes 43,2 metros.</p><h2>O recorde pertence a Florença</h2><p>Ainda maior é a cúpula de Santa Maria del Fiore, em Florença, com um diâmetro interno de 45,5 metros. Diz-se que é a maior cúpula de tijolos do mundo.</p><p>No entanto, alguns outros edifícios religiosos famosos são menores do que a aparência poderia sugerir: a cúpula da Catedral de São Paulo, em Londres, mede cerca de 34 metros, sendo, portanto, menor do que a de St. Blasien.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica.html" title="Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica">Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica.html" title="Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica-1791050037143_320.jpg" alt="Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica"></a></article></aside><p>Os interessados em saber mais sobre a arquitetura da catedral podem participar de uma das <strong>visitas guiadas oferecidas regularmente</strong>. O ponto de encontro para essas visitas é o posto de informações turísticas.</p><p>A igreja está aberta a visitantes todos os dias. Não são permitidas visitas durante as celebrações religiosas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lena%20Catharina%20Stawski" data-year="2026" data-title="In%20einer%20Kleinstadt%20im%20Schwarzwald%20steht%20eine%20der%20gr%C3%B6%C3%9Ften%20Kuppelkirchen%20Europas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reisereporter.de%2Freiseziele%2Feuropa%2Fdeutschland%2Fbaden-wuerttemberg%2Fschwarzwald%2Fin-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html%3FoutputType%3Dvalid_amp">Lena Catharina Stawski. (2026). <a href="https://www.reisereporter.de/reiseziele/europa/deutschland/baden-wuerttemberg/schwarzwald/in-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html?outputType=valid_amp" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">In einer Kleinstadt im Schwarzwald steht eine der größten Kuppelkirchen Europas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia e coloca 23 territórios em situação grave]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 19:41:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Levantamento revela que 74,4% dos territórios indígenas monitorados enfrentam estiagem; organização alerta para riscos às comunidades e apresenta plano de adaptação aos eventos climáticos extremos na região amazônica brasileira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave-1791554795057.jpg" data-image="8mm8yg1qmf8p" alt="Levantamento realizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, em agosto de 2026, revela que 74,4% das 407 Terras Indigenas monitoradas apresentavam efeitos de seca extrema. Crédito: Divulgação Carta Amazônia" title="Levantamento realizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, em agosto de 2026, revela que 74,4% das 407 Terras Indigenas monitoradas apresentavam efeitos de seca extrema. Crédito: Divulgação Carta Amazônia"><figcaption>Levantamento realizado em agosto de 2026 revela que 74,4% das 407 Terras Indigenas monitoradas apresentavam efeitos de seca extrema. Crédito: Divulgação Carta Amazônia</figcaption></figure><p>A <strong>seca já afeta 303 Terras Indígenas da Amazônia Legal</strong>, segundo levantamento divulgado pela<strong> Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)</strong>. Os dados, referentes a agosto de 2026, mostram que<strong> 74,4% dos 407 territórios monitorados</strong> apresentavam algum nível de estiagem, abrangendo aproximadamente 97 milhões de hectares.</p><p>O estudo, elaborado pela Gerência de Monitoramento Territorial Indígena (Gemti) da Coiab, analisou<strong> 44 meses de informações do Monitor de Secas, entre 2023 e 2026.</strong> Entre os territórios afetados, 120 apresentavam seca fraca, 160 enfrentavam seca moderada e 23 registravam seca grave, classificação que voltou a aparecer após seis meses sem ocorrências nas áreas analisadas.</p><p><strong>Roraima </strong>concentra a situação mais preocupante, com<strong> 21 das 23 Terras Indígenas classificadas em seca grave</strong>. O Acre registra os outros dois territórios nessa condição. No Amazonas, 159 terras apresentam estiagem moderada ou fraca. O levantamento também identificou impactos em todos os demais estados da Amazônia Legal, evidenciando a abrangência regional do fenômeno.</p><h2>Estiagem ameaça comunidades e modos de vida</h2><p>A <strong>redução das chuvas pode provocar consequências para os povos indígenas</strong>, especialmente nas comunidades que dependem dos rios para transporte, alimentação e abastecimento. A diminuição dos níveis de rios e igarapés dificulta o deslocamento, compromete o acesso a serviços essenciais e amplia os riscos de insegurança alimentar.</p><div class="texto-destacado">Outro problema é o aumento da vulnerabilidade aos incêndios florestais. Com a vegetação mais seca, áreas anteriormente menos suscetíveis ao fogo podem sofrer queimadas, ameaçando moradias, roças, recursos naturais e territórios tradicionalmente ocupados pelos povos indígenas.</div><p>Em Roraima, a liderança Sineia Wapichana, do Conselho Indígena de Roraima (CIR), alertou para a antecipação do período seco. Segundo ela,<strong> o verão chegou mais cedo e o estado enfrenta uma situação de emergência</strong>. Apesar dos sinais de agravamento, a Coiab ressalta que os dados ainda não permitem afirmar que a seca de 2026 alcançará a extensão registrada em 2024.</p><h2>Plano busca fortalecer preparação dos territórios</h2><p>Diante desse cenário, a Coiab lançou o <strong>Plano de Adaptação dos Territórios Indígenas da Amazônia </strong>frente ao El Niño e Eventos Climáticos Extremos. A iniciativa reúne orientações para apoiar comunidades, associações e organizações indígenas na preparação e resposta aos impactos da estiagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/especialistas-defendem-protagonismo-indigena-na-restauracao-de-terras.html" title="Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras">Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/especialistas-defendem-protagonismo-indigena-na-restauracao-de-terras.html" title="Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-defendem-protagonismo-indigena-na-restauracao-de-terras-1788713618821_320.jpg" alt="Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras"></a></article></aside><p>O documento apresenta recomendações práticas para <strong>proteção dos recursos hídricos, segurança alimentar, saúde comunitária, vigilância territorial e prevenção de incêndios.</strong> Também oferece roteiros simplificados para que as comunidades desenvolvam seus próprios planos de preparação, considerando as características e necessidades de cada território.</p><p>Segundo Anderson Tapuia, coordenador-secretário da Coiab, a proposta é <strong>construir alternativas baseadas nas experiências das próprias comunidades</strong>. O plano integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da autonomia indígena e articulação com instituições responsáveis pelas políticas públicas.</p><h2>Resposta à crise exige participação do poder público</h2><p>A organização ressalta, entretanto, que a responsabilidade pelo enfrentamento da seca não pode ser transferida exclusivamente às comunidades. Cabe ao <strong>poder público garantir recursos antecipados</strong>, abastecimento de água, alimentos, medicamentos, transporte, prevenção de incêndios e planos de contingência adequados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave-1791554989263.jpg" data-image="w9kmmo4s6mha"><figcaption>Localização por Unidade Federativa (UF) das 23 Terras Indígenas (TIs) predominantemente em seca grave, agosto de 2026. Crédito: GEMTI/COIAB.</figcaption></figure><p>Como parte das ações de preparação, a Coiab também distribuiu uma <strong>cartilha sobre o enfrentamento do Super El Niño</strong>, lançada durante sua XV Assembleia Geral, em agosto. Pelo menos 500 exemplares foram destinados a lideranças indígenas dos nove estados da Amazônia brasileira.</p><p>Para Toya Manchineri, coordenador-geral da Coiab, os<strong> povos indígenas precisam participar diretamente das decisões relacionadas à crise climática.</strong> A ampliação do monitoramento e a implementação de medidas preventivas são consideradas fundamentais para reduzir danos, proteger vidas e evitar novos colapsos nos territórios amazônicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Amaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Seca%20j%C3%A1%20atinge%20303%20Terras%20Ind%C3%ADgenas%20da%20Amaz%C3%B4nia%2C%20sendo%2023%20em%20n%C3%ADvel%20grave%2C%20aponta%20levantamento%20da%20Coiab" data-url="https%3A%2F%2Fportalamazonia.com%2Fmeio-ambiente%2Fseca-terras-indigenas-coiab%2F">Portal Amazônia. (2026). <a href="https://portalamazonia.com/meio-ambiente/seca-terras-indigenas-coiab/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Seca já atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia, sendo 23 em nível grave, aponta levantamento da Coiab</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Queimadas no Amazonas geram fumaça densa e afetam mais de 20 cidades; veja imagens ]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-veja-imagens.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 18:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mensagens enviadas pela Defesa Civil diretamente aos aparelhos celulares da população reforçaram a necessidade de proteção facial individual diante da elevação drástica na quantidade de micropartículas em suspensão na atmosfera. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-1791640593252.jpg" data-image="42yh88hyo417" alt="Defesa Civil recomenda máscaras após ar atingir nível crítico em Manaus. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica" title="Defesa Civil recomenda máscaras após ar atingir nível crítico em Manaus. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica"><figcaption>Defesa Civil recomenda máscaras após ar atingir nível crítico em Manaus. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica</figcaption></figure><p>Uma densa <strong>nuvem de fumaça voltou a cobrir Manaus e diversas cidades do interior do Amazonas nesta sexta-feira (9)</strong>. A concentração de poluentes atingiu patamares perigosos em múltiplos pontos do estado, forçando a interrupção de atividades e mobilizando avisos urgentes das autoridades meteorológicas e sanitárias.</p><p>O cenário reflete o avanço descontrolado das chamas em meio à estiagem histórica que atinge os rios amazônicos. Além de comprometer cartões-postais e vias de transporte, o ar carregado de fuligem <strong>já prejudica diretamente as condições de vida em mais de 20 municípios</strong>.</p><h2>Índices críticos de poluição e impactos na saúde</h2><p>O monitoramento do <strong>Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental</strong> (<a href="https://appselva.com.br/" target="_blank">SELVA</a>), vinculado à <strong>Universidade do Estado do Amazonas</strong> (<a href="https://uea.edu.br/" target="_blank">UEA</a>), apontou índices alarmantes. Enquanto a qualidade recomendada varia entre 0 e 25 microgramas por metro cúbico (µg/m³), <strong>Careiro da Várzea registrou 302,3 µg/m³ </strong>após o fogo atingir o distrito de Autaz Mirim e as comunidades Bom Futuro e Jatuarana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-veja-imagens-1791640881191.jpg" data-image="bocp41wqlluh" alt="Poluição provocada por queimadas afeta saúde e municípios do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica" title="Poluição provocada por queimadas afeta saúde e municípios do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica"><figcaption>Poluição provocada por queimadas afeta saúde e municípios do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica</figcaption></figure><p>Na capital amazonense, a plataforma internacional IQAir mediu um <strong>Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 366 no início da manhã</strong>, classificado como perigoso. A concentração de partículas finas PM2,5 atingiu <strong>258,2 µg/m³</strong>, número que supera em mais de 23 vezes o padrão tolerável estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (<a href="https://www.who.int/pt/about" target="_blank">OMS</a>).</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Brigadista passa mal após esforço prolongado contra incêndio de grandes proporções em Careiro da Várzea, no Amazonas https://t.co/2inC2nrifn</p> Portal Ponta Negra Manaus (@pontanegraAM) <a href="https://x.com/pontanegraAM/status/2108904410050916637?ref_src=twsrc%5Etfw">October 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Bairros populosos como <strong>Morro da Liberdade e Educandos chegaram a registrar 320,2 µg/m³</strong> de material particulado. Com a atmosfera sufocante, a população enfrenta sintomas como tosse contínua, ardor ocular e enxaqueca crônica. Como consequência, a <strong>Universidade Federal do Amazonas</strong> (<a href="https://www.ufam.edu.br/" target="_blank">UFAM</a>) suspendeu as aulas presenciais nesta sexta-feira.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Amazonas - Manaus amanneceu nesta quinta-teira (8) encoberta por uma densa nuvem de fumaça. Um incêndio de grandes proporções em uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste da capital, contribuiu para derrubar a qualidade do ar a níveis críticos. A previsão é de calor e tempo seco durante o dia. G1</p>— RoziSNews (@RoziSNews) <a href="https://x.com/RoziSNews/status/2108338974682931636?ref_src=twsrc%5Etfw">October 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Simultaneamente, a Defesa Civil acionou notificações nos aparelhos móveis para orientar o uso imediato de máscaras nas ruas. O avanço da poluição também atinge duramente cidades vizinhas como Itacoatiara, <strong>onde a comunidade Canaçari sofre com queimadas contínuas há 20 dias</strong>.</p><h2>Danos nas comunidades e articulação governamental</h2><p>Nas áreas rurais, os prejuízos ultrapassam o isolamento provocado pela falta de visibilidade nos rios e estradas. <strong>Produtores agrícolas e famílias ribeirinhas enfrentam perdas severas de lavouras e habitações</strong>, tentando conter o avanço do fogo com ferramentas rudimentares.</p><div class="texto-destacado">Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (<a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br" target="_blank">INPE</a>) revelam que o Amazonas contabilizou quase 20 mil focos de calor apenas nos oito primeiros dias de outubro. Grande parte dessas queimadas decorre de interferência humana agravada pelo tempo seco prolongado.</div><p>Para conter as perdas, <strong>investimentos estaduais preveem mais de R$ 10 milhões em ações de controle</strong>. Desse montante, R$ 8,2 milhões provêm de financiamento captado junto ao BNDES, somados a R$ 1,8 milhão destinados ao Corpo de Bombeiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792740" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil">Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil-1791584183368_320.jpg" alt="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"></a></article></aside><p>Em âmbito nacional, o <strong>Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima coordena apoios emergenciais</strong> junto a outras pastas. Entre as estratégias analisadas estão o envio de agentes e o uso de aeronaves para alcançar focos isolados na floresta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nicoly%20Ambrosio" data-year="2026" data-title="Pela%20segunda%20vez%2C%20Manaus%20registra%20p%C3%A9ssima%20qualidade%20do%20ar" data-url="https%3A%2F%2Famazoniareal.com.br%2Fpela-segunda-vez-manaus-registra-pessima-qualidade-do-ar%2F">Nicoly Ambrosio. (2026). <a href="https://amazoniareal.com.br/pela-segunda-vez-manaus-registra-pessima-qualidade-do-ar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pela segunda vez, Manaus registra péssima qualidade do ar</a>.</cite><br><cite data-author="lexandre%20Hisayasu%2C%20Maria%20Eduarda%20Furtado%2C%20Sabrina%20Rocha" data-year="2026" data-title="Inc%C3%AAndio%20atinge%20%C3%A1rea%20de%20mata%20em%20Careiro%20da%20V%C3%A1rzea%20e%20munic%C3%ADpio%20registra%20qualidade%20do%20ar%20'muito%20ruim'" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fam%2Famazonas%2Fnoticia%2F2026%2F10%2F09%2Fincendio-atinge-area-de-mata-em-careiro-da-varzea-e-municipio-registra-qualidade-do-ar-muito-ruim-videos.ghtml">lexandre Hisayasu, Maria Eduarda Furtado, Sabrina Rocha. (2026). <a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/09/incendio-atinge-area-de-mata-em-careiro-da-varzea-e-municipio-registra-qualidade-do-ar-muito-ruim-videos.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Incêndio atinge área de mata em Careiro da Várzea e município registra qualidade do ar 'muito ruim'</a>.</cite><br><cite data-author="Patrick%20Marques" data-year="2026" data-title="Fuma%C3%A7a%20encobre%20cidades%20e%20queimadas%20deixam%20rastro%20de%20destrui%C3%A7%C3%A3o%20no%20Amazonas" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fam%2Famazonas%2Fnoticia%2F2026%2F10%2F09%2Ffotos-fumaca-encobre-cidades-e-queimadas-deixam-rastro-de-destruicao-no-amazonas-veja-registros.ghtml">Patrick Marques. (2026). <a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/09/fotos-fumaca-encobre-cidades-e-queimadas-deixam-rastro-de-destruicao-no-amazonas-veja-registros.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fumaça encobre cidades e queimadas deixam rastro de destruição no Amazonas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O fenômeno El Niño de 2026 continua a intensificar-se e os modelos preveem que ainda não tenha atingido o seu pico de intensidade. Além disso, as projeções indicam que poderá durar mais alguns meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895.jpg" data-image="mih9niy2ty0e" alt="El Niño" title="El Niño"><figcaption>O El Niño não tem consequência em todas as regiões do mundo da mesma forma, mas os seus impactos abrangentes são bem compreendidos.</figcaption></figure><p>O fenômeno pode provocar <strong>secas e quebras de colheitas em algumas regiões e inundações em outras</strong>, alimentar incêndios florestais em florestas e turfeiras ressequidas, e provocar o branqueamento dos corais em oceanos sobreaquecidos.</p><h2>O aquecimento global está a intensificar o El Niño</h2><p>O ENSO (El Niño–Southern Oscillation) é um padrão climático recorrente que envolve alterações na temperatura da água no Pacífico tropical central e oriental e que <strong>tem impacto na circulação atmosférica e consequentemente no estado do tempo em muitas regiões do globo, com a ocorrência de fenómenos severos.</strong></p><p>Em períodos que variam entre três a sete anos, aproximadamente, as águas superficiais de uma grande faixa do Pacífico tropical aquecem ou arrefecem entre 1°C e 3°C, em comparação com o normal, denominando-se o fenómeno respetivamente El Niño ou La Niña.</p><div class="texto-destacado">Este ano, como os cientistas têm vindo a alertar, estamos perante o El Niño extremamente intenso e a previsão é que atinja o seu pico entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.</div><p>Pesquisadores de diferentes universidades dos EUA divulgaram recentemente um estudo que reflete a importância dos esqueletos de corais das ilhas Galápagos em relação ao ENSO.</p><p>Para examinar os padrões históricos do El Niño, os cientistas <strong>recolheram amostras de núcleos de 13 corais</strong>, incluindo colónias vivas e blocos de corais antigos, das Ilhas Galápagos, região onde o El Niño tem o seu maior impacto. </p><p>Os corais crescem um a dois centímetros por ano, segregando camadas de carbonato de cálcio. A composição química destas camadas fornece um registo da temperatura da água do mar a que os corais cresceram.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791388005887.jpg" data-image="qbxcyotbqxno" alt="Corais" title="Corais"><figcaption>Através da análise dos corais pode inferir-se a temperatura da água do mar</figcaption></figure><p>Os autores analisaram a geoquímica dos esqueletos de corais das ilhas Galápagos ao longo do último milénio e revelaram a <strong>existência de um grande aumento recente da variabilidade interanual da temperatura da superfície do mar</strong> no Pacífico equatorial oriental, em comparação com os registos paleoclimáticos existentes </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo conclui que a variabilidade do El Niño se tornou 36,5% mais forte nos últimos 40 anos do que na era pré-industrial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De fato, o estudo, que examinou corais modernos e antigos nas Ilhas Galápagos, descobriu que <strong>os eventos de El Niño nas últimas quatro décadas foram mais intensos do que qualquer outro nos 1.000 anos anteriores a 1850, </strong>quando os humanos começaram a ter impacto no clima com gases com efeito de estufa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa">O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024_320.jpeg" alt="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa"></a></article></aside><p>Os eventos El Niño fortes ocorreram nos últimos 40 a 50 anos, enquanto os eventos El Niño anteriores a esse período apresentaram um padrão bastante consistente de El Niño de menor intensidade.</p><div class="texto-destacado">Os autores alertam para o facto de na pesquisa realizada não se ter identificado um período no passado em que o El Niño tenha sido tão forte como o atual e que a intensidade do El Niño muda de acordo com o aquecimento da temperatura global.</div><p>É de referir que<strong> há previsões que apontam ser possível chegar-se a atingir temperaturas 1,7 ou 1,8°C acima dos níveis pré-industriais</strong>, o que é muito superior ao recorde atual. Isto deverá alertar-nos para os próximos El Niños.</p><p>Os pesquisadores também examinaram se os processos naturais poderiam ter causado intensificações semelhantes do El Niño nos últimos mil anos. Para isso, utilizaram modelos climáticos que simulam os últimos mil anos com base em históricos de erupções vulcânicas e variabilidade solar. <strong>Os modelos não encontraram grandes alterações no El Niño que sugerissem que os processos naturais pudessem criar alterações tão significativas</strong>.</p><h2>Importância deste estudo: como mitigar os efeitos do El Niño </h2><p>As Autoridades, que vão desde os governos nacionais à Organização Mundial de Saúde, devem começar a preparar-se imediatamente para mitigar estes riscos provocados por este El Niño muito intenso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dos impactos mais claros e consistentes do El Niño é a seca no sul de África. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante os quatro eventos El Niño mais intensos entre 1980 e 2016, a <strong>região enfrentou cerca de 80% de precipitação abaixo da média</strong> durante a estação das chuvas, entre dezembro e fevereiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791388245017.jpg" data-image="nc33r8893if8" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>A colheita de milho na África do Sul caiu quase para metade durante o evento El Niño de 2015-16.</figcaption></figure><p>Mesmo o El Niño de 2023-24, comparativamente moderado, desencadeou uma seca severa, levando à declaração de <strong>calamidade pública no Zimbabué, na Zâmbia e no Malawi</strong>, e reduzindo o nível do rio Zambeze para o seu mais baixo de sempre.</p><p>Com o início da época de plantação em outubro, <strong>os governos devem dar prioridade à distribuição de variedades de culturas tolerantes à seca e de maturação precoce em áreas de alto risco e a expansão dos programas de apoio em caso de quebra de colheitas, </strong>semelhantes às medidas utilizadas na Etiópia durante a seca de 2015-16.</p><div class="texto-destacado">Os incêndios e o fumo resultantes do El Niño de 2015 estiveram associados a cerca de 100.000 mortes adicionais na Indonésia, Malásia e Singapura.</div><p>O governo indonésio tomou medidas importantes para reduzir estes riscos, incluindo a<strong> criação de uma agência de restauro de turfeiras </strong>e a restrição da desflorestação das florestas primárias e turfeiras.</p><p>Os impactos deste super El Niño, também devem estender-se aos ecossistemas que foram enfraquecidos por repetidos eventos climáticos extremos. Por exemplo, <strong>a Grande Barreira de Coral está incluída nestes ecossistemas e será afetada por este evento durante um frágil período de recuperação.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cole%2C%20J.%2C%20Thompson%2C%20D.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Recent%20strengthening%20of%20eastern%20Pacific%20ENSO%20in%20the%20last%20millennium%20paleorecord" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1126%2Fscience.ady2660">Cole, J., Thompson, D. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1126/science.ady2660" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Recent strengthening of eastern Pacific ENSO in the last millennium paleorecord</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Começou em 1927 e continua em curso: a experiência em que uma única gota pode demorar dez anos a cair]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/comecou-em-1927-e-continua-em-curso-a-experiencia-em-que-uma-unica-gota-pode-demorar-dez-anos-a-cair.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 14:26:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um cientista cuidou dele durante 52 anos e morreu sem ver cair uma única gota. O que demonstra esta experiência para que, quase um século depois, ainda haja pessoas à espera em frente ao funil?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431128200.png" data-image="l2mergojdiwj" alt="ciência; física; viscosidade; gota de alcatrão; experimento; Queensland" title="ciência; física; viscosidade; gota de alcatrão; experimento; Queensland"><figcaption>O alcatrão parece sólido, mas pode fluir como um líquido... se tiver paciência suficiente para o observar.</figcaption></figure><p>Pode concluir uma licenciatura, mudar de emprego e mudar-se várias vezes <strong>enquanto uma gota continua a formar-se nesta experiência</strong>. No <em>Trinity College Dublin</em>, na Irlanda, uma substância negra desce há décadas por um funil a um ritmo desesperante lento. Estamos a falar, aproximadamente, de uma gota formada a cada dez anos.</p><div class="texto-destacado">A experiência da gota de alcatrão de Queensland, na Austrália, iniciada em 1927, está em curso há quase um século e detém o recorde do Guinness de duração em laboratório.</div><p>A este ritmo, "a gota que faz transbordar o copo" seria o desfecho de uma saga de várias gerações. E é assim que funciona a experiência da gota de alcatrão, uma <strong>demonstração realizada em várias instituições para mostrar algo que parece desafiar toda a lógica ou intuição</strong>. Pode fluir uma substância que parece sólida?</p><h2>Um material que engana os nossos sentidos</h2><p>O pez é uma substância escura que pode ser obtida a partir de diferentes matérias-primas, como os derivados do petróleo ou as resinas vegetais. Pode parecer tão sólido que se parte ao ser atingido por um martelo. No entanto, <strong>sob a ação constante da gravidade, flui lentamente</strong> — ênfase em "lentamente" — e acaba por formar gotas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431419565.png" data-image="4mnv42pe9snx" alt="ciência; física; Guinness; experiência; gota de alcatrão" title="ciência; física; Guinness; experiência; gota de alcatrão"><figcaption>Montagens da experiência da gota de alcatrão em Queensland (à esquerda) e no Trinity College Dublin (à direita). Créditos: Universidade de Queensland e Patrick Keegan / Wikimedia Commons, licença CC BY 4.0.</figcaption></figure><p>A<strong> chave está na sua viscosidade, ou seja, na sua resistência ao fluxo</strong>. Vamos usar o mel como comparação do dia a dia. Quando deitamos mel, este flui mais lentamente do que a água. É mais viscoso. Bem, o alcatrão leva essa qualidade ao extremo. Em 2013, os pesquisadores calcularam que a sua <strong>viscosidade é aproximadamente dois milhões de vezes superior à do mel</strong>.</p><h2>Mesma ideia, funis diferentes</h2><p>O procedimento para realizar a experiência de gotejamento de alcatrão pode variar. Algumas montagens começam por aquecer o piche e vertê-lo para um funil selado. Após o arrefecimento e a sedimentação, a saída é aberta. Outras utilizam fragmentos que se aglomeram e fluem gradualmente. Mas todos eles permitem observar <strong>como um material aparentemente rígido se deforma e "flui" ao longo do tempo</strong>.</p><div class="texto-destacado">A experiência do Trinity College Dublin começou em 1944 e ainda está em curso. Uma queda foi filmada pela primeira vez em 2013; outra queda ocorreu em 2024 sem testemunhas.</div><p>Em Queensland, na Austrália, Thomas Parnell preparou a sua versão em 1927, utilizando um funil. Abriu o funil em 1930. <strong>A primeira gota demorou oito anos a cair</strong>. A contagem oficial até hoje mantém-se nas nove gotas. A última caiu em abril de 2014. Ainda estamos à espera da décima.</p><p>Entretanto, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, mantém uma instalação iniciada em 1914. Mas<strong> ainda não se formou nenhuma gota</strong>. Claro que o facto de não ter caído nenhuma gota não significa que a experiência tenha terminado. Aqui, <strong>a espera faz parte do processo</strong>; e a paciência, muita paciência.</p><h2>Esperar décadas e perder o momento</h2><p>A experiência australiana detém o recorde mundial do Guinness para a experiência de laboratório de maior duração. O seu segundo responsável, John Mainstone, cuidou dele durante 52 anos. Sob a sua responsabilidade, caíram cinco gotas, mas <strong>nunca testemunhou o momento em que uma delas se desprendeu</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431754149.png" data-image="h1jza2h3x7ug" alt="ciência; Guinness; Queensland; experimento; curiosidade" title="ciência; Guinness; Queensland; experimento; curiosidade"><figcaption>Mainstone, juntamente com Parnell, recebeu o Prémio Ig Nobel de Física, um prémio para investigação que faz rir e depois pensar. Imagem retirada do site da Universidade de Queensland.</figcaption></figure><p>Entretanto, a experiência irlandesa alcançou outro marco. A 11 de julho de 2013, <strong>uma câmara registou, pela primeira vez, o desprendimento de uma gota neste tipo de demonstração</strong>. Mas nem esse sucesso garantiu a captura da próxima. A Trinity informou que outra gota caiu sem ser observada em 2024.</p><p>Mas o objetivo destas experiências vai além de simplesmente esperar por uma gota. <strong>A ideia é demonstrar que o alcatrão pode fluir mesmo quando parece sólido e estimar a sua resistência ao fluxo</strong>. A experiência também ilustra por que razão o tempo de observação é importante. Observar apenas durante alguns minutos pode levar a uma conclusão diferente de observar durante anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757615" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/petroleo-versus-meteorologia-porque-e-que-o-futuro-da-eletricidade-na-venezuela-depende-mais-do-ceu-do-que-do-solo.html" title="Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?">Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/petroleo-versus-meteorologia-porque-e-que-o-futuro-da-eletricidade-na-venezuela-depende-mais-do-ceu-do-que-do-solo.html" title="Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/petroleo-versus-meteorologia-porque-e-que-o-futuro-da-eletricidade-na-venezuela-depende-mais-do-ceu-do-que-do-solo-1772797943296_320.jpg" alt="Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?"></a></article></aside><p>A verdade é que estas experiências continuam a ensinar uma lição simples.<strong> O que vemos diariamente abrange apenas um breve instante do que acontece na natureza</strong>. Por vezes, perceber ou descobrir um movimento exige anos de observação. E aqui, a tarefa, e a paciência, são partilhadas por várias gerações.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="School%20of%20Mathematics%20and%20Physics%20of%20The%20University%20of%20Queensland" data-year="2026" data-title="Pitch%20Drop%20experiment" data-url="https%3A%2F%2Fsmp.uq.edu.au%2Fpitch-drop-experiment">School of Mathematics and Physics of The University of Queensland. (2026). <a href="https://smp.uq.edu.au/pitch-drop-experiment" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pitch Drop experiment</a>.</cite><br><cite data-author="Trinity%20Collage%20Dublin" data-year="2013" data-title="Trinity%20Scientists%20Capture%20Pitch%20Drop%20on%20Camera%20for%20First%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tcd.ie%2Fnews_events%2Farticles%2Ftrinity-scientists-capture-pitch-drop-on-camera-for-first-time">Trinity Collage Dublin. (2013). <a href="https://www.tcd.ie/news_events/articles/trinity-scientists-capture-pitch-drop-on-camera-for-first-time" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Trinity Scientists Capture Pitch Drop on Camera for First Time</a>.</cite><br><cite data-author="Trinity%20Collage%20Dublin" data-year="2024" data-title="80-year%20experiment%20put%20in%20the%20hands%20of%20Ireland%E2%80%99s%20young%20scientists" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tcd.ie%2Fnews_events%2Farticles%2F2024%2F80-year-experiment-put-in-the-hands-of-irelands-young-scientists%2F">Trinity Collage Dublin. (2024). <a href="https://www.tcd.ie/news_events/articles/2024/80-year-experiment-put-in-the-hands-of-irelands-young-scientists/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">80-year experiment put in the hands of Ireland’s young scientists</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/comecou-em-1927-e-continua-em-curso-a-experiencia-em-que-uma-unica-gota-pode-demorar-dez-anos-a-cair.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Modelo com inteligência artificial prevê evolução de tempestades com até 30 minutos de antecedência]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 12:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Desenvolvido por pesquisadores da USP, sistema combina dados de radares meteorológicos e inteligência artificial para antecipar mudanças nas chuvas e apoiar alertas contra enchentes, inundações e alagamentos urbanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia-1791330058876.jpg" data-image="7jmc6sr09otq" alt="O método pode ajudar no planejamento de medidas de redução de danos e contribuir com sistemas de alerta – Foto: Cecilia Bastos/USP Imagens" title="O método pode ajudar no planejamento de medidas de redução de danos e contribuir com sistemas de alerta – Foto: Cecilia Bastos/USP Imagens"><figcaption>O método pode ajudar no planejamento de medidas de redução de danos e contribuir com sistemas de alerta. Crédito: Cecilia Bastos/USP Imagens</figcaption></figure><p>Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um<strong> modelo capaz de prever a evolução de tempestades</strong> com até 30 minutos de antecedência. A tecnologia combina o rastreamento de chuvas por radares meteorológicos com inteligência artificial e poderá contribuir para aprimorar sistemas de alerta e medidas de prevenção diante de eventos extremos.</p><p>Desenvolvido no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, o sistema une <strong>duas abordagens utilizadas na previsão meteorológica. </strong>De um lado está o Titan, ferramenta que identifica e acompanha tempestades a partir de imagens de radar. Do outro, uma rede neural treinada para estimar como a área e o volume das precipitações devem evoluir nos minutos seguintes.</p><p>A combinação busca superar limitações existentes nos métodos tradicionais. Modelos baseados em extrapolação conseguem estimar o deslocamento das chuvas a partir de sua direção e velocidade, mas possuem dificuldades para representar mudanças de intensidade. Redes neurais, por sua vez, conseguem interpretar dinâmicas mais complexas, porém podem exigir grande capacidade de processamento computacional.</p><h2>Chuvas rápidas desafiam previsões</h2><p>O desafio é especialmente relevante em regiões tropicais, onde são frequentes as chamadas<strong> “pancadas” de chuva. </strong>Essas tempestades podem surgir, ganhar intensidade e desaparecer rapidamente, produzindo grandes volumes de precipitação em períodos curtos e dificultando sua representação pelos sistemas de monitoramento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia-1791330191234.png" data-image="356phsnn32b6" alt="Para determinar as características espaciais da tempestade em cada instante, considera-se um ponto central de maior intensidade e a diminuição progressiva do volume conforme o aumento da distância desse ponto – GIF: Andrea Lopez" title="Para determinar as características espaciais da tempestade em cada instante, considera-se um ponto central de maior intensidade e a diminuição progressiva do volume conforme o aumento da distância desse ponto – GIF: Andrea Lopez"><figcaption> Para determinar as características espaciais da tempestade em cada instante, considera-se um ponto central de maior intensidade e a diminuição progressiva do volume conforme o aumento da distância desse ponto – Crédito: Andrea Lopez</figcaption></figure><p>Os <strong>radares meteorológicos</strong> registram informações em intervalos determinados, que podem variar de cinco a 15 minutos. Nesse espaço de tempo, uma tempestade pode se desenvolver ou deslocar significativamente. Parte dessa transformação pode, portanto, não aparecer nas observações utilizadas para alimentar os algoritmos de previsão.</p><p>Para enfrentar o problema,<strong> os pesquisadores criaram um modelo híbrido</strong>. A solução combina o Titan, desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos (NCAR), com uma rede neural do tipo Long Short-Term Memory (LSTM), projetada para armazenar informações relevantes ao longo do tempo e utilizá-las na realização de novas previsões.</p><h2>Dados de radar alimentam inteligência artificial</h2><p>No estudo, o Titan recebeu dados de um radar meteorológico operado atualmente pela SP Águas, referentes ao período entre 2016 e 2019. A ferramenta analisou imagens produzidas em intervalos de cinco minutos e identificou áreas de tempestade a partir de parâmetros definidos pelos pesquisadores.</p><div class="texto-destacado">Com essas informações, o sistema acompanhou o ciclo de vida das chuvas e estimou seu deslocamento. Os dados de rastreamento foram utilizados simultaneamente para treinar a rede LSTM, que aprendeu a prever alterações na área ocupada pelas tempestades e no volume de precipitação.</div><p>Para testar a ferramenta, os cientistas compararam as projeções do modelo com a evolução das chuvas efetivamente registrada pelo radar. <strong>O chamado Titan-LSTM realizou previsões para períodos de até 30 minutos</strong> e apresentou melhora em relação ao uso isolado do Titan, além de reduzir a taxa de erros.</p><h2>Tecnologia pode apoiar sistemas de alerta</h2><p>Outro resultado considerado importante foi a<strong> eficiência computacional</strong>. Segundo os pesquisadores, o desempenho do modelo híbrido foi comparável ao de sistemas mais complexos baseados em aprendizado profundo, mas exigindo menor capacidade de processamento. Essa característica pode facilitar sua implementação em diferentes instituições.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp.html" title="Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP ">Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp.html" title="Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp-1788454881762_320.jpg" alt="Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP "></a></article></aside><p>A pesquisadora Andrea Salome Viteri Lopez, autora do estudo, pretende agora <strong>integrar a ferramenta a um modelo probabilístico de previsão de cheias</strong> desenvolvido durante seu mestrado. A proposta é avançar na criação de um sistema capaz de antecipar inundações, enchentes e alagamentos na cidade de São Paulo.</p><p>Além de indicar como uma tempestade poderá evoluir, uma ferramenta desse tipo pode <strong>ajudar centros de gerenciamento a avaliar quais áreas estão no caminho das chuvas e tomar decisões com maior antecedência.</strong> Com até meia hora adicional para agir, órgãos públicos podem aprimorar alertas, organizar ações de emergência e adotar medidas destinadas a reduzir danos e proteger a população.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20da%20USP" data-year="2026" data-title="Modelo%20prev%C3%AA%20evolu%C3%A7%C3%A3o%20de%20tempestades%20e%20pode%20avisar%20casos%20para%20alerta%20at%C3%A9%2030%20minutos%20antes" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fciencias%2Fmodelo-de-previsao-de-tempestades-avisa-casos-de-alerta-ate-30-minutos-antes%2F">Jornal da USP. (2026). <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/modelo-de-previsao-de-tempestades-avisa-casos-de-alerta-ate-30-minutos-antes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Modelo prevê evolução de tempestades e pode avisar casos para alerta até 30 minutos antes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>