<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.meteored.com.br</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 11 Oct 2026 20:20:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 20:20:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.meteored.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.meteored.com.br/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.meteored.com.br</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Alerta no PR: mais de 100 mm de chuva ameaçam recuperação de hortaliças]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 19:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após temporais que danificaram estufas e hortaliças no Paraná, a chuva prevista até terça-feira exige atenção aos canteiros. No Noroeste, alguns pontos podem superar 100 mm até quarta; produtores avaliam drenagem, mudas e acesso de cada área.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas-1791721448809.jpg" data-image="5c33xpsox0zh" alt="estufa, hortaliças" title="estufa, hortaliças"><figcaption>Previsão de chuva no Paraná entre domingo (11) e terça-feira (13) pode dificultar o replantio de hortaliças e os reparos em estufas.</figcaption></figure><p>Na madrugada de domingo (11), Altônia registrou perto de 40 mm de chuva. <strong>A previsão indica novos episódios no Paraná até terça-feira (13)</strong> e volumes que podem superar 100 mm em pontos do Noroeste entre segunda (12) e quarta (14). Em Cascavel e Guarapuava, produtores de alface e brócolis também precisam acompanhar a evolução das áreas de instabilidade.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O <em>Departamento de Economia Rural</em> (<a href="https://www.agricultura.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2026-10/29_de_setembro_a_05_de_outubro_de_2026_retificado.pdf" target="_blank">DERAL</a>) registrou, no levantamento referente a 5 de outubro, perdas em hortaliças, <strong>estufas danificadas e replantio em áreas atingidas por temporais anteriores. </strong>Outra sequência de chuva pode encurtar as janelas para abrir canteiros, colher, reparar coberturas e entrar com equipamentos; o efeito real dependerá da drenagem e da condição de cada propriedade.</p><h2>Oeste e Noroeste: chuva alcança canteiros em recuperação </h2><p><strong>O domingo começou com chuva e raios no Oeste, Noroeste e Sudoeste paranaenses.</strong> Em Altônia, o acumulado de quase 40 mm nas primeiras horas mostra que parte do solo já recebeu água antes do período mais instável previsto para segunda e terça. Cascavel, Toledo e municípios vizinhos devem acompanhar a chuva de perto, sem tomar o valor de Altônia como medida para toda a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas-1791721521548.jpg" data-image="plnicepj42sd" alt="chuva, previsão" title="chuva, previsão"><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva para terça-feira (13), às 15h.</figcaption></figure><p><strong>Para o Noroeste, há possibilidade de mais de 100 mm entre 12 e 14 de outubro em alguns pontos</strong>, mas a distribuição pode variar muito. Em alface, rúcula e salsa, folhas próximas ao solo e canteiros saturados tornam colheita e seleção mais difíceis. Em brócolis e couve-flor, o excesso de umidade pode atrasar o transplante de mudas e reduzir o acesso para inspeção fitossanitária.</p><h2>Centro-Sul: estufas exigem vistoria após vento e granizo </h2><p>O relatório estadual cita danos anteriores em coberturas plásticas e estruturas de cultivo, além de prejuízos em sete hortaliças: alface, brócolis, cebolinha, couve-flor, repolho, rúcula e salsa. <strong>Não há balanço de perdas para toda a safra</strong>. Em Guarapuava, Pato Branco e União da Vitória, a vistoria precisa separar estruturas já reparadas daquelas que ainda deixam entrar água sobre mudas e canteiros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No sábado (10), essas áreas do Sul e Centro-Sul tiveram máximas entre 16 °C e 21 °C, sob chuva mais regular. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Temperatura amena, pouca ventilação e folhas molhadas por mais tempo favorecem algumas doenças, embora não confirmem infecção. Em viveiros, escoamento da água e circulação do ar ajudam a reduzir o molhamento das mudas; a decisão de aplicar qualquer produto depende de diagnóstico e orientação técnica local.</p><h2>Depois do feriado: decidir pelo solo, não pelo calendário </h2><p>A previsão mantém chuva e possibilidade de trovoadas no Paraná na terça-feira (13).<strong> Para quarta (14), a indicação de acumulados altos em partes do Noroeste ainda pede acompanhamento.</strong> Em Altônia, Cascavel e Guarapuava, a sequência de trabalhos deve começar pela inspeção da drenagem, das coberturas e da trafegabilidade; não há uma única data segura de retomada para todos os talhões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas-1791721835833.jpg" data-image="mqzqk0ssl7j2" alt="chuva, acumulado, paraná" title="chuva, acumulado, paraná"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até quarta-feira (14), às 21h.</figcaption></figure><p>Mesmo onde a chuva diminuir, a superfície pode secar antes do interior do canteiro. Entrar cedo demais com máquinas pode compactar o solo e dificultar o novo plantio. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792740" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil">Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil-1791584183368_320.jpg" alt="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"></a></article></aside><p>Para alface em muda,<strong> observar raízes e colo antes do transplante; para brócolis e couve-flor já estabelecidos</strong>, avaliar folhas, estrutura e necessidade real de irrigação. Pulverização exige janela sem chuva e condições adequadas ao produto, confirmadas com assistência agronômica.</p><ul><li><strong>No Noroeste, onde pontos podem superar 100 mm de 12 a 14, verificar drenagem antes de replantar folhosas.</strong></li><li>Em Altônia, os quase 40 mm observados no domingo reforçam a necessidade de medir a umidade do canteiro antes da entrada de máquinas.</li><li>Em Guarapuava e Pato Branco, vistoriar coberturas reparadas antes de retomar a produção de mudas após os temporais.</li></ul><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/alerta-no-pr-mais-de-100-mm-de-chuva-ameacam-recuperacao-de-hortalicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Feriado de Dia das Crianças segue com chuva e alerta de temporais em 4 regiões; veja previsão]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 17:37:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana começa com o Feriado de Nossa Senhora Aparecida, contudo, também começa com instabilidades deixando o tempo fechado e aumentando os riscos para temporais em 4 das 5 regiões do Brasil.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xblnbee"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xblnbee.jpg" id="xblnbee"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O feriado do <strong>Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida</strong> terá a presença de uma <strong>frente fria</strong> sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do país. O sistema frontal mantém o tempo fechado com chuvas que podem ocorrer a qualquer momento. Instabilidades também mudam o tempo no Sul, deixando a região em <strong>alerta para temporais</strong>. Confira a previsão detalhada para esta segunda-feira (12).</p><h2>12 de outubro com chuvas espalhadas por 4 regiões</h2><p>Uma <strong>frente fria</strong> segue influenciando o tempo em várias partes do Brasil, em especial na Região Sudeste e em trechos do Centro-Oeste. Apesar de o sistema frontal ter perdido força nas últimas horas, sua capacidade de organizar um fraco <strong>corredor de umidade</strong> aumenta a nebulosidade e as chances de chuva em ambas as regiões.</p><p>Enquanto isso, a Região Sul registra a atuação de um <strong>cavado,</strong> área alongada de um sistema de baixa pressão, provocando chuvas com intensidade de fraca a forte e <strong>aumentando o risco de temporais</strong>. Na Região Norte, a combinação de alta umidade e temperaturas elevadas favorece a formação de <strong>chuvas convectivas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao-1791739827357.jpg" data-image="hah2osis8bk1" alt="Pressão a nível médio do mar e precipitação" title="Pressão a nível médio do mar e precipitação"><figcaption>Chuvas aumentam área de atuação nesta segunda-feira (12). 4 regiões devem registrar precipitação neste Feriado.</figcaption></figure><p>Durante a madrugada e o início da manhã de segunda-feira (12), as pancadas de chuva previstas ficam concentradas no <strong>noroeste do Rio Grande do Sul, meio-oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná</strong>. Como as chuvas podem vir acompanhadas de forte intensidade, há <strong>alertas </strong>ativos para os municípios dessas áreas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No decorrer da manhã, as estabilidades ganham terreno na Região Sul, atingindo a capital gaúcha, <strong>Porto Alegre (RS)</strong>, avançando pelas áreas da Serra Gaúcha e Catarinense, além da porção central do Paraná. Ainda pela manhã, as primeiras pancadas atingem o <strong>Acre, Mato Grosso do Sul, leste de São Paulo e o sul de Minas Gerais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao-1791739893215.jpg" data-image="aampqkrcj0db" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra áreas com maior potencial para temporais nesta segunda-feira (12).</figcaption></figure><p>Os <strong>alertas para temporais</strong> se espalham durante o período da tarde. O aumento das temperaturas combinado à umidade disponível gera a energia necessária para o desenvolvimento de <strong>nuvens de tempestade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas.html" title="Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças">Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas.html" title="Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas-1791560447613_320.jpg" alt="Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças"></a></article></aside><p>Assim, os alertas seguem válidos para a Região Sul, com destaque para o <strong>norte do Rio Grande do Sul, </strong>todo o estado de <strong>Santa Catarina e o leste do Paraná</strong>, incluindo a capital <strong>Curitiba (PR)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao-1791739931067.jpg" data-image="hq7a2jrzq3k5" alt="Precipitação e nebulosidade" title="Precipitação e nebulosidade"><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para a tarde de amanhã (12).</figcaption></figure><p>As instabilidades e os temporais também afetam o sul e o oeste de <strong>Mato Grosso do Sul</strong> no decorrer da tarde desta segunda (12). O <strong>sul de Goiás</strong> e o interior de <strong>Mato Grosso</strong> entram na lista de áreas com potencial para pancadas de chuva.</p><p>No Sudeste, as precipitações concentram-se no <strong>Vale do Paraíba (SP), no sul fluminense, no sul mineiro e na Zona da Mata de Minas Gerais</strong>, com potencial para <strong>tempestades, chuvas intensas e descargas elétricas</strong>. Na Região Norte, nuvens carregadas afetam <strong>Rondônia, Acre e Amazonas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-nossa-senhora-segue-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-4-regioes-veja-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entenda os neutrinos: a pesquisa que levou ao Nobel de Física de 2026]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 14:39:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria e podem atravessar a Terra quase sem deixar rastros. A detecção de neutrinos de alta energia vindos do espaço, possibilitada pelo observatório IceCube, rendeu a Francis Halzen o Prêmio Nobel de Física de 2026. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de-1791635158195.png" data-image="e8ffw67lhdpx" alt="O Nobel de Física de 2026 reconheceu o trabalho de Francis Halzen no desenvolvimento da astronomia de neutrinos e na investigação de partículas de alta energia vindas do cosmos. Crédito: Nobel Prize" title="O Nobel de Física de 2026 reconheceu o trabalho de Francis Halzen no desenvolvimento da astronomia de neutrinos e na investigação de partículas de alta energia vindas do cosmos. Crédito: Nobel Prize"><figcaption>O Nobel de Física de 2026 reconheceu o trabalho de Francis Halzen no desenvolvimento da astronomia de neutrinos e na investigação de partículas de alta energia vindas do cosmos. Crédito: Nobel Prize</figcaption></figure><p><strong>Neutrinos são partículas subatômicas eletricamente neutras, com massa extremamente pequena e interação muito fraca com a matéria.</strong> Produzidos em processos nucleares e fenômenos astrofísicos de alta energia, atravessam grandes distâncias e transportam informações sobre ambientes extremos do Universo.</p><p>O IceCube é um observatório de neutrinos instalado próximo ao Polo Sul. O detector utiliza cerca de um quilômetro cúbico de gelo instrumentado com <strong>milhares de sensores ópticos para registrar a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. </strong></p><p><strong>Em 2026, o Prêmio Nobel de Física foi concedido a Francis Halzen por suas contribuições para o desenvolvimento do IceCube </strong>e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica. O trabalho consolidou a astronomia de neutrinos como uma nova forma de investigar o Universo.</p><h2>O que são neutrinos?</h2><p><strong>Neutrinos são partículas elementares pertencentes à família dos léptons, assim como os elétrons, mas sem carga elétrica e com massa extremamente pequena.</strong> Eles interagem por meio da força nuclear fraca e da gravidade, o que torna muito baixa a probabilidade de colidirem com outras partículas.</p><div class="texto-destacado">Trilhões de neutrinos atravessam o corpo humano a cada segundo sem produzir efeitos perceptíveis. Essas propriedades permitem que percorram grandes distâncias pelo Universo sem serem absorvidos ou desviados.</div><p>Essas partículas são produzidas em processos como reações nucleares no interior das estrelas, decaimentos radioativos, explosões de supernovas e interações de raios cósmicos com a atmosfera. <strong>Existem três tipos, ou sabores, de neutrinos: eletrônico, muônico e tauônico.</strong></p><h2>Observatório IceCube</h2><p><strong>O IceCube Observatory é um detector de neutrinos instalado na Antártida que usa 1 quilômetro cúbico de gelo como meio de detecção. </strong>Sua estrutura reúne milhares de sensores ópticos capazes de registrar a luz produzida por partículas secundárias geradas quando um neutrino interage com o gelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de-1791635081389.png" data-image="qewirq1udz9u" alt="Neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria. Por isso, podem atravessar enormes distâncias e trazer informações sobre fenômenos extremos do Universo. Crédito: IceCube Observatory" title="Neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria. Por isso, podem atravessar enormes distâncias e trazer informações sobre fenômenos extremos do Universo. Crédito: IceCube Observatory"><figcaption>Neutrinos são partículas que interagem muito pouco com a matéria. Por isso, podem atravessar enormes distâncias e trazer informações sobre fenômenos extremos do Universo. Crédito: IceCube Observatory</figcaption></figure><p>Detectar neutrinos é difícil porque essas partículas não possuem carga elétrica e interagem com a matéria por meio da força nuclear fraca. <strong>Quando um neutrino interage com um núcleo atômico no gelo, pode produzir partículas carregadas que emitem radiação Cherenkov</strong>, uma luz azulada registrada pelos sensores. </p><h2>Como funciona o IceCube?</h2><p><strong>O observatório IceCube Observatory tem mais de 5 mil sensores instalados em 86 linhas verticais, a profundidades entre aproximadamente 1.450 e 2.450 metros. </strong>A interação com partículas pode produzir partículas carregadas. A luz azulada é captada pelos sensores que registram o tempo e a intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector.html" title="Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector">Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector.html" title="Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector-1777137762915_320.png" alt="Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector"></a></article></aside><p>Com base na distribuição temporal e espacial da luz detectada, os pesquisadores reconstroem a trajetória das partículas secundárias e estimam a direção e a energia do neutrino original. <strong>O observatório também identifica cascatas de partículas produzidas por outros tipos de interação.</strong></p><h2>Prêmio Nobel de Física 2026</h2><p>O Prêmio Nobel de Física de 2026 foi concedido ao físico Francis Halzen por suas contribuições ao observatório IceCube e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica. <strong>Halzen foi fundamental no trabalho de transformar o gelo da Antártida em um detector.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de-1791634958775.png" data-image="y9pyh44q0e2j" alt="O IceCube é um observatório instalado no gelo profundo da Antártida, com milhares de sensores que detectam a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. Crédito: IceCube Observatory" title="O IceCube é um observatório instalado no gelo profundo da Antártida, com milhares de sensores que detectam a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. Crédito: IceCube Observatory"><figcaption>O IceCube é um observatório instalado no gelo profundo da Antártida, com milhares de sensores que detectam a luz produzida quando neutrinos interagem com a matéria. Crédito: IceCube Observatory</figcaption></figure><p><strong>Diferentemente das últimas décadas, em que o prêmio foi dividido entre dois ou três pesquisadores, Halzen foi o único laureado com o Nobel de Física em 2026.</strong> A premiação reconhece suas contribuições científicas, embora o IceCube seja resultado de uma colaboração internacional.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cananéia: descubra a cidade histórica de 494 anos no litoral de SP com cachoeiras e praias desertas]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Cananeia é uma das cidades mais antigas do Brasil e um destino que encanta pela combinação de história, praias, manguezais e natureza preservada. Conheça mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas-1791570482838.jpg" data-image="qkzsjk74gmuf"><figcaption>Centro histórico de Cananéia (SP). Crédito: Mariane Rossi/G1.</figcaption></figure><p>No<strong> extremo sul do litoral paulista</strong>, a pouco mais de 260 km de distância da capital São Paulo, está a cidade de <strong>Cananéia</strong>, <strong>uma das mais antigas do Brasil</strong>.</p><p>Foi <strong>fundada oficialmente em 1531</strong>, e mantém um charmoso centro histórico, com <strong>construções coloniais e ruas tranquilas </strong>que ajudam a contar parte da história da colonização portuguesa no país. </p><p>A cidade faz parte de um arquipélago formado por 25 ilhas, que são acessíveis através de passeios de barco e oferecem<strong> praias desertas e trilhas ecológicas</strong>. Conheça abaixo os atrativos que ela oferece.</p><h2>As belezas naturais de Cananéia</h2><p>A cidade ainda mantém um<strong> clima pacato</strong> e tem várias opções de cachoeiras, praias desertas e ilhas. É cercada por uma paisagem natural bastante preservada, e além das <strong>praias paradisíacas</strong>, tem manguezais, estuários e Mata Atlântica.</p><p>Os turistas podem aproveitar atividades de ecoturismo como<strong> passeios de barco</strong>, trilhas ecológicas e observação da fauna e flora local.</p><div class="texto-destacado">A culinária da região é rica em frutos do mar, com destaque para a tradicional caldeirada caiçara, preparada com peixes frescos, servida nos restaurantes à beira mar. </div><p><strong>As praias são de águas calmas e cristalinas</strong>, areias brancas e vegetação exuberante, e todas são acessíveis apenas de barco. A<strong> Praia do Pereirinha é uma das mais populares</strong> por lá e oferece atividades náuticas como caiaque e stand-up paddle.</p><p>Mas há outras praias de destaque, como: a <strong>Praia do Marujá</strong>, que tem a melhor infraestrutura; a <strong>Praia do Ariri</strong>, tranquila e ponto de partida para passeios de barco até ilhas próximas; a <strong>Praia do Cambriú</strong>, que é mais isolada e preservada; e a Praia da Laje, também bem isolada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas-1791570000825.jpg" data-image="3zi2a26c496z"><figcaption>A Praia do Pereirinha fica a cerca de 5 km do centro de Cananéia e é a mais acessível, muito procurada por famílias. Crédito: © Renato Monteiro/Google.</figcaption></figure><p>Entre os pontos turísticos da cidade, estão o<strong> Centro Histórico</strong>, que preserva uma charmosa arquitetura colonial; o <strong>Centro Náutico,</strong> que é uma estrutura à beira mar voltada para atividades relacionadas à navegação; e a<strong> Avenida Beira Mar</strong> que oferece uma vista panorâmica do mar, das ilhas próximas e das embarcações.</p><p>Mas há ainda a<strong> Igreja matriz São Batista </strong>e a<strong> Praça Martin Afonso de Souza</strong>. Esta igreja é uma das mais antigas do Brasil, construída em 1577, e fica na Praça Martim Afonso de Souza, no centro histórico da cidade.</p><p>Ali perto, a<strong> Rua do Artesão </strong>é ponto para comprar lembrancinhas, já que concentra lojas e exposições de artesanato. E o<strong> Museu Municipal</strong>, também conhecido como Museu Histórico e Artístico Victor Sadowski, que guarda objetos arqueológicos e antropológicos, além de ilustrações que contam um pouco sobre a história da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas-1791569856318.jpg" data-image="27pz3r52pgl0"><figcaption>A Cachoeira do Pitú fica localizada na Comunidade de Itapitangui, a cerca de 13 km do centro de Cananéia, no interior de São Paulo. Crédito: penhascoaventura.blogspot.com</figcaption></figure><p>A cidade também conta com uma <strong>figueira centenária</strong>, com idade estimada de 500 anos. Com quase três metros de diâmetro, o patrimônio histórico e natural foi batizado de ‘Árvore Coração de Pedra’.</p><p>E claro, como já comentamos, tem elas: as <strong>cachoeiras</strong>. Mais opções para quem curte natureza. Para visitá-las, recomenda-se a companhia de um monitor ambiental. O roteiro das cachoeiras em Cananéia abriga 4: a Cachoeira do Pitu, a Mandira, Encanto e Rio das Minas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/agua-cristalina-trilhas-e-natureza-quase-intocada-5-cachoeiras-imperdiveis-em-ubatuba.html" title="Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba">Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/agua-cristalina-trilhas-e-natureza-quase-intocada-5-cachoeiras-imperdiveis-em-ubatuba.html" title="Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-cristalina-trilhas-e-natureza-quase-intocada-5-cachoeiras-imperdiveis-em-ubatuba-1789760699969_320.jpg" alt="Água cristalina, trilhas e natureza quase intocada: 5 cachoeiras imperdíveis em Ubatuba"></a></article></aside><p>A <strong>Cachoeira do Pitu</strong> é a mais frequentada e de fácil acesso. Possui uma trilha leve, águas cristalinas e uma bela piscina natural. A <strong>Cachoeira Rio das Minas</strong> é uma das maiores e mais bonitas da região, com uma queda de aproximadamente 30 metros. Fica em propriedade particular e conta com trilha curta.</p><p><strong>E quando ir visitar?</strong> A melhor época para conhecer Cananéia é entre os meses de outubro e março, para aproveitar melhor as praias e as atividades de ecoturismo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mueller%2C%20T" data-year="2025" data-title="Canan%C3%A9ia%20combina%20centro%20hist%C3%B3rico%20e%20passeios%20de%20barco%20no%20litoral%20de%20SP" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fcananeia-combina-centro-historico-e-passeios-de-barco-no-litoral-de-sp%2F">Mueller, T. (2025). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/cananeia-combina-centro-historico-e-passeios-de-barco-no-litoral-de-sp/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cananéia combina centro histórico e passeios de barco no litoral de SP</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/cananeia-descubra-a-cidade-historica-de-494-anos-no-litoral-de-sp-com-cachoeiras-e-praias-desertas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro com penas na China que ajuda a explicar a evolução do voo]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 10:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fóssil de aproximadamente 120 milhões de anos revela características de pequeno dinossauro com quatro asas e oferece novas evidências sobre diferentes caminhos evolutivos que deram origem ao voo animal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo-1791654765767.jpg" data-image="ktbigz8u2mqo" alt="Reconstrução artística do Norellraptor barsboldi, novo dinossauro com penas descrito a partir de um fóssil encontrado na China. — Foto: Zhao Chuang" title="Reconstrução artística do Norellraptor barsboldi, novo dinossauro com penas descrito a partir de um fóssil encontrado na China. — Foto: Zhao Chuang"><figcaption>Reconstrução artística do Norellraptor barsboldi, novo dinossauro com penas descrito a partir de um fóssil encontrado na China. Crédito: Zhao Chuang</figcaption></figure><p>Uma <strong>nova espécie de dinossauro com penas</strong>, que viveu há aproximadamente 120 milhões de anos, foi identificada no <strong>nordeste da China</strong>. Batizado de <em>Norellraptor barsboldi</em>, o animal tinha cerca de 57 centímetros de comprimento e apresentava <strong>características anatômicas associadas ao voo</strong>. A descoberta foi descrita em estudo publicado em setembro de 2026 na revista científica <em>Nature Communications</em>.</p><p>O fóssil foi encontrado na província de<strong> Liaoning</strong>, região conhecida pela <strong>preservação de dinossauros emplumados do período Cretáceo Inferior.</strong> O exemplar possui um esqueleto praticamente completo e vestígios de penas nos membros anteriores e posteriores, além da cauda. A conservação permitiu aos pesquisadores investigar detalhes de sua anatomia e desenvolvimento.</p><p>A espécie pertence ao grupo dos <strong>microrraptorinos</strong>, pequenos dinossauros carnívoros próximos das aves na árvore evolutiva. Esses animais apresentavam penas nos braços e nas pernas, formando estruturas semelhantes a quatro asas. A configuração sugere adaptações para a locomoção aérea, embora a maneira como esses dinossauros voavam ainda seja debatida.</p><h2>Fóssil revela características de pequeno predador</h2><p>O exemplar foi encontrado por um agricultor nas proximidades de Lamadong e posteriormente doado ao Museu da Universidade Hebei GEO. A análise identificou <strong>características como dentes serrilhados, garras curvas e estruturas ósseas q</strong>ue ajudaram a distinguir a nova espécie de outros dinossauros conhecidos.</p><div class="texto-destacado">Os pesquisadores também examinaram amostras microscópicas dos ossos para compreender o crescimento do animal. As marcas observadas indicam que o dinossauro tinha pelo menos três anos quando morreu. O estudo revelou ainda mudanças no ritmo de desenvolvimento dos membros, fornecendo pistas sobre sua evolução.</div><p>O nome <em>Norellraptor barsboldi</em> homenageia os paleontólogos Mark Norell, dos Estados Unidos, e Rinchen Barsbold, da Mongólia, reconhecidos por suas contribuições ao estudo dos dinossauros. A pesquisa reuniu especialistas de instituições da China, Itália e Eslováquia.</p><h2>Descoberta amplia conhecimentos sobre o voo</h2><p>Um dos principais objetivos do estudo foi <strong>compreender como estruturas relacionadas ao voo surgiram em diferentes linhagens de dinossauros.</strong> Durante muito tempo, pesquisadores discutiram se essas adaptações teriam sido herdadas de um ancestral comum ou desenvolvido características semelhantes de maneira independente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo-1791654944767.jpg" data-image="8nxwhxzon4j2" alt="Fóssil de Norellraptor barsboldi, exemplar usado para descrever a nova espécie de dinossauro com penas. — Foto: Andrea Cau et al./Nature Communications (2026)" title="Fóssil de Norellraptor barsboldi, exemplar usado para descrever a nova espécie de dinossauro com penas. — Foto: Andrea Cau et al./Nature Communications (2026)"><figcaption>Fóssil de Norellraptor barsboldi, exemplar usado para descrever a nova espécie de dinossauro com penas. Crédito: Andrea Cau et al./Nature Communications (2026)</figcaption></figure><p>Para investigar essa questão, a equipe comparou<strong> 194 mudanças anatômicas identificadas</strong> na evolução dos microrraptorinos com características presentes em aves primitivas. Aproximadamente 30% dessas transformações também foram observadas na linhagem das aves, incluindo modificações nos membros e em estruturas ósseas relacionadas ao voo.</p><p>Entretanto, as alterações não surgiram na mesma sequência evolutiva. Enquanto os microrraptorinos desenvolveram primeiro determinadas mudanças nos dedos, as aves apresentaram transformações anteriores em ossos do peito, ombros e punhos. Essa diferença fortalece a<strong> hipótese de que adaptações semelhantes ao voo evoluíram independentemente.</strong></p><h2>Evolução pode ter seguido caminhos diferentes</h2><p>Os resultados sugerem que <strong>a capacidade de locomoção aérea não surgiu necessariamente por um único processo</strong> entre os dinossauros emplumados. Diferentes grupos podem ter desenvolvido soluções anatômicas próprias, aproveitando características já existentes, como penas e estruturas corporais leves.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768294" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa">Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557_320.jpg" alt="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"></a></article></aside><p>Apesar das evidências, os cientistas ressaltam que o fóssil não permite determinar exatamente como o <em>Norellraptor barsboldi</em> se movimentava no ar. Novas descobertas serão necessárias para compreender se esses animais conseguiam realizar voos ativos ou utilizavam outras formas de deslocamento aéreo.</p><p>A descoberta reforça a <strong>importância dos fósseis chineses para a compreensão da história evolutiva das aves</strong>. Ao revelar diferentes trajetórias de desenvolvimento das estruturas ligadas ao voo, o estudo amplia o conhecimento sobre a diversidade dos dinossauros e os processos que moldaram a vida na Terra.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Band%20News%20TV" data-year="2026" data-title="Cientistas%20descobrem%20nova%20esp%C3%A9cie%20de%20dinossauro%20com%20penas%20no%20nordeste%20da%20China" data-url="https%3A%2F%2Fbandnewstv.uol.com.br%2Fgeral%2Fcientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-no-nordeste-da-china%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Band News TV. (2026). <a href="https://bandnewstv.uol.com.br/geral/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-no-nordeste-da-china?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro com penas no nordeste da China</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-nova-especie-de-dinossauro-com-penas-na-china-que-ajuda-a-explicar-a-evolucao-do-voo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tom Hanks tem um asteroide com o seu nome: de "Apollo 13" à National Space Society, a outra paixão do ator]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/tom-hanks-tem-um-asteroide-com-o-seu-nome-de-apollo-13-a-national-space-society-a-outra-paixao-do-ator.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A paixão de Tom Hanks pelo espaço tem estado presente em boa parte da sua carreira, desde o filme "Apollo 13" aos seus trabalhos para a National Space Society.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791349550567.jpg" data-image="hl1e231trxhb" alt="Tom Hanks em &quot;Apollo 13&quot;" title="Tom Hanks em &quot;Apollo 13&quot;"><figcaption>Tom Hanks transformou a sua paixão pelo espaço em mais uma faceta da sua carreira, intimamente ligada à NASA e à exploração lunar. O seu papel em "Apollo 13" e o seu trabalho em produções sobre o programa espacial reforçaram esta ligação. Imagem: Universal Pictures.</figcaption></figure><p>O ator Tom Hanks conquistou uma posição de destaque no cinema norte-americano, com uma carreira que lhe valeu dois Óscares e várias nomeações da Academia. No entanto, <strong>a sua relação com o espaço vai muito para além daquele filme</strong>, estando presente em diferentes fases da sua vida. Atualmente, o ator integra o Conselho de Governadores da National Space Society, uma organização ligada à exploração espacial. Esta relação tem-se manifestado na televisão, em documentários e em diversas iniciativas de divulgação.</p><p>O seu interesse pelo espaço já tinha sido demonstrado na exposição "<em>Moonwalkers: Uma Viagem com Tom Hanks</em>", realizada em 2024 na galeria Lightroom, em Londres. <strong>A exposição abordava as primeiras alunagens do programa Apollo, entre 1969 e 1972</strong>. Além disso, apresentava imagens, projeções e entrevistas com os astronautas selecionados para o projeto Artemis II, incluindo Victor Glover, Jeremy Hansen, Christina Koch e Reid Wiseman.</p><h2>Tom Hanks e o espaço desde "Apollo 13"</h2><p>Hanks interpretou o astronauta Jim Lovell no filme "<em>Apollo 13</em>", lançado em 1995. O filme relatava a história da <strong>missão lunar que teve de desistir da alunagem após a explosão de um tanque de oxigénio</strong>. A longa-metragem foi nomeada ao Oscar de Melhor Filme.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/qo8OheTCm4A/sddefault.jpg" alt="youtube video id=qo8OheTCm4A" id="qo8OheTCm4A"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Hanks também apareceu em “<em>From the Earth to the Moon</em>”, uma <strong>minissérie de 12 episódios da HBO sobre os primeiros anos do programa espacial americano</strong>. A produção recebeu o Emmy e o Globo de Ouro de melhor minissérie em 1998. O seu interesse em contar a história espacial continuou em “<em>Magnificent Desolation: Walking on the Moon in 3D</em>”, lançado em 2005 para o formato IMAX.</p><p>Nesta produção, assumiu as funções de narrador, argumentista e produtor. O filme centrou-se na<strong> experiência dos astronautas que caminharam sobre a superfície lunar</strong>. A esta trajetória juntou-se o reconhecimento da NASA: a 27 de abril de 2000, a agência atribuiu-lhe o NASA Public Service Award pelo seu contributo para despertar o interesse do público pela exploração espacial.</p><h2>Tom Hanks e o espaço: de Hollywood a um asteróide com o seu nome</h2><p>A relação de Hanks com a astronomia estendeu-se também à nomenclatura de corpos menores do Sistema Solar. <strong>O asteroide 12818 Tomhanks recebeu este nome em homenagem ao ator e à sua relação com a exploração espacial</strong>. Assim, o nome do ator chegou ao espaço por uma via muito diferente dos seus filmes e documentários sobre a NASA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791351296572.jpeg" data-image="y27gmx1pv0r9" alt="Estrela de Tom Hanks na Calçada da Fama de Hollywood" title="Estrela de Tom Hanks na Calçada da Fama de Hollywood"><figcaption>Tom Hanks construiu uma das carreiras mais reconhecidas de Hollywood, com dois Óscares e filmes como Forrest Gump, Philadelphia e Apollo 13.</figcaption></figure><p>O seu percurso cinematográfico ganhou dimensão internacional com "Quero Ser Grande" (Big), em 1988, filme que lhe valeu a sua primeira nomeação para os Óscares e o Globo de Ouro de Melhor Ator. "Filadélfia", lançado em 1993, garantiu-lhe o primeiro Óscar de Melhor Ator. Um ano depois, voltou a conquistar a estatueta por "Forrest Gump", filme que arrecadou também o Óscar de Melhor Filme.</p><p>Depois, vieram novas nomeações por "O Resgate do Soldado Ryan", em 1998, e "Náufrago", em 2000. Esta última prestação valeu-lhe ainda outro Globo de Ouro. Em 2002, recebeu o prémio pelo conjunto da sua obra (<em>Life Achievement Award</em>) do American Film Institute. Em 2005, foi <strong>eleito vice-presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas</strong> e, em 2006, a Forbes colocou-o entre as celebridades que mais inspiravam confiança nos americanos.</p><h2>Moonwalkers: uma viagem com Tom Hanks</h2><p>A exposição "Moonwalkers: uma viagem com Tom Hanks", realizada em Londres em 2024, é um bom exemplo da relação do ator com a exploração espacial. O percurso começava com as missões Apollo, entre 1969 e 1972, e chegava até à Artemis, o programa da NASA para retomar os voos tripulados em torno da Lua. As<strong> imagens e projeções serviram para ligar a história daquelas primeiras viagens às novas missões</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791351376615.jpeg" data-image="hz538zahcv1m" alt="Artemis II" title="Artemis II"><figcaption>Tom Hanks acompanhou de perto a Artemis II, uma missão que levou quatro astronautas à volta da Lua e retomou o legado do programa Apollo.</figcaption></figure><p>A exposição abordou também a Artemis II, a missão composta por Victor Glover, Jeremy Hansen, Christina Koch e Reid Wiseman para voar à volta da Lua. Glover foi o primeiro astronauta negro a participar numa missão lunar. O programa Artemis previa ainda a permanência dos astronautas na Lua por longos períodos. <strong>Para Hanks, o regresso ao satélite respondia, em grande medida, à curiosidade e ao interesse em enfrentar novos desafios</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791148" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html" title="Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único">Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html" title="Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127064050_320.jpg" alt="Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único"></a></article></aside><p>A exposição permitiu ainda conhecer uma faceta de Hanks distante dos seus principais trabalhos no cinema. <strong>O ator contou que gostaria de ter sido astronauta e que encontrou nos filmes uma forma de se aproximar deste mundo</strong>. Quando lhe perguntaram se se deslocava ao espaço, respondeu com humor que aceitaria o trabalho de limpar janelas, servir comida e recolher tudo depois. Atualmente, a sua presença na National Space Society mantém esta ligação com a exploração espacial.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/tom-hanks-tem-um-asteroide-com-o-seu-nome-de-apollo-13-a-national-space-society-a-outra-paixao-do-ator.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O adeus à Margaret Hamilton: a cientista que ajudou a levar o ser humano à Lua]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 22:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Margaret Hamilton foi responsável por liderar o desenvolvimento do software de voo das missões Apollo. Seu trabalho foi decisivo para que o computador de bordo da Apollo 11 conseguisse lidar com sobrecargas durante a descida lunar, contribuindo para o pouso seguro dos astronautas em 1969. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua-1791634519818.png" data-image="n2aa8pp4wf9m" alt="Margaret Hamilton liderou o desenvolvimento do software de voo da Apollo 11, fundamental para o pouso seguro dos astronautas na Lua em 1969. Crédito: Draper Laboratory" title="Margaret Hamilton liderou o desenvolvimento do software de voo da Apollo 11, fundamental para o pouso seguro dos astronautas na Lua em 1969. Crédito: Draper Laboratory"><figcaption>Margaret Hamilton liderou o desenvolvimento do software de voo da Apollo 11, fundamental para o pouso seguro dos astronautas na Lua em 1969. Crédito: Draper Laboratory</figcaption></figure><p>Esta semana, a Ciência e a Tecnologia perderam uma de suas pioneiras: Margaret Hamilton, que morreu em 30 de setembro, aos 90 anos. <strong>Matemática e cientista da computação, ela ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área fundamental para sistemas complexos. </strong></p><p><strong>Hamilton liderou a equipe responsável pelo desenvolvimento do software de bordo das missões Apollo, incluindo a Apollo 11</strong>, que levou os primeiros astronautas à superfície lunar em 1969. A arquitetura desenvolvida por sua equipe demonstrou a importância de sistemas capazes de lidar com falhas.</p><p>O legado de Hamilton permanece presente na engenharia de software e no desenvolvimento de sistemas confiáveis.<strong> Ela assumiu posições de liderança e ajudou a estabelecer o reconhecimento da programação como uma atividade de engenharia. </strong></p><h2>A vida de Margaret Hamilton</h2><p><strong>Margaret Hamilton nasceu em 17 de agosto de 1936, nos Estados Unidos, e estudou matemática na Universidade de Michigan onde se formou em 1958. </strong>No início da carreira, trabalhou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), participando de pesquisas em meteorologia e computação. </p><div class="texto-destacado">Sua experiência com programação e sistemas complexos a levou a integrar projetos relacionados à exploração espacial.</div><p><strong>No MIT, Hamilton liderou a equipe responsável pelo desenvolvimento do software de voo utilizado nas missões Apollo, incluindo a Apollo 11, em 1969</strong>. Mais tarde, fundou empresas de tecnologia e contribuiu para consolidar práticas de engenharia de software.</p><h2>Apollo 11</h2><p>A Apollo 11 foi a missão que levou os primeiros seres humanos à superfície da Lua, em 1969. <strong>A bordo estavam Neil Armstrong e Buzz Aldrin, que realizaram o pouso lunar. </strong>A missão dependia de sistemas computacionais capazes de processar dados e controlar operações durante a descida e o retorno à Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua-1791634664430.png" data-image="xxjueo5s2qo4" alt="Pioneira da computação, Margaret Hamilton deixou um legado que permitiu que o ser humano pousasse na Lua. Crédito: NASA" title="Pioneira da computação, Margaret Hamilton deixou um legado que permitiu que o ser humano pousasse na Lua. Crédito: NASA"><figcaption>Pioneira da computação, Margaret Hamilton deixou um legado que permitiu que o ser humano pousasse na Lua. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Margaret Hamilton liderou a equipe do MIT responsável pelo desenvolvimento do software de voo do computador de orientação Apollo.</strong> Durante a descida lunar, o computador emitiu alarmes relacionados à sobrecarga de processamento, e o software priorizou tarefas essenciais.</p><h2>Como era o código da equipe de Hamilton?</h2><p><strong>O software de voo da Apollo 11 foi desenvolvido para executar tarefas críticas de navegação, orientação e controle durante a missão lunar.</strong> A equipe criou programas para o <em>Apollo Guidance Computer</em> (AGC), que precisava operar com memória e capacidade de processamento limitadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="199161" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/programa-apollo-50-anos-da-chegada-do-homem-a-lua.html" title="Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua">Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/programa-apollo-50-anos-da-chegada-do-homem-a-lua.html" title="Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apollo-11-50-anos-da-chegada-do-homem-a-lua-199161-1_320.jpg" alt="Programa Apollo: 50 anos da chegada do homem à Lua"></a></article></aside><p><strong>O sistema usava prioridades de execução para garantir que tarefas essenciais continuassem funcionando</strong> mesmo quando o computador recebia mais solicitações do que conseguia processar. A famosa fotografia de Hamilton ao lado de pilhas de códigos impressos mostra a complexidade desse trabalho.</p><h2>O adeus</h2><p><strong>A Semana Mundial do Espaço foi marcada, infelizmente, pela despedida de Margaret Hamilton que faleceu em 30 de setembro de 2026, aos 90 anos. </strong>A notícia foi divulgada pelo MIT em 7 de outubro, durante a Semana Mundial do Espaço, celebrada anualmente entre os dias 4 e 10 de outubro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua-1791634768804.png" data-image="qj2b6u2vyqkp" alt="A cientista ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área essencial para o desenvolvimento de sistemas computacionais confiáveis." title="A cientista ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área essencial para o desenvolvimento de sistemas computacionais confiáveis."><figcaption>A cientista ajudou a consolidar a engenharia de software como uma área essencial para o desenvolvimento de sistemas computacionais confiáveis.</figcaption></figure><p>Seu legado permanece na computação, na engenharia de sistemas críticos e na exploração espacial. Ao liderar a equipe responsável pelo software de voo da Apollo 11, <strong>Hamilton demonstrou a importância de sistemas capazes de priorizar tarefas essenciais diante de falhas e sobrecargas. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/o-adeus-a-margaret-hamilton-a-cientista-que-ajudou-a-levar-o-ser-humano-a-lua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta é uma das maiores igrejas com cúpula da Europa: uma maravilha arquitetônica na Floresta Negra]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 21:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Maior do que as cúpulas da Basílica de Santa Sofia, em Istambul, e da Catedral de São Paulo, em Londres, este imponente edifício religioso ergue-se em uma pequena cidade termal de Baden-Württemberg.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582795320.jpeg" data-image="0acpawkzkp26" alt="St. Blasien" title="St. Blasien"><figcaption>Esta não é uma igreja de vilarejo comum: a Catedral de St. Blasien ergue-se imponente sobre a cidade de mesmo nome. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p><strong>Igrejas com cúpulas enormes</strong>? Muitas pessoas pensam imediatamente na Hagia Sophia em Istambul. A sua cúpula mede cerca de 32 metros de diâmetro, característica pela qual este edifício bizantino é famoso há séculos.</p><p>Mas no sul da Floresta Negra existe uma igreja com uma <strong>cúpula </strong>ainda maior: a <strong>Catedral de St. Blasien</strong>, que se estende por <strong>36 metros</strong>.</p><p>O edifício neoclássico, com a sua fachada de 63 metros de altura, ergue-se proeminentemente acima dos telhados da cidade termal com o mesmo nome. St. Blasien está localizado no distrito de Waldshut, na <strong>Alemanha</strong>, entre Waldshut e Schluchsee.</p><h2>A catedral domina a cidade</h2><p>Mesmo vista de fora<strong>, a catedral parece quase monumental para uma cidade pequena</strong> com menos de 4.000 habitantes. No entanto, sua verdadeira dimensão só se revela plenamente quando se entra nela: 20 colunas sustentam a imponente estrutura da cúpula.</p><p>A história da catedral começa com um desastre: em <strong>1768</strong>, um incêndio destruiu a igreja do mosteiro medieval. O abade Martin Gerbert decidiu construir uma nova e encarregou o arquiteto francês Pierre Michel d'Ixnard de projetá-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790583382351.jpeg" data-image="518ehx7y2v2n"><figcaption>A cúpula da catedral é igualmente impressionante quando vista de dentro. Foto: Bill Ernest/Adobe Stock</figcaption></figure><p>Treze anos depois, em novembro de 1781, realizou-se o primeiro serviço religioso na nova igreja com cúpula; sua consagração ocorreu em <strong>1783</strong>.</p><h3>36 é o número mágico</h3><p>No interior, a escala do edifício reflete-se em um sistema de medidas incomum. O <strong>diâmetro de 36 metros da rotunda corresponde exatamente à sua altura até o topo da cúpula</strong>. A cúpula tem um raio de 18 metros, a mesma altura das 20 colunas independentes. Até mesmo o coro possui 36 metros de comprimento.</p><p>No entanto, a catedral não escapou de um desastre por muito tempo: em 1874, outro grande incêndio destruiu o edifício. Somente em <strong>1913 </strong>ela pôde ser consagrada novamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582984527.jpeg" data-image="wzx7f8po1nb3" alt="Santa Maria del Fiore, Florence" title="Santa Maria del Fiore, Florence"><figcaption>Recorde mundial: a cúpula de Santa Maria del Fiore em Florença. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p> Durante a<strong> ampla restauração realizada para o seu bicentenário, em 1983</strong>, o interior adquiriu sua atual aparência luminosa, destacando-se o estuque branco, o mármore e o mármore de Carrara.</p><p>Comparado a outras cúpulas europeias, seu vão de 36 metros não detém o recorde. A rotunda de Mosta, em Malta, chega a 39 metros, enquanto a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma, mede 42 metros. O Panteão de Roma atinge impressionantes 43,2 metros.</p><h2>O recorde pertence a Florença</h2><p>Ainda maior é a cúpula de Santa Maria del Fiore, em Florença, com um diâmetro interno de 45,5 metros. Diz-se que é a maior cúpula de tijolos do mundo.</p><p>No entanto, alguns outros edifícios religiosos famosos são menores do que a aparência poderia sugerir: a cúpula da Catedral de São Paulo, em Londres, mede cerca de 34 metros, sendo, portanto, menor do que a de St. Blasien.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica.html" title="Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica">Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica.html" title="Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica-1791050037143_320.jpg" alt="Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica"></a></article></aside><p>Os interessados em saber mais sobre a arquitetura da catedral podem participar de uma das <strong>visitas guiadas oferecidas regularmente</strong>. O ponto de encontro para essas visitas é o posto de informações turísticas.</p><p>A igreja está aberta a visitantes todos os dias. Não são permitidas visitas durante as celebrações religiosas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lena%20Catharina%20Stawski" data-year="2026" data-title="In%20einer%20Kleinstadt%20im%20Schwarzwald%20steht%20eine%20der%20gr%C3%B6%C3%9Ften%20Kuppelkirchen%20Europas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reisereporter.de%2Freiseziele%2Feuropa%2Fdeutschland%2Fbaden-wuerttemberg%2Fschwarzwald%2Fin-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html%3FoutputType%3Dvalid_amp">Lena Catharina Stawski. (2026). <a href="https://www.reisereporter.de/reiseziele/europa/deutschland/baden-wuerttemberg/schwarzwald/in-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html?outputType=valid_amp" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">In einer Kleinstadt im Schwarzwald steht eine der größten Kuppelkirchen Europas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia e coloca 23 territórios em situação grave]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 19:41:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Levantamento revela que 74,4% dos territórios indígenas monitorados enfrentam estiagem; organização alerta para riscos às comunidades e apresenta plano de adaptação aos eventos climáticos extremos na região amazônica brasileira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave-1791554795057.jpg" data-image="8mm8yg1qmf8p" alt="Levantamento realizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, em agosto de 2026, revela que 74,4% das 407 Terras Indigenas monitoradas apresentavam efeitos de seca extrema. Crédito: Divulgação Carta Amazônia" title="Levantamento realizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, em agosto de 2026, revela que 74,4% das 407 Terras Indigenas monitoradas apresentavam efeitos de seca extrema. Crédito: Divulgação Carta Amazônia"><figcaption>Levantamento realizado em agosto de 2026 revela que 74,4% das 407 Terras Indigenas monitoradas apresentavam efeitos de seca extrema. Crédito: Divulgação Carta Amazônia</figcaption></figure><p>A <strong>seca já afeta 303 Terras Indígenas da Amazônia Legal</strong>, segundo levantamento divulgado pela<strong> Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)</strong>. Os dados, referentes a agosto de 2026, mostram que<strong> 74,4% dos 407 territórios monitorados</strong> apresentavam algum nível de estiagem, abrangendo aproximadamente 97 milhões de hectares.</p><p>O estudo, elaborado pela Gerência de Monitoramento Territorial Indígena (Gemti) da Coiab, analisou<strong> 44 meses de informações do Monitor de Secas, entre 2023 e 2026.</strong> Entre os territórios afetados, 120 apresentavam seca fraca, 160 enfrentavam seca moderada e 23 registravam seca grave, classificação que voltou a aparecer após seis meses sem ocorrências nas áreas analisadas.</p><p><strong>Roraima </strong>concentra a situação mais preocupante, com<strong> 21 das 23 Terras Indígenas classificadas em seca grave</strong>. O Acre registra os outros dois territórios nessa condição. No Amazonas, 159 terras apresentam estiagem moderada ou fraca. O levantamento também identificou impactos em todos os demais estados da Amazônia Legal, evidenciando a abrangência regional do fenômeno.</p><h2>Estiagem ameaça comunidades e modos de vida</h2><p>A <strong>redução das chuvas pode provocar consequências para os povos indígenas</strong>, especialmente nas comunidades que dependem dos rios para transporte, alimentação e abastecimento. A diminuição dos níveis de rios e igarapés dificulta o deslocamento, compromete o acesso a serviços essenciais e amplia os riscos de insegurança alimentar.</p><div class="texto-destacado">Outro problema é o aumento da vulnerabilidade aos incêndios florestais. Com a vegetação mais seca, áreas anteriormente menos suscetíveis ao fogo podem sofrer queimadas, ameaçando moradias, roças, recursos naturais e territórios tradicionalmente ocupados pelos povos indígenas.</div><p>Em Roraima, a liderança Sineia Wapichana, do Conselho Indígena de Roraima (CIR), alertou para a antecipação do período seco. Segundo ela,<strong> o verão chegou mais cedo e o estado enfrenta uma situação de emergência</strong>. Apesar dos sinais de agravamento, a Coiab ressalta que os dados ainda não permitem afirmar que a seca de 2026 alcançará a extensão registrada em 2024.</p><h2>Plano busca fortalecer preparação dos territórios</h2><p>Diante desse cenário, a Coiab lançou o <strong>Plano de Adaptação dos Territórios Indígenas da Amazônia </strong>frente ao El Niño e Eventos Climáticos Extremos. A iniciativa reúne orientações para apoiar comunidades, associações e organizações indígenas na preparação e resposta aos impactos da estiagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/especialistas-defendem-protagonismo-indigena-na-restauracao-de-terras.html" title="Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras">Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/especialistas-defendem-protagonismo-indigena-na-restauracao-de-terras.html" title="Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-defendem-protagonismo-indigena-na-restauracao-de-terras-1788713618821_320.jpg" alt="Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras"></a></article></aside><p>O documento apresenta recomendações práticas para <strong>proteção dos recursos hídricos, segurança alimentar, saúde comunitária, vigilância territorial e prevenção de incêndios.</strong> Também oferece roteiros simplificados para que as comunidades desenvolvam seus próprios planos de preparação, considerando as características e necessidades de cada território.</p><p>Segundo Anderson Tapuia, coordenador-secretário da Coiab, a proposta é <strong>construir alternativas baseadas nas experiências das próprias comunidades</strong>. O plano integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da autonomia indígena e articulação com instituições responsáveis pelas políticas públicas.</p><h2>Resposta à crise exige participação do poder público</h2><p>A organização ressalta, entretanto, que a responsabilidade pelo enfrentamento da seca não pode ser transferida exclusivamente às comunidades. Cabe ao <strong>poder público garantir recursos antecipados</strong>, abastecimento de água, alimentos, medicamentos, transporte, prevenção de incêndios e planos de contingência adequados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave-1791554989263.jpg" data-image="w9kmmo4s6mha"><figcaption>Localização por Unidade Federativa (UF) das 23 Terras Indígenas (TIs) predominantemente em seca grave, agosto de 2026. Crédito: GEMTI/COIAB.</figcaption></figure><p>Como parte das ações de preparação, a Coiab também distribuiu uma <strong>cartilha sobre o enfrentamento do Super El Niño</strong>, lançada durante sua XV Assembleia Geral, em agosto. Pelo menos 500 exemplares foram destinados a lideranças indígenas dos nove estados da Amazônia brasileira.</p><p>Para Toya Manchineri, coordenador-geral da Coiab, os<strong> povos indígenas precisam participar diretamente das decisões relacionadas à crise climática.</strong> A ampliação do monitoramento e a implementação de medidas preventivas são consideradas fundamentais para reduzir danos, proteger vidas e evitar novos colapsos nos territórios amazônicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Amaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Seca%20j%C3%A1%20atinge%20303%20Terras%20Ind%C3%ADgenas%20da%20Amaz%C3%B4nia%2C%20sendo%2023%20em%20n%C3%ADvel%20grave%2C%20aponta%20levantamento%20da%20Coiab" data-url="https%3A%2F%2Fportalamazonia.com%2Fmeio-ambiente%2Fseca-terras-indigenas-coiab%2F">Portal Amazônia. (2026). <a href="https://portalamazonia.com/meio-ambiente/seca-terras-indigenas-coiab/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Seca já atinge 303 Terras Indígenas da Amazônia, sendo 23 em nível grave, aponta levantamento da Coiab</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/seca-atinge-303-terras-indigenas-da-amazonia-e-coloca-23-territorios-em-situacao-grave.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Queimadas no Amazonas geram fumaça densa e afetam mais de 20 cidades; veja imagens ]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-veja-imagens.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 18:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mensagens enviadas pela Defesa Civil diretamente aos aparelhos celulares da população reforçaram a necessidade de proteção facial individual diante da elevação drástica na quantidade de micropartículas em suspensão na atmosfera. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-1791640593252.jpg" data-image="42yh88hyo417" alt="Defesa Civil recomenda máscaras após ar atingir nível crítico em Manaus. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica" title="Defesa Civil recomenda máscaras após ar atingir nível crítico em Manaus. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica"><figcaption>Defesa Civil recomenda máscaras após ar atingir nível crítico em Manaus. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica</figcaption></figure><p>Uma densa <strong>nuvem de fumaça voltou a cobrir Manaus e diversas cidades do interior do Amazonas nesta sexta-feira (9)</strong>. A concentração de poluentes atingiu patamares perigosos em múltiplos pontos do estado, forçando a interrupção de atividades e mobilizando avisos urgentes das autoridades meteorológicas e sanitárias.</p><p>O cenário reflete o avanço descontrolado das chamas em meio à estiagem histórica que atinge os rios amazônicos. Além de comprometer cartões-postais e vias de transporte, o ar carregado de fuligem <strong>já prejudica diretamente as condições de vida em mais de 20 municípios</strong>.</p><h2>Índices críticos de poluição e impactos na saúde</h2><p>O monitoramento do <strong>Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental</strong> (<a href="https://appselva.com.br/" target="_blank">SELVA</a>), vinculado à <strong>Universidade do Estado do Amazonas</strong> (<a href="https://uea.edu.br/" target="_blank">UEA</a>), apontou índices alarmantes. Enquanto a qualidade recomendada varia entre 0 e 25 microgramas por metro cúbico (µg/m³), <strong>Careiro da Várzea registrou 302,3 µg/m³ </strong>após o fogo atingir o distrito de Autaz Mirim e as comunidades Bom Futuro e Jatuarana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-veja-imagens-1791640881191.jpg" data-image="bocp41wqlluh" alt="Poluição provocada por queimadas afeta saúde e municípios do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica" title="Poluição provocada por queimadas afeta saúde e municípios do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica"><figcaption>Poluição provocada por queimadas afeta saúde e municípios do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica</figcaption></figure><p>Na capital amazonense, a plataforma internacional IQAir mediu um <strong>Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 366 no início da manhã</strong>, classificado como perigoso. A concentração de partículas finas PM2,5 atingiu <strong>258,2 µg/m³</strong>, número que supera em mais de 23 vezes o padrão tolerável estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (<a href="https://www.who.int/pt/about" target="_blank">OMS</a>).</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Brigadista passa mal após esforço prolongado contra incêndio de grandes proporções em Careiro da Várzea, no Amazonas https://t.co/2inC2nrifn</p> Portal Ponta Negra Manaus (@pontanegraAM) <a href="https://x.com/pontanegraAM/status/2108904410050916637?ref_src=twsrc%5Etfw">October 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Bairros populosos como <strong>Morro da Liberdade e Educandos chegaram a registrar 320,2 µg/m³</strong> de material particulado. Com a atmosfera sufocante, a população enfrenta sintomas como tosse contínua, ardor ocular e enxaqueca crônica. Como consequência, a <strong>Universidade Federal do Amazonas</strong> (<a href="https://www.ufam.edu.br/" target="_blank">UFAM</a>) suspendeu as aulas presenciais nesta sexta-feira.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Amazonas - Manaus amanneceu nesta quinta-teira (8) encoberta por uma densa nuvem de fumaça. Um incêndio de grandes proporções em uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste da capital, contribuiu para derrubar a qualidade do ar a níveis críticos. A previsão é de calor e tempo seco durante o dia. G1</p>— RoziSNews (@RoziSNews) <a href="https://x.com/RoziSNews/status/2108338974682931636?ref_src=twsrc%5Etfw">October 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Simultaneamente, a Defesa Civil acionou notificações nos aparelhos móveis para orientar o uso imediato de máscaras nas ruas. O avanço da poluição também atinge duramente cidades vizinhas como Itacoatiara, <strong>onde a comunidade Canaçari sofre com queimadas contínuas há 20 dias</strong>.</p><h2>Danos nas comunidades e articulação governamental</h2><p>Nas áreas rurais, os prejuízos ultrapassam o isolamento provocado pela falta de visibilidade nos rios e estradas. <strong>Produtores agrícolas e famílias ribeirinhas enfrentam perdas severas de lavouras e habitações</strong>, tentando conter o avanço do fogo com ferramentas rudimentares.</p><div class="texto-destacado">Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (<a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br" target="_blank">INPE</a>) revelam que o Amazonas contabilizou quase 20 mil focos de calor apenas nos oito primeiros dias de outubro. Grande parte dessas queimadas decorre de interferência humana agravada pelo tempo seco prolongado.</div><p>Para conter as perdas, <strong>investimentos estaduais preveem mais de R$ 10 milhões em ações de controle</strong>. Desse montante, R$ 8,2 milhões provêm de financiamento captado junto ao BNDES, somados a R$ 1,8 milhão destinados ao Corpo de Bombeiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792740" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil">Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html" title="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil-1791584183368_320.jpg" alt="Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil"></a></article></aside><p>Em âmbito nacional, o <strong>Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima coordena apoios emergenciais</strong> junto a outras pastas. Entre as estratégias analisadas estão o envio de agentes e o uso de aeronaves para alcançar focos isolados na floresta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nicoly%20Ambrosio" data-year="2026" data-title="Pela%20segunda%20vez%2C%20Manaus%20registra%20p%C3%A9ssima%20qualidade%20do%20ar" data-url="https%3A%2F%2Famazoniareal.com.br%2Fpela-segunda-vez-manaus-registra-pessima-qualidade-do-ar%2F">Nicoly Ambrosio. (2026). <a href="https://amazoniareal.com.br/pela-segunda-vez-manaus-registra-pessima-qualidade-do-ar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pela segunda vez, Manaus registra péssima qualidade do ar</a>.</cite><br><cite data-author="lexandre%20Hisayasu%2C%20Maria%20Eduarda%20Furtado%2C%20Sabrina%20Rocha" data-year="2026" data-title="Inc%C3%AAndio%20atinge%20%C3%A1rea%20de%20mata%20em%20Careiro%20da%20V%C3%A1rzea%20e%20munic%C3%ADpio%20registra%20qualidade%20do%20ar%20'muito%20ruim'" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fam%2Famazonas%2Fnoticia%2F2026%2F10%2F09%2Fincendio-atinge-area-de-mata-em-careiro-da-varzea-e-municipio-registra-qualidade-do-ar-muito-ruim-videos.ghtml">lexandre Hisayasu, Maria Eduarda Furtado, Sabrina Rocha. (2026). <a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/09/incendio-atinge-area-de-mata-em-careiro-da-varzea-e-municipio-registra-qualidade-do-ar-muito-ruim-videos.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Incêndio atinge área de mata em Careiro da Várzea e município registra qualidade do ar 'muito ruim'</a>.</cite><br><cite data-author="Patrick%20Marques" data-year="2026" data-title="Fuma%C3%A7a%20encobre%20cidades%20e%20queimadas%20deixam%20rastro%20de%20destrui%C3%A7%C3%A3o%20no%20Amazonas" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fam%2Famazonas%2Fnoticia%2F2026%2F10%2F09%2Ffotos-fumaca-encobre-cidades-e-queimadas-deixam-rastro-de-destruicao-no-amazonas-veja-registros.ghtml">Patrick Marques. (2026). <a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/09/fotos-fumaca-encobre-cidades-e-queimadas-deixam-rastro-de-destruicao-no-amazonas-veja-registros.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fumaça encobre cidades e queimadas deixam rastro de destruição no Amazonas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/queimadas-no-amazonas-geram-fumaca-densa-e-afetam-mais-de-20-cidades-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O fenômeno El Niño de 2026 continua a intensificar-se e os modelos preveem que ainda não tenha atingido o seu pico de intensidade. Além disso, as projeções indicam que poderá durar mais alguns meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895.jpg" data-image="mih9niy2ty0e" alt="El Niño" title="El Niño"><figcaption>O El Niño não tem consequência em todas as regiões do mundo da mesma forma, mas os seus impactos abrangentes são bem compreendidos.</figcaption></figure><p>O fenômeno pode provocar <strong>secas e quebras de colheitas em algumas regiões e inundações em outras</strong>, alimentar incêndios florestais em florestas e turfeiras ressequidas, e provocar o branqueamento dos corais em oceanos sobreaquecidos.</p><h2>O aquecimento global está a intensificar o El Niño</h2><p>O ENSO (El Niño–Southern Oscillation) é um padrão climático recorrente que envolve alterações na temperatura da água no Pacífico tropical central e oriental e que <strong>tem impacto na circulação atmosférica e consequentemente no estado do tempo em muitas regiões do globo, com a ocorrência de fenómenos severos.</strong></p><p>Em períodos que variam entre três a sete anos, aproximadamente, as águas superficiais de uma grande faixa do Pacífico tropical aquecem ou arrefecem entre 1°C e 3°C, em comparação com o normal, denominando-se o fenómeno respetivamente El Niño ou La Niña.</p><div class="texto-destacado">Este ano, como os cientistas têm vindo a alertar, estamos perante o El Niño extremamente intenso e a previsão é que atinja o seu pico entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.</div><p>Pesquisadores de diferentes universidades dos EUA divulgaram recentemente um estudo que reflete a importância dos esqueletos de corais das ilhas Galápagos em relação ao ENSO.</p><p>Para examinar os padrões históricos do El Niño, os cientistas <strong>recolheram amostras de núcleos de 13 corais</strong>, incluindo colónias vivas e blocos de corais antigos, das Ilhas Galápagos, região onde o El Niño tem o seu maior impacto. </p><p>Os corais crescem um a dois centímetros por ano, segregando camadas de carbonato de cálcio. A composição química destas camadas fornece um registo da temperatura da água do mar a que os corais cresceram.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791388005887.jpg" data-image="qbxcyotbqxno" alt="Corais" title="Corais"><figcaption>Através da análise dos corais pode inferir-se a temperatura da água do mar</figcaption></figure><p>Os autores analisaram a geoquímica dos esqueletos de corais das ilhas Galápagos ao longo do último milénio e revelaram a <strong>existência de um grande aumento recente da variabilidade interanual da temperatura da superfície do mar</strong> no Pacífico equatorial oriental, em comparação com os registos paleoclimáticos existentes </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo conclui que a variabilidade do El Niño se tornou 36,5% mais forte nos últimos 40 anos do que na era pré-industrial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De fato, o estudo, que examinou corais modernos e antigos nas Ilhas Galápagos, descobriu que <strong>os eventos de El Niño nas últimas quatro décadas foram mais intensos do que qualquer outro nos 1.000 anos anteriores a 1850, </strong>quando os humanos começaram a ter impacto no clima com gases com efeito de estufa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa">O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024_320.jpeg" alt="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa"></a></article></aside><p>Os eventos El Niño fortes ocorreram nos últimos 40 a 50 anos, enquanto os eventos El Niño anteriores a esse período apresentaram um padrão bastante consistente de El Niño de menor intensidade.</p><div class="texto-destacado">Os autores alertam para o facto de na pesquisa realizada não se ter identificado um período no passado em que o El Niño tenha sido tão forte como o atual e que a intensidade do El Niño muda de acordo com o aquecimento da temperatura global.</div><p>É de referir que<strong> há previsões que apontam ser possível chegar-se a atingir temperaturas 1,7 ou 1,8°C acima dos níveis pré-industriais</strong>, o que é muito superior ao recorde atual. Isto deverá alertar-nos para os próximos El Niños.</p><p>Os pesquisadores também examinaram se os processos naturais poderiam ter causado intensificações semelhantes do El Niño nos últimos mil anos. Para isso, utilizaram modelos climáticos que simulam os últimos mil anos com base em históricos de erupções vulcânicas e variabilidade solar. <strong>Os modelos não encontraram grandes alterações no El Niño que sugerissem que os processos naturais pudessem criar alterações tão significativas</strong>.</p><h2>Importância deste estudo: como mitigar os efeitos do El Niño </h2><p>As Autoridades, que vão desde os governos nacionais à Organização Mundial de Saúde, devem começar a preparar-se imediatamente para mitigar estes riscos provocados por este El Niño muito intenso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dos impactos mais claros e consistentes do El Niño é a seca no sul de África. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante os quatro eventos El Niño mais intensos entre 1980 e 2016, a <strong>região enfrentou cerca de 80% de precipitação abaixo da média</strong> durante a estação das chuvas, entre dezembro e fevereiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791388245017.jpg" data-image="nc33r8893if8" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>A colheita de milho na África do Sul caiu quase para metade durante o evento El Niño de 2015-16.</figcaption></figure><p>Mesmo o El Niño de 2023-24, comparativamente moderado, desencadeou uma seca severa, levando à declaração de <strong>calamidade pública no Zimbabué, na Zâmbia e no Malawi</strong>, e reduzindo o nível do rio Zambeze para o seu mais baixo de sempre.</p><p>Com o início da época de plantação em outubro, <strong>os governos devem dar prioridade à distribuição de variedades de culturas tolerantes à seca e de maturação precoce em áreas de alto risco e a expansão dos programas de apoio em caso de quebra de colheitas, </strong>semelhantes às medidas utilizadas na Etiópia durante a seca de 2015-16.</p><div class="texto-destacado">Os incêndios e o fumo resultantes do El Niño de 2015 estiveram associados a cerca de 100.000 mortes adicionais na Indonésia, Malásia e Singapura.</div><p>O governo indonésio tomou medidas importantes para reduzir estes riscos, incluindo a<strong> criação de uma agência de restauro de turfeiras </strong>e a restrição da desflorestação das florestas primárias e turfeiras.</p><p>Os impactos deste super El Niño, também devem estender-se aos ecossistemas que foram enfraquecidos por repetidos eventos climáticos extremos. Por exemplo, <strong>a Grande Barreira de Coral está incluída nestes ecossistemas e será afetada por este evento durante um frágil período de recuperação.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cole%2C%20J.%2C%20Thompson%2C%20D.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Recent%20strengthening%20of%20eastern%20Pacific%20ENSO%20in%20the%20last%20millennium%20paleorecord" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1126%2Fscience.ady2660">Cole, J., Thompson, D. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1126/science.ady2660" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Recent strengthening of eastern Pacific ENSO in the last millennium paleorecord</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Começou em 1927 e continua em curso: a experiência em que uma única gota pode demorar dez anos a cair]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/comecou-em-1927-e-continua-em-curso-a-experiencia-em-que-uma-unica-gota-pode-demorar-dez-anos-a-cair.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 14:26:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um cientista cuidou dele durante 52 anos e morreu sem ver cair uma única gota. O que demonstra esta experiência para que, quase um século depois, ainda haja pessoas à espera em frente ao funil?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431128200.png" data-image="l2mergojdiwj" alt="ciência; física; viscosidade; gota de alcatrão; experimento; Queensland" title="ciência; física; viscosidade; gota de alcatrão; experimento; Queensland"><figcaption>O alcatrão parece sólido, mas pode fluir como um líquido... se tiver paciência suficiente para o observar.</figcaption></figure><p>Pode concluir uma licenciatura, mudar de emprego e mudar-se várias vezes <strong>enquanto uma gota continua a formar-se nesta experiência</strong>. No <em>Trinity College Dublin</em>, na Irlanda, uma substância negra desce há décadas por um funil a um ritmo desesperante lento. Estamos a falar, aproximadamente, de uma gota formada a cada dez anos.</p><div class="texto-destacado">A experiência da gota de alcatrão de Queensland, na Austrália, iniciada em 1927, está em curso há quase um século e detém o recorde do Guinness de duração em laboratório.</div><p>A este ritmo, "a gota que faz transbordar o copo" seria o desfecho de uma saga de várias gerações. E é assim que funciona a experiência da gota de alcatrão, uma <strong>demonstração realizada em várias instituições para mostrar algo que parece desafiar toda a lógica ou intuição</strong>. Pode fluir uma substância que parece sólida?</p><h2>Um material que engana os nossos sentidos</h2><p>O pez é uma substância escura que pode ser obtida a partir de diferentes matérias-primas, como os derivados do petróleo ou as resinas vegetais. Pode parecer tão sólido que se parte ao ser atingido por um martelo. No entanto, <strong>sob a ação constante da gravidade, flui lentamente</strong> — ênfase em "lentamente" — e acaba por formar gotas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431419565.png" data-image="4mnv42pe9snx" alt="ciência; física; Guinness; experiência; gota de alcatrão" title="ciência; física; Guinness; experiência; gota de alcatrão"><figcaption>Montagens da experiência da gota de alcatrão em Queensland (à esquerda) e no Trinity College Dublin (à direita). Créditos: Universidade de Queensland e Patrick Keegan / Wikimedia Commons, licença CC BY 4.0.</figcaption></figure><p>A<strong> chave está na sua viscosidade, ou seja, na sua resistência ao fluxo</strong>. Vamos usar o mel como comparação do dia a dia. Quando deitamos mel, este flui mais lentamente do que a água. É mais viscoso. Bem, o alcatrão leva essa qualidade ao extremo. Em 2013, os pesquisadores calcularam que a sua <strong>viscosidade é aproximadamente dois milhões de vezes superior à do mel</strong>.</p><h2>Mesma ideia, funis diferentes</h2><p>O procedimento para realizar a experiência de gotejamento de alcatrão pode variar. Algumas montagens começam por aquecer o piche e vertê-lo para um funil selado. Após o arrefecimento e a sedimentação, a saída é aberta. Outras utilizam fragmentos que se aglomeram e fluem gradualmente. Mas todos eles permitem observar <strong>como um material aparentemente rígido se deforma e "flui" ao longo do tempo</strong>.</p><div class="texto-destacado">A experiência do Trinity College Dublin começou em 1944 e ainda está em curso. Uma queda foi filmada pela primeira vez em 2013; outra queda ocorreu em 2024 sem testemunhas.</div><p>Em Queensland, na Austrália, Thomas Parnell preparou a sua versão em 1927, utilizando um funil. Abriu o funil em 1930. <strong>A primeira gota demorou oito anos a cair</strong>. A contagem oficial até hoje mantém-se nas nove gotas. A última caiu em abril de 2014. Ainda estamos à espera da décima.</p><p>Entretanto, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, mantém uma instalação iniciada em 1914. Mas<strong> ainda não se formou nenhuma gota</strong>. Claro que o facto de não ter caído nenhuma gota não significa que a experiência tenha terminado. Aqui, <strong>a espera faz parte do processo</strong>; e a paciência, muita paciência.</p><h2>Esperar décadas e perder o momento</h2><p>A experiência australiana detém o recorde mundial do Guinness para a experiência de laboratório de maior duração. O seu segundo responsável, John Mainstone, cuidou dele durante 52 anos. Sob a sua responsabilidade, caíram cinco gotas, mas <strong>nunca testemunhou o momento em que uma delas se desprendeu</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431754149.png" data-image="h1jza2h3x7ug" alt="ciência; Guinness; Queensland; experimento; curiosidade" title="ciência; Guinness; Queensland; experimento; curiosidade"><figcaption>Mainstone, juntamente com Parnell, recebeu o Prémio Ig Nobel de Física, um prémio para investigação que faz rir e depois pensar. Imagem retirada do site da Universidade de Queensland.</figcaption></figure><p>Entretanto, a experiência irlandesa alcançou outro marco. A 11 de julho de 2013, <strong>uma câmara registou, pela primeira vez, o desprendimento de uma gota neste tipo de demonstração</strong>. Mas nem esse sucesso garantiu a captura da próxima. A Trinity informou que outra gota caiu sem ser observada em 2024.</p><p>Mas o objetivo destas experiências vai além de simplesmente esperar por uma gota. <strong>A ideia é demonstrar que o alcatrão pode fluir mesmo quando parece sólido e estimar a sua resistência ao fluxo</strong>. A experiência também ilustra por que razão o tempo de observação é importante. Observar apenas durante alguns minutos pode levar a uma conclusão diferente de observar durante anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757615" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/petroleo-versus-meteorologia-porque-e-que-o-futuro-da-eletricidade-na-venezuela-depende-mais-do-ceu-do-que-do-solo.html" title="Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?">Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/petroleo-versus-meteorologia-porque-e-que-o-futuro-da-eletricidade-na-venezuela-depende-mais-do-ceu-do-que-do-solo.html" title="Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/petroleo-versus-meteorologia-porque-e-que-o-futuro-da-eletricidade-na-venezuela-depende-mais-do-ceu-do-que-do-solo-1772797943296_320.jpg" alt="Petróleo versus meteorologia: por que é que o futuro da eletricidade na Venezuela depende mais do céu do que do solo?"></a></article></aside><p>A verdade é que estas experiências continuam a ensinar uma lição simples.<strong> O que vemos diariamente abrange apenas um breve instante do que acontece na natureza</strong>. Por vezes, perceber ou descobrir um movimento exige anos de observação. E aqui, a tarefa, e a paciência, são partilhadas por várias gerações.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="School%20of%20Mathematics%20and%20Physics%20of%20The%20University%20of%20Queensland" data-year="2026" data-title="Pitch%20Drop%20experiment" data-url="https%3A%2F%2Fsmp.uq.edu.au%2Fpitch-drop-experiment">School of Mathematics and Physics of The University of Queensland. (2026). <a href="https://smp.uq.edu.au/pitch-drop-experiment" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pitch Drop experiment</a>.</cite><br><cite data-author="Trinity%20Collage%20Dublin" data-year="2013" data-title="Trinity%20Scientists%20Capture%20Pitch%20Drop%20on%20Camera%20for%20First%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tcd.ie%2Fnews_events%2Farticles%2Ftrinity-scientists-capture-pitch-drop-on-camera-for-first-time">Trinity Collage Dublin. (2013). <a href="https://www.tcd.ie/news_events/articles/trinity-scientists-capture-pitch-drop-on-camera-for-first-time" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Trinity Scientists Capture Pitch Drop on Camera for First Time</a>.</cite><br><cite data-author="Trinity%20Collage%20Dublin" data-year="2024" data-title="80-year%20experiment%20put%20in%20the%20hands%20of%20Ireland%E2%80%99s%20young%20scientists" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tcd.ie%2Fnews_events%2Farticles%2F2024%2F80-year-experiment-put-in-the-hands-of-irelands-young-scientists%2F">Trinity Collage Dublin. (2024). <a href="https://www.tcd.ie/news_events/articles/2024/80-year-experiment-put-in-the-hands-of-irelands-young-scientists/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">80-year experiment put in the hands of Ireland’s young scientists</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/comecou-em-1927-e-continua-em-curso-a-experiencia-em-que-uma-unica-gota-pode-demorar-dez-anos-a-cair.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Modelo com inteligência artificial prevê evolução de tempestades com até 30 minutos de antecedência]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 12:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Desenvolvido por pesquisadores da USP, sistema combina dados de radares meteorológicos e inteligência artificial para antecipar mudanças nas chuvas e apoiar alertas contra enchentes, inundações e alagamentos urbanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia-1791330058876.jpg" data-image="7jmc6sr09otq" alt="O método pode ajudar no planejamento de medidas de redução de danos e contribuir com sistemas de alerta – Foto: Cecilia Bastos/USP Imagens" title="O método pode ajudar no planejamento de medidas de redução de danos e contribuir com sistemas de alerta – Foto: Cecilia Bastos/USP Imagens"><figcaption>O método pode ajudar no planejamento de medidas de redução de danos e contribuir com sistemas de alerta. Crédito: Cecilia Bastos/USP Imagens</figcaption></figure><p>Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um<strong> modelo capaz de prever a evolução de tempestades</strong> com até 30 minutos de antecedência. A tecnologia combina o rastreamento de chuvas por radares meteorológicos com inteligência artificial e poderá contribuir para aprimorar sistemas de alerta e medidas de prevenção diante de eventos extremos.</p><p>Desenvolvido no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, o sistema une <strong>duas abordagens utilizadas na previsão meteorológica. </strong>De um lado está o Titan, ferramenta que identifica e acompanha tempestades a partir de imagens de radar. Do outro, uma rede neural treinada para estimar como a área e o volume das precipitações devem evoluir nos minutos seguintes.</p><p>A combinação busca superar limitações existentes nos métodos tradicionais. Modelos baseados em extrapolação conseguem estimar o deslocamento das chuvas a partir de sua direção e velocidade, mas possuem dificuldades para representar mudanças de intensidade. Redes neurais, por sua vez, conseguem interpretar dinâmicas mais complexas, porém podem exigir grande capacidade de processamento computacional.</p><h2>Chuvas rápidas desafiam previsões</h2><p>O desafio é especialmente relevante em regiões tropicais, onde são frequentes as chamadas<strong> “pancadas” de chuva. </strong>Essas tempestades podem surgir, ganhar intensidade e desaparecer rapidamente, produzindo grandes volumes de precipitação em períodos curtos e dificultando sua representação pelos sistemas de monitoramento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia-1791330191234.png" data-image="356phsnn32b6" alt="Para determinar as características espaciais da tempestade em cada instante, considera-se um ponto central de maior intensidade e a diminuição progressiva do volume conforme o aumento da distância desse ponto – GIF: Andrea Lopez" title="Para determinar as características espaciais da tempestade em cada instante, considera-se um ponto central de maior intensidade e a diminuição progressiva do volume conforme o aumento da distância desse ponto – GIF: Andrea Lopez"><figcaption> Para determinar as características espaciais da tempestade em cada instante, considera-se um ponto central de maior intensidade e a diminuição progressiva do volume conforme o aumento da distância desse ponto – Crédito: Andrea Lopez</figcaption></figure><p>Os <strong>radares meteorológicos</strong> registram informações em intervalos determinados, que podem variar de cinco a 15 minutos. Nesse espaço de tempo, uma tempestade pode se desenvolver ou deslocar significativamente. Parte dessa transformação pode, portanto, não aparecer nas observações utilizadas para alimentar os algoritmos de previsão.</p><p>Para enfrentar o problema,<strong> os pesquisadores criaram um modelo híbrido</strong>. A solução combina o Titan, desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos (NCAR), com uma rede neural do tipo Long Short-Term Memory (LSTM), projetada para armazenar informações relevantes ao longo do tempo e utilizá-las na realização de novas previsões.</p><h2>Dados de radar alimentam inteligência artificial</h2><p>No estudo, o Titan recebeu dados de um radar meteorológico operado atualmente pela SP Águas, referentes ao período entre 2016 e 2019. A ferramenta analisou imagens produzidas em intervalos de cinco minutos e identificou áreas de tempestade a partir de parâmetros definidos pelos pesquisadores.</p><div class="texto-destacado">Com essas informações, o sistema acompanhou o ciclo de vida das chuvas e estimou seu deslocamento. Os dados de rastreamento foram utilizados simultaneamente para treinar a rede LSTM, que aprendeu a prever alterações na área ocupada pelas tempestades e no volume de precipitação.</div><p>Para testar a ferramenta, os cientistas compararam as projeções do modelo com a evolução das chuvas efetivamente registrada pelo radar. <strong>O chamado Titan-LSTM realizou previsões para períodos de até 30 minutos</strong> e apresentou melhora em relação ao uso isolado do Titan, além de reduzir a taxa de erros.</p><h2>Tecnologia pode apoiar sistemas de alerta</h2><p>Outro resultado considerado importante foi a<strong> eficiência computacional</strong>. Segundo os pesquisadores, o desempenho do modelo híbrido foi comparável ao de sistemas mais complexos baseados em aprendizado profundo, mas exigindo menor capacidade de processamento. Essa característica pode facilitar sua implementação em diferentes instituições.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp.html" title="Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP ">Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp.html" title="Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp-1788454881762_320.jpg" alt="Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP "></a></article></aside><p>A pesquisadora Andrea Salome Viteri Lopez, autora do estudo, pretende agora <strong>integrar a ferramenta a um modelo probabilístico de previsão de cheias</strong> desenvolvido durante seu mestrado. A proposta é avançar na criação de um sistema capaz de antecipar inundações, enchentes e alagamentos na cidade de São Paulo.</p><p>Além de indicar como uma tempestade poderá evoluir, uma ferramenta desse tipo pode <strong>ajudar centros de gerenciamento a avaliar quais áreas estão no caminho das chuvas e tomar decisões com maior antecedência.</strong> Com até meia hora adicional para agir, órgãos públicos podem aprimorar alertas, organizar ações de emergência e adotar medidas destinadas a reduzir danos e proteger a população.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20da%20USP" data-year="2026" data-title="Modelo%20prev%C3%AA%20evolu%C3%A7%C3%A3o%20de%20tempestades%20e%20pode%20avisar%20casos%20para%20alerta%20at%C3%A9%2030%20minutos%20antes" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fciencias%2Fmodelo-de-previsao-de-tempestades-avisa-casos-de-alerta-ate-30-minutos-antes%2F">Jornal da USP. (2026). <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/modelo-de-previsao-de-tempestades-avisa-casos-de-alerta-ate-30-minutos-antes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Modelo prevê evolução de tempestades e pode avisar casos para alerta até 30 minutos antes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/modelo-com-inteligencia-artificial-preve-evolucao-de-tempestades-com-ate-30-minutos-de-antecedencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sarna e Glomerella aparecem em macieiras da Serra de Santa Catarina antes de nova chuva]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/sarna-e-glomerella-aparecem-em-macieiras-da-serra-de-santa-catarina-antes-de-nova-chuva.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na Serra catarinense, macieiras em floração já apresentam registros pontuais de sarna e Glomerella. A chuva prevista entre 9 e 13 de outubro exige vistoria por talhão e atenção às janelas de pulverização nos pomares da região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sarna-e-glomerella-aparecem-em-macieiras-da-serra-de-santa-catarina-antes-de-nova-chuva-1791556484559.jpg" data-image="wtd7uxu0w8j0" alt="maça, Santa Catarina" title="maça, Santa Catarina"><figcaption>As manchas de Glomerella nas folhas da macieira exigem atenção dos produtores durante os períodos de chuva.</figcaption></figure><p>A Serra catarinense terá novas chuvas entre 9 e 13 de outubro, após São Joaquim registrar 39,2 milímetros no dia 1º e 10,6 milímetros no dia 5. <strong>Macieiras florescem em São Joaquim e Bom Jardim da Serra.</strong> Urubici integra a região produtora; a pera exige análise própria.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Os sintomas já encontrados na maçã não demonstram perda da safra, mas exigem vigilância</strong>. Folhas molhadas e chuva frequente estreitam as janelas de pulverização e de circulação de máquinas. Para as pereiras, a decisão depende do estágio de cada cultivar: o diagnóstico da maçã não se transfere automaticamente.</p><h2>Primeiros sintomas mudam a vigilância nos pomares da Serra </h2><p>A sarna apareceu em 2 de outubro em plantas testemunhas de um pomar experimental de <a href="https://ciram.epagri.sc.gov.br/ciram_arquivos/site/boletins_culturas/maca/maca_aviso_fitossanitario_n05_07102026.pdf" target="_blank">São Joaquim</a>. <strong>No dia 3, surgiram sintomas em pomares comerciais de Bom Jardim da Serra</strong>. Em 6 de outubro, a mancha foliar de Glomerella foi identificada em áreas comerciais de São Joaquim. </p><p>Os registros são pontuais, mas a maioria das macieiras está em floração, fase sensível à instalação de fungos associados também a podridões futuras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sarna-e-glomerella-aparecem-em-macieiras-da-serra-de-santa-catarina-antes-de-nova-chuva-1791557322885.jpg" data-image="xxjy2dul73qx" alt="Sarna, macieira, sc" title="Sarna, macieira, sc"><figcaption>A sarna da macieira provoca manchas nas folhas e exige atenção nos pomares durante os períodos de chuva.</figcaption></figure><p>Os 39,2 milímetros medidos em São Joaquim no dia 1º e <strong>os 10,6 milímetros do dia 5 mostram a umidade anterior à nova frente.</strong> Não se pode atribuir cada sintoma apenas a esses episódios. Em São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Urubici, a inspeção deve separar talhões com folhas doentes daqueles sem sintomas e considerar variedade, histórico sanitário e tempo de molhamento foliar.</p><h2>Chuva de sexta a terça reduz janelas de operação em Santa Catarina</h2><p>Nesta sexta-feira, 9 de outubro, a previsão indica chuva avançando do oeste para o restante de Santa Catarina, com temporais isolados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sarna-e-glomerella-aparecem-em-macieiras-da-serra-de-santa-catarina-antes-de-nova-chuva-1791557036829.jpg" data-image="wo4q3ssehs5i" alt="chuva, acumulado, precipitação" title="chuva, acumulado, precipitação"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até segunda-feira (12), às 7h.</figcaption></figure><p>No sábado, 10, a instabilidade se concentra na madrugada e manhã e depois diminui. <strong>Domingo, 11, e segunda-feira, 12, voltam as condições de chuva</strong>; na terça, 13, ela pode ocorrer a qualquer hora do Planalto ao Litoral. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Urubici, o manejo exige revisão diária.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>As máximas estaduais podem variar de 23 °C a 28 °C na sexta e ficar abaixo de 22 °C no domingo</strong>. A queda térmica não elimina o risco ligado ao molhamento de folhas e flores. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sarna-e-glomerella-aparecem-em-macieiras-da-serra-de-santa-catarina-antes-de-nova-chuva-1791557135451.jpg" data-image="pvmnezyvakru" alt="temperatura, SC, sudeste, sul" title="temperatura, SC, sudeste, sul"><figcaption>Previsão de temperatura para domingo (11), às 12h.</figcaption></figure><p>Granizo também é possível localmente. Para maçãs em floração e peras em estágios variáveis, chuva frequente pode atrasar aplicações, limitar a inspeção e impedir o trânsito de máquinas em terreno encharcado.</p><ul><li><strong>São Joaquim: entre 9 e 13 de outubro, verificar sintomas nas macieiras antes de definir a intervenção.</strong></li><li>Bom Jardim da Serra: após a manhã do dia 10, confirmar vento, folhas e solo antes de aproveitar eventual abertura.</li><li>Urubici: no domingo, mesmo abaixo de 22 °C, conferir molhamento e estágio das pereiras antes do manejo.</li></ul><h2>Após sábado, manejo depende de vistoria e folha seca </h2><p>A melhora gradual de sábado, 10, não encerra a instabilidade: a previsão volta a indicar chuva em 11 e 12 de outubro e precipitação do Planalto ao Litoral no dia 13. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sarna-e-glomerella-aparecem-em-macieiras-da-serra-de-santa-catarina-antes-de-nova-chuva-1791557500992.jpg" data-image="edu4roegphph" alt="chuva, paraná, Santa Catarina" title="chuva, paraná, Santa Catarina"><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva para domingo (11), às 12h, com chances mais altas no oeste do Paraná e no interior de Santa Catarina.</figcaption></figure><p>Em São Joaquim e Bom Jardim da Serra, a prioridade é registrar sintomas por talhão e conferir folha, vento e acesso antes de aplicar produtos. </p><div class="texto-destacado"><strong>Em Urubici, vistoriar maçãs e peras separadamente evita confundir seus estágios.</strong></div><p>Onde houver sarna ou Glomerella, <strong>o tratamento depende de diagnóstico, cultivar, produto registrado e orientação agronômica local.</strong> Pulverizar antes de chuva forte pode comprometer a aplicação; entrar com máquinas em solo saturado pode causar compactação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta.html" title="Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta">Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta.html" title="Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta-1791554019202_320.png" alt="Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta"></a></article></aside><p><strong>Uma eventual janela no decorrer de 10 de outubro precisa ser confirmada no pomar, </strong>pois a chuva pode retornar até terça. Os achados atuais exigem vigilância, mas não autorizam prever perdas generalizadas nem alta no preço da maçã.</p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/sarna-e-glomerella-aparecem-em-macieiras-da-serra-de-santa-catarina-antes-de-nova-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente causa 43°C e contraste de mais de 30°C no Brasil]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma diferença de mais de 30°C entre o Norte e o Sul do Brasil vai marcar os próximos dias, graças a uma massa de ar frio que derruba as temperaturas no Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, e o calor intenso que continua predominando nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbkig2u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbkig2u.jpg" id="xbkig2u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta quinta-feira (8), <strong>temperaturas altíssimas</strong> já foram registradas no Brasil. Municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, como Porto Nacional (TO), Teresina (PI) e Cocalinho (MT) registraram <strong>máximas próximas dos 41°C</strong>, e essas temperaturas podem<strong> subir ainda mais</strong>.</p><div class="texto-destacado">Enquanto as temperaturas no centro-norte do país continuam subindo, uma massa de ar frio fará as temperaturas caírem no Sul a partir deste sábado (10), gerando um imenso contraste térmico.</div><p>Ao mesmo tempo, municípios do Rio Grande do Sul têm registrado <strong>temperaturas mínimas próximas dos 10°C</strong> devido à frente fria que atua sobre a região, o que já tem gerado um grande contraste de temperaturas de <strong>até 30°C entre o Norte e o Sul do Brasil</strong>. A tendência é de que esse contraste aumente ainda mais.</p><h2>Frio se intensifica no Sul do Brasil</h2><p>Uma <strong>massa de ar frio</strong> começa a avançar pelo país a partir deste <strong>sábado (10),</strong> fazendo as temperaturas caírem para patamares mais amenos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As temperaturas mínimas no extremo sul do Rio Grande do Sul e nas regiões serranas podem atingir<strong> valores abaixo dos 10°C</strong>, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil-1791583826164.jpg" data-image="g2hu42r3bxf1" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira mostra que o extremo sul do Rio Grande do Sul pode registrar temperaturas de 10°C ou menos, embora não haja risco de geadas.</figcaption></figure><p>Ainda assim, apenas uma área muito localizada registrará temperaturas mais baixas, e até o momento, previsões <strong>não</strong> indicam que exista risco de ocorrência de geadas em nenhuma região. Na maior parte dos estados da região Sul, as mínimas permanecerão <strong>entre 10°C e 15°C</strong>, longe de trazer frio extremo.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além disso, as temperaturas podem cair para <strong>patamares mais amenos</strong> em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, mas também sem previsão de frio extremo. Em <strong>São Paulo Capital</strong>, por exemplo, as máximas caem <strong>de 33°C para 27°C</strong> no domingo (11) - temperaturas mais amenas, porém muito distantes do frio de inverno.</p><h2>Calor aumenta no Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste</h2><p>Enquanto a região Sul continua registrando máximas que podem permanecer <strong>abaixo dos 20°C</strong> em vários municípios, as temperaturas seguem altas em praticamente toda a região Centro-Oeste, Norte e grande parte do Nordeste do Brasil, com máximas chegando a <strong>mais de 40°C</strong> em diversos municípios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil-1791583877386.jpg" data-image="bok2vjukuni4" alt="Previsão de máximas na segunda-feira." title="Previsão de máximas na segunda-feira."><figcaption>Previsão de máximas na segunda-feira mostra que grande parte do centro-norte do Brasil seguirá registrando temperaturas altíssimas, que passam dos 40°C em diversos estados.</figcaption></figure><p>Na região Sudeste, as temperaturas máximas chegam a valores que abrangem <strong>desde os 30°C até os 38°C</strong> em grande parte dos estados, com ocorrências pontuais de máximas <strong>acima dos 40°C</strong> no <strong>extremo norte de Minas Gerais</strong>.</p><p>No entanto, note um fenômeno curioso: Na imagem acima, teremos diversos municípios ao norte registrando temperaturas de até <strong>43°C</strong>, enquanto municípios da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense registram temperaturas próximas dos <strong>10°C</strong> - o que indica, efetivamente, <strong>uma diferença de 33°C entre o Sul e o Norte</strong> do país exatamente <strong>no mesmo horário</strong>.</p><h2>Contraste continua na semana que vem</h2><p>Previsões climáticas do modelo europeu ECMWF indicam que essa tendência de temperaturas mais frias no sul e mais quentes no centro-norte do país ainda <strong>pode continuar ao longo de toda a semana que vem. </strong>É possível observar este comportamento na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil-1791583917264.jpg" data-image="4gkcak4u4d61" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 12 e 19 de Outubro." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 12 e 19 de Outubro."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 12 e 19 de Outubro mostra que a tendência de frio no Sul e calor no Norte do país vai continuar ao longo da semana que vem.</figcaption></figure><p>O avanço contínuo de ar frio vai manter as <strong>temperaturas abaixo da média</strong> sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo ao longo da semana que vem. Ao mesmo tempo, todo o restante das regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste continuarão registrando <strong>temperaturas acima da média</strong>, que podem facilmente exceder os 40°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792314" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-o-final-do-ano-no-brasil-tendencias-do-ecmwf-para-outubro-novembro-e-dezembro.html" title="Previsão do tempo para o final do ano no Brasil: tendências do ECMWF para outubro, novembro e dezembro">Previsão do tempo para o final do ano no Brasil: tendências do ECMWF para outubro, novembro e dezembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-o-final-do-ano-no-brasil-tendencias-do-ecmwf-para-outubro-novembro-e-dezembro.html" title="Previsão do tempo para o final do ano no Brasil: tendências do ECMWF para outubro, novembro e dezembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-final-do-ano-no-brasil-tendencias-do-ecmwf-para-outubro-novembro-e-dezembro-1791406205403_320.jpg" alt="Previsão do tempo para o final do ano no Brasil: tendências do ECMWF para outubro, novembro e dezembro"></a></article></aside><p>Com isso, tudo indica que o <strong>grande contraste térmico sobre o Brasil vai perdurar ao longo de toda a semana que vem</strong>, com temperaturas baixas sendo registradas na região Sul, SP e MS e temperaturas altíssimas sendo registradas em todas as outras regiões do Brasil.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ar-quente-causa-43-c-e-contraste-de-mais-de-30-c-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bonita como o jasmim, mas mais resistente: a planta que se cobre de flores brancas no início da primavera]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 21:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Seus ramos arqueados cobrem-se de pequenas flores brancas e formam uma cascata espetacular que anuncia a primavera. É uma planta rústica e pode ser propagada em casa com muita facilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228395103.jpg" data-image="ngy92d36ea3q" alt="flor buquê-de-noiva" title="flor buquê-de-noiva"><figcaption>Durante a primavera, os ramos da buquê-de-noiva cobrem-se de pequenos grupos de flores brancas e formam uma cascata floral impressionante.</figcaption></figure><p>Quando a<strong> primavera</strong> se aproxima, seus galhos se arqueiam em uma cascata de <strong>flores brancas</strong> que rouba todos os olhares.</p><p>As flores são pequenas, mas surgem agrupadas de modo a cobrir os ramos. Essa abundância, somada ao seu <strong>porte elegante</strong> e à sua <strong>resistência</strong>, faz da <strong>buquê-de-noiva </strong>uma das grandes protagonistas de jardins e varandas.</p><p>Seu nome científico é <em>Spiraea cantoniensis</em> e, embora tenha uma aparência muito delicada, <strong>é uma planta bastante rústica e de cuidados relativamente simples</strong>. Além disso, um exemplar adulto pode servir de ponto de partida para obter novas plantas, já que ela se reproduz com muita facilidade por meio de estacas.</p><h2>Uma verdadeira cascata de flores brancas</h2><p>A buquê-de-noiva é um arbusto de folhagem caduca que pode atingir entre 1,5 e 2 metros de altura. Seu principal atrativo está no seu hábito de crescimento: <strong>desenvolve ramos longos, finos e arqueados</strong> que se inclinam para fora e para baixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228440234.jpg" data-image="ajrqruybrx3i"><figcaption>Suas flores são pequenas, mas surgem em tal quantidade que podem cobrir boa parte dos ramos e transformar completamente o aspecto do arbusto.</figcaption></figure><p>A <strong>floração </strong>pode começar no final do inverno e estender-se por várias semanas, período em que o<strong> arbusto fica praticamente coberto de branco</strong>. Após as flores, permanece a sua folhagem verde, muito mais discreta.</p><p>É recomendável posicioná-la onde os ramos possam se desenvolver livremente: perto de um caminho, diante de um muro ou como protagonista solitária em uma área exclusiva do jardim.</p><h2>Cuidados: sol, rega e boa drenagem</h2><p>Prefere<strong> locais iluminados</strong>. Pode crescer a pleno sol ou à meia-sombra, embora uma boa quantidade de luz favoreça uma floração mais abundante.</p><p>Quanto ao <strong>solo</strong>, é fundamental que tenha <strong>boa drenagem</strong>. O excesso de água ao redor das raízes pode causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228540021.jpg" data-image="9t6ng8q79djm"><figcaption>A forma arqueada de seus ramos é uma das características mais marcantes da buquê-de-noiva e realça seu efeito ornamental durante a floração.</figcaption></figure><p>Durante a primavera e o verão, necessita de <strong>regas regulares</strong>, especialmente em períodos de seca e enquanto a planta ainda está se estabelecendo. Depois de desenvolvida, tolera melhor a falta de água.</p><p>Também <strong>suporta bem o frio e as geadas</strong>, característica que explica parte de sua fama de arbusto resistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228606753.jpg" data-image="3zue5aoq0okj"><figcaption>A buquê-de-noiva floresce na primavera e, no Hemisfério Sul, pode começar a exibir suas primeiras flores no final do inverno.</figcaption></figure><p>E ela<strong> também pode ser cultivada em vasos</strong>. Nesse caso, convém escolher um vaso amplo, com boa drenagem e profundidade suficiente para que as raízes possam se desenvolver. O substrato seca mais rápido do que o solo do jardim, por isso será preciso controlar a umidade, sobretudo na primavera e no verão.</p><p>A <strong>poda </strong>tem o momento certo: <strong>após a floração</strong>. Se os ramos forem cortados antes da chegada da primavera, pode-se acabar eliminando boa parte dos brotos que produziriam flores.</p><p>Não é preciso transformá-la em uma esfera perfeita. Sua forma arqueada é, justamente, uma de suas maiores virtudes ornamentais.</p><h2>A propagação</h2><p>A maneira mais simples é<strong> por meio de estacas</strong>. É preciso selecionar um galho saudável e vigoroso, preparar uma estaca e colocá-la em um substrato leve e com boa drenagem. Durante o enraizamento, o substrato deve ser mantido úmido, mas nunca encharcado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228718955.jpg" data-image="kawu71mpyl4f"><figcaption>Ao contrário de muitas plantas ornamentais delicadas, a buquê-de-noiva é um arbusto bastante resistente ao frio e tolera geadas.</figcaption></figure><p>O <strong>enraizamento </strong>não acontece da noite para o dia, e o resultado depende de fatores como a época do ano, a temperatura, a umidade e o estado da planta-mãe. Por isso, mais do que buscar um prazo exato, convém observar a evolução da estaca e manter condições estáveis.</p><p>E há algo mais que torna esta planta atraente: após a espetacular floração primaveril, ela volta a se integrar ao jardim sem exigir atenção constante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/uma-nuvem-branca-na-sua-varanda-um-guia-para-cuidar-da-delicada-planta-veu-de-noiva.html" title="Uma nuvem branca na sua varanda: um guia para cuidar da delicada planta véu de noiva">Uma nuvem branca na sua varanda: um guia para cuidar da delicada planta véu de noiva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/uma-nuvem-branca-na-sua-varanda-um-guia-para-cuidar-da-delicada-planta-veu-de-noiva.html" title="Uma nuvem branca na sua varanda: um guia para cuidar da delicada planta véu de noiva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-nube-blanca-en-tu-balcon-guia-para-cuidar-la-delicada-planta-velo-de-novia-1785808382458_320.png" alt="Uma nuvem branca na sua varanda: um guia para cuidar da delicada planta véu de noiva"></a></article></aside><p>Por algumas semanas, no entanto, é difícil que ela passe despercebida. Seus ramos, carregados de pequenas flores brancas, parecem derramar-se uns sobre os outros e formam uma daquelas cenas que explicam por que alguns arbustos acabam se tornando clássicos da jardinagem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais, chuvas intensas e calor de até 38°C atingem o Sudeste no feriadão do Dia das Crianças]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 19:06:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre este fim de semana e o feriado de segunda-feira (12) há previsão de pancadas de chuva rápidas em parte do Sudeste, mas que podem ser fortes e acompanhadas por temporais. Além disso, o calor atuará em boa parte da região.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbkd9ve"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbkd9ve.jpg" id="xbkd9ve"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre este fim de semana e o feriado de 12 de outubro (segunda-feira), uma nova frente fria vai aumentar as condições para <strong>pancadas de chuva forte e temporais</strong> em algumas áreas da Região <strong>Sudeste </strong>do Brasil.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Ao mesmo tempo, parte da região registrará <strong>calor</strong>, com temperaturas máximas chegando em torno dos <strong>38°C</strong>. Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo para o<strong> fim de semana prolongado</strong>.</p><h2>Sábado (10 de outubro)</h2><p>O sábado (10) começa com chances de chuvas mais fracas e pontuais em áreas do sul de São Paulo, na divisa com o Paraná.</p><p>Porém, à <strong>tarde </strong>as instabilidades ganham força e são esperadas<strong> pancadas de chuva que podem ser pontualmente intensas</strong> e com <strong>temporais </strong><strong>em todo o território paulista</strong>, no <strong>sul de Minas Gerais</strong> e no <strong>sul do Rio de Janeiro</strong>. Também não se descarta chance de queda de <strong>granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas-1791565327061.png" data-image="0plr06je28dj"><figcaption>Previsão de chuva (mm) para sábado (10) às 14h à esquerda e às 17h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Há risco de<strong> rajadas de vento entre 50 e 70 km/h</strong> no<strong> decorrer da tarde e à noite</strong> no estado de <strong>São Paulo</strong>, especialmente no oeste.</p><p>Na <strong>capital </strong><strong>paulista</strong>, há risco de <strong>temporais à tarde</strong>. Na capital fluminense, chuva e temporais no período da noite.</p><p>Durante a <strong>tarde </strong>fará<strong> calor acima de 30°C</strong> no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e norte de São Paulo, mas as máximas podem chegar aos<strong> 37°C/38°C no Triângulo Mineiro e norte de Minas e no noroeste paulista</strong>. Entre as capitais, São Paulo e Vitória registrarão 30°C, Rio de Janeiro 29°C e Belo Horizonte 31°C.</p><h2>Domingo</h2><p>O domingo (11) será mais um dia com instabilidades e riscos de temporais nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.</p><p>Pela <strong>manhã</strong>, teremos bastante nebulosidade e podem ocorrer<strong> chuvas fracas e mais isoladas no sul e no leste de São Paulo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas-1791565439458.jpg" data-image="9pj1aqzi306r"><figcaption>Previsão da probabilidade (%) de precipitação para domingo (11) às 16h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>À <strong>tarde</strong>, todo o estado de<strong> São Paulo</strong>, o <strong>Rio de Janeiro</strong>, o<strong> sul de Minas Gerais, Zona da Mata e Triângulo Mineiro</strong> terão condições para <strong>fortes pancadas de chuva acompanhadas por temporais</strong>. E novamente não se descarta queda de <strong>granizo </strong>pontual, além de rajadas de vento. À noite, ainda podem ocorrer pancadas isoladas nestas áreas.</p><p>Durante a tarde o<strong> calor de mais de 30°C continua atuando</strong> em áreas do noroeste paulista, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e em boa parte de Minas Gerais (exceção do sul). As máximas chegam aos<strong> 37°C/38°C em várias localidades mineiras.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta.html" title="Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta">Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta.html" title="Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta-1791554019202_320.png" alt="Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta"></a></article></aside><p>A cidade de São Paulo terá máxima um pouco mais baixa neste dia, em comparação ao dia anterior, devido à frente fria que leva um ar mais frio; assim, será registrado em torno de<strong> 26°C na capital paulista</strong>. A capital Rio de Janeiro tem máxima prevista de 28°C, que será registrada no fim da manhã; e<strong> Belo Horizonte e Vitória terão 31°C</strong>.</p><h2>Feriado de 12 de Outubro</h2><p>A <strong>manhã </strong>do feriado de 12 de outubro terá <strong>bastante nebulosidade e chance de chuviscos pontuais no estado de São Paulo</strong>. Mas é a partir da tarde e à noite que temos condições para fortes temporais em diversas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas-1791567073154.jpg" data-image="8td1j8zodj2g"><figcaption>Previsão de densidade de raios para segunda-feira (12 de outubro), às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>tarde </strong>são esperadas <strong>pancadas de chuva moderada a forte, temporais </strong>com muitos raios e<strong> rajadas de vento</strong> em<strong> São Paulo</strong>, no <strong>R</strong><strong>io de Janeiro</strong> e na <strong>porção sul de Minas Gerais</strong>, incluindo Triângulo Mineiro e Zona da Mata. Não se descarta queda pontual de <strong>granizo</strong>. À noite, pancadas pontuais com trovoadas podem ocorrer no sul mineiro e paulista, em áreas de divisa com o Paraná.</p><p>A <strong>capital paulista</strong> tem previsão de chuvas com trovoadas entre a manhã e a tarde, mas com algumas aberturas de sol. A <strong>capital fluminense</strong> tem chance de chuva fraca a qualquer momento do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas-1791567345845.jpg" data-image="4l3qlm68xmv4"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (°C) para segunda-feira (12 de outubro) às 15h.</figcaption></figure><p>O <strong>calor </strong>continua atuando em parte da região Sudeste, com temperaturas durante a tarde passando facilmente dos 30°C na porção oeste de São Paulo, no Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e em Minas Gerais, mas podendo chegar aos <strong>38°C em pontos do norte/noroeste mineiro</strong>.</p><p>Entre as <strong>capitais</strong>, destaque para Belo Horizonte e Vitória, que devem registrar máximas entre 30°C e 31°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-chuvas-intensas-e-calor-de-ate-38-c-atingem-o-sudeste-no-feriadao-do-dia-das-criancas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria afetam o feriadão do Dia das Crianças; confira os riscos]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-afetam-o-feriadao-do-dia-das-criancas-confira-os-riscos.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 18:05:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O final de semana e o feriado do Dia das Crianças serão marcados pela presença de um ciclone e pelo avanço de uma frente fria. O sistema frontal aumenta a presença de nuvens, e as chuva podem atrapalhar os planos do feriadão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbkec4a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbkec4a.jpg" id="xbkec4a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O final de semana e o feriado do Dia das Crianças terão instabilidades sobre o Sul, o Sudeste e partes das Regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. Os próximos dias serão marcados pela atuação de um <strong>ciclone</strong> e pelo avanço de uma <strong>frente fria</strong>, que organiza o fluxo de umidade sobre essas áreas, enquanto outras regiões registram a combinação de calor e umidade. Com isso, <strong>aumentam os riscos de chuvas intensas e temporais</strong>.</p><h2>Sábado: chuvas afetam 12 estados e deixam alertas ativos</h2><p>O sábado (10) terá tempo fechado em diversos municípios brasileiros, com previsões de chuva que afetam <strong>12 estados</strong> espalhados por 4 regiões do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-afetam-o-feriadao-do-dia-das-criancas-confira-os-riscos-1791549935048.jpg" data-image="cupa49ejxy4n" alt="Precipitação, nebulosidade e pressão a nível médio do mar." title="Precipitação, nebulosidade e pressão a nível médio do mar."><figcaption>A previsão mostra a frente fria associada ao ciclone. O sistema frontal conta com o suporte de um canal de umidade e aumenta as chances de chuvas fortes na tarde de sábado (10).</figcaption></figure><p>Na Região Sul, o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná ficam em <strong>alerta durante a madrugada</strong> devido à frente fria associada ao ciclone. Há previsão de <strong>chuvas intensas e tempestades com potencial para transtornos</strong>.</p><p>Ao longo do dia, as chuvas mais fortes perdem intensidade no Sul e avançam em direção a Mato Grosso do Sul e ao estado de São Paulo. Ainda pela manhã, o território sul-mato-grossense entra em <strong>estado de atenção para chuvas fortes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-afetam-o-feriadao-do-dia-das-criancas-confira-os-riscos-1791550052245.jpg" data-image="jzjgjp0hfh3y" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>O mapa mostra a atuação da frente fria e a água disponível na atmosfera.</figcaption></figure><p>Entre o início da tarde e o final da noite, as<strong> instabilidades se espalham</strong>. Enquanto o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná registram chuvas fracas a moderadas, estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, oeste de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sul de Goiás, Rondônia, Acre e o noroeste do Amazonas têm <strong>previsão de chuvas fortes e risco de tempestades</strong>.</p><h2>Domingo: abrangência das chuvas diminui, mas tempo segue fechado</h2><p>As primeiras horas do domingo (11) serão de tempo fechado em boa parte do Centro-Sul do país, além de áreas de Rondônia, Acre e Amazonas. <strong>Pancadas de chuva</strong> ocorrem de <strong>forma pontual </strong>no oeste de Santa Catarina e no interior de Mato Grosso do Sul e do Amazonas.</p><p>No Sudeste e no interior de Goiás e Mato Grosso, o sol aparece e as temperaturas sobem, mas as chuvas também chegam com a formação de <strong>nuvens carregadas</strong> no período da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-afetam-o-feriadao-do-dia-das-criancas-confira-os-riscos-1791550175100.jpg" data-image="gaan6i5rqqlk" alt="precipitação e ventos" title="precipitação e ventos"><figcaption>No domingo (11) as chuvas diminuem sua área de atuação mas mantém alertas para temporais em áreas pontuais.</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde de domingo (11), há <strong>risco e alertas para temporais</strong> em Santa Catarina, na faixa que abrange o Vale do Paraíba, sul e leste de Minas Gerais, sul do Rio de Janeiro, sul de Mato Grosso do Sul e de Goiás, e oeste de Mato Grosso e do Amazonas. <strong>Pancadas de chuva de fraca intensidade</strong> devem ocorrer no litoral do Pará e do Maranhão.</p><h2>Segunda-feira: feriado de Dia das Crianças sob atenção</h2><p>As chuvas voltam a ganhar força sobre o Sul do Brasil na segunda-feira (12). Desde o período da manhã, <strong>chuvas de forte intensidade</strong> estão previstas entre o noroeste gaúcho e o sudoeste paranaense, gerando <strong>alertas para alagamentos e transtornos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792483" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/o-tempo-no-dia-das-criancas-frente-fria-e-temporais-contrastam-com-sol-e-calor-veja-a-previsao.html" title="O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão">O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/o-tempo-no-dia-das-criancas-frente-fria-e-temporais-contrastam-com-sol-e-calor-veja-a-previsao.html" title="O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-no-dia-das-criancas-frente-fria-e-temporais-contrastam-com-sol-e-calor-veja-a-previsao-1791475490792_320.jpg" alt="O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão"></a></article></aside><p>Essas estabilidades permanecem ao longo da manhã e da tarde, espalhando-se também para Mato Grosso do Sul. No Sudeste, a presença da frente fria favorece a formação de nuvens carregadas com <strong>potencial para temporais em São Paulo, parte de Minas Gerais e no Rio de Janeiro</strong>. O Espírito Santo também tem previsão de pancadas de chuva neste feriado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-afetam-o-feriadao-do-dia-das-criancas-confira-os-riscos-1791550369304.jpg" data-image="13x2wqoc1a07" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A densidade de raios mostra as áreas com maiores probabilidades de registrar tempestados na tarde do feriado de Dia das Crianças (12).</figcaption></figure><p>No Centro-Oeste, alguns pontos devem registrar<strong> chuvas mais intensas</strong>, como no Mato Grosso do Sul, enquanto outras áreas terão precipitações mais leves, como no sul de Goiás e no oeste de Mato Grosso. Na Região Norte, áreas do Amazonas mantêm a formação de <strong>chuvas convectivas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-afetam-o-feriadao-do-dia-das-criancas-confira-os-riscos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ventos de 86 km/h e cheia de rios colocam cidades de SC em atenção; veja imagens]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/ventos-de-86-km-h-e-cheia-de-rios-colocam-cidades-de-sc-em-atencao-veja-imagens.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 16:37:28 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pessoas enfrentaram momentos de pânico com materiais de construção caindo sobre veículos durante tempestade severa no município chapecoense, cenário que coincidiu com o aumento expressivo no volume das bacias hidrográficas regionais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ventos-de-86-km-h-e-rios-cheios-geram-alerta-severo-em-sc-veja-imagens-1791546560186.jpg" data-image="93up6q0c2ewn" alt="Parede de prédio desabou e atingiu um carro durante a chuva forte. Foto: Jair Correia/NDTV Record" title="Parede de prédio desabou e atingiu um carro durante a chuva forte. Foto: Jair Correia/NDTV Record"><figcaption>Parede de prédio desabou e atingiu um carro durante a chuva forte. Foto: Jair Correia/NDTV Record</figcaption></figure><p>O avanço de fortes tempestades <strong>provocou ocorrências graves em diferentes regiões do território catarinense</strong>. Além de rajadas violentas de vento no Oeste, o acumulado contínuo de precipitação colocou municípios sob monitoramento rigoroso no Norte do estado.</p><p>Em Chapecó, rajadas de vento de até <strong>86,3 km/h</strong> registradas nesta quinta-feira (8) <strong>arrancaram coberturas metálicas e causaram desabamentos</strong> parciais de estruturas. Ao mesmo tempo, equipes municipais de Rio Negrinho e Mafra mantêm vigilância contínua devido à rápida elevação dos leitos fluviais.</p><h2>Rajadas de até 86,3 km/h provocam destelhamentos e queda de estruturas no Oeste</h2><p>No município de Chapecó, a intensidade do vendaval atingiu <strong>a marca de 86,3 km/h na região da Água Amarela e 80,8 km/h na área central da cidade</strong>. A força do deslocamento de ar desprendeu folhas de zinco, que atingiram o telhado de residências e causaram danos expressivos em fiações da rede elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ventos-de-86-km-h-e-rios-cheios-geram-alerta-severo-em-sc-veja-imagens-1791546537445.jpg" data-image="muatop70r5dn" alt="Chuva invadiu imóvel após os danos provocados no telhado. Foto: Amauri Sales/NDTV Record" title="Chuva invadiu imóvel após os danos provocados no telhado. Foto: Amauri Sales/NDTV Record"><figcaption>Chuva invadiu imóvel após os danos provocados no telhado. Foto: Amauri Sales/NDTV Record</figcaption></figure><p>Em uma das moradias atingidas, <strong>a queda violenta de uma cobertura sobre o quarto destruiu o forro</strong> e fez a água pluvial inundar todo o cômodo. Os moradores precisaram aguardar a estabilização das condições do tempo para conseguir contabilizar as perdas materiais e iniciar os reparos emergenciais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr"> A ventania derrubou parte da parede de um prédio em construção no Centro de Chapecó, e os tijolos caíram sobre um carro que passava pela Avenida Fernando Machado, na tarde desta quinta-feira (8). Dois jovens estavam no veículo e tiveram ferimentos leves, segundo o portal De Chapecó. As imagens mostram o teto e o para-brisa destruídos pelos tijolos e equipes da Defesa Civil no local. Os responsáveis pela obra foram até a avenida para resolver a situação e acionar o seguro. O temporal trouxe vento forte e granizo para vários bairros da cidade. E o alerta continua: o Inmet emitiu alerta vermelho de tempestade para esta sexta-feira (9) no Oeste de SC, com risco de vento acima de 100 km/h. QUE LIVRAMENTO! Willian Ricardo @dechapeco</p>— Jornal Razão (@jornalrazao) <a href="https://x.com/jornalrazao/status/2108278417133023513?ref_src=twsrc%5Etfw">October 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Paralelamente, <strong>a parede de tijolos de um edifício em obras desabou sobre um automóvel</strong> em movimento durante a tempestade. Os ocupantes do veículo enfrentaram momentos de pânico quando os entulhos romperam a lataria e caíram dentro do habitáculo, <strong>provocando escoriações na cabeça do motorista</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">️ A cidade de Chapecó, no Oeste Catarinense, foi atingida por uma intensa tempestade acompanhada de fortes rajadas de vento e queda de granizo no início da tarde desta quinta-feira (8). A força do vendaval provocou estragos em diferentes pontos do município. No bairro Efapi, as rajadas arrancaram parte do telhado de uma residência. Em outro local da cidade, uma estrutura de zinco se desprendeu e caiu sobre a rede elétrica, atingindo também um automóvel. A Defesa Civil municipal acompanha os desdobramentos da tempestade. Um balanço oficial detalhando a quantidade de ocorrências e o levantamento total dos danos ainda deve ser divulgado pelas autoridades. Reprodução</p>— O Bairrista (@O_Bairrista) <a href="https://x.com/O_Bairrista/status/2108251412798795861?ref_src=twsrc%5Etfw">October 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Diante do volume de chamados, a Defesa Civil de Chapecó contabilizou <strong>16 moradias com destelhamento parcial e distribuiu 50 unidades de lona</strong> para contenção provisória. O balanço oficial também registrou sete quedas de árvores, a interdição preventiva de um imóvel em risco e avarias em três prédios públicos.</p><h2>Chuva persistente eleva nível dos rios e acende alerta no Norte catarinense</h2><p>Enquanto o vendaval castigou a porção oeste, <strong>o Norte de Santa Catarina entrou em estágio de atenção redobrada</strong>. Dias consecutivos de precipitação volumosa fizeram os rios atingirem patamares elevados nas bacias hidrográficas locais.</p><div class="texto-destacado">Autoridades da Defesa Civil e órgãos municipais intensificaram o trabalho de campo em Rio Negrinho e Mafra. As equipes monitoram os pontos vulneráveis das calhas hídricas para mitigar possíveis transbordamentos e impactos diretos nas comunidades ribeirinhas.</div><p>A instabilidade climática severa ocorre em meio à <strong>atuação do fenômeno El Niño, classificado em patamar de grande intensidade no estado</strong>. Durante o evento meteorológico, foram acionados três canhões antigranizo preventivos, embora pedras de gelo de até um centímetro tenham sido registradas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792548" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa.html" title="Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA">Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa.html" title="Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa-1791497360950_320.png" alt="Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA"></a></article></aside><p>Com a persistência da umidade e a formação de sistemas instáveis, agentes públicos reforçam orientações protetivas à população. As recomendações incluem <strong>manter distância segura de postes caídos, árvores de grande porte e encostas com risco de deslizamento</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vict%C3%B3ria%20Veiga" data-year="2026" data-title="Fortes%20ventos%20de%20at%C3%A9%2086%2C3%20km%2Fh%20arrancam%20estruturas%20met%C3%A1licas%20em%20SC%20durante%20Super%20El%20Ni%C3%B1o" data-url="https%3A%2F%2Fndmais.com.br%2Ftempo%2Ffortes-ventos-de-ate-863-km-h-arrancam-estruturas-metalicas-em-sc-durante-super-el-nino%2F">Victória Veiga. (2026). <a href="https://ndmais.com.br/tempo/fortes-ventos-de-ate-863-km-h-arrancam-estruturas-metalicas-em-sc-durante-super-el-nino/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fortes ventos de até 86,3 km/h arrancam estruturas metálicas em SC durante Super El Niño</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/ventos-de-86-km-h-e-cheia-de-rios-colocam-cidades-de-sc-em-atencao-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas e temporais acumulam mais de 200 mm e mantêm a Região Sul em alerta]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 14:11:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma sequência de dias com tempestades e chuvas potencialmente intensas vai afetar o Sul do país. Há alerta para vendavais, granizo e chuvas superiores a 100 mm por dia.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbkc8a6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbkc8a6.jpg" id="xbkc8a6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>Região Sul do Brasil </strong>está em<strong> alerta para tempestades e chuvas intensas </strong>até, pelo menos, quarta-feira (14), com novos acumulados superiores a <strong>200 mm</strong>. Na metade oeste do Paraná os volumes podem se aproximar de 250 mm e as tempestades estão previstas para todos os dias nos três estados. Há <strong>risco de granizo e vendavais</strong>. Confira os detalhes. </p><h2>Alerta de tempestades</h2><p><strong>Tempestades</strong> estão previstas se formarem continuamente sobre a região Sul <strong>até</strong>, pelo menos, a próxima <strong>quarta-feira (14)</strong>, com grandes chances de continuarem na segunda metade da semana. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Entre<strong> sexta (9) e sábado (10)</strong>, os <strong>três estados</strong> estão em alerta, com potencial para formação de tempestades em todo o território, e os <strong>sistemas mais intensos</strong> previstos para o <strong>Paraná</strong>. No decorrer do sábado (10) o potencial diminui, embora deva continuar chovendo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta-1791553382388.png" data-image="vgaa5opezfid" alt="Previsão de tempestades para terça-feira (13), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para terça-feira (13), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para terça-feira (13), segundo o ECMWF.Previsão de tempestades para terça-feira (13), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre <strong>domingo (11) e quarta-feira (14) </strong>as <strong>tempestades</strong> <strong>ganham força</strong> novamente e devem continuar se formando entre o <strong>norte do Rio Grande do Sul e metade oeste de Santa Catarina e Paraná.</strong> </p><p>Os <strong>sistemas mais intensos</strong> devem se concentrar no <strong>oeste/noroeste do Paraná</strong> e <strong>oeste de Santa Catarina,</strong> embora possam ocorrer sistemas intensos também sobre outras áreas, incluindo o Rio Grande do Sul. Há risco de granizo e vendavais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta-1791553452017.png" data-image="asoqh5h8vgoe" alt="Previsão de tempestades para terça-feira (13), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para terça-feira (13), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para terça-feira (13), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>mapas mostrados aqu</strong>i representam apenas <strong>recortes de alguns horários</strong> ao longo dos próximos dias. As <strong>tempestades</strong>, porém, <strong>irão afetar diversas outras áreas </strong>além daquelas ressaltadas pelos mapas, deixando toda o Sul do Brasil em alerta.</p><h2>Chuvas intensas e acumulados elevados</h2><p>O<strong> índice de previsão extrema </strong>(EFI) para precipitação do modelo ECMWF, de confiança da meteored,<strong> ressalta áreas onde a chuva prevista é muito diferente</strong> <strong>do normal</strong> em determinada região e época do ano. Isso é mostrado nos mapas abaixo, onde o EFI é mostrado à esquerda, em cores amarelo a vermelho, e os valores de referência à direita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta-1791553507397.png" data-image="mn5wacu3djh5" alt="EFI para precipitação do modelo ECMWF entre segunda (12) e quarta-feira (14), à esquerda, e valores de referência à direita. Créditos: ECMWF." title="EFI para precipitação do modelo ECMWF entre segunda (12) e quarta-feira (14), à esquerda, e valores de referência à direita. Créditos: ECMWF."><figcaption>EFI para precipitação do modelo ECMWF entre segunda (12) e quarta-feira (14), à esquerda, e valores de referência à direita. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre<strong> segunda (12) </strong>e <strong>quarta-feira (14)</strong> as <strong>chuvas</strong> previstas serão <strong>‘incomuns a extremas’ </strong>entre <strong>Paraná e Santa Catarina</strong>, com maiores chances de superar 100 a 150 mm no noroeste do Paraná. O feriado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, na próxima <strong>segunda-feira (12)</strong> pode ter chuva superior a<strong> 100 mm em 24 no Paraná.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta-1791553524624.png" data-image="uskim1zyud3e" alt="Previsão de chuva acumulada até quarta-feira (14), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até quarta-feira (14), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até quarta-feira (14), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Somando estes valores do início da semana com aqueles previstos ao longo do fim de semana, o volume total estimado pela rodada mais atual do modelo ECMWF se aproxima de<strong> 250 mm na metade oeste do Paraná,</strong> onde uma ampla área tem previsão de volumes superiores a 200 mm nestes 3 dias. Na metade norte do <strong>Rio Grande do Sul </strong>e grande parte de <strong>Santa Catarina</strong> os volumes máximos previstos são entre<strong> 100 e 150 mm</strong>. </p><div class="texto-destacado">Eventos extremos são desafiadores para os modelos meteorológicos, e sempre há incerteza quanto ao volume acumulado e também a posição dos máximos.</div><p>No entanto, os <strong>principais modelos meteorológicos concordam para volumes bastante elevados</strong> de chuva nas áreas discutidas anteriormente, o que aumenta a confiança da previsão.</p><h2>Como isso se difere do normal?</h2><p>A normal climatológica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) nos diz que a <strong>chuva média de outubro</strong> (1991-2020) na <strong>região Sul</strong> tem valores superiores a <strong>180 mm na maior parte da sua área</strong>, com um <strong>núcleo</strong> <strong>mais chuvoso</strong> entre o noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Nesta área os volumes são entre<strong> 220 mm e 300 mm.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792309" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/rs-sc-e-pr-estao-sob-alerta-de-temporais-severos-granizo-e-mais-100-mm.html" title="RS, SC e PR estão sob alerta de temporais severos, granizo e mais 100 mm">RS, SC e PR estão sob alerta de temporais severos, granizo e mais 100 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/rs-sc-e-pr-estao-sob-alerta-de-temporais-severos-granizo-e-mais-100-mm.html" title="RS, SC e PR estão sob alerta de temporais severos, granizo e mais 100 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rs-sc-e-pr-estao-sob-alerta-de-temporais-severos-granizo-e-mais-100-mm-1791382246016_320.png" alt="RS, SC e PR estão sob alerta de temporais severos, granizo e mais 100 mm"></a></article></aside><p>A <strong>precipitação acumulada </strong>na <strong>primeira semana </strong>de outubro (entre 1 e 8), segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE),<strong> já somam</strong> entre <strong>100 e 150 mm</strong> no oeste/noroeste do Rio Grande do Sul e em pontos de Santa Catarina e Paraná. Ou seja, em apenas <strong>8 dias</strong> os acumulados já representam cerca de <strong>56% a 83% do total mensa</strong><strong>l</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta-1791553538103.png" data-image="7i0i32xst7ex" alt="Precipitação normal (1991-2020) de outubro segundo o INMET (esquerda) e chuva acumulada entre 1 e 8 de outubro segundo o CPTEC/INPE (direita). Créditos: Meteored/INMET/CPTEC-INPE." title="Precipitação normal (1991-2020) de outubro segundo o INMET (esquerda) e chuva acumulada entre 1 e 8 de outubro segundo o CPTEC/INPE (direita). Créditos: Meteored/INMET/CPTEC-INPE."><figcaption>Precipitação normal (1991-2020) de outubro segundo o INMET (esquerda) e chuva acumulada entre 1 e 8 de outubro segundo o CPTEC/INPE (direita). Créditos: Meteored/INMET/CPTEC-INPE.</figcaption></figure><p>Com a previsão de novos acumulados de 200 mm até o dia 14,<strong> a média do mês deve ser superada em uma ampla área da região Sul já na primeira quinzena</strong> de outubro. A primavera é naturalmente uma época de mais chuvas no Sul, e também a época que o El Niño tem sua máxima influência. </p><p>Somados estes dois fatores, a segunda metade do mês deve continuar sendo de chuvas acima da média, podendo trazer volumes excepcionais para outubro, com muitos transtornos socioeconômicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-acumulam-mais-de-200-mm-e-mantem-a-regiao-sul-em-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sua jiboia está ficando sem folhas no caule? Veja a causa e soluções para deixá-la cheia novamente]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/sua-jiboia-esta-ficando-sem-folhas-no-caule-veja-a-causa-e-solucoes-para-deixa-la-cheia-novamente.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Se a sua jiboia apresenta caules longos com pouquíssimas folhas, a falta de luz pode estar causando estiolamento; no entanto, alguns truques simples podem ajudá-la a recuperar o aspecto viçoso e cheio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-tuo-pothos-produce-liane-senza-foglie-cause-e-rimedi-per-farlo-tornare-folto-1790929325162.jpeg" data-image="l96f33uvisrd" alt="pothos" title="pothos"><figcaption>Sua jiboia está produzindo caules sem folhas? Confira as causas e soluções para ajudá-la a ficar mais cheia novamente.</figcaption></figure><p>Ao adquiri-la, ela é uma <strong>planta viçosa e cheia de folhagem</strong>, perfeita para decorar qualquer canto da casa.</p><p>No entanto, com o tempo, a <strong>jiboia </strong>(<em>Epipremnum aureum</em>), também conhecida como<strong> hera-do-diabo</strong> no Brasil, <strong>pode desenvolver caules longos com poucas ou nenhuma folha,</strong> perdendo gradualmente o seu aspecto cheio. Na maioria dos casos, isso não é causado por doenças, mas sim pela falta de luz suficiente.</p><h2>Quando a jiboia cresce demais: as causas</h2><p>Esse fenômeno é conhecido como estiolamento e ocorre quando uma planta cresce com <strong>luz insuficiente</strong>.</p><p>No caso da jiboia, a falta de luz faz com que os entrenós se alonguem, resultando em uma folhagem cada vez mais rala.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-tuo-pothos-produce-liane-senza-foglie-cause-e-rimedi-per-farlo-tornare-folto-1790929422511.jpeg" data-image="tq9scyran0rn"><figcaption>Uma jiboia pendente.</figcaption></figure><p> Isso é agravado pela tendência natural da planta de estender continuamente seus caules, que podem crescer como trepadeiras ou plantas pendentes, dependendo de como ela é cultivada.</p><p>A<strong> jiboia tende a ficar pendente quando cultivada em prateleiras</strong>, mas pode escalar se for conduzida em suportes, como tutores de musgo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-tuo-pothos-produce-liane-senza-foglie-cause-e-rimedi-per-farlo-tornare-folto-1790929351619.jpeg" data-image="69ogfoq4g3sc"><figcaption>Uma jiboia trepadeira.</figcaption></figure><p>Seja rasteira ou trepadeira, a aparência da planta pode mudar significativamente dependendo da <strong>quantidade e da qualidade da luz disponível</strong>.</p><h2>3 soluções simples e eficazes</h2><p>Assim que a causa for identificada, você poderá melhorar as condições de cultivo da jiboia e <strong>ajudá-la a desenvolver brotos mais densos e viçosos</strong>.</p><p>Os resultados costumam ser positivos, pois a planta não sofre de uma doença propriamente dita, mas sim de condições de cultivo inadequadas. Estas são as principais medidas que você pode adotar:</p><h3>1. Luz</h3><ol></ol><p>A jiboia deve ser transferida para um<strong> local bem iluminado</strong>, de preferência perto de uma janela, mas <strong>evitando a luz solar direta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-tuo-pothos-produce-liane-senza-foglie-cause-e-rimedi-per-farlo-tornare-folto-1790929453895.jpeg" data-image="jzu7makff39f"><figcaption>A luz é muito importante para o desenvolvimento da jiboia.</figcaption></figure><p>Este deve ser o primeiro passo para estimular o desenvolvimento de brotos novos e folhosos.</p><h3>2. Poda</h3><p><strong>Caules</strong> que se tornaram excessivamente longos e despidos podem ser <strong>encurtados com uma poda inicial</strong>, de preferência na primavera, quando a planta retoma um crescimento mais ativo. Isso pode melhorar sua aparência e<strong> estimular o desenvolvimento de novos brotos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-tuo-pothos-produce-liane-senza-foglie-cause-e-rimedi-per-farlo-tornare-folto-1790929493464.jpeg" data-image="zc1vj70zq0v9"><figcaption>A poda regular dos novos brotos ajuda a manter uma folhagem densa e uma aparência mais cheia.</figcaption></figure><p>Posteriormente, a <strong>poda regular dos novos brotos ajuda a manter uma folhagem densa</strong> e uma aparência mais cheia.</p><p>Partes saudáveis removidas durante a poda também podem ser facilmente utilizadas como estacas para preencher a base da planta-mãe ou para cultivar novas plantas.</p><h3>3. Fertilização</h3><p>Durante o <strong>período de crescimento</strong>, você pode <strong>adubar </strong>aproximadamente uma vez por mês com um <strong>fertilizante líquido</strong> para plantas de folhagem, diluído na água de rega conforme a dosagem indicada no rótulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-tuo-pothos-produce-liane-senza-foglie-cause-e-rimedi-per-farlo-tornare-folto-1790929512768.jpeg" data-image="ydlv6mled48u"><figcaption>A adubação equilibrada favorece uma folhagem mais densa.</figcaption></figure><p>A adubação equilibrada<strong> favorece uma folhagem mais densa</strong>, mas não consegue compensar a falta de luz.</p><h3>Outras dicas úteis</h3><p>Para manter a jiboia saudável, também é importante<strong> evitar temperaturas abaixo de 10°C–12°C e regar com moderação</strong>, permitindo que o substrato seque parcialmente entre as regas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-tuo-pothos-produce-liane-senza-foglie-cause-e-rimedi-per-farlo-tornare-folto-1790929536399.jpeg" data-image="ni6cyqb6nnph"><figcaption>A temperatura é essencial para o crescimento saudável da jiboia.</figcaption></figure><p>Durante períodos mais secos, você também pode borrifar água em temperatura ambiente nas folhas para aumentar temporariamente a umidade ao redor da planta.</p><h2>O segredo para uma jiboia exuberante</h2><p>Manter as plantas de interior verdes, com folhagem viçosa e atraentes muito tempo depois de levá-las para casa é um dos desafios mais comuns para quem cultiva plantas em ambientes internos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783823" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/a-sua-planta-potos-pode-duplicar-o-tamanho-das-suas-folhas-o-segredo-e-treina-la-para-que-cresca-a-trepar.html" title="A sua planta jiboia pode duplicar o tamanho das suas folhas: o segredo é treiná-la para que cresça ">A sua planta jiboia pode duplicar o tamanho das suas folhas: o segredo é treiná-la para que cresça </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/a-sua-planta-potos-pode-duplicar-o-tamanho-das-suas-folhas-o-segredo-e-treina-la-para-que-cresca-a-trepar.html" title="A sua planta jiboia pode duplicar o tamanho das suas folhas: o segredo é treiná-la para que cresça "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tu-poto-puede-duplicar-el-tamano-de-sus-hojas-la-clave-esta-en-hacerlo-trepar-en-lugar-de-dejarlo-colgar-1786062818709_320.png" alt="A sua planta jiboia pode duplicar o tamanho das suas folhas: o segredo é treiná-la para que cresça "></a></article></aside><p>Proporcionar condições ambientais que atendam adequadamente às necessidades de cada espécie é fundamental para um crescimento saudável e exuberante. No caso específico da jiboia, a <strong>luminosidade é vital</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/plantas/sua-jiboia-esta-ficando-sem-folhas-no-caule-veja-a-causa-e-solucoes-para-deixa-la-cheia-novamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Além da cratera: o impacto de McGetchin revela como a superfície da Lua muda]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/alem-da-cratera-o-impacto-de-mcgetchin-revela-como-a-superficie-da-lua-muda.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 10:37:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A cratera McGetchin, formada em 2024, mostra que um impacto lunar altera a superfície muito além das dimensões da cratera: imagens do Lunar Reconnaissance Orbiter e medições térmicas revelam alterações de até 120 km e um ponto frio de 7 km.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oltre-il-cratere-l-impatto-di-mcgetchin-svela-come-cambia-la-superficie-della-luna-1791275054329.png" data-image="5s5cnvyl2o3j" alt="Cratera McGetchin, Lua" title="Cratera McGetchin, Lua"><figcaption>Reconstrução da cratera lunar recente formada em 2024, com cerca de 222 metros de largura, apresentando o material ejetado característico distribuído ao redor da borda.</figcaption></figure><p>O recente<strong> impacto de um asteroide</strong>, cujo tamanho se estima equivalente ao de um prédio de dois ou três andares, <strong>criou uma grande cratera na superfície lunar</strong>, agora conhecida como c<strong>ratera McGetchin</strong>.</p><p>O estudo desse evento está revelando novas possibilidades aos cientistas. O <strong>impacto </strong>não apenas formou a cratera, mas <strong>também modificou a superfície lunar ao redor</strong> em um raio muito maior. A região do impacto tornou-se um laboratório natural para estudar até onde se propagam os efeitos de uma colisão.</p><h2>A cratera como amostra natural da crosta lunar</h2><p>O impacto, ocorrido perto de Mare Crisium, teve o<strong> efeito de uma "perfuração"</strong>: escavou profundamente e trouxe à superfície materiais pertencentes a diferentes camadas.</p><div class="texto-destacado">Os mares lunares são vastas planícies escuras formadas por lava basáltica solidificada. Seu nome deriva de um erro dos primeiros astrônomos, que os confundiram com oceanos reais.</div><p>As imagens capturadas pela sonda <em>Lunar Reconnaissance Orbiter</em>, com sua câmera <em>Narrow Angle Camera</em> de alta resolução, mostram <strong>uma cratera com diâmetro médio de 222 metros e profundidade aproximada de 43 metros</strong>.</p><p>A<strong> borda da cratera eleva-se, em média, 7,7 metros acima da superfície original</strong>. Mais interessante ainda foi o que os cientistas observaram fora da cratera, ao longo de suas laterais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os cientistas consideraram que a região ao redor era mais interessante do que a própria cratera.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao comparar centenas de <strong>imagens </strong>obtidas antes e depois do evento, observou-se que a<strong> refletividade de apenas uma área lunar havia mudado</strong>. Uma área mais brilhante estendia-se por cerca de 15 quilômetros a partir do ponto de impacto, enquanto alterações associadas a áreas mais escuras foram detectadas a mais de 120 quilômetros de distância. Isso se deve à <strong>redistribuição de material</strong>.</p><p>Dois estudos publicados na revista <em>Science Advances</em> sugerem que o material produzido em alta velocidade durante a colisão se mistura com o material da superfície — composto principalmente por regolito — ao longo de grandes distâncias, deixando seu próprio rastro.</p><h2>O frio noturno revela um regolito mais suave</h2><p>Além das imagens ópticas que mostraram essa mudança na <strong>refletância</strong>, graças a um radiômetro — o Diviner, a bordo da sonda <em>Lunar Reconnaissance Orbiter</em> — foi possível medir a temperatura noturna do solo lunar próximo à nova cratera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715259" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/tesouro-lunar-cientistas-sugerem-que-crateras-da-lua-contem-mais-de-1-trilhao-de-dolares-em-metais-preciosos.html" title="Tesouro lunar: cientistas sugerem que crateras da Lua contém mais de 1 trilhão de dólares em metais preciosos">Tesouro lunar: cientistas sugerem que crateras da Lua contém mais de 1 trilhão de dólares em metais preciosos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/tesouro-lunar-cientistas-sugerem-que-crateras-da-lua-contem-mais-de-1-trilhao-de-dolares-em-metais-preciosos.html" title="Tesouro lunar: cientistas sugerem que crateras da Lua contém mais de 1 trilhão de dólares em metais preciosos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tesouro-lunar-cientistas-sugerem-que-crateras-da-lua-contem-mais-de-1-trilhao-de-dolares-em-metais-preciosos-1749936409290_320.jpg" alt="Tesouro lunar: cientistas sugerem que crateras da Lua contém mais de 1 trilhão de dólares em metais preciosos"></a></article></aside><p><strong>Descobriu-se uma grande "zona fria" de cerca de 7 quilômetros de largura</strong>, uma região onde a temperatura superficial noturna é entre 8 e 9 Kelvin mais baixa do que nas áreas circundantes.</p><p>A hipótese mais plausível é que <strong>o impacto</strong>, com sua onda de choque que se propaga radialmente, <strong>deslocou o regolito superficial, tornando-o menos compacto e mais poroso.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oltre-il-cratere-l-impatto-di-mcgetchin-svela-come-cambia-la-superficie-della-luna-1791293064761.png" data-image="vhgyzl18ohc2" alt="Cratera McGetchin" title="Cratera McGetchin"><figcaption>Representação gráfica do "ponto frio" detectado nas observações noturnas do Diviner: a área afetada estende-se por cerca de 7 km e é mais fria do que o terreno circundante.</figcaption></figure><p>Isso <strong>reduziu a capacidade térmica do regolito</strong>, ou seja, sua capacidade de reter, durante a noite, o calor armazenado ao longo do dia. Consequentemente, a região ao redor da cratera esfria mais à noite do que as áreas onde o regolito permaneceu compacto.</p><p>Essa descoberta despertou a ideia de verificar se algo semelhante havia ocorrido em outras crateras recentes. Observou-se que, sistematicamente, <strong>todas as crateras com diâmetro superior a 30 metros estão cercadas por seu próprio "ponto frio"</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oltre-il-cratere-l-impatto-di-mcgetchin-svela-come-cambia-la-superficie-della-luna-1791293179049.png" data-image="73qi0cf0td9w" alt="Cratera McGetchin" title="Cratera McGetchin"><figcaption>Reconstrução da superfície lunar após a colisão: o material ejetado e a mistura do regolito podem alterar o terreno a quilômetros de distância da borda da cavidade.</figcaption></figure><p> Além disso, <strong>quanto maior o tamanho, mais profundamente a perturbação se propaga</strong>, aumentando a anomalia térmica.</p><p>Estes estudos sugerem que os impactos alteram as camadas externas da Lua com o passar do tempo.</p><h2>Uma Lua dinâmica, importante também para futuras missões</h2><p>Conhecer os dados exatos do impacto que formou a Cratera McGetchin nos permitirá medir a rapidez com que seus efeitos desaparecerão na área circundante.</p><p>Ao estudar essa e outras crateras semelhantes, é possível <strong>medir, em uma escala temporal, as alterações superficiais causadas por impactos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Como a Lua não possui atmosfera própria, corpos como asteroides ou seus fragmentos atingem a superfície, modificando-a continuamente.</div><p>O<strong> novo cenário</strong> indica que a distribuição de uma mistura de materiais provenientes de diferentes profundidades por grandes áreas é um processo quase contínuo; isso sugere que a composição observada na superfície pode refletir uma história mais complexa do que a geologia local, por si só, indica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Robinson%2C%20M.%20S.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20new%20222-m%20diameter%20lunar%20crater" data-url="https%3A%2F%2Fpmc.ncbi.nlm.nih.gov%2Farticles%2FPMC13580579%2F">Robinson, M. S. et al. (2026). <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC13580579/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new 222-m diameter lunar crater</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/alem-da-cratera-o-impacto-de-mcgetchin-revela-como-a-superficie-da-lua-muda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: chance de recorde histórico aumenta para 83% segundo a NOAA]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa.html</link><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:30:46 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O El Niño continua se fortalecendo, com a anomalia de temperatura da superfície do mar na região de monitoramento alcançando 2,1°C em setembro - dentro da categoria "muito forte". Neste contexto, a NOAA aumenta para 83% a chance de o evento superar +2,5°C e se tornar o mais forte dos registros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa-1791497165739.png" data-image="fqcr0tz3t832" alt="A anomalia relativa de temperatura da superfície do mar em setembro ultrapassou +4°C no centro-leste do Pacífico. Na região central, o valor foi de 2,1°C, dentro da categoria “muito forte”. Créditos: CPC/NOAA." title="A anomalia relativa de temperatura da superfície do mar em setembro ultrapassou +4°C no centro-leste do Pacífico. Na região central, o valor foi de 2,1°C, dentro da categoria “muito forte”. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>A anomalia relativa de temperatura da superfície do mar em setembro ultrapassou +4°C no centro-leste do Pacífico. Na região central, o valor foi de 2,1°C. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p><br>A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) <strong>aumentou</strong> em quase <strong>10%</strong> a<strong> probabilidade </strong>de que o<strong> El Niño 2026/2027</strong> seja o <strong>mais intenso já registrado</strong> desde 1950. </p><div class="texto-destacado">Na atualização de outubro divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Centro de Previsão Climática (CPC/NOAA), a chance de o índice RONI trimestral superar +2,5°C entre outubro e dezembro subiu para 83%, contra 75% na previsão anterior. </div><p>Ao mesmo tempo, o <strong>a</strong><strong>quecimento do Pacífico Equatorial se intensificou</strong>: o índice <strong>Niño-3.4</strong> chegou a <strong>+2,1°C</strong>, dentro da categoria “muito forte”, enquanto uma <strong>enorme área</strong> com anomalias superiores a <strong>+4°C </strong>vem <strong>avançando</strong> da costa do Peru em direção à região do Pacífico Central. </p><p>A NOAA destaca que o El Niño continua se fortalecendo e que condições de <strong>El Niño forte a muito forte </strong>devem <strong>persistir</strong> pelo menos até o trimestre<strong> j</strong><strong>aneiro-fevereiro-março</strong> de <strong>2027</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>El Niño ultrapassa +2°C no Pacífico Equatorial</h2><p>O <strong>oceano</strong> continuou <strong>aquecendo</strong> de forma expressiva durante <strong>setembro</strong>. Segundo a NOAA, as temperaturas da superfície do mar apresentaram <strong>anomalias superiores a +4°C</strong> em algumas áreas do<strong> Pacífico Equatorial leste</strong>, enquanto os principais índices Niño também avançaram em relação ao mês anterior. </p><div class="texto-destacado">O Niño-3.4, que é a principal região utilizada para caracterizar o fenômeno, passou de +1,8°C em agosto para +2,1°C em setembro.</div><p>Esse <strong>aquecimento</strong> também é sustentado pelas condições<strong> abaixo da superfície</strong> (300 m de profundidade), cuja temperatura vem subindo continuamente desde janeiro deste. A região equatorial do Pacífico mantém temperaturas muito acima da média, com anomalias superiores a <strong>+10°C</strong> na semana centrada em <strong>30 de setembro. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa-1791497307514.png" data-image="umwc0s1v4qvm" alt="Anomalia relativa de TSM nas regiões Niño 4, 3.4, 3 e 1+2 (painel superior), evolução mensal da bolha de água quente em 300 m de profundidade e anomalia de temperatura da bolha na semana centrada em 30 de setembro. Crédito: Meteored/NOAA." title="Anomalia relativa de TSM nas regiões Niño 4, 3.4, 3 e 1+2 (painel superior), evolução mensal da bolha de água quente em 300 m de profundidade e anomalia de temperatura da bolha na semana centrada em 30 de setembro. Crédito: Meteored/NOAA."><figcaption>Anomalia relativa de TSM nas regiões Niño 4, 3.4, 3 e 1+2 (painel superior), evolução mensal da bolha de água quente em 300 m de profundidade e anomalia de temperatura da bolha na semana centrada em 30 de setembro. Crédito: Meteored/NOAA.</figcaption></figure><p>Além disso, o <strong>padrão atmosférico</strong> continua <strong>característico</strong> de um El Niño em fortalecimento, com anomalias de ventos de oeste em baixos níveis, alterações nos ventos de altos níveis e convecção mais intensa sobre o Pacífico central e leste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792215" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/nova-previsao-indica-el-nino-com-4-c-de-aquecimento-e-regiao-de-monitoramento-ja-supera-30-c.html" title="Nova previsão indica El Niño com 4°C de aquecimento e região de monitoramento já supera 30°C">Nova previsão indica El Niño com 4°C de aquecimento e região de monitoramento já supera 30°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/nova-previsao-indica-el-nino-com-4-c-de-aquecimento-e-regiao-de-monitoramento-ja-supera-30-c.html" title="Nova previsão indica El Niño com 4°C de aquecimento e região de monitoramento já supera 30°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-indica-el-nino-com-4-c-de-aquecimento-e-regiao-de-monitoramento-ja-supera-30-c-1791334168396_320.png" alt="Nova previsão indica El Niño com 4°C de aquecimento e região de monitoramento já supera 30°C"></a></article></aside><p><strong>Uma das respostas atmosféricas</strong> ao El Niño é a<strong> intensificação do jato subtropical</strong>, corrente de ventos fortes em altos níveis da atmosfera. Embora <strong>São Paulo</strong> não apresente uma resposta clara e consistente na precipitação durante episódios de El Niño, os efeitos do fenômeno também se refletiram no padrão de chuva observado no Brasil em setembro. O jato esteve mais intenso e deslocado para norte de sua posição climatológica, contribuindo para a ocorrência de <strong>chuvas excepcionais</strong> e recordes de precipitação em São Paulo.</p><h2>Chance de superar os recordes chega a 83%</h2><p>A<strong> probabilidade</strong> do <strong>índice</strong> <strong>trimestral</strong> de anomalias relativas de TSM (RONI) atingir ou <strong>superar +2,5°C</strong> <strong>subiu para 83%</strong> para o trimestre de<strong> outubro-novembro-dezembro</strong>. O valor de +2,5°C é particularmente importante porque, se alcançado, colocaria o evento acima dos maiores valores registrados desde 1950, no início do monitoramento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa-1791497319976.png" data-image="mc1yj2txxczh" alt="Probabilidade de intensidade do El Niño: 100% de chance de ser um evento muito forte entre setembro-novembro e outubro-dezembro. Créditos: NOAA." title="Probabilidade de intensidade do El Niño: 100% de chance de ser um evento muito forte entre setembro-novembro e outubro-dezembro. Créditos: NOAA."><figcaption>Probabilidade de intensidade do El Niño: 100% de chance de ser um evento muito forte entre setembro-novembro e outubro-dezembro. Créditos: NOAA.</figcaption></figure><p>Em <strong>setembro</strong>, a NOAA estimava<strong> 75%</strong> de probabilidade de superar esse limiar no trimestre outubro-dezembro. Agora, a probabilidade <strong>aumentou 8 pontos</strong> percentuais, enquanto o próprio aquecimento observado no Pacífico também se intensificou. </p><div class="texto-destacado">Caso o cenário se concretize, o El Niño de 2026/2027 irá superar os eventos de 1982/1983 (+2,4°C), 1997/1998 (+2,3°C) e 2015/2016 (+2,3°C), os mais intensos da série histórica de acordo com o índice RONI.</div><p>Além disso, a <strong>NOAA encerrou a incerteza sobre a categoria de intensidade</strong> do evento: há <strong>100% de probabilidade de um El Niño muito forte</strong> nos trimestres de setembro-novembro e outubro-dezembro. Agora, a questão não é mais se o fenômeno atingirá essa categoria, mas<strong> quão intenso ele será e qual será o valor máximo alcançado.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/super-el-nino-chance-de-recorde-historico-aumenta-para-83-segundo-a-noaa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais de 1.000 hectares de Mata Atlântica sobre dunas: a floresta em Natal que protege a água da cidade]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/mais-de-1-000-hectares-de-mata-atlantica-sobre-dunas-a-floresta-em-natal-que-protege-a-agua-da-cidade.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 23:46:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com cerca de 1.172 hectares de área preservada, um parque com vegetação de Mata Atlântica sobre dunas no meio da cidade de Natal (RN) protege a água que abastece a cidade. Entenda como.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-1-000-hectares-de-mata-atlantica-sobre-dunas-a-floresta-em-natal-que-protege-a-agua-da-cidade-1791406318953.jpg" data-image="ibghmslzljdu"><figcaption>Este parque é um exemplo de como a preservação de um grande ambiente natural pode coexistir com uma cidade em crescimento e com uma importante atividade turística. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>Natal</strong>, a capital do estado do <strong>Rio Grande do Norte</strong>, cresceu em volta de um enorme maciço de dunas cobertas de mata, o qual separa os bairros movimentados do mar. Aliás, a cidade é muito conhecida por suas praias de águas cristalinas e pelas dunas, mas existe um paraíso verde dentro dela capaz de trazer paz, tranquilidade e uma completa conexão com a natureza. </p><p>São cerca de<strong> 1.172 hectares de área preservada</strong> que oferece atividades como trilhas, arvorismo, tirolesa e piqueniques, além de proteger a água que abastece a localidade. Estamos falando do <strong>Parque Estadual das Dunas</strong>, você já ouviu falar?</p><p>Descubra abaixo a história deste parque e os atrativos que ele oferece.</p><h2>A história do Parque</h2><p>O Parque Estadual Dunas de Natal Jornalista Luiz Maria Alves, conhecido como Parque das Dunas, <strong>foi criado oficialmente em 22 de novembro de 1977</strong>, tornando-se a primeira unidade de conservação ambiental criada no Rio Grande do Norte. </p><p>Ele foi criado no âmbito de um projeto que buscava conciliar o desenvolvimento turístico da capital nordestina com a proteção ambiental. Hoje, o Parque<strong> protege um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica sobre dunas em área urbana do Brasil</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-1-000-hectares-de-mata-atlantica-sobre-dunas-a-floresta-em-natal-que-protege-a-agua-da-cidade-1791406451546.jpg" data-image="f6kvnk6xfhk0"><figcaption>Com aproximadamente 1.172 hectares, o Parque das Dunas protege um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica sobre dunas em área urbana do Brasil. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A sua vegetação ajuda a fixar as dunas, proteger o solo e contribuir para a <strong>recarga dos aquíferos que abastecem a capital</strong>. </p><div class="texto-destacado">As dunas funcionam como uma grande esponja, permitindo que a água da chuva infiltre com facilidade, enquanto a vegetação protege o solo e evita que a areia seja levada pelo vento. Assim, a água subterrânea armazenada contribui para a recarga do lençol freático da cidade.</div><p>Ou seja, os objetivos da manutenção do parque são<strong> preservar as dunas e a vegetação nativa</strong>, proteger a fauna, conservar os recursos hídricos, evitar a ocupação desordenada da área e promover a educação ambiental. </p><h2>O que fazer no Parque Estadual Dunas de Natal</h2><p>O plano de manejo do parque também prevê <strong>atividades de lazer e visitação de baixo impacto</strong>, como trilhas e atividades interpretativas. </p><p>Uma das áreas mais conhecidas é o <strong>Bosque dos Namorados</strong>, setor de uso público e principal porta de entrada do parque. O espaço reúne árvores nativas, áreas de lazer, centro de visitantes, estruturas para educação ambiental e acesso às trilhas ecológicas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-1-000-hectares-de-mata-atlantica-sobre-dunas-a-floresta-em-natal-que-protege-a-agua-da-cidade-1791406422299.jpg" data-image="kegjgrvwgjzp"><figcaption>O Bosque dos Namorados no Parque Estadual Dunas de Natal. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>E falando nelas, o parque tem <strong>três trilhas abertas ao público </strong>e todas são realizadas com a ajuda de guias especializados. As trilhas percorrem áreas de mata e dunas e permitem observar a fauna e a flora locais. São elas: a Trilha Perobinha, a Peroba e a Ubaia-Doce. </p><p>A <strong>Trilha Peroba </strong>começa no Bosque dos Namorados e segue até o mirante, totalizando<strong> 2,4 km de extensão</strong>; tem <strong>nível moderado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/ilha-das-canarias-conheca-o-paraiso-maranhense-com-praias-mangues-e-dunas-no-delta-do-parnaiba.html" title="Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba">Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/ilha-das-canarias-conheca-o-paraiso-maranhense-com-praias-mangues-e-dunas-no-delta-do-parnaiba.html" title="Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilha-das-canarias-conheca-o-paraiso-maranhense-com-praias-mangues-e-dunas-no-delta-do-parnaiba-1760215086117_320.jpg" alt="Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba"></a></article></aside><p>A <strong>Trilha Ubaia-Doce</strong> também começa no Bosque dos Namorados e vai até o mirante, mas o percurso é um pouco maior: são <strong>4,4 km e o nível de dificuldade é considerado alto</strong>. E a <strong>Trilha Perobinha</strong> é uma versão menor da Peroba, funcionando como um atalho; são apenas 800 metros e de nível leve.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pereira%2C%20M" data-year="2026" data-title="Uma%20floresta%20de%20Mata%20Atl%C3%A2ntica%20sobre%20dunas%20no%20meio%20da%20capital%20potiguar%20protege%20a%20%C3%A1gua%20que%20abastece%20a%20cidade%20e%20leva%20a%20mirantes%20sobre%20o%20mar" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiobraziliense.com.br%2Fcbradar%2Fuma-floresta-de-mata-atlantica-sobre-dunas-no-meio-da-capital-potiguar-protege-a-agua-que-abastece-a-cidade-e-leva-a-mirantes-sobre-o-mar%2F">Pereira, M. (2026). <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/uma-floresta-de-mata-atlantica-sobre-dunas-no-meio-da-capital-potiguar-protege-a-agua-que-abastece-a-cidade-e-leva-a-mirantes-sobre-o-mar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Uma floresta de Mata Atlântica sobre dunas no meio da capital potiguar protege a água que abastece a cidade e leva a mirantes sobre o mar</a>.</cite><br><cite data-author="Instituto%20Semeia" data-year="2025" data-title="Conhe%C3%A7a%20o%20Parque%20das%20Dunas" data-url="https%3A%2F%2Fsemeia.org.br%2Fconexao-semeia%2Fparques-do-mes%2Fparque-das-dunas%2F">Instituto Semeia. (2025). <a href="https://semeia.org.br/conexao-semeia/parques-do-mes/parque-das-dunas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conheça o Parque das Dunas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/mais-de-1-000-hectares-de-mata-atlantica-sobre-dunas-a-floresta-em-natal-que-protege-a-agua-da-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva de até 50 mm no sul de Goiás divide a largada da soja e do milho]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuva-e-calor-em-goias-veja-por-que-a-primeira-pancada-nao-basta-para-semear.html</link><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 22:33:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>No sudoeste de Goiás, a umidade recente ajuda a soja, mas o plantio segue lento. Até 12 de outubro, chuva irregular e calor exigem conferir cuidadosamente o solo antes de semear soja ou milho em outras regiões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-calor-em-goias-veja-por-que-a-primeira-pancada-nao-basta-para-semear-1791488394863.jpg" data-image="ikkdzemcr7p3" alt="soja, milho, chuva" title="soja, milho, chuva"><figcaption>A chuva irregular cria condições diferentes para o plantio de soja e milho em Goiás.</figcaption></figure><p>Entre 8 e 12 de outubro, a chuva deve se distribuir de forma irregular em Goiás: o sul pode somar até 50 mm <strong>no período de 5 a 12</strong>, enquanto outras áreas do Centro-Oeste devem receber menos de 10 mm. No sudoeste, sul e centro-norte goiano, soja e milho começam a safra com umidade desigual.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Uma pancada pode molhar a superfície sem abastecer o perfil necessário à emergência. Onde a chuva se repetir, <strong>o solo pode ganhar água, mas perder temporariamente a capacidade de suportar máquinas</strong>. Isso muda decisões de semeadura, irrigação e manejo.</p><h2>Sudoeste goiano recebe umidade, mas plantio ainda avança devagar</h2><p>No sudoeste de Goiás, onde ficam Rio Verde e Jataí, chuvas recentes melhoraram a umidade para a soja. <strong>O plantio, porém, continua lento, e o calor ameaça as plântulas. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-calor-em-goias-veja-por-que-a-primeira-pancada-nao-basta-para-semear-1791487442951.jpg" data-image="2d2hbndg31gq" alt="chuva, semeadura, Goiás" title="chuva, semeadura, Goiás"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até segunda-feira (12), às 21h.</figcaption></figure><p>No levantamento divulgado em 5 de outubro pela <em>Companhia Nacional de Abastecimento</em> (<a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-28-09-a-04-10-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras">CONAB</a>), apenas 9,4% da soja nacional estava semeada; esse índice não representa Goiás isoladamente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O sul do estado pode receber até 50 mm entre 5 e 12 de outubro; o total inclui dias anteriores à quinta-feira, 8, e não vale para todos os municípios.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Em 8 e 9 de outubro, o tempo deve ficar majoritariamente firme em Goiás e no Distrito Federal.</strong> Goiânia pode alcançar 33°C na quinta e 34°C na sexta; Brasília, 32°C nos dois dias. No centro-norte, o calor acelera a secagem superficial. Soja em germinação precisa de umidade contínua, e milho recém-emergido também sofre quando a água não alcança as raízes.</p><h2>Sul pode atingir 50 mm; outras áreas seguem com pouca recarga</h2><p>No sul goiano, incluindo áreas próximas de Itumbiara, pancadas repetidas podem favorecer soja e milho de sequeiro. <strong>Entre 5 e 12 de outubro, o sul de Goiás pode alcançar 50 mm</strong>, enquanto outras áreas do Centro-Oeste devem ficar abaixo de 10 mm. Infiltração e distribuição no tempo importam mais que uma pancada concentrada que escorre pela superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-calor-em-goias-veja-por-que-a-primeira-pancada-nao-basta-para-semear-1791487860863.jpg" data-image="glentt4jcro6" alt="solo, umidade" title="solo, umidade"><figcaption>Previsão de umidade do solo para 10, 11 e 12 de outubro. Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>Em Rio Verde, Jataí e Itumbiara, textura do solo, cobertura e chuva anterior podem produzir condições distintas sob a mesma faixa do mapa. No centro e norte goiano, s<strong>emear após poucos milímetros pode expor sementes hidratadas à nova secagem</strong>. Onde a umidade aumentou, vale acompanhar a emergência da soja e o enraizamento inicial do milho.</p><h2>Até segunda-feira, a decisão depende do solo, não da primeira pancada</h2><p>De 8 a 12 de outubro, <strong>quinta e sexta tendem a ser quentes e pouco chuvosas em boa parte de Goiás</strong>; o acumulado semanal favorece mais o sul. Após segunda-feira, 12, a distribuição das pancadas exige nova previsão. Em Rio Verde e Jataí, medir a água no perfil pode orientar a ampliação do plantio. No centro-norte e no entorno do Distrito Federal, a superfície úmida pode enganar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-calor-em-goias-veja-por-que-a-primeira-pancada-nao-basta-para-semear-1791488036905.jpg" data-image="5acjhi5xq7rh" alt="calor, Goiás, semeadura" title="calor, Goiás, semeadura"><figcaption>Previsão de temperatura para sexta-feira (09), às 15h, com calor no centro de Goiás e 34°C em Brasília.</figcaption></figure><p>Os 50 mm possíveis no sul não são promessa para uma propriedade. <strong>A irrigação deve considerar água armazenada e demanda da cultura.</strong> Pulverização, adubação e entrada de semeadoras dependem de vento, umidade, tráfego do solo e nova chuva. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792483" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/o-tempo-no-dia-das-criancas-frente-fria-e-temporais-contrastam-com-sol-e-calor-veja-a-previsao.html" title="O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão">O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/o-tempo-no-dia-das-criancas-frente-fria-e-temporais-contrastam-com-sol-e-calor-veja-a-previsao.html" title="O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-no-dia-das-criancas-frente-fria-e-temporais-contrastam-com-sol-e-calor-veja-a-previsao-1791475490792_320.jpg" alt="O tempo no Dia das Crianças: frente fria e temporais contrastam com sol e calor; veja a previsão"></a></article></aside><p>Em talhões já semeados, <strong>comparar baixadas com partes altas ajuda a localizar falhas após enxurradas ou secagem</strong>. A vistoria precisa distinguir falhas reais de emergência de plantas ainda não visíveis, com avaliação agronômica local.</p><ul><li><strong>No sul, até 50 mm podem favorecer a semeadura se o perfil estiver úmido e trafegável.</strong></li><li>No centro-norte, menos de 10 mm em partes do Centro-Oeste pedem conferência do solo antes da semeadura.</li><li>Em Goiânia, 33°C e 34°C em 8 e 9 de outubro exigem atenção à secagem superficial.</li></ul><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuva-e-calor-em-goias-veja-por-que-a-primeira-pancada-nao-basta-para-semear.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item></channel></rss>