<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.meteored.com.br</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 01 Nov 2026 21:40:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 21:40:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.meteored.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.meteored.com.br/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.meteored.com.br</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Feriado de Finados será com chuva e alerta de temporais em vários estados; confira a previsão]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-varios-estados-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 20:47:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm previsão de chuvas fortes e alertas para temporais severos neste feriado de Finados. O aumento do teor de umidade e as temperaturas elevadas são os principais motivadores para a formação de nuvens carregadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsr0jm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsr0jm.jpg" id="xbsr0jm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após um domingo (1) com tempo abafado, <strong>pancadas de chuva forte</strong> acompanhadas de trovoadas foram registradas em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Essas características meteorológicas devem se manter neste <strong>Feriado de Finados</strong>, 2 de novembro, mantendo <strong>alertas de temporais</strong> que podem provocar transtornos em diferentes regiões.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p> As chances de precipitação são maiores em áreas do Centro-Sul, pois um <strong>canal de umidade</strong> estará ativo e terá a presença de ar quente. Desta forma, os ingredientes principais para a formação de <strong>nuvens carregadas </strong>estarão disponíveis, deixando áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo em <strong>alerta para chuvas intensas</strong>.</p><h2>Feriado de Finados sob chuva e alerta de temporais</h2><p>Desde o período da manhã há previsão de <strong>chuvas intensas</strong> e avisos de <strong>temporais </strong>sobre estados do Centro-Sul. Na Região Sul, o <strong>tempo encoberto</strong> predomina, e as precipitações devem afetar o norte do Rio Grande do Sul, áreas de Santa Catarina e o oeste do Paraná.</p><p>A presença de uma <strong>área de baixa pressão</strong> entre a Argentina, Paraguai e Bolívia colabora com o aumento de vapor de água, deixando a <strong>atmosfera instável</strong>. O tempo em Mato Grosso do Sul também é influenciado por essa baixa pressão, gerando <strong>alerta de temporais</strong> já nas primeiras horas do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-varios-estados-confira-a-previsao-1793560773330.jpg" data-image="xbs0o903r5op" alt="Rios atmosféricos" title="Rios atmosféricos"><figcaption>Canal de umidade reforça presença de nuvens carregadas sobre Centro-Sul do Brasil e dá suporte para a formação de células convectivas.</figcaption></figure><p>Por outro lado, o <strong>tempo firme</strong> predomina sobre o restante do Centro-Oeste, áreas da Região Norte e por todo o Nordeste do Brasil durante as primeiras horas do feriado.</p><p>Com o passar das horas, a presença de chuva diminui temporariamente e o <strong>sol entre nuvens</strong> pode aparecer em áreas pontuais do Centro-Sul. Em São Paulo e Minas Gerais, o céu fica parcialmente encoberto, mas não estão descartadas <strong>pancadas de chuva leve</strong> em ambos os territórios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-varios-estados-confira-a-previsao-1793560711636.jpg" data-image="xovlaq4xelwg" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para a tarde desta segunda (2).</figcaption></figure><p>A elevação gradual das temperaturas e o <strong>transporte de umidade</strong> para os estados do Centro-Sul deixam a região em estado de <strong>atenção</strong>. Isso ocorre porque a combinação das duas variáveis fornece energia suficiente para a formação de <strong>células de tempestade </strong>com potencial para transtornos como<strong> </strong>alagamentos em áreas pontuais e formação de enxurradas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul.html" title="Tempestades severas e chuvas de até 200 mm voltam a ameaçar os estados do Sul">Tempestades severas e chuvas de até 200 mm voltam a ameaçar os estados do Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul.html" title="Tempestades severas e chuvas de até 200 mm voltam a ameaçar os estados do Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul-1793549112770_320.jpg" alt="Tempestades severas e chuvas de até 200 mm voltam a ameaçar os estados do Sul"></a></article></aside><p>Na Região Sul, os <strong>alertas de temporais</strong> valem especialmente para o Paraná, onde as chuvas podem vir acompanhadas de <strong>descargas elétricas e trovoadas</strong>. Já no Centro-Oeste, além de Mato Grosso do Sul, o estado de Goiás também entra na rota de <strong>risco para tempestades</strong> neste feriado de Finados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-varios-estados-confira-a-previsao-1793560670588.jpg" data-image="8xxyz00894x3" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios apresenta áreas com maior potencial para tempestades na tarde desta segunda-feira (2).</figcaption></figure><p>No Sudeste, as <strong>chuvas de forte intensidade</strong> podem gerar diversos transtornos urbanos e rurais. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e o sul do Rio de Janeiro devem ser os mais atingidos no decorrer da tarde desta segunda-feira (2).</p><p>Nas demais regiões do país, a <strong>precipitação isolada</strong> concentra-se em pontos de Rondônia, Acre, Amazonas, Pará e Tocantins. O Nordeste segue com <strong>tempo predominantemente seco</strong>, embora pancadas rápidas de chuva possam ocorrer no litoral.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-chuva-e-alerta-de-temporais-em-varios-estados-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem chifres, parece um extraterrestre e se chama Loki: as criaturas mais estranhas das profundezas do Mar Argentino]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 19:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Corais vermelhos, copépodes inéditos e um pepino-do-mar com chifres: o fundo do Mar Argentino revelou 57 espécies novas para a ciência em um cânion que quase duplica o tamanho do Grand Canyon.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791987410929.jpg" data-image="a5947444o4bp" alt="Pepino de mar" title="Pepino de mar"><figcaption>Uma nova espécie, descoberta durante a expedição Talud Continental IV — liderada por especialistas do CONICET a bordo do navio R/V Falkor (too), do Schmidt Ocean Institute —, foi batizada de Loki, devido à sua semelhança com o deus nórdico e conhecido personagem do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).</figcaption></figure><p>Possui dois apêndices que parecem chifres, percorre um ambiente onde a luz do sol jamais chega e vive a 2.577 metros de profundidade. <strong>Foi batizado de Loki</strong>, como o deus trapaceiro da mitologia nórdica, e é a face visível de uma descoberta que coloca o Mar Argentino no mapa da biodiversidade mundial:<strong> 57 espécies marinhas novas para a ciência e cinco gêneros, revelados no cânion submarino de Mar del Plata</strong>.</p><p>Se o lugar lhe parece familiar, há um motivo. Em agosto de 2025, a expedição Talud Continental IV, liderada por cientistas do CONICET a bordo do navio Falkor (too), foi<strong> transmitida ao vivo durante 21 dias e chegou perto de 22 milhões de visualizações</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/n7WrQMKRGoc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=n7WrQMKRGoc" id="n7WrQMKRGoc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Houve aulas inteiras diante da tela e até uma estrela-do-mar alaranjada que virou meme nacional. Ao encerrar a campanha, <strong>estimava-se a descoberta de cerca de 40 novas espécies</strong>. O número final superou todas as apostas.</p><h2>Um choque de correntes que alimenta o abismo</h2><p>O segredo começa na superfície. Diante da costa de Buenos Aires e do Uruguai ocorre a <strong>Confluência Brasil-Malvinas</strong>, onde as águas quentes que descem dos trópicos se chocam com as águas frias e ricas em nutrientes que chegam da região subantártica.</p><p><strong>Esse encontro funciona como um fertilizante gigante</strong>: impulsiona a produção de plâncton e torna a região uma das mais produtivas do Atlântico Sul. O cânion — uma fenda que ultrapassa 3.500 metros, quase o dobro do Grand Canyon do Colorado —<strong> atua como um funil que conduz alimento para as profundezas</strong>.</p><p>O que resultou de uma oficina de duas semanas em Buenos Aires, em julho de 2026, é surpreendente. Há 20 copépodes — minúsculos crustáceos fundamentais nas redes alimentares —, 22 equinodermos (incluindo pepinos-do-mar e crinoides), 14 cnidários (como octocorais, penas-do-mar e corais pétreos) e um molusco escafópode com formato de presa.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/aeyXkvsHjiA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=aeyXkvsHjiA" id="aeyXkvsHjiA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Mas o dado que preocupa é outro: os especialistas analisaram apenas <strong>10% das amostras de copépodes,</strong> <strong>e todos os exemplares revelaram-se novos</strong>. Quantos mais estarão à espera nos frascos?</p><h2>Por que um pepino-do-mar com chifres é importante para todos nós?</h2><p>Por trás de cada espécie, há muito mais do que um nome exótico. Os corais e as penas-do-mar de águas frias formam <strong>florestas que oferecem refúgio e alimento a outros organismos</strong>, e sua presença é um fator relevante na definição de áreas marinhas protegidas. Conhecer o que vive lá embaixo é o primeiro passo para não destruir tudo sem saber.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791986107645.jpg" data-image="4k3awyonftxr" alt="Loki Mar Argentino" title="Loki Mar Argentino"><figcaption>Loki (Peniagone sp.), um equinodermo de águas profundas encontrado no cânion submarino de Mar del Plata, batizado assim por causa de seus chifres semelhantes aos do deus da lenda nórdica. Créditos: ROV SuBastian / Schmidt Ocean Institute.</figcaption></figure><p>A descoberta também revaloriza amostras que permaneciam guardadas em coleções, como as das expedições Talud Continental I a III, de 2012 e 2013. <strong>Todos os exemplares ficarão preservados no Museu Argentino de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia</strong> e, agora, deverão ser formalmente descritos — uma tarefa lenta a cargo da taxonomia, disciplina que conta com poucos especialistas e que se torna cada vez mais estratégica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668994" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/as-7-criaturas-marinhas-mais-estranhas-do-mundo.html" title="As 7 criaturas marinhas mais estranhas do mundo">As 7 criaturas marinhas mais estranhas do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/as-7-criaturas-marinhas-mais-estranhas-do-mundo.html" title="As 7 criaturas marinhas mais estranhas do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-7-criaturas-marinas-mas-extranas-del-mundo-1723070562442_320.jpg" alt="As 7 criaturas marinhas mais estranhas do mundo"></a></article></aside><p>Para fevereiro e março de 2027, está prevista a expedição Talud Continental V, que explorará os cânions Ameghino e Almirante Brown, a cerca de 600 quilômetros da costa de Chubut — novamente com transmissão ao vivo. Se o cânion de Mar del Plata escondia 57 surpresas, ninguém se arrisca a adivinhar o que aparecerá mais ao sul. É bom ir preparando o mate.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestades severas e chuvas de até 200 mm voltam a ameaçar os estados do Sul]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 17:47:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As chuvas voltam a ganhar força no Sul do Brasil, com alertas de tempestades severas e de chuvas intensas nos próximos dias nos três estados da Região. Os acumulados podem chegar aos 200 mm em algumas localidades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsppca"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsppca.jpg" id="xbsppca"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As chuvas continuam recorrentes no Sul do Brasil, mas vêm ocorrendo de forma mais irregular sem resultar em eventos intensos. No entanto, nos próximos dias, <strong>as instabilidades voltam a se desenvolver com maior intensidade e a provocar chuvas intensas com risco de tempestades severas</strong> no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O potencial das chuvas começa a aumentar neste feriado do Dia de Finados, mas o maior risco está entre a terça-feira (3) e a quinta-feira (5), <strong>quando há risco de tempestades severas e acumulados de até 200 mm</strong>.</p><h2>Segunda-feira, Dia de Finados: chuvas aumentam começam a aumentar no Sul do Brasil</h2><p>Nesta segunda-feira (2), as instabilidades se formam e ganham força ao longo da madrugada no oeste da Região Sul, <strong>com potencial de chuvas intensas e de tempestades já no início da manhã </strong>do sudoeste ao noroeste do Paraná. Pancadas de <strong>chuva de até forte intensidade com descargas elétricas são previstas </strong>no sul do Paraná, no meio-oeste de Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-novembro-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima em novembro com Super El Niño">Como será o clima em novembro com Super El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-novembro-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima em novembro com Super El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-novembro-com-super-el-nino-1793297756261_320.jpg" alt="Como será o clima em novembro com Super El Niño"></a></article></aside><p><strong>No decorrer da manhã</strong>, as instabilidades se espalham pelo Paraná e <strong>levam potencial e chuvas intensas e de tempestades </strong>para todas as regiões do estado. Há risco de eventos severos para o oeste, norte e noroeste. Em Santa Catarina, a chuvas ocorrem na forma de pancadas isoladas, bem como no norte do Rio Grande do Sul, com baixo risco para transtornos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul-1793548264288.jpg" data-image="fngpczv0x1u2" alt="alerta de chuva" title="alerta de chuva"><figcaption>Previsão de chuva para o período da manhã da segunda-feira, 2 de novembro.</figcaption></figure><p><strong>A partir da tarde</strong>, a área instável na Região Sul migra para para o Mato Grosso do Sul e Região Sudeste, <strong>diminuindo o risco de eventos intensos</strong> no Sul, mas ainda com alertas para o noroeste e oeste do Paraná, onde há potencial de tempestades severas. Pancadas isoladas e chuvas pontuais ainda são previstas para o norte do Rio Grande do Sul, para o meio-oeste e sul de Santa Catarina.</p><h2>Terça-feira: chuvas intensas e tempestades severas a partir da tarde</h2><p>Ao longo da terça-feira (3), <strong>o tempo firme predomina em boa parte da Região Sul</strong>, com tempo mais fechado somente no sul do Rio Grande do Sul e no extremo oeste do Paraná, mas ainda com possibilidade do surgimento do sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul-1793548420559.jpg" data-image="x23xecc47wgp" alt="alerta de tempestades severas" title="alerta de tempestades severas"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da terça-feira, 3 de novembro.</figcaption></figure><p><strong> A partir da tarde</strong>, uma nova região mais instável passa a atuar sobre o Sul, mas agora, com maiores efeitos sobre a metade sul da Região. Assim, <strong>há alertas de chuvas intensas e para o risco de tempestades severas</strong> no Oeste, Campanha, região Central, Missões e Norte do Rio Grande do Sul, em praticamente todo o estado de Santa Catarina, com exceção do sul do estado, e no leste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul-1793548524515.jpg" data-image="oytdil5mto4y" alt="alerta de tempestades severas" title="alerta de tempestades severas"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a tarde da terça-feira, 3 de novembro. A variável realça as regiões com maior potencial de tempestades.</figcaption></figure><p><strong>A atenção se mantém para o período da noite</strong>, com o aumento do risco de tempo severo sobre o Rio Grande do Sul, <strong>um alerta que abrange todas as regiões</strong>, mas com maior probabilidade de transtornos no Norte, Missões, Região Central, Campanha e regiões próximas à Pelotas e à região de Porto Alegre. Em Santa Catarina e no Paraná, as chuvas reduzem ou cessam.</p><h2>Quarta-feira: alertas de tempestades severas para o RS, SC e PR</h2><p>Na quarta-feira (4), <strong>o tempo instável continua e com alertas de chuvas intensas e de tempestade severas</strong> para os três estados do Sul do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul-1793548678943.jpg" data-image="mv5204k45c0w" alt="alerta de chuvas intensas e de tempestades" title="alerta de chuvas intensas e de tempestades"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da quarta-feira, 4 de novembro.</figcaption></figure><p> <strong>No período da manhã</strong>, há alertas para norte, nordeste e noroeste do Rio Grande do Sul, para o sul e oeste de Santa Catarina. No oeste do Paraná, ainda não há potencial de eventos intensos, mas chuva de fraca a moderada intensidade com trovoadas já podem ocorrer. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul-1793548794772.jpg" data-image="5gfby2cmfarb" alt="alerta de chuvas intensas e de tempestades severas" title="alerta de chuvas intensas e de tempestades severas"><figcaption>Acumulado de chuva até a sexta-feira, 6 de novembro.</figcaption></figure><p> <strong>No período da tarde</strong>, as instabilidades entre o norte do Rio Grande do Sul e o estado de Santa Catarina ganham intensidade, aumentando o <strong>risco de chuvas intensas e de tempestades severas</strong>, que se estendem até o oeste catarinense. Nas demais regiões de Santa Catarina, há potencial de pancadas de chuva isoladas de até forte intensidade. No Paraná, o risco fica para as localidades do extremo oeste e sudoeste do estado. </p><div class="texto-destacado">Os acumulados totais, até a quarta-feira (4), podem atingir os 200 mm entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o que pode resultar em alagamentos e inundações.</div><p>No período da noite, <strong>as instabilidades se espalham e deixam em alerta para eventos tempestivos severos</strong> o norte do Rio Grande do Sul, todo o estado de Santa Catarina, o oeste, sul e oeste do Paraná.</p><h2>Quinta-feira: alertas ainda para SC e o PR, calmaria para o RS</h2><p>Na quinta-feira (5), as instabilidades migram para entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, diminuindo as chuvas sobre o Rio Grande do Sul, onde não há mais alertas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul-1793548878392.jpg" data-image="jrg89sm0fy7j" alt="chuvas intensa e de tempestades" title="chuvas intensa e de tempestades"><figcaption>Previsão de chuva para o período da manhã da quinta-feira, 5 de novembro.</figcaption></figure><p><strong>Os alertas se concentram na madrugada e no período da manhã</strong> no oeste, região central, leste e norte de Santa Catarina, no sul, leste e oeste do Paraná.<strong> A partir da tarde, as chuvas ocorrem de forma mais pontual</strong>, mas mantendo o risco de chuva forte e de tempestades no norte, noroeste e leste do Paraná, e no norte de Santa Catarina.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/tempestades-severas-e-chuvas-de-ate-200-mm-voltam-a-ameacar-os-estados-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais voltam ao Sul e podem dificultar o desenvolvimento do milho na primeira semana de novembro]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-no-sul-podem-atingir-milho-em-desenvolvimento-no-inicio-de-novembro.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 14:28:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Temporais podem atingir o milho no Sul entre segunda e quinta-feira. Em Cascavel, são previstos aproximadamente 62 mm no período, enquanto vento, granizo e excesso de umidade exigem atenção ao desenvolvimento das lavouras e às operações agrícolas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-podem-atingir-milho-em-desenvolvimento-no-inicio-de-novembro-1793529784644.jpg" data-image="sgfvfx2nezkg" alt="milho, chuva" title="milho, chuva"><figcaption>Nova instabilidade pode dificultar manejo do milho em três estados do Sul</figcaption></figure><p>A chuva volta a ganhar força no Sul a partir de segunda-feira, 2 de novembro, e encontra boa parte do milho de verão já no campo. Entre o feriado de Finados e quinta-feira, dia 5, são esperados <strong>cerca de 62 mm em Cascavel</strong>, no oeste do Paraná. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, novos temporais também podem interromper operações e atingir lavouras em desenvolvimento. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O primeiro aumento da instabilidade ocorre entre o Paraná e o oeste catarinense, ainda pela manhã de segunda.<strong> Na terça-feira, as tempestades voltam a alcançar o centro-norte gaúcho </strong>e se espalham por Santa Catarina. Para o milho, a preocupação envolve tanto os danos localizados por vento e granizo quanto a repetição da chuva em terrenos que já apresentam excesso de umidade.</p><h2>Finados começa com chuva no Paraná e no oeste catarinense</h2><p>Na segunda-feira, as pancadas podem ocorrer desde cedo no centro-oeste do Paraná e no Grande Oeste de Santa Catarina, avançando para outras áreas ao longo do dia. Em Cascavel, o volume previsto é de <strong>23 mm, acompanhado por rajadas de até 56 km/h</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A combinação pode dificultar a entrada de máquinas e interromper a adubação de cobertura nas propriedades atingidas pelos temporais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mais ao norte e a leste do Paraná, a chuva prevista para o feriado é menor: aproximadamente 13 mm em Londrina e 8 mm em Ponta Grossa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-podem-atingir-milho-em-desenvolvimento-no-inicio-de-novembro-1793531050087.jpg" data-image="k9fbxsd38rcf" alt="chuva, acumulada" title="chuva, acumulada"><figcaption>Previsão de chuva acumulada de 2 a 5 de novembro.</figcaption></figure><p>Isso não significa uma semana inteira favorável ao trabalho nessas áreas, porque outras pancadas aparecem nos dias seguintes. Somando as previsões diárias de 2 a 5 de novembro, os volumes ficam assim:</p><ul><li><strong>Cascavel:</strong> cerca de 62 mm, com maior contribuição das chuvas de segunda e quinta-feira.</li><li><strong>Londrina:</strong> aproximadamente 23 mm, intercalados com uma redução da instabilidade na terça-feira.</li><li><strong>Ponta Grossa:</strong> perto de 23 mm, distribuídos ao longo dos quatro dias.</li></ul><h2>Na terça-feira, temporais avançam sobre lavouras em crescimento </h2><p>Na terça-feira, dia 3, a instabilidade aumenta novamente no centro-norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com possibilidade de chuva forte e granizo localizado. O episódio encontra o milho gaúcho predominantemente em crescimento: no levantamento de 29 de outubro, <strong>95% das lavouras estabelecidas estavam em desenvolvimento vegetativo e 5% em florescimento</strong>. O plantio havia alcançado 80% da área prevista. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-podem-atingir-milho-em-desenvolvimento-no-inicio-de-novembro-1793531170879.jpg" data-image="j9in83jhap1r" alt="precipitação, chuva, sudeste, sul" title="precipitação, chuva, sudeste, sul"><figcaption>Previsão de precipitação para a tarde de 3 de novembro.</figcaption></figure><p>Nas áreas mais úmidas, <strong>a nova chuva pode prolongar as dificuldades já registradas no início do ciclo,</strong> como crescimento lento e falhas na população de plantas. O excesso de água reduz a aeração das raízes e prejudica o aproveitamento de nutrientes. </p><p>Já os danos por granizo dependem da fase do milho e da integridade do ponto de crescimento, por isso folhas rasgadas, isoladamente, não permitem concluir que será necessário replantar. </p><h2>Quinta-feira traz nova chuva ao oeste paranaense </h2><p>A quarta-feira, dia 4, ainda terá condições para temporais em setores de Santa Catarina e do norte gaúcho, embora haja possibilidade de melhora em parte do território catarinense. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-podem-atingir-milho-em-desenvolvimento-no-inicio-de-novembro-1793531388298.jpg" data-image="6s9bcf3li6lu" alt="chuva, paraná, região sul" title="chuva, paraná, região sul"><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva para quarta-feira (4) as 15 horas.</figcaption></figure><p>No Paraná, Cascavel tem aproximadamente <strong>10 mm previstos na quarta e 26 mm na quinta-feira</strong>. Em Ponta Grossa, o vento merece atenção: as rajadas podem alcançar 60 km/h na quarta e 67 km/h na quinta, ampliando o risco de tombamento nas lavouras mais expostas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795934" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira.html" title="Chuvas e temporais durante o feriadão do Dia de Finados deixam em alerta vários estados; confira">Chuvas e temporais durante o feriadão do Dia de Finados deixam em alerta vários estados; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira.html" title="Chuvas e temporais durante o feriadão do Dia de Finados deixam em alerta vários estados; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira-1793372385936_320.jpg" alt="Chuvas e temporais durante o feriadão do Dia de Finados deixam em alerta vários estados; confira"></a></article></aside><p><strong>A redução da chuva também não será simultânea no Paraná.</strong> Na sexta-feira, dia 6, Cascavel passa para cerca de 8 mm, enquanto Ponta Grossa tem aproximadamente 17 mm previstos. Nessas áreas, a persistência das pancadas ainda pode adiar operações no milho.</p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/temporais-no-sul-podem-atingir-milho-em-desenvolvimento-no-inicio-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novembro terá chuvas de meteoros, conjunções e fenômenos para observar no céu]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/novembro-tera-chuvas-de-meteoros-conjuncoes-e-fenomenos-para-observar-no-ceu.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novembro de 2026 terá vários eventos astronômicos para acompanhar no céu, incluindo chuvas de meteoros, conjunções planetárias e outros fenômenos celestes. Confira as principais datas e condições dos eventos previstos para o mês.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novembro-tera-chuvas-de-meteoros-conjuncoes-e-fenomenos-para-observar-no-ceu-1793476827101.png" data-image="5ilcslv5eszx" alt="Novembro de 2026 terá chuvas de meteoros, uma superlua e lançamentos de missões espaciais entre os principais destaques do calendário astronômico." title="Novembro de 2026 terá chuvas de meteoros, uma superlua e lançamentos de missões espaciais entre os principais destaques do calendário astronômico."><figcaption>Novembro de 2026 terá chuvas de meteoros, uma superlua e lançamentos de missões espaciais entre os principais destaques do calendário astronômico.</figcaption></figure><p>Novembro de 2026 terá uma agenda diversificada de eventos astronômicos e espaciais, com fenômenos visíveis no céu e marcos da exploração espacial. <strong>Entre os destaques estão as chuvas de meteoros Táuridas e Leônidas, além de uma superlua prevista para o dia 24. </strong></p><p><strong>O calendário também inclui lançamentos de missões espaciais, como a The Sea God Surveys (WADATSUMI-II)</strong>, dedicada à observação da superfície terrestre por radar. Outras operações previstas envolvem a expansão de constelações de satélites e o envio de suprimentos para a Estação Espacial Internacional. </p><p>Outro marco previsto para novembro é <strong>a chegada da sonda Voyager 1 à distância de um dia-luz da Terra, uma escala equivalente a aproximadamente 25,9 bilhões de quilômetros. </strong>Lançada em 1977, a espaçonave segue pelo espaço interestelar e representa um dos maiores feitos da exploração espacial. </p><h2>Chuva de meteoros</h2><p>Novembro terá três chuvas de meteoros em destaque no calendário astronômico: as Táuridas do Sul, com pico em 5 de novembro, as Táuridas do Norte, em 12 de novembro, e as Leônidas, em 17 de novembro. <strong>As duas primeiras são conhecidas pela ocorrência de meteoros lentos e brilhantes</strong>, incluindo bolas de fogo.</p><div class="texto-destacado">No entanto, a taxa de meteoros é baixa, em comparação com outras famosas, com apenas cinco meteoros por hora. </div><p><strong>Já as Leônidas podem atingir uma taxa de até 15 meteoros por hora durante seu pico. </strong>Elas são produzidas por detritos deixados pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle, que atravessam a atmosfera terrestre em alta velocidade e geram os rastros luminosos. A chuva é conhecida por grandes tempestades de meteoros.</p><h2>Superlua</h2><p><strong>A superlua de novembro ocorrerá em 24 de novembro de 2026, quando a Lua cheia estará próxima do perigeu, o ponto de sua órbita mais próximo da Terra.</strong> Nesse período, o satélite estará a 361 mil quilômetros do planeta, com a distância diminuindo para cerca de 359 mil quilômetros no dia seguinte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novembro-tera-chuvas-de-meteoros-conjuncoes-e-fenomenos-para-observar-no-ceu-1793476926634.png" data-image="glh7c26bi4ey" alt="A superlua de 24 de novembro poderá ser observada após o pôr do Sol, quando a Lua cheia estará próxima do perigeu, seu ponto mais próximo da Terra. Crédito: NASA" title="A superlua de 24 de novembro poderá ser observada após o pôr do Sol, quando a Lua cheia estará próxima do perigeu, seu ponto mais próximo da Terra. Crédito: NASA"><figcaption>A superlua de 24 de novembro poderá ser observada após o pôr do Sol, quando a Lua cheia estará próxima do perigeu, seu ponto mais próximo da Terra. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Como o instante da Lua cheia ocorrerá durante o dia, a melhor oportunidade de observação será após o pôr do Sol, quando o satélite estará visível no horizonte.</strong> A diferença de tamanho e luminosidade em relação a uma Lua cheia pode ser percebida em condições boas de observação. </p><h2>Missões espaciais</h2><p>Novembro de 2026 terá uma agenda movimentada de lançamentos espaciais também. <strong>O mês começa com a missão <em>The Sea God Surveys</em>, da Rocket Lab, com a janela de lançamento abrindo dia 3.</strong> O foguete levará ao espaço um satélite para produzir imagens da superfície terrestre mesmo durante a noite ou sob cobertura de nuvens. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764115" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/esa-se-prepara-para-lancar-sonda-em-direcao-a-asteroide-que-passara-perto-da-terra-em-abril-de.html" title="ESA se prepara para lançar sonda em direção a asteroide que passará perto da Terra em abril de 2029">ESA se prepara para lançar sonda em direção a asteroide que passará perto da Terra em abril de 2029</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/esa-se-prepara-para-lancar-sonda-em-direcao-a-asteroide-que-passara-perto-da-terra-em-abril-de.html" title="ESA se prepara para lançar sonda em direção a asteroide que passará perto da Terra em abril de 2029"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-l-europe-va-lancer-une-sonde-sur-un-asteroide-qui-frolera-la-terre-dans-3-ans-1775078153336_320.jpeg" alt="ESA se prepara para lançar sonda em direção a asteroide que passará perto da Terra em abril de 2029"></a></article></aside><p><strong>Entre os lançamentos seguintes estão duas missões da constelação de internet Amazon Leo: dia 13 com 40 satélites e não antes do dia 23 com 36 satélites.</strong> O calendário também inclui a nave de carga Progress MS-36, prevista para dia 24, com suprimentos para a Estação Espacial Internacional.</p><h2>1 dia-luz da Voyager</h2><p><strong>A exploração espacial também irá comemorar que a sonda Voyager 1 está prestes a alcançar um marco inédito: ficar a 1 dia-luz de distância da Terra. </strong>A previsão é que isso aconteça em 18 de novembro de 2026, quando a espaçonave estará a aproximadamente 25,9 bilhões de quilômetros do nosso planeta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novembro-tera-chuvas-de-meteoros-conjuncoes-e-fenomenos-para-observar-no-ceu-1793476991312.png" data-image="osvttco3ggpg" alt="A Voyager 1 deve atingir a distância de um dia-luz da Terra em novembro de 2026, percorrendo cerca de 25,9 bilhões de quilômetros desde nosso planeta. Crédito: NASA" title="A Voyager 1 deve atingir a distância de um dia-luz da Terra em novembro de 2026, percorrendo cerca de 25,9 bilhões de quilômetros desde nosso planeta. Crédito: NASA"><figcaption>A Voyager 1 deve atingir a distância de um dia-luz da Terra em novembro de 2026, percorrendo cerca de 25,9 bilhões de quilômetros desde nosso planeta. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Um dia-luz corresponde à distância percorrida pela luz no intervalo de 24 horas. <strong>Lançada em setembro de 1977, a Voyager 1 é o objeto construído por seres humanos mais distante da Terra e entrou no espaço interestelar em agosto de 2012</strong>, ao ultrapassar a heliopausa, limite da influência do vento solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/novembro-tera-chuvas-de-meteoros-conjuncoes-e-fenomenos-para-observar-no-ceu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas brasileiros desenvolvem instrumentos para investigar anomalia no campo magnético da Terra]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cientistas-brasileiros-desenvolvem-instrumentos-para-investigar-anomalia-no-campo-magnetico-da-terra.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 10:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Região de proteção magnética enfraquecida sobre o Brasil pode comprometer satélites e sistemas de comunicação. Projeto do Inpe busca monitorar partículas espaciais e aprimorar estratégias de prevenção contra danos tecnológicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-brasileiros-desenvolvem-instrumentos-para-investigar-anomalia-no-campo-magnetico-da-terra-1793460081765.jpg" data-image="a3lnghqcsoqf" alt="Imagem mostrando a força do campo magnético terrestre com escala em nanoteslas. A mancha azul representa a Anomalia Magnética do Atlântico Sul. No Brasil, seus efeitos abrangem sobretudo as regiões Sul e Sudeste, mas se estendem pela maior parte do território nacional ESA/DTU Space" title="Imagem mostrando a força do campo magnético terrestre com escala em nanoteslas. A mancha azul representa a Anomalia Magnética do Atlântico Sul. No Brasil, seus efeitos abrangem sobretudo as regiões Sul e Sudeste, mas se estendem pela maior parte do território nacional ESA/DTU Space"><figcaption>Imagem mostrando a força do campo magnético terrestre com escala em nanoteslas. A mancha azul representa a Anomalia Magnética do Atlântico Sul. Crédito: ESA/DTU Space</figcaption></figure><p>Pesquisadores do <strong>Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)</strong> estão desenvolvendo instrumentos para investigar a <strong>Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Sama)</strong>, região onde o campo magnético terrestre apresenta intensidade reduzida. O fenômeno abrange parte da América do Sul, do oceano Atlântico e da África, com efeitos especialmente relevantes sobre o território brasileiro.</p><p>O campo magnético funciona como um<strong> escudo natural contra partículas carregadas emitidas pelo Sol</strong>, protegendo a atmosfera e equipamentos tecnológicos. Na região da anomalia, entretanto, essa proteção é menor, permitindo que partículas energéticas alcancem altitudes mais baixas e aumentem os riscos para satélites.</p><p>Entre os sistemas vulneráveis estão <strong>serviços de telecomunicações, navegação e geolocalização.</strong> Durante tempestades geomagnéticas, provocadas por perturbações na atividade solar, as partículas podem alterar as condições da ionosfera, prejudicando a transmissão de sinais e reduzindo a precisão de sistemas como o GPS.</p><h2>Novos instrumentos para prever riscos espaciais</h2><p>Para compreender melhor esses efeitos, pesquisadores do Inpe trabalham no <strong>projeto Sama-Suite</strong>, voltado ao desenvolvimento de equipamentos capazes de medir o fluxo de elétrons e outras partículas que atravessam a atmosfera na região da anomalia.</p><div class="texto-destacado">Coordenada pela pesquisadora Livia Ribeiro Alves, a iniciativa pretende identificar a quantidade, a frequência e a localização dessas partículas, além de investigar como seu comportamento muda durante tempestades geomagnéticas. Os resultados poderão contribuir para previsões mais precisas do clima espacial.</div><p>Segundo os pesquisadores, conhecer antecipadamente as condições de maior risco permitirá<strong> adotar medidas preventivas, como desligar temporariamente instrumentos sensíveis ou modificar procedimentos operacionais dos satélites</strong>. A estratégia é semelhante à previsão meteorológica, que permite reduzir danos mesmo sem impedir fenômenos naturais.</p><h2>Tecnologia nacional e desafios científicos</h2><p>O Sama-Suite ainda está nas etapas iniciais de desenvolvimento. Atualmente, os cientistas definem os requisitos técnicos dos instrumentos, que precisarão <strong>operar em órbitas baixas e resistir à exposição elevada à radiação.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-brasileiros-desenvolvem-instrumentos-para-investigar-anomalia-no-campo-magnetico-da-terra-1793460281861.jpg" data-image="e1n8h9cwyh5q" alt="Novos instrumentos devem ajudar a entender o ponto mais fraco no campo magnético da Terra, localizado acima do território do Brasil" title="Novos instrumentos devem ajudar a entender o ponto mais fraco no campo magnético da Terra, localizado acima do território do Brasil"><figcaption>Novos instrumentos devem ajudar a entender o ponto mais fraco no campo magnético da Terra, localizado acima do território do Brasil. Crédito: Revista Fapesp</figcaption></figure><p>Os equipamentos passarão por testes de temperatura, resistência eletrônica e detecção de partículas antes de serem considerados aptos para missões espaciais. Entre as possibilidades de utilização estão o <strong>programa sino-brasileiro CBERS e a missão Galileo</strong>, dedicada à observação solar.</p><p>A pesquisa também investiga a interação entre partículas aprisionadas nos <strong>cinturões de radiação terrestres e ondas eletromagnéticas conhecidas como whistler.</strong> Essas interações podem provocar a precipitação de elétrons em direção à atmosfera, especialmente na área da anomalia.</p><h2>Fenômeno pode persistir por milhões de anos</h2><p>A origem da Sama está relacionada aos movimentos do <strong>ferro líquido no núcleo externo terrestre</strong>, responsáveis pela geração do campo magnético. Variações nessa dinâmica produzem regiões de polaridade invertida, reduzindo localmente a intensidade da proteção magnética.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784389" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/terremotos-fortes-estao-realmente-se-tornando-mais-frequentes-ao-redor-do-mundo.html" title="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?">Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/terremotos-fortes-estao-realmente-se-tornando-mais-frequentes-ao-redor-do-mundo.html" title="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/i-forti-terremoti-stanno-davvero-aumentando-nel-mondo-1786828117399_320.jpg" alt="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?"></a></article></aside><p>Estudos indicam que essas estruturas se deslocam gradualmente para oeste e <strong>podem permanecer ativas por milhões de anos</strong>. Portanto, a anomalia não representa um evento passageiro, mas uma característica duradoura do ambiente espacial terrestre.</p><p>Para os cientistas, ampliar a capacidade brasileira de monitoramento será fundamental para p<strong>roteger infraestruturas tecnológicas, fortalecer a pesquisa espacial nacional e reduzir vulnerabilidades </strong>dos serviços que dependem de satélites.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Revista%20Fapesp" data-year="2026" data-title="Um%20mapa%20do%20calcanhar%20de%20aquiles%20celeste" data-url="https%3A%2F%2Frevistapesquisa.fapesp.br%2Fum-mapa-do-calcanhar-de-aquiles-celeste%2F">Revista Fapesp. (2026). <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/um-mapa-do-calcanhar-de-aquiles-celeste/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um mapa do calcanhar de aquiles celeste</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cientistas-brasileiros-desenvolvem-instrumentos-para-investigar-anomalia-no-campo-magnetico-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morcegos: esta medida reduziria a mortalidade destes animais relacionada com as turbinas eólicas em 80%]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O impacto dos parques eólicos na fauna voadora é significativo. Um novo estudo francês demonstra que um método específico poderia reduzir consideravelmente as colisões dos morcegos com as pás em movimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793211852897.jpeg" data-image="j2yjsp15db4a" alt="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental." title="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental."><figcaption>Os morcegos estão entre os animais mais vulneráveis a este tipo de mortalidade acidental.</figcaption></figure><p>Cientistas do Museu de História Natural demonstraram que a paragem temporária das turbinas eólicas <strong>durante o período de maior atividade dos morcegos </strong>reduziria a sua mortalidade em mais de 80%, sem prejudicar a produtividade dos parques eólicos.</p><h2> As turbinas eólicas representam um perigo para os morcegos</h2><p>Como explica Jeanne Bourdier, editora científica do Museu Nacional de História Natural, <strong>"os parques eólicos têm um impacto significativo na fauna voadora</strong>, que, além de ver o seu habitat degradado por estas infraestruturas, <strong>por vezes colide diretamente com as pás giratórias"</strong>.</p><p>Os morcegos desempenham um <strong>papel vital nos ecossistemas</strong>, especialmente na regulação das populações de insetos, incluindo certas pragas agrícolas. Por conseguinte, é necessário, e até essencial, ter em conta<strong> a proteção do habitat e da biodiversidade </strong>ao desenvolver projetos de energias renováveis.</p><h3>Uma redução da mortalidade superior a 80% graças às restrições</h3><p>Graças aos <strong>dados de mais de 600 parques eólicos</strong>, os investigadores conseguiram medir os efeitos da redução da produção, ou seja, <strong>a paragem temporária das turbinas eólica</strong><strong>s</strong>, adaptada às condições de atividade dos morcegos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261058528.jpeg" data-image="86t67quwmee9" alt="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %." title="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %."><figcaption>A limitação da velocidade das turbinas eólicas, com base nos períodos de atividade dos morcegos, permite reduzir a sua mortalidade em mais de 80%.</figcaption></figure><p>Os resultados, publicados a 20 de outubro de 2026 na revista <em>Journal of Applied Ecology</em>, mostram que a restrição da população de morcegos em função dos seus períodos de atividade reduz <strong>a sua mortalidade em mais de 80%</strong>.</p><p>"Estes resultados dizem respeito tanto<strong> aos morcegos com ecolocalização de longo alcance</strong>, que voam mais em prados abertos ou por cima da copa das árvores, como aos morcegos <strong>com ecolocalização de alcance intermédio</strong>, que frequentam as orlas das florestas e a vegetação rasteira", explica Andréas Ravache, investigador do CESCO e coautor do estudo.</p><h2> Será que podemos proteger os morcegos sem prejudicar a produção de eletricidade? <br></h2><p>Embora a eficácia da adaptação da restrição à atividade dos morcegos pareça inegável, cabe questionar <strong>o impacto dessa mesma restrição na produção de energia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261803738.jpeg" data-image="tyvo7bmfludz" alt="Aerogeneradores de noche." title="Aerogeneradores de noche."><figcaption>Turbinas eólicas à noite.</figcaption></figure><p><strong>“Os morcegos só estão ativos à noite e movimentam-se sobretudo quando há pouco vento”</strong>, responde Andréas Ravache. “Por isso, limitar a velocidade das turbinas eólicas nestas condições não só é muito eficaz para preservar a fauna voadora, como, em última análise, <strong>tem pouco impacto na produtividade</strong>, uma vez que estes períodos correspondem a uma baixa produção de energia.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenômeno natural que fascina o mundo">Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenômeno natural que fascina o mundo</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenômeno natural que fascina o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775565647040_320.jpg" alt="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenômeno natural que fascina o mundo"></a></article></aside><p>Segundo um estudo posterior, "proteger 90% da atividade dos morcegos poderia equivaler a uma <strong>perda de produção anual entre 3,5% e 4,9%"</strong>. Além disso, as paragens das turbinas eólicas poderiam ser geridas com maior precisão <strong>através de algoritmos</strong> capazes de fornecer informações sobre o clima, a estação do ano e o habitat.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jeanne%20Bourdier" data-year="20%2F10%2F2026" data-title="Comment%20r%C3%A9duire%20la%20mortalit%C3%A9%20des%20chauves-souris%20dans%20les%20parcs%20%C3%A9oliens%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mnhn.fr%2Ffr%2Factualites%2Fcomment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens">Jeanne Bourdier. (20/10/2026). <a href="https://www.mnhn.fr/fr/actualites/comment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comment réduire la mortalité des chauves-souris dans les parcs éoliens ?</a>.</cite></p></section><ul></ul><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alertam que a geleira do Juízo Final continuará derretendo por 150 anos, mesmo que os oceanos voltem a esfriar]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/alertam-que-a-geleira-do-juizo-final-continuara-derretendo-por-150-anos-mesmo-que-os-oceanos-voltem-a-esfriar.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 00:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um experimento com três modelos computacionais eliminou completamente o derretimento oceânico sob duas geleiras da Antártica. Uma reagiu como esperado, e a outra não.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/advierten-que-el-glaciar-del-juicio-final-seguira-derritiendose-por-150-anos-aunque-los-oceanos-se-vuelvan-a-enfriar-1792677141295.jpg" data-image="oflljmni4bzy" alt="geleira" title="geleira"><figcaption>Um experimento testou o que aconteceria com duas das principais geleiras da Antártida se o oceano deixasse de derretê-las.</figcaption></figure><p>Um grupo de cientistas quis responder a uma pergunta simples: o que aconteceria com duas geleiras da Antártica se o mar parasse de derretê-las? Para descobrir, utilizaram três programas de computador que simulam como o gelo se move e derrete. Nessas simulações, <strong>eliminaram completamente o derretimento causado pela água morna do oceano ao chegar por baixo do gelo</strong>. Fizeram exatamente o mesmo com as duas geleiras, Pine Island e Thwaites, e acompanharam a simulação por 150 anos.</p><p>É um experimento impossível na vida real, <strong>porque a água do mar que penetra sob o gelo sempre derrete algo</strong>. Mas ele serve para medir quanto da perda atual depende do oceano e quanto não. Os resultados foram publicados na revista Geophysical Research Letters, em um trabalho liderado pelo British Antarctic Survey, o serviço antártico britânico.</p><h2>Dois glaciares vizinhos, dois resultados distintos</h2><p>Pine Island reagiu como se esperava. Em menos de sete anos, parou de perder gelo e começou a ganhá-lo, chegando a avançar novamente até a crista submarina onde estava apoiado antes da década de 1940. Thwaites, <strong>conhecido como a geleira do Juízo Final e com um tamanho semelhante ao da Grã-Bretanha, não se recuperou</strong>. Continuou perdendo gelo ao longo de 150 anos, embora cada vez mais lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/advierten-que-el-glaciar-del-juicio-final-seguira-derritiendose-por-150-anos-aunque-los-oceanos-se-vuelvan-a-enfriar-1792677285089.jpg" data-image="rncgwn8douq7" alt="antartica" title="antartica"><figcaption>Um deles se recuperou em 7 anos. O outro, nunca.</figcaption></figure><p>A glaciologista Rosie Williams, autora principal do estudo, explicou que o que ocorreu no oceano no passado já colocou Thwaites em um caminho sem volta, e que <strong>resfriar a água não é suficiente para mudar isso</strong>.</p><p>Por que Thwaites não se recupera? As duas geleiras começaram a recuar na década de 1940, e o estudo sugere que Thwaites ainda está reagindo a esse antigo impacto. Além disso, <strong>seu tronco principal está cada vez mais fino</strong>. Soma-se a isso o fato de que a parte da geleira que flutua sobre o mar oferece pouca resistência ao avanço do gelo. <strong>Essa língua flutuante funciona como uma espécie de tampão para o gelo que desce do interior do continente</strong>. A de Pine Island oferece uma resistência considerável, enquanto a de Thwaites, muito pouca. É como uma bola que já começou a rolar ladeira abaixo e continua avançando, mesmo sem ninguém empurrá-la.</p><div class="texto-destacado"><strong>O colapso total da camada de gelo contribuiria com aproximadamente 65 cm para a elevação do nível do mar em escala global. Para colocar isso em perspectiva, a cada centímetro de aumento do nível do mar, cerca de seis milhões de pessoas a mais no planeta ficam expostas a inundações costeiras.</strong></div><p>Para quem vive no litoral, isso significa que uma parte da elevação do nível do mar já está definida, independentemente de quanto o planeta esfrie. Atualmente, Pine Island contribui com 0,16 milímetros por ano para o nível do mar, e Thwaites, com 0,11 — com base em dados de 2003 a 2019 utilizados no estudo. Parece pouco, mas, se Thwaites derretesse completamente, <strong>o nível do mar subiria cerca de 65 centímetros</strong>. Estima-se que, para cada centímetro de elevação, cerca de seis milhões de pessoas a mais fiquem expostas a inundações na costa.</p><h2>O que o estudo não diz</h2><p>O trabalho não prevê que a geleira Thwaites vá derreter completamente. Também não analisa se existe um ponto de não retorno, pois, para isso, seriam necessários modelos que combinassem o comportamento do gelo com o do oceano.<strong> Os autores esclarecem que simularam um caso extremo</strong>. Nas simulações, não encontraram mecanismos que acelerem a perda de gelo, embora não os descartem sob condições mais realistas.</p><p>O estudo traz, sim, uma conclusão clara. Parte do gelo que se perde hoje é consequência do que aconteceu há décadas, e reverter esse processo exigiria muito mais do que apenas resfriar o mar. O oceanógrafo Paul Holland, coautor do estudo, acrescentou que ainda não se sabe se outras geleiras importantes da Antártica estão passando por uma mudança irreversível. <strong>Ele defendeu que é preciso agir o quanto antes sobre as atividades humanas que causam esse fenômeno</strong>, e alertou que a perda será ainda maior se as emissões não forem reduzidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795963" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/antartica-espaco-sideral-belgica-e-argentina-conectados-pelo-nobel-de-fisica-e-um-megalaboratorio-de-gelo.html" title="Antártica, espaço sideral, Bélgica e Argentina conectados pelo Nobel de Física e um megalaboratório de gelo">Antártica, espaço sideral, Bélgica e Argentina conectados pelo Nobel de Física e um megalaboratório de gelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/antartica-espaco-sideral-belgica-e-argentina-conectados-pelo-nobel-de-fisica-e-um-megalaboratorio-de-gelo.html" title="Antártica, espaço sideral, Bélgica e Argentina conectados pelo Nobel de Física e um megalaboratório de gelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791424679251_320.png" alt="Antártica, espaço sideral, Bélgica e Argentina conectados pelo Nobel de Física e um megalaboratório de gelo"></a></article></aside><p>Além disso, um resfriamento rápido do mar não parece próximo. No dia 22 de agosto, <strong>a temperatura média da superfície do mar</strong><strong>, sem contar as regiões polares, atingiu 21,1°C, segundo o serviço Copernicus</strong>. Foi um recorde diário, que superou por pouco os 21,09 °C de março de 2024. Como o El Niño continua se fortalecendo no Pacífico, é pouco provável que esse valor caia de forma acentuada tão cedo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Williams%2C%20C.%20R.%2C%20Trevers%2C%20M.%2C%20Sun%2C%20S.%2C%20Holland%2C%20P.%20R.%2C%20Bett%2C%20D.%20T.%2C%20Arthern%2C%20R.%20J.%2C%20%26%20Bradley%2C%20A.%20T." data-year="" data-title="Mass%20loss%20from%20Thwaites%20Glacier%20continues%20even%20without%20ocean%20melting" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2026GL122843">Williams, C. R., Trevers, M., Sun, S., Holland, P. R., Bett, D. T., Arthern, R. J., & Bradley, A. T.. <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2026GL122843" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mass loss from Thwaites Glacier continues even without ocean melting</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/alertam-que-a-geleira-do-juizo-final-continuara-derretendo-por-150-anos-mesmo-que-os-oceanos-voltem-a-esfriar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorito de Marte está entre os mais antigos já encontrados, revela estudo financiado pela NASA]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/meteorito-de-marte-esta-entre-os-mais-antigos-ja-encontrados-revela-estudo-financiado-pela-nasa.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 22:41:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um meteorito encontrado no deserto do Saara revelou ser um fragmento de Marte com mais de 4,1 bilhões de anos. Batizada de Teghaza 001, a rocha de 800 gramas preserva registros da crosta marciana primitiva.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorito-de-marte-esta-entre-os-mais-antigos-ja-encontrados-revela-estudo-financiado-pela-nasa-1793476388447.png" data-image="ycdqfdccgrbp" alt="O meteorito Teghaza 001 preserva pistas sobre a crosta de Marte há mais de 4,1 bilhões de anos e sobre a interação entre água e rochas no planeta primitivo. Crédito: NASA" title="O meteorito Teghaza 001 preserva pistas sobre a crosta de Marte há mais de 4,1 bilhões de anos e sobre a interação entre água e rochas no planeta primitivo. Crédito: NASA"><figcaption>O meteorito Teghaza 001 preserva pistas sobre a crosta de Marte há mais de 4,1 bilhões de anos e sobre a interação entre água e rochas no planeta primitivo. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Um meteorito de coloração rosada encontrado no deserto do Saara, em 2022, tem origem marciana e possui mais de 4,1 bilhões de anos.</strong> A idade foi determinada por pesquisadores financiados pela NASA, que analisaram os minerais da rocha, com aproximadamente 800 gramas. </p><p>Um estudo publicado na revista <em>Science</em> apresenta o <strong>primeiro estudo detalhado do Teghaza 001 e tem informações sobre a crosta marciana em seus estágios iniciais. </strong>Por ter se originado há mais de 4,1 bilhões de anos, a rocha preserva registros de processos geológicos que ocorreram no Marte primitivo. </p><p><strong>Um outro estudo publicado analisou o conteúdo de água do meteorito e trouxe pistas sobre a interação entre líquidos e materiais rochosos </strong>no início da história de Marte. Em conjunto, as pesquisas podem contribuir para compreender como a água alterou a crosta de Marte.</p><h2>Teghaza 001</h2><p><strong>O meteorito Teghaza 001 é um dos fragmentos de Marte mais antigos já encontrados na Terra, com idade superior a 4,1 bilhões de anos. </strong>Com aproximadamente 800 gramas, a rocha apresenta uma combinação incomum de minerais formados a partir do resfriamento do magma no interior do planeta. </p><div class="texto-destacado">As características encontradas fazem da amostra um registro raro da formação da crosta marciana e dos primeiros processos geológicos de Marte.</div><p><strong>O Teghaza 001 preserva uma diversidade mineralógica que permite reconstruir diferentes etapas de sua evolução.</strong> Sua composição indica que a crosta se formou pelo resfriamento de material magmático e foi posteriormente modificada pela interação com água subterrânea.</p><h2>Descoberta no Saara</h2><p>A rocha foi encontrada em 2022 no deserto do Saara, em uma região do Mali conhecida como planície salina de Teghaza, que deu origem ao seu nome. <strong>O meteorito integra um grupo de aproximadamente 435 fragmentos de Marte reconhecidos na Terra </strong>e está entre os três mais antigos já identificados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorito-de-marte-esta-entre-os-mais-antigos-ja-encontrados-revela-estudo-financiado-pela-nasa-1793476309946.png" data-image="yv96bn1qkl1y" alt="Esta seção do meteorito marciano Teghaza 001 foi utilizada pelos pesquisadores para analisar sua mineralogia e composição química. Crédito: NASA" title="Esta seção do meteorito marciano Teghaza 001 foi utilizada pelos pesquisadores para analisar sua mineralogia e composição química. Crédito: NASA"><figcaption>Esta seção do meteorito marciano Teghaza 001 foi utilizada pelos pesquisadores para analisar sua mineralogia e composição química. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Como outros meteoritos marcianos,<strong> o Teghaza 001 foi lançado ao espaço após um impacto de grandes proporções na superfície do planeta</strong>, atravessou o espaço interplanetário e chegou à Terra. Sua origem pode ser confirmada pela comparação de sua composição mineral e química com dados obtidos sobre Marte.</p><h2>Novas pistas sobre Marte</h2><p>A composição do meteorito Teghaza 001 revelou informações importantes sobre a formação da crosta primitiva de Marte.<strong> Entre as características identificadas estão alguns minerais capazes de preservar registros da formação das rochas. </strong>A análise revelou que o fragmento se originou há mais de 4,1 bilhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795810" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/nasa-reorganiza-artemis-para-voltar-a-lua-em-2028-spacex-e-blue-origin-competem-para-levar-astronautas.html" title="NASA reorganiza Artemis para voltar à Lua em 2028: SpaceX e Blue Origin competem para levar astronautas">NASA reorganiza Artemis para voltar à Lua em 2028: SpaceX e Blue Origin competem para levar astronautas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/nasa-reorganiza-artemis-para-voltar-a-lua-em-2028-spacex-e-blue-origin-competem-para-levar-astronautas.html" title="NASA reorganiza Artemis para voltar à Lua em 2028: SpaceX e Blue Origin competem para levar astronautas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-reorganiza-artemis-para-volver-a-pisar-la-luna-en-2028-spacex-y-blue-origin-compiten-por-llevar-los-astronautas-1793045132904_320.png" alt="NASA reorganiza Artemis para voltar à Lua em 2028: SpaceX e Blue Origin competem para levar astronautas"></a></article></aside><p><strong>Para determinar sua idade, a equipe utilizou uma técnica de datação in situ analisando grãos minerais individualmente</strong>. Diferentemente dos métodos convencionais, que exigem a dissolução de uma amostra inteira, a abordagem preserva praticamente todo o material para outros estudos e análises.</p><h2>Sobre água em Marte</h2><p><strong>A análise também revelou evidências de que o Teghaza 001 foi alterado pela presença de água em Marte há aproximadamente 4,1 bilhões de anos.</strong> As assinaturas de oxigênio, a textura e a composição química indicam que o ciclo de água de Marte primitivo pode ter sido mais dinâmico do que se imaginava.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorito-de-marte-esta-entre-os-mais-antigos-ja-encontrados-revela-estudo-financiado-pela-nasa-1793476277244.png" data-image="ps1u66oeberr" alt="A NASA já identificou 13 regiões em Marte cuja composição mineralógica e química corresponde às características do meteorito Teghaza 001." title="A NASA já identificou 13 regiões em Marte cuja composição mineralógica e química corresponde às características do meteorito Teghaza 001."><figcaption>A NASA já identificou 13 regiões em Marte cuja composição mineralógica e química corresponde às características do meteorito Teghaza 001. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Essas evidências ajudam a entender como a água circulava e modificava os materiais da superfície e do interior da crosta marciana. <strong>Os pesquisadores esperam que novas análises do Teghaza 001 permitam reconstruir melhor as condições ambientais </strong>e compreender como Marte perdeu parte de sua água ao longo de sua evolução.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="2026" data-title="NASA-funded%20Study%20Details%20One%20of%20Oldest%20Mars%20Meteorites%20Ever%20Found" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fsolar-system%2Fplanets%2Fmars%2Fnasa-funded-study-details-one-of-oldest-mars-meteorites-ever-found%2F">NASA. (2026). <a href="https://www.nasa.gov/solar-system/planets/mars/nasa-funded-study-details-one-of-oldest-mars-meteorites-ever-found/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA-funded Study Details One of Oldest Mars Meteorites Ever Found</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/meteorito-de-marte-esta-entre-os-mais-antigos-ja-encontrados-revela-estudo-financiado-pela-nasa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fóssil de 237 milhões de anos revela anfíbio adaptado à vida no mar]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/fossil-de-237-milhoes-de-anos-revela-anfibio-adaptado-a-vida-no-mar.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 20:52:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta de dois fósseis na China revela espécie pré-histórica com adaptações para viver permanentemente em água salgada, desafiando conhecimentos sobre a evolução dos anfíbios e sua relação com ambientes marinhos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-237-milhoes-de-anos-revela-anfibio-adaptado-a-vida-no-mar-1793459120581.jpg" data-image="9394v7y0czhq" alt="Gerrothorax maritimus possuía brânquias, pele blindada e se alimentava por sucção • Chen Geng/Universidade de Guizhou" title="Gerrothorax maritimus possuía brânquias, pele blindada e se alimentava por sucção • Chen Geng/Universidade de Guizhou"><figcaption>Gerrothorax maritimus possuía brânquias, pele blindada e se alimentava por sucção. Crédito: Chen Geng/Universidade de Guizhou</figcaption></figure><p>Uma <strong>nova espécie de anfíbio</strong> que viveu há aproximadamente <strong>237 milhões de anos </strong>foi identificada por pesquisadores na China. Batizado de <em>Gerrothorax maritimus</em>, o animal pode ter sido o primeiro anfíbio conhecido capaz de viver permanentemente em água salgada, uma característica incomum entre os representantes desse grupo.</p><p>A descoberta foi realizada a partir de dois fósseis encontrados na<strong> província de Guizhou, no sudoeste chinês</strong>. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Ecology & Evolution, em estudo divulgado em 26 de outubro de 2026.</p><p>Com aproximadamente 75 centímetros de comprimento e corpo achatado, o animal apresentava <strong>características anatômicas que permitiam sua sobrevivência no ambiente marinho</strong>. Entre elas estavam uma estrutura corporal semelhante a uma armadura óssea, brânquias e adaptações para capturar presas por sucção.</p><h2>Estrutura corporal permitia sobrevivência em água salgada</h2><p>Diferentemente dos anfíbios atuais, como rãs e salamandras, que possuem pele permeável, o <em>Gerrothorax maritimus</em> apresentava uma cobertura corporal mais rígida. Essa característica teria<strong> reduzido a perda de água para o ambiente salgado</strong>, favorecendo sua permanência no oceano.</p><div class="texto-destacado">Nos anfíbios modernos, a permeabilidade da pele permite absorver água e realizar trocas gasosas. Entretanto, essa característica também facilita a desidratação em ambientes marinhos, devido à diferença de concentração de sais entre o organismo e a água.</div><p>Os pesquisadores apontam que o animal possuía<strong> brânquias para respirar debaixo d'água.</strong> A combinação dessas estruturas com a proteção corporal representa uma adaptação importante, que teria permitido explorar ambientes inacessíveis à maioria dos anfíbios conhecidos.</p><h2>Animal vivia no fundo do mar e capturava presas por sucção</h2><p>Segundo a reconstrução dos cientistas, o<em> Gerrothorax maritimus</em> provavelmente permanecia próximo ao fundo marinho, <strong>parcialmente camuflado</strong> entre os sedimentos. Seu corpo achatado favorecia esse comportamento, enquanto a boca larga permitia capturar pequenos animais aquáticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-237-milhoes-de-anos-revela-anfibio-adaptado-a-vida-no-mar-1793458989944.jpg" data-image="xdun93odxtu0" alt="Pele do Gerrothorax maritimus era similar a uma armadura óssea que protegia a água do corpo de ser sugada pela água do mar • Ryosuke Motani" title="Pele do Gerrothorax maritimus era similar a uma armadura óssea que protegia a água do corpo de ser sugada pela água do mar • Ryosuke Motani"><figcaption>Pele do Gerrothorax maritimus era similar a uma armadura óssea que protegia a água do corpo de ser sugada pela água do mar. Crédito: Ryosuke Motani</figcaption></figure><p>O mecanismo de alimentação funcionava por sucção, utilizando movimentos rápidos da boca e estruturas associadas às brânquias para atrair presas. <strong>Estratégias semelhantes são observadas atualmente</strong> em determinados peixes adaptados à vida no fundo do mar.</p><p>A espécie habitou os oceanos durante o <strong>Triássico Superior</strong>, período marcado pela diversificação de diferentes grupos de vertebrados. A descoberta amplia o conhecimento sobre a variedade de ambientes ocupados pelos anfíbios ao longo da história evolutiva.</p><h2>Análises químicas confirmam origem marinha dos fósseis</h2><p>Para determinar se o animal realmente vivia no oceano, os pesquisadores <strong>analisaram a composição química dos ossos</strong>. Os resultados identificaram uma assinatura de estrôncio compatível com o ambiente marinho onde os fósseis foram encontrados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/maior-macaco-das-americas-agora-tem-antepassados-conhecidos.html" title="Maior macaco das Américas agora tem antepassados conhecidos">Maior macaco das Américas agora tem antepassados conhecidos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/maior-macaco-das-americas-agora-tem-antepassados-conhecidos.html" title="Maior macaco das Américas agora tem antepassados conhecidos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ameacado-maior-macaco-das-americas-agora-tem-antepassados-conhecidos-1787407233197_320.jpg" alt="Maior macaco das Américas agora tem antepassados conhecidos"></a></article></aside><p>As características das rochas e dos sedimentos também reforçaram essa interpretação. Além disso, pequenos ossos dos dedos permaneceram conectados ao esqueleto, indicando que<strong> os restos não foram transportados por grandes distâncias após a morte.</strong></p><p>Os fósseis estavam em uma região situada a aproximadamente 30 quilômetros da ilha mais próxima existente naquele período, próximos a vestígios de ictiossauros. As evidências sustentam a hipótese de que o <em>Gerrothorax maritimus</em> habitava permanentemente o mar, revelando uma<strong> adaptação evolutiva até então desconhecida entre os anfíbios.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN%20Brasil" data-year="2026" data-title="Anf%C3%ADbio%20de%20237%20milh%C3%B5es%20de%20anos%20que%20teria%20sido%20o%20primeiro%20a%20viver%20s%C3%B3%20no%20mar%20%C3%A9%20descoberto%20na%20China" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fciencia%2Fanfibio-que-teria-237-milhoes-de-anos-e-teria-sido-o-primeiro-a-viver-so-no-mar-e-descoberto-na-china%2F">CNN Brasil. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/anfibio-que-teria-237-milhoes-de-anos-e-teria-sido-o-primeiro-a-viver-so-no-mar-e-descoberto-na-china/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anfíbio de 237 milhões de anos que teria sido o primeiro a viver só no mar é descoberto na China</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/fossil-de-237-milhoes-de-anos-revela-anfibio-adaptado-a-vida-no-mar.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como uma pequena água-viva está ajudando a ciência a estudar o envelhecimento]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 19:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Capaz de reverter o seu próprio ciclo de vida e regressar a uma fase juvenil, a água-viva imortal intriga os cientistas e pode revelar novas pistas sobre o envelhecimento humano. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento-1793116182346.jpg" data-image="zdqxvhxv15y5" alt="Água viva rejuvenesce" title="Água viva rejuvenesce"><figcaption>A Turritopsis dohrnii consegue reverter o seu ciclo de vida e regressar a uma fase juvenil. Fonte: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Envelhecer é-nos um <strong>destino inevitável</strong>, contudo existe uma pequena criatura marinha capaz de contrariar esta regra: a <em>Turritopsis dohrnii</em>, conhecida como água-viva imortal.</p><p>A sua extraordinária <strong>capacidade de regressar a uma fase juvenil do ciclo de vida </strong>está a despertar o interesse da comunidade científica, que procura compreender se os seus <strong>mecanismos biológicos podem vir a ajudar a combater doenças associadas ao envelhecimento humano</strong>.</p><p>Quase transparente e de dimensões reduzidas, esta água-viva esconde uma capacidade invulgar. <strong>Quando enfrenta condições adversas, como a falta de alimento ou alterações ambientais</strong>, pode abandonar a sua forma adulta e transformar-se numa estrutura celular muito diferente.</p><p>Em vez de seguir o percurso habitual até à morte, regressa a uma fase inicial do desenvolvimento, permitindo que <strong>surjam novos organismos</strong>.</p><h2>O segredo de voltar atrás no tempo</h2><p>A transformação da <em>Turritopsis dohrnii</em> começa quando a água-viva adulta, também <strong>conhecida como medusa</strong>, deixa de apresentar a sua forma característica, semelhante a um pequeno guarda-chuva com tentáculos.</p><p>O organismo transforma-se numa <strong>massa de células que dá origem a um pólipo</strong>, uma fase juvenil que pode desenvolver-se numa colónia e produzir novas medusas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento-1793116239704.jpg" data-image="7j5qu0jc1il8" alt="Ciclo de vida" title="Ciclo de vida"><figcaption>Os cientistas estudam os mecanismos celulares e genéticos que permitem a esta espécie renovar os seus tecidos. Fonte: Reddit </figcaption></figure><p> Este processo está associado à <strong>transdiferenciação celular</strong>, um mecanismo através do qual células já especializadas conseguem alterar a sua identidade e assumir funções diferentes. Em vez de permanecerem limitadas ao papel que desempenham no organismo adulto, <strong>algumas células regressam a um estado menos especializado, permitindo a reconstrução de tecidos </strong>e estruturas de uma fase anterior da vida. </p><p>Esta capacidade foi <strong>identificada na década de 1990</strong>, quando um investigador italiano encontrou novos pólipos num recipiente onde mantinha estas águas-vivas. A descoberta abriu caminho a <strong>estudos sobre um fenómeno que continua a intrigar os cientistas</strong>.</p><p>Embora outras espécies consigam regenerar partes do corpo, a possibilidade de reverter o ciclo de vida adulto para uma fase juvenil torna esta <strong>pequena criatura particularmente interessante para a biologia</strong>.</p><h2>O que pode esta medusa ensinar sobre o envelhecimento humano?</h2><p>Segundo a pesquisa descrita pela <em>BBC Future</em>, os cientistas procuram agora <strong>compreender os mecanismos genéticos e moleculares</strong> que permitem este rejuvenescimento.</p><p>Um estudo publicado em 2022 na revista PNAS por investigadores da Universidade de Oviedo, identificou diferenças genéticas entre a <em>Turritopsis dohrnii</em> e uma espécie próxima. Entre elas, destacam-se cópias adicionais de <strong>genes relacionados com a reparação do ADN</strong>, o material genético que contém as instruções necessárias ao funcionamento das células.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento-1793116567313.jpg" data-image="vqyqairg30t3" alt="Organismo do oceano" title="Organismo do oceano"><figcaption>Compreender esta criatura marinha poderá abrir novas pistas sobre a regeneração celular e o envelhecimento humano. Fonte: A-Z Animals</figcaption></figure><p>Os investigadores encontraram também <strong>características associadas à manutenção dos telômeros</strong>, estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o ADN. Estes tendem a encurtar ao longo das divisões celulares, estando associados a alguns dos processos de envelhecimento.</p><p>Compreender como esta água-viva <strong>protege o seu material genético e reorganiza as suas células poderá ajudar a identificar mecanismos</strong> relevantes para a medicina regenerativa. </p><div class="texto-destacado"><strong>"Esse conhecimento poderá contribuir para melhorar a recuperação de tecidos danificados, acelerar a cicatrização de feridas ou desenvolver novas abordagens para doenças relacionadas com a idade, incluindo algumas doenças neurodegenerativas."</strong></div><p>Contudo, transformar estas descobertas em tratamentos humanos continua a ser um desafio. Os cientistas ainda precisam de <strong>perceber como funcionam estes mecanismos e se será possível reproduzi-los em células humanas</strong> de forma segura e eficaz.</p><h2>Imortal não significa invencível</h2><p>Apesar do nome, a água-viva imortal <strong>não é indestrutível</strong>. Alguns exemplares estudados em laboratório parecem não conseguir rejuvenescer, e permanece por esclarecer se os que conseguem realizar esta transformação têm um <strong>limite para o número de vezes que a repetem</strong>.</p><p>Na natureza, <strong>estes animais continuam vulneráveis aos predadores, à escassez de alimento e às alterações das condições ambientais</strong>. Podem morrer muito antes de terem oportunidade de reiniciar o seu ciclo de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770317" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html" title="Será que a arte ajuda a retardar o envelhecimento humano?">Será que a arte ajuda a retardar o envelhecimento humano?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html" title="Será que a arte ajuda a retardar o envelhecimento humano?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-art-permet-il-de-ralentir-le-vieillissement-humain-1779182389945_320.jpeg" alt="Será que a arte ajuda a retardar o envelhecimento humano?"></a></article></aside><p>A <em>Turritopsis dohrnii</em> não oferece, por enquanto, uma fórmula para travar o envelhecimento humano. O seu verdadeiro valor reside na <strong>possibilidade de revelar que determinados processos biológicos</strong> considerados irreversíveis podem, em circunstâncias específicas, ser alterados.</p><p>Ao estudar esta criatura, a ciência procura <strong>compreender melhor os limites da regeneração e descobrir novas formas de preservar a saúde ao longo da vida</strong>. Por vezes, uma das pistas mais promissoras para o futuro da medicina encontra-se num dos organismos mais pequenos dos oceanos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Maria%20Pascoal%2C%C2%A0Dido%C2%A0Carrero%2C%C2%A0Jos%C3%A9%20G.%C2%A0P%C3%A9rez-Silva%2C%20and%C2%A0Carlos%C2%A0L%C3%B3pez-Ot%C3%ADn" data-year="2021" data-title="Comparative%20genomics%20of%20mortal%20and%20immortal%20cnidarians%20unveils%20novel%20keys%20behind%20rejuvenation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2118763119">Maria Pascoal, Dido Carrero, José G. Pérez-Silva, and Carlos López-Otín. (2021). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2118763119" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comparative genomics of mortal and immortal cnidarians unveils novel keys behind rejuvenation</a>.</cite><br><cite data-author="Katarina%20Zimmer" data-year="2026" data-title="The%20immortal%20jellyfish%20can%20beat%20ageing.%20It%20could%20inspire%20treatments%20for%20diseases%20of%20old%20age" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ffuture%2Farticle%2F20261016-the-rejuvenating-secrets-of-the-immortal-jellyfish">Katarina Zimmer. (2026). <a href="https://www.bbc.com/future/article/20261016-the-rejuvenating-secrets-of-the-immortal-jellyfish" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The immortal jellyfish can beat ageing. It could inspire treatments for diseases of old age</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 18:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O conhecido ator Jason Momoa sempre lutou pela proteção do ambiente e, agora, lançou um projeto para reutilizar o plástico de forma mais eficaz do que a reciclagem comum.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793112428007.jpg" data-image="sk7a1xlrf31f" alt="Jason Momoa" title="Jason Momoa"><figcaption>Jason Momoa, ator também conhecido pelo seu empenho na defesa do ambiente - Gage Skidmore / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 2.0</figcaption></figure><p>Jason Momoa, ator e produtor norte-americano natural do Havai, <strong>sempre teve em conta as questões ambientais, com especial atenção à poluição</strong> causada pelo plástico e à defesa dos ecossistemas marinhos.</p><p>Em 2019, Momoa fundou a <strong>Mananalu, uma empresa dedicada a encontrar alternativas às garrafas de água de plástico</strong>. Agora, a empresa evoluiu ainda mais, disponibilizando novos sistemas para reduzir os resíduos plásticos, além de retirar as garrafas usadas do mar.</p><h2>Mananalu e a luta contra o plástico</h2><p>Mananalu é um termo havaiano que significa "espírito sagrado da vida" e <strong>a marca de Momoa nasceu em torno do princípio do mālama honua</strong>, que também provém da cultura havaiana e se centra no cuidado da Terra.</p><p>A missão da Mananalu é precisamente esta: <strong>ajudar o planeta a recuperar-se após décadas de exploração</strong> indiscriminada e poluição desenfreada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793113629738.jpg" data-image="yf4srwmhhpgy" alt="Momoa Hawaii" title="Momoa Hawaii"><figcaption>Uma praia no Havai ao pôr-do-sol.</figcaption></figure><p><strong>O primeiro passo, em 2019, foi criar garrafas de água de alumínio para substituir as de plástico</strong>. Além disso, por cada garrafa de alumínio comprada, uma parte do valor era destinada a financiar a recuperação das garrafas descartadas no mar. A iniciativa foi um sucesso, tendo conseguido retirar seis milhões de garrafas dos oceanos.</p><h2>Em que consiste o projeto de Jason Momoa?</h2><p>O próximo passo da Mananalu, que iniciou uma colaboração com a Boomerang Water em 2025, é <strong>explicar às pessoas para que comprem menos garrafas e reutilizem as que já têm</strong>, em vez de simplesmente substituir os materiais.</p><p>Para tal, foram concebidas máquinas que podem ser instaladas em estabelecimentos onde habitualmente se vende água engarrafada, como, por exemplo, hotéis. Estas máquinas funcionam como distribuidores de garrafas normais, mas <strong>as embalagens podem ser devolvidas para serem desinfetadas, reenchidas e redistribuídas</strong>.</p><div class="texto-destacado">As máquinas estão ligadas à rede de água local e podem realizar de forma autónoma e rápida todas as operações necessárias para recuperar os recipientes in situ.</div><p><strong>Cada máquina pode processar até 500 garrafas por hora, ou 4000 por dia</strong>. A utilização desta tecnologia também simplifica a compra, o transporte e o armazenamento de água para as instalações que acolhem as novas máquinas, uma vez que estas já não precisarão de comprar água engarrafada.</p><h2>Reutilização e reciclagem: qual é o sistema mais eficiente?</h2><p>No caso das garrafas de plástico, <strong>o sistema de reutilização é mais eficiente do que a reciclagem</strong>, porque não é necessário recolher, transportar nem processar as embalagens. Segundo a <strong>Manalalu, nem sequer é necessária uma nova embalagem ou rotulagem</strong>, o que representa uma redução de 95% nas emissões de carbono.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">If youre thirsty from doing stuff here on Earth, & also happen to be a fan of that very same planet, then youre gonna love #Mananalu. Because for every bottle of Mananalu you drink, well remove one gnarly, plastic bottle from ocean-going wasteevery single one of us wins https://t.co/n1bcY00ikW</p>— Mananalu (@MananaluWater) <a href="https://x.com/MananaluWater/status/1481296317574004740?ref_src=twsrc%5Etfw">January 12, 2022</a></blockquote></figure><p><strong>Este valor inclui também a poupança relacionada com a utilização da rede local de água</strong> e, sobretudo, com a compra de garrafas de água para os hotéis, que, no caso do Havai, é quase sempre feita a partir do continente.</p><p><strong>O arquipélago não possui grandes fábricas</strong>, pelo que comprar água engarrafada em grandes quantidades representa uma perda de tempo, dinheiro e energia.</p><h3>O Havai, um paraíso sob constante ameaça</h3><p><strong>O projeto de Momoa teve início na ilha de Oahu, onde, numa primeira fase, aderiram quatro hotéis</strong>. Agora, a esperança é alargar o sistema a escolas, escritórios, etc., e, posteriormente, levá-lo para fora do Havai.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793113575542.jpg" data-image="7fdzut9ei2yn"><figcaption>Seja debaixo de água ou debaixo da areia, o plástico constitui um perigo constante para os habitats costeiros.</figcaption></figure><p><strong>Abordar o problema das garrafas de plástico na sua origem, através da reutilização, é especialmente importante para estas belas ilhas</strong> do Pacífico, e não apenas devido ao envolvimento pessoal do fundador do projeto. O Havaí está constantemente ameaçado pelo plástico e, entre os estados costeiros da América do Norte, é o mais afetado pela poluição marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/um-sucesso-historico-a-ocean-cleanup-retirou-45-milhoes-de-quilos-de-lixo-dos-oceanos.html" title="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos">Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/um-sucesso-historico-a-ocean-cleanup-retirou-45-milhoes-de-quilos-de-lixo-dos-oceanos.html" title="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/logro-historico-the-ocean-cleanup-retira-45-millones-de-kilogramos-de-basura-de-los-oceanos-1767741854341_320.png" alt="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos"></a></article></aside><p>A localização geográfica do Havaí coloca estas ilhas <strong>no centro das correntes oceânicas que transportam resíduos plásticos desde locais tão distantes como a Ásia até às suas costas</strong>. Estes resíduos põem em risco os ecossistemas marinhos e podem ficar enterrados na areia até um metro de profundidade.</p><p>Além disso, <strong>uma elevada percentagem dos resíduos plásticos que contaminam o Havai provém das atividades da população local</strong> e do elevado afluxo de turistas. As ilhas carecem de infraestruturas de reciclagem de resíduos e os aterros estão há muito tempo a transbordar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="TOI%20Science%20Desk" data-year="2026" data-title="jason%20momoa%20launched%20a%20water%20brand%20to%20fight%20plastic%20pollution%20after%20reporting%20more%20than%206%20million%20plastic%20bottles%20removed%20his%20company%20introduced%20hotel%20machines%20that%20can%20refill%20up%20to%20500%20bottles%20an%20hour" data-url="https%3A%2F%2Ftimesofindia.indiatimes.com%2Fscience%2Fnature%2Fjason-momoa-launched-a-water-brand-to-fight-plastic-pollution-after-reporting-more-than-6-million-plastic-bottles-removed-his-company-introduced-hotel-machines-that-can-refill-up-to-500-bottles-an-hour%2Farticleshow%2F135119843.cms">TOI Science Desk. (2026). <a href="https://timesofindia.indiatimes.com/science/nature/jason-momoa-launched-a-water-brand-to-fight-plastic-pollution-after-reporting-more-than-6-million-plastic-bottles-removed-his-company-introduced-hotel-machines-that-can-refill-up-to-500-bottles-an-hour/articleshow/135119843.cms" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">jason momoa launched a water brand to fight plastic pollution after reporting more than 6 million plastic bottles removed his company introduced hotel machines that can refill up to 500 bottles an hour</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Catedral de Petrópolis abriga os restos mortais de Dom Pedro II, Teresa Cristina e Princesa Isabel; veja como visitar]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/catedral-de-petropolis-abriga-os-restos-mortais-de-dom-pedro-ii-teresa-cristina-e-princesa-isabel-veja-como-visitar.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 16:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antes de falecer na França após a Proclamação da República, o imperador manifestou formalmente o desejo pessoal de descansar em solo serrano, sonho que demandou anos para se materializar. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/catedral-de-petropolis-abriga-os-restos-mortais-de-dom-pedro-ii-teresa-cristina-e-princesa-isabel-veja-como-visitar-1793375085450.jpg" data-image="hwv8rwagfhbt" alt="A torre imponente de 70 metros de altura no centro serrano resume décadas de esforços que atravessaram duas fases políticas brasileiras. Foto: Reprodução/ Dani Curioni" title="A torre imponente de 70 metros de altura no centro serrano resume décadas de esforços que atravessaram duas fases políticas brasileiras. Foto: Reprodução/ Dani Curioni"><figcaption>A torre imponente de 70 metros de altura no centro serrano resume décadas de esforços que atravessaram duas fases políticas brasileiras. Foto: Reprodução/ Dani Curioni</figcaption></figure><p>A <strong>Catedral São Pedro de Alcântara</strong> desponta na paisagem de Petrópolis, na região serrana fluminense, como um testemunho vivo das mudanças políticas nacionais. Projetada ainda no período imperial e concluída durante a República, <strong>a edificação abriga o mausoléu que preserva os restos mortais de Dom Pedro II</strong>, Teresa Cristina, princesa Isabel e Conde d'Eu.</p><p>Atualmente, <strong>o espaço histórico permanece de portas abertas à visitação diariamente, entre 9h e 16h</strong>, além de manter celebrações religiosas regulares ao longo da semana. Conforme a Associação de Guias de Turismo local, "A Catedral é essencial porque nasceu junto com a própria cidade, tendo sido sonhada, planejada e projetada como parte fundamental da fundação de Petrópolis".</p><h2>Construção secular e elo com o Cristo Redentor</h2><p><strong>O planejamento inicial começou em 1884 sob a assinatura do arquiteto Francisco Caminhoá</strong>, que buscou inspiração direta nas imponentes catedrais do norte da França. As obras enfrentaram uma paralisação em 1901 e ganharam novo ritmo em 1918 pelas mãos de Heitor da Silva Costa, responsável por reformular a planta arquitetônica em 1914.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/catedral-de-petropolis-abriga-os-restos-mortais-de-dom-pedro-ii-teresa-cristina-e-princesa-isabel-veja-como-visitar-1793374633643.jpg" data-image="n6ze9tbcba0g" alt="Erguida no Império e finalizada na República a bela catedral de Petrópolis impressiona com traços franceses e guarda restos mortais da corte imperial. Foto: Diocese de Petrópolis" title="Erguida no Império e finalizada na República a bela catedral de Petrópolis impressiona com traços franceses e guarda restos mortais da corte imperial. Foto: Diocese de Petrópolis"><figcaption>Erguida no Império e finalizada na República a bela catedral de Petrópolis impressiona com traços franceses e guarda restos mortais da corte imperial. Foto: Diocese de Petrópolis</figcaption></figure><p>A abertura das portas ocorreu em 29 de novembro de 1925, mesmo com diversos acabamentos pendentes. <strong>A torre principal, projetada com cerca de 70 metros de altura, teve os trabalhos inteiramente finalizados apenas no ano de 1969</strong>, consolidando o visual que domina a paisagem urbana da serra.</p><p>A atuação de Heitor da Silva Costa gerou uma ligação direta com outro patrimônio mundialmente famoso: <strong>o Cristo Redentor</strong>. Tempos após assumir a edificação do templo católico em Petrópolis, o mesmo engenheiro <strong>chefiou o projeto da monumental estátua fincada sobre o morro do Corcovado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/catedral-de-petropolis-abriga-os-restos-mortais-de-dom-pedro-ii-teresa-cristina-e-princesa-isabel-veja-como-visitar-1793374848475.jpg" data-image="q8v6uuxs9vh1" alt="Os vitrais coloridos e as portas monumentais refletem a tradição neogótica inspirada em referências francesas. Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons" title="Os vitrais coloridos e as portas monumentais refletem a tradição neogótica inspirada em referências francesas. Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons"><figcaption>Os vitrais coloridos e as portas monumentais refletem a tradição neogótica inspirada em referências francesas. Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O interior do templo reúne elementos característicos da escola neogótica, destacando-se pela<strong> iluminação proporcionada por vitrais coloridos e pelas imponentes portas monumentais</strong>. Essa combinação de verticalidade marcante e detalhes ornamentais foi elaborada para conduzir o olhar dos visitantes em direção ao alto.</p><h2>O retorno da família imperial ao território brasileiro</h2><p>O banimento da família governante aconteceu logo após a<strong> Proclamação da República</strong>, formalizada no ano de 1889. Durante o exílio na Europa, a imperatriz Teresa Cristina faleceu em Portugal, enquanto Dom Pedro II viveu até 1891 na França, <strong>onde manifestou o desejo de ter seus restos mortais sepultados na serra fluminense</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795926" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp.html" title="Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP">Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp.html" title="Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp-1793366793471_320.jpg" alt="Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP"></a></article></aside><p>A repatriação das cinzas dependia da revogação das normas republicanas que impediam a presença dos membros da corte no território brasileiro, medida que foi cancelada oficialmente em 1920. <strong>O processo de traslado teve início em 1923, encerrou-se em 1925 e destinou os corpos em definitivo ao templo em 1939</strong>.</p><div class="texto-destacado">A igreja faz parte do roteiro de turismo histórico da cidade, erguida a partir da colonização alemã e consolidada como refúgio de verão da monarquia. A catedral forma um circuito patrimonial integrado ao lado de outros atrativos de destaque, como o Museu Imperial e o Palácio de Cristal.</div><p>Além da função litúrgica continuada, a estrutura permanece plenamente integrada ao cotidiano dos moradores e ao fluxo contínuo de viajantes. <strong>O monumento preserva viva a memória do passado soberano brasileiro</strong>, perpetuando o legado arquitetônico e documental no Centro Histórico de Petrópolis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bianca%20de%20Mattos" data-year="2026" data-title="Conhe%C3%A7a%20a%20catedral%20neog%C3%B3tica%20que%20abriga%20os%20restos%20mortais%20de%20Dom%20Pedro%20II" data-url="https%3A%2F%2Frevistacasaejardim.globo.com%2Fcuriosidades%2Fnoticia%2F2026%2F10%2Fconheca-a-catedral-neogotica-que-abriga-os-restos-mortais-de-dom-pedro-ii.ghtml">Bianca de Mattos. (2026). <a href="https://revistacasaejardim.globo.com/curiosidades/noticia/2026/10/conheca-a-catedral-neogotica-que-abriga-os-restos-mortais-de-dom-pedro-ii.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conheça a catedral neogótica que abriga os restos mortais de Dom Pedro II</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/catedral-de-petropolis-abriga-os-restos-mortais-de-dom-pedro-ii-teresa-cristina-e-princesa-isabel-veja-como-visitar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Costa Rica: uma jornada pela natureza, biodiversidade e por um modo de vida diferente, em harmonia com a terra]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/costa-rica-uma-jornada-pela-natureza-biodiversidade-e-por-um-modo-de-vida-diferente-em-harmonia-com-a-terra.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 14:23:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O país centro-americano combina uma biodiversidade excepcional com um histórico notável de longevidade na Península de Nicoya, reconhecida como uma das "Zonas Azuis" do mundo e que atrai atenção internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/costa-rica-y-un-viaje-a-lo-natural-biodiversidad-longevidad-turismo-responsable-1791857392639.jpg" data-image="m9iieptmkx1g"><figcaption>Praia Quesera, na Península de Nicoya.</figcaption></figure><p>Lar de uma biodiversidade excepcional e de <strong>uma das cinco "Zonas Azuis" reconhecidas no mundo</strong>, a <strong>Costa Rica</strong> convida os visitantes a explorar uma relação única com a natureza, refletida tanto em seus ecossistemas quanto nas tradições das comunidades da <strong>Península de Nicoya</strong>. Nessa região, a alimentação, a atividade física e as conexões sociais estão sendo estudadas como possíveis fatores que contribuem para a longevidade.</p><p>Para a Costa Rica, abrigar uma das cinco Zonas Azuis do mundo é motivo de <strong>orgulho nacional</strong>. É, também, um diferencial frequentemente destacado na promoção das atrações desse país centro-americano. No entanto, esse reconhecimento levanta questões importantes sobre como a região e seus habitantes devem ser apresentados aos visitantes.</p><p>"Não se trata de uma atração turística, e isso não deveria ser comercializado como um produto turístico, porque não é o que é", afirma Evelyn Figueroa, executiva para o mercado sul-americano do Instituto Costarriquenho de Turismo, durante uma entrevista exclusiva na Feira Internacional de Turismo (FIT), realizada em Buenos Aires no final de setembro.</p><h2>Península de Nicoya: um exemplo de vida em harmonia com a natureza</h2><p>"Buscam reconhecer um costa-riquenho de 119 anos como o homem mais velho da história", diziam as manchetes na mídia nacional e internacional há algumas semanas, despertando um novo interesse pela notável longevidade na região. O protagonista dessa história é José Flores Flores, morador de Sardinal, um distrito no cantão de Carrillo, em Guanacaste.</p><p>Para além dos <strong>casos de longevidade extrema que atraem a atenção da mídia</strong>, essas histórias oferecem uma oportunidade de conhecer Nicoya por meio de seus habitantes. Por trás das estatísticas, há pessoas, trajetórias de vida e tradições que ajudam a explicar o cotidiano daqueles que chamam esta região de lar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/costa-rica-y-un-viaje-a-lo-natural-biodiversidad-longevidad-turismo-responsable-1791857486038.jpg" data-image="pa39drkjuilg"><figcaption>Nicoya é uma das cinco Zonas Azuis do mundo.</figcaption></figure><p>A longevidade em Nicoya não pode ser explicada por um único segredo. Em vez disso, ela parece envolver <strong>uma combinação de hábitos de estilo de vida, dieta, atividade física, relações sociais e condições de vida</strong>. Inúmeros estudos examinaram os hábitos e as circunstâncias dos moradores de Nicoya para identificar possíveis fatores associados à sua longevidade, embora os pesquisadores não tenham estabelecido uma causa única.</p><div class="texto-destacado">Segundo o Ministério da Saúde da Costa Rica, mais de 900 pessoas com mais de 90 anos e mais de 60 centenários vivem na Península de Nicoya; muitas delas levam uma vida ativa e independente.</div><p>"Foram realizados estudos, e há vários fatores que contribuem para isso. Todos eles se somam. O primeiro é que se trata de uma<strong> população fisicamente ativa</strong>. São pessoas que acordam às quatro ou cinco da manhã, andam a cavalo; homens que pegam um facão e gostam de cortar o mato; mulheres mais velhas que se levantam para preparar tortilhas logo cedo. São pessoas ativas", explica Figueroa, descrevendo rotinas diárias que, naturalmente, envolvem movimento e atividade física.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793261" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/japao-supera-pela-primeira-vez-a-marca-de-100-mil-pessoas-centenarias-um-marco-mundial-de-longevidade.html" title="Japão supera pela primeira vez a marca de 100 mil pessoas centenárias, um marco mundial de longevidade">Japão supera pela primeira vez a marca de 100 mil pessoas centenárias, um marco mundial de longevidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/japao-supera-pela-primeira-vez-a-marca-de-100-mil-pessoas-centenarias-um-marco-mundial-de-longevidade.html" title="Japão supera pela primeira vez a marca de 100 mil pessoas centenárias, um marco mundial de longevidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/japon-supera-por-primera-vez-las-100-000-personas-centenarias-en-un-hito-de-longevidad-mundial-1791835130138_320.jpg" alt="Japão supera pela primeira vez a marca de 100 mil pessoas centenárias, um marco mundial de longevidade"></a></article></aside><p><strong>A alimentação é outro fator importante</strong>, segundo o representante do setor de turismo. "<strong>Arroz e feijão são a base da dieta costarriquenha</strong> — já que somos um país agrícola —, juntamente com uma grande variedade de frutas e vegetais. Por sermos uma nação agrícola, essas comunidades descendem de gerações para as quais comprar fontes de proteína, como frango ou carne, era algo muito caro. Como resultado, elas estruturaram sua alimentação em torno de determinados produtos agrícolas. Foi assim que desenvolveram uma dieta equilibrada, saudável e com baixo teor de gordura, praticamente sem carnes processadas ou alimentos industrializados. Eles estão acostumados a consumir o que a terra produz, e muitos, inclusive, possuem suas próprias pequenas propriedades agrícolas".</p><div class="texto-destacado">Hábitos diários, alimentação e laços comunitários oferecem uma perspectiva sobre um modo de vida cuja importância vai além do número de anos que uma pessoa vive.</div><p>Um terceiro fator destacado pelo Instituto Costarriquenho de Turismo é a <strong>vida comunitária</strong>, as relações intergeracionais, o sentimento de pertencimento e as sólidas redes de apoio. Muitos moradores mais velhos vivem com suas famílias e permanecem fortemente conectados às suas comunidades, mantendo um <strong>profundo sentimento de pertencimento por meio de suas relações sociais</strong>.</p><p>Esses hábitos e tradições oferecem uma <strong>perspectiva valiosa sobre a vida na região</strong>, mas não estabelecem uma causa única para a longevidade, nem provam que viver em um determinado ambiente natural garanta uma vida mais longa. Compreender o fenômeno exige, também, analisar o contexto mais amplo em que essas comunidades estão inseridas.</p><h2>Costa Rica: a biodiversidade como parte de sua identidade nacional</h2><p>A relação entre o estilo de vida e o meio ambiente oferece uma perspectiva mais ampla sobre a Costa Rica. Embora seja um país relativamente pequeno, sua localização entre o Oceano Pacífico e o Mar do Caribe, somada à diversidade de seus ecossistemas, faz dele <strong>um destino importante para a conservação da natureza</strong>.</p><p>"Somos um país pequeno, mas estamos situados em uma área de biodiversidade extraordinária", explica Figueroa. Segundo o representante do setor de turismo, a <strong>Costa Rica abriga uma parcela significativa da biodiversidade mundial </strong>(6,5%) e conta com mais de 600 praias naturais, muitas delas margeadas por florestas que se estendem até a linha da costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/costa-rica-y-un-viaje-a-lo-natural-biodiversidad-longevidad-turismo-responsable-1791858294370.jpg" data-image="nt737w1kla43"><figcaption>Estande da Costa Rica na Feira Internacional de Turismo (FIT) de 2026, em Buenos Aires.</figcaption></figure><p>Essa variedade de paisagens é complementada por uma<strong> rede de áreas protegidas que abrange quase 26% do território nacional</strong>, constituindo uma parte importante da identidade ambiental da Costa Rica. A conservação está intimamente ligada tanto à proteção dos ecossistemas quanto à forma como o país apresenta seu patrimônio natural aos visitantes.</p><p><strong>Florestas, parques nacionais, litorais e a vida selvagem</strong> são elementos centrais da oferta turística da Costa Rica, ajudando a diferenciar o país como um destino voltado para a natureza. Contudo, essas paisagens são mais do que locais para contemplação ou experiências para turistas; são também espaços onde as comunidades locais desenvolvem suas tradições, relações e modos de vida.</p><h3>Uma conexão com a natureza que vai além da paisagem</h3><p>A extraordinária biodiversidade da Costa Rica e a longevidade observada em Nicoya destacam dois aspectos distintos, porém complementares, do país: <strong>a riqueza de seus ecossistemas e os estilos de vida de suas comunidades</strong>.</p><p>Embora não existam evidências suficientes para concluir que viver em um <strong>ambiente biodiverso</strong>, por si só, prolongue a vida humana, visitar Nicoya oferece a oportunidade de ir além das estatísticas excepcionais de longevidade e compreender melhor o contexto cultural e social de seus habitantes. Conhecer um destino envolve mais do que explorar suas paisagens; significa também reconhecer a história, as tradições e as relações que moldam sua identidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/costa-rica-uma-jornada-pela-natureza-biodiversidade-e-por-um-modo-de-vida-diferente-em-harmonia-com-a-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA reorganiza Artemis para voltar à Lua em 2028: SpaceX e Blue Origin competem para levar astronautas]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/nasa-reorganiza-artemis-para-voltar-a-lua-em-2028-spacex-e-blue-origin-competem-para-levar-astronautas.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA avaliará os sistemas de pouso lunar da <em>SpaceX </em>e da <em>Blue Origin</em> antes de escolher qual utilizará na missão Artemis IV. Ambas as empresas deverão demonstrar que suas tecnologias estão preparadas para levar humanos de volta à superfície lunar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-reorganiza-artemis-para-volver-a-pisar-la-luna-en-2028-spacex-y-blue-origin-compiten-por-llevar-los-astronautas-1793045132904.png" data-image="xtzk308rmdxs"><figcaption>Embora a SpaceX e a Blue Origin compartilhem o objetivo de facilitar o retorno de humanos à Lua, seus projetos apresentam diferenças importantes.</figcaption></figure><p>A agência espacial americana <strong>NASA </strong>mantém em aberto as opções para o retorno dos astronautas à Lua. A agência testará os <strong>sistemas de pouso lunar</strong> desenvolvidos pela <em><strong>SpaceX</strong></em> e pela <em><strong>Blue Origin</strong></em> antes de decidir qual das duas empresas ficará encarregada de uma das etapas mais importantes da <strong>missão Artemis IV</strong>, que tem como objetivo levar seres humanos de volta à superfície lunar em <strong>2028</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O cronograma previsto prevê que a<em> SpaceX</em> realize uma primeira demonstração sem tripulação no final de 2027, enquanto a <em>Blue Origin</em> planeja testar sua tecnologia durante 2028.</strong></div><p>Os resultados serão determinantes para<strong> estabelecer se algum dos sistemas está pronto para participar de uma missão tripulada</strong>.</p><p>O anúncio foi feito durante uma apresentação de responsáveis pelo programa Artemis no Centro Espacial Kennedy. A decisão reflete a intenção da NASA de verificar o funcionamento de ambas as propostas antes de definir qual veículo utilizará para o pouso lunar.</p><h2>A SpaceX aposta na <em>Starship </em>para chegar à superfície lunar</h2><p>A empresa fundada por Elon Musk propõe utilizar <strong>uma versão de sua espaçonave <em>Starship </em>adaptada</strong> para pousar na Lua. O veículo deverá integrar-se às operações da cápsula Orion, na qual viajarão os astronautas, para realizar as manobras necessárias antes da descida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-reorganiza-artemis-para-volver-a-pisar-la-luna-en-2028-spacex-y-blue-origin-compiten-por-llevar-los-astronautas-1793045168043.jpg" data-image="etexnjuccrgr"><figcaption>A <em>Starship</em>, da SpaceX, é o sistema de lançamento mais potente e maior já construído pela humanidade. Crédito: REUTERS/Steve Nesius.</figcaption></figure><p>A <em>SpaceX</em> planeja realizar um <strong>teste de pouso na Lua sem tripulação</strong> no <strong>final</strong> de <strong>2027</strong>. Caso consiga atingir os objetivos técnicos estabelecidos, a empresa buscará avançar para uma demonstração com astronautas durante o segundo semestre de 2028.</p><p>No entanto, antes de transportar pessoas, precisará demonstrar que seu sistema é capaz de executar, de forma segura, as operações previstas para alcançar a superfície lunar. O desenvolvimento da <em>Starship </em>é uma peça central nos planos da companhia para participar das próximas missões de exploração espacial.</p><h2>Blue Origin prepara uma alternativa com o módulo <em>Blue Moon</em></h2><p>A proposta da Blue Origin, empresa impulsionada por Jeff Bezos, baseia-se no <strong>módulo lunar <em>Blue Moon</em></strong>. Sua arquitetura prevê o <strong>uso de três veículos que atuariam como rebocadores para transportar o módulo tripulado</strong> até uma órbita polar ao redor da Lua.</p><p>Uma vez lá, o veículo deverá encontrar-se com os astronautas que tiverem chegado a bordo da cápsula <em>Orion</em>. A partir dessa manobra, serão realizadas as operações necessárias para prosseguir com a descida em direção à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-reorganiza-artemis-para-volver-a-pisar-la-luna-en-2028-spacex-y-blue-origin-compiten-por-llevar-los-astronautas-1793045191919.jpg" data-image="gw8ajv0nt24j"><figcaption>O fundador da Blue Origin, Jeff Bezos, apresentou uma maquete do módulo lunar Blue Moon no dia 9 de maio de 2019. Crédito: Space.com</figcaption></figure><p>O cronograma da empresa prevê um <strong>primeiro teste</strong> de seu <strong>sistema de pouso</strong> não tripulado em <strong>2028</strong>. Essa demonstração permitirá avaliar o seu funcionamento antes de considerar a sua utilização em futuras missões tripuladas.</p><p>Embora a <em>SpaceX </em>e a <em>Blue Origin</em> compartilhem o objetivo de facilitar o retorno dos seres humanos à Lua, seus projetos apresentam diferenças importantes. Por isso, os testes serão essenciais para comparar o desempenho de cada um e determinar se atendem aos requisitos de segurança e operação exigidos pela NASA.</p><h2>A Artemis III mudará de rumo antes do retorno à Lua</h2><p>A avaliação dos módulos lunares não será a única mudança nos planos norte-americanos. A NASA também modificará a abordagem da Artemis III, que deixará de ter como objetivo principal um pouso na Lua para <strong>se concentrar em testes em órbita terrestre</strong>.</p><div class="texto-destacado">A missão prevê levar quatro astronautas à órbita da Terra por aproximadamente 14 dias, no verão de 2027. Durante esse período, a tripulação realizará manobras de encontro e acoplagem entre a cápsula <em>Orion </em>e os protótipos dos veículos desenvolvidos pela SpaceX e pela Blue Origin.</div><p>Estes <strong>exercícios </strong>permitirão verificar procedimentos fundamentais para as futuras missões lunares e obter informações sobre o funcionamento conjunto das naves. A experiência também ajudará a detectar possíveis dificuldades antes que as operações sejam realizadas a centenas de milhares de quilômetros da Terra.</p><h3>Uma decisão fundamental para a Artemis IV</h3><p>A escolha do sistema de pouso na Lua para a Artemis IV <strong>dependerá dos resultados das demonstrações</strong> e da capacidade de cada empresa de cumprir os prazos previstos.</p><p>Além disso,<strong> a NASA busca se envolver de maneira mais direta no desenvolvimento tecnológico</strong>. Para isso, prevê que sua própria equipe trabalhe em conjunto com os fornecedores, com o objetivo de identificar e resolver possíveis problemas técnicos com maior rapidez.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis">O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886_320.jpg" alt="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"></a></article></aside><p>O retorno de astronautas à superfície lunar dependerá, em grande medida, de que estas tecnologias sejam aprovadas nos testes previstos. A <em>SpaceX </em>e a <em>Blue Origin </em>mantêm suas propostas na disputa, mas precisarão demonstrar que seus sistemas estão preparados para enfrentar uma das operações mais complexas da exploração espacial moderna.</p><p><strong>O objetivo é que a missão Artemis IV marque um novo capítulo na presença humana na Lua</strong>. Para alcançá-lo, será preciso, primeiramente, comprovar que os veículos projetados para o pouso conseguem atender às exigências de uma missão tripulada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/nasa-reorganiza-artemis-para-voltar-a-lua-em-2028-spacex-e-blue-origin-competem-para-levar-astronautas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Antártica, espaço sideral, Bélgica e Argentina conectados pelo Nobel de Física e um megalaboratório de gelo]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/antartica-espaco-sideral-belgica-e-argentina-conectados-pelo-nobel-de-fisica-e-um-megalaboratorio-de-gelo.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Nobel de Física de 2026 tem uma história argentina por trás. Isso porque um astrofísico nascido em Mendoza trabalha no IceCube, o gigantesco detector de neutrinos na Antártica que motivou o prêmio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791424679251.png" data-image="74xzjrxeyyxq"><figcaption>O IceCube é um laboratório montado sobre o gelo, no meio da Antártica. Foto: Marcos Santander</figcaption></figure><p>À primeira vista, não há muito que a <strong>Antártica</strong>, o espaço sideral, a <strong>Bélgica </strong>e a província argentina de <strong>Mendoza </strong>possam ter em comum. Não existe sequer proximidade geográfica entre nenhum desses quatro pontos.</p><p>No entanto, nas últimas horas, o <strong>Prêmio Nobel de Física de 2026</strong> uniu esses quatro cenários de uma maneira tão inesperada quanto fascinante.</p><p>Nesta semana, a Real Academia Sueca de Ciências concedeu o Nobel de Física ao <strong>cientista belga Francis Halzen (82)</strong>. O pesquisador foi reconhecido por suas contribuições decisivas para o<strong> Observatório de Neutrinos </strong><em><strong>IceCube</strong></em>, uma gigantesca instalação científica localizada <strong>sob o gelo da Antártica</strong> que revolucionou a astronomia de neutrinos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791424710502.png" data-image="c72x9ckyrxwi"><figcaption>Francis Halzen, o cientista belga vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2026. Foto: Marcos Santander.</figcaption></figure><p>E, neste mesmo <strong>megalaboratório </strong>— submerso no gelo e a milhares de quilômetros de qualquer cidade —, também<strong> trabalha o astrofísico argentino e doutor em Física Marcos Santander</strong>, nascido em General Alvear, Mendoza.</p><p>Nesse cenário impressionante do Polo Sul, trabalha-se na <strong>detecção, observação e análise de neutrinos provenientes do cosmos</strong>. Trata-se de partículas subatômicas capazes de atravessar enormes quantidades de matéria e transportar informações sobre alguns dos fenômenos mais extremos do universo.</p><h2>Um detector gigantesco escondido sob o gelo da Antártica</h2><p>O <strong><em>IceCube </em></strong>é um dos experimentos científicos mais complexos já construídos pelo ser humano. Ele está instalado na Antártica e utiliza o próprio gelo como parte fundamental de seu sistema de detecção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791424787549.png" data-image="3dz10rrztfik" alt="Premio Nobel Física 2026" title="Premio Nobel Física 2026"><figcaption>Entre 2009 e 2010, o laboratório IceCube foi montado na Antártida para captar neutrinos provenientes do espaço. Foto: Marcos Santander.</figcaption></figure><p>“O IceCube fica na Antártica, em uma superfície composta inteiramente de gelo, e é responsável por <strong>capturar e analisar partículas subatômicas que vêm do cosmos</strong>”, explica Santander em conversa com a Meteored.</p><p>O projeto ocupa aproximadamente 1,5 quilômetros cúbicos no ponto mais ao sul da Terra, e seus sensores estão distribuídos a uma profundidade de até cerca de 2 quilômetros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792796" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de.html" title="Entenda os neutrinos: a pesquisa que levou ao Nobel de Física de 2026">Entenda os neutrinos: a pesquisa que levou ao Nobel de Física de 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de.html" title="Entenda os neutrinos: a pesquisa que levou ao Nobel de Física de 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-os-neutrinos-a-pesquisa-que-levou-ao-nobel-de-fisica-de-1791635158195_320.png" alt="Entenda os neutrinos: a pesquisa que levou ao Nobel de Física de 2026"></a></article></aside><p>Para construir este laboratório, os cientistas recorreram a uma mangueira especial de água quente sob alta pressão para abrir buracos com profundidade entre 2 e 3 quilômetros.</p><p>Por meio deles, foram introduzidos os 86 cabos que contêm os 60 detectores de luz — extremamente sensíveis — e, em seguida, a superfície voltou a congelar, deixando os sensores presos no gelo. Esse processo resultou em<strong> um gigantesco cubo de gelo transformado em um detector de partículas</strong>.</p><h2>A detecção de "partículas fantasma" por meio da luz</h2><p>No mundo da ciência, os <strong>neutrinos </strong>são conhecidos popularmente como <strong>“partículas fantasma”</strong>, visto que <strong>interagem muito pouco com a matéria</strong>. Eles podem percorrer distâncias enormes e atravessar grandes quantidades de matéria praticamente sem parar.</p><p>Isso lhes permite<strong> chegar à Terra trazendo informações de lugares extremamente distantes do universo</strong>. É claro que, por essa característica, os neutrinos são muito difíceis de detectar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791425019794.png" data-image="2yut2o4qpar7"><figcaption>Neutrinos de alta potência tornam possível, através da luz, explicar grandes fenômenos no cosmos. Foto: X @Jose_Antonio_G</figcaption></figure><p>Mas, <strong>no momento em que um neutrino interage com a matéria, ele produz partículas secundárias que geram um sinal luminoso</strong>. E esses minúsculos lampejos são captados pelos sensores do <em>IceCube</em>.</p><p>“Isso nos permite captar a luz. A ideia do IceCube é fazer astronomia, mas, em vez de lentes comuns, utilizamos esses neutrinos para observar. É a primeira vez que isso é implementado”, aponta Santander.</p><h2>Como começou o projeto que resultou em um Nobel<br></h2><p>Lá por 2009, quando o <em>IceCube </em>dava seus primeiros passos, detectar neutrinos de altíssima energia ainda representava um enorme desafio, e eles provinham de raios cósmicos que colidiam com a atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791425135863.png" data-image="87z4grlmimyc"><figcaption>A equipe internacional do IceCube é composta por cientistas de todo o mundo. Foto: Marcos Santander</figcaption></figure><p>Até que, em <strong>2013</strong>, ocorreu uma mudança, quando foi possível<strong> detectar os primeiros neutrinos de alta energia</strong>. Essa novidade abriu as portas para a possibilidade de utilizá-los como uma ferramenta totalmente nova para estudar o cosmos.</p><p>E foi justamente a partir da detecção de neutrinos de alta energia de origem astrofísica e do desenvolvimento do <em>IceCube </em>como observatório que começou a se consolidar o reconhecimento a Halzen, o qual atingiu seu ápice com o Prêmio Nobel de Física de 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791425234669.png" data-image="5k6boh7fwx9o"><figcaption>O astrofísico argentino Marcos Santander com o ganhador do Nobel, Francis Halzen. Foto: Marcos Santander</figcaption></figure><p>A técnica permite investigar fenômenos extremamente violentos do universo, como explosões estelares e outras fontes cósmicas.</p><p>“(Halzen) merece muito e trabalha nisso há mais de 40 anos. Sinto muito orgulho dele, em particular, e de toda a trajetória percorrida. Conseguimos concluir o observatório na Antártica e colocá-lo em operação”, comenta Santander.</p><h2>Outro vínculo inesperado de Mendoza com o Nobel</h2><p>Mas a história que liga o Nobel ao espaço, à Antártica, à Argentina e à Bélgica tem outro capítulo. Pois <strong>o próprio Halzen também passou por Mendoza</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartida-el-espacio-exterior-belgica-y-argentina-conectados-por-el-premio-nobel-de-fisica-1791425459561.png" data-image="c1ff6nafpr4c"><figcaption>O vencedor do Nobel de Física de 2026, Francis Halzen, participou da avaliação do observatório Pierre Auger (Mendoza). Foto: auger.org</figcaption></figure><p>O cientista belga <strong>esteve em Malargüe em 2023</strong>, como parte da avaliação internacional do observatório de raios cósmicos Pierre Auger. Sua participação ocorreu no processo que permitiu que o observatório continuasse funcionando e coletando dados por mais uma década.</p><p>O observatório de Malargüe detecta raios cósmicos — partículas subatômicas que chegam do espaço —, enquanto o IceCube busca, principalmente, neutrinos. Em ambos os casos, os cientistas não veem diretamente a partícula que chega do cosmos; eles detectam os sinais que ela produz ao interagir com a matéria.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/antartica-espaco-sideral-belgica-e-argentina-conectados-pelo-nobel-de-fisica-e-um-megalaboratorio-de-gelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo questiona a teoria de que os cometas semearam a vida na Terra]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/novo-estudo-questiona-a-teoria-de-que-os-cometas-semearam-a-vida-na-terra.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 08:26:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Por meio de simulações, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambridge determinou que a contribuição dos cometas, embora não possa ser descartada, é muito improvável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-sembraron-la-vida-en-la-tierra-1793212302853.jpg" data-image="cdnjznjx9wzp" alt="cometa" title="cometa"><figcaption>A teoria de que os cometas trouxeram moléculas precursoras da vida para a Terra surgiu em meados do século XX.</figcaption></figure><p>Uma das <strong>teorias </strong>sobre a <strong>origem da vida na Terra</strong> sustenta que as moléculas orgânicas necessárias para impulsioná-la chegaram a bordo de <strong>cometas</strong>. Esses corpos celestes, compostos principalmente por gelo, poeira, rochas e gases, teriam se chocado com o planeta e deixado moléculas como carbono, nitrogênio e aminoácidos, essenciais para a construção das primeiras estruturas celulares.</p><p>Agora, uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, questiona essa possibilidade. Com base em simulações computacionais, eles apontam que <strong>é “extremamente improvável” que os impactos de cometas tenham trazido as moléculas que impulsionaram a vida</strong>.</p><h2>Por que os cometas não teriam sido</h2><p>O estudo, publicado na revista <em>Scientific Reports</em>, sustenta que,<strong> embora não se possa descartar completamente a possibilidade </strong>de que cometas tenham trazido à Terra moléculas que sobreviveram intactas ao impacto, isso é "extremamente improvável" e, na melhor das hipóteses, uma "casualidade isolada".</p><p>As simulações concluíram que os cometas viajam rápido demais e com um ângulo muito agudo em relação à atmosfera terrestre para que as frágeis <strong>moléculas orgânicas</strong> sobrevivessem. As<strong> pressões e temperaturas extremas geradas no impacto as destruiriam</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-sembraron-la-vida-en-la-tierra-1793212148294.jpg" data-image="1o4rk9vy5y3b" alt="cometa" title="cometa"><figcaption>De acordo com as simulações, é improvável que, caso os cometas tenham conseguido impactar a Terra, as moléculas tenham sobrevivido.</figcaption></figure><p>De acordo com o estudo, as chances de os cometas sobreviverem à entrada no Sistema Solar até chegarem à Terra eram pequenas; no caso dos <strong>cometas </strong>pequenos, <strong>a própria atmosfera terrestre primitiva tê-los-ia destruído</strong>.</p><p>Além disso, <strong>na época em que ocorreu a maior chegada de cometas, o planeta quase não apresentava massa continental exposta</strong>, de modo que a maioria dos impactos teria ocorrido no mar, diluindo o cianeto de hidrogênio (HCN) — a molécula prebiótica comumente encontrada nos cometas do Sistema Solar e sobre a qual se concentrou a análise.</p><h2>Se não foram os cometas, o que impulsionou a vida?</h2><p>Richard Anslow, pesquisador do Instituto de Astronomia de Cambridge e autor principal do estudo, afirmou que, historicamente, os cientistas acreditavam que os cometas eram importantes para a origem da vida na Terra, pois<strong> transportavam moléculas que continham carbono e nitrogênio</strong>.</p><p>“Eram quase como um salvo-conduto que trazia todas as moléculas de que um planeta precisaria para semear a vida”. No entanto, os resultados do estudo sugerem que “é muito improvável”, ressaltou ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-sembraron-la-vida-en-la-tierra-1793212467435.jpg" data-image="1db9cjslnguj" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Os asteroides também são apontados como um possível meio de transporte de moléculas prebióticas para a Terra.</figcaption></figure><p>Descartando os cometas, os pesquisadores sustentam que <strong>quem trouxe as moléculas precursoras da vida poderiam ter sido os asteroides</strong>, que colidem com a Terra com muito mais frequência do que os cometas. Ou, então, elas se formaram a partir de processos ocorridos na própria Terra, sem qualquer interferência externa, como aponta outra teoria.</p><h2>Divisão na comunidade científica</h2><p>O estudo, embora contundente, dividiu a comunidade científica. César Menor Salván, astrobiólogo e professor de Bioquímica na Universidade de Alcalá, alertou que “<strong>é preciso ter muito cuidado com interpretações exageradas</strong>”.</p><p>O especialista ressaltou que <strong>o trabalho se baseia em simulações computacionais e apresenta muitas limitações</strong>: foca apenas no HCN, por exemplo, mas “os cometas contêm uma grande diversidade de compostos orgânicos, e sua contribuição para a evolução química da Terra não pode ser reduzida à sobrevivência de uma única molécula”, afirmou ao <em>Science Media Centre</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="708519" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/impacto-de-meteorito-de-um-bilhao-de-anos-na-escocia-levanta-questoes-sobre-a-vida-na-terra.html" title="Impacto de meteorito há um bilhão de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra">Impacto de meteorito há um bilhão de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/impacto-de-meteorito-de-um-bilhao-de-anos-na-escocia-levanta-questoes-sobre-a-vida-na-terra.html" title="Impacto de meteorito há um bilhão de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorito-mil-millones-de-anos-escocia-1745979587618_320.jpg" alt="Impacto de meteorito há um bilhão de anos na Escócia levanta questões sobre a vida na Terra"></a></article></aside><p>Além disso, acrescenta, os impactos não são apenas processos destrutivos, uma vez que podem desencadear reações químicas e gerar ambientes hidrotermais e sistemas aquosos onde processos prebióticos poderiam continuar se desenvolvendo.</p><p>Jesús Martínez Frías, geólogo planetário e astrobiólogo do IGEO (CSIC-UCM), concorda que o estudo apresenta limitações importantes — "não tanto associadas à pesquisa realizada, baseada em modelos e simulações, a qual considero rigorosa, mas sim à sua extrapolação, excessivamente ampla, no que diz respeito às implicações decorrentes de suas <strong>conclusões</strong>", observou.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Anslow%2C%20R.J.%2C%20McDonald%2C%20C.H.%2C%20Bonsor%2C%20A.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Cometary%20impacts%20an%20unlikely%20pathway%20towards%20the%20origins%20of%20life%20on%20Earth" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-74214-y">Anslow, R.J., McDonald, C.H., Bonsor, A. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-74214-y" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cometary impacts an unlikely pathway towards the origins of life on Earth</a>.</cite><br><cite data-author="Universidad%20de%20Cambridge" data-year="2026" data-title="Comets%20didn%E2%80%99t%20seed%20life%20on%20Earth%20after%20all%2C%20new%20study%20suggests" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cam.ac.uk%2Fresearch%2Fnews%2Fcomets-didnt-seed-life-on-earth-after-all-new-study-suggests">Universidad de Cambridge. (2026). <a href="https://www.cam.ac.uk/research/news/comets-didnt-seed-life-on-earth-after-all-new-study-suggests" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comets didn’t seed life on Earth after all, new study suggests</a>.</cite><br><cite data-author="Science%20Media%20Centre" data-year="2026" data-title="Un%20estudio%20cuestiona%20la%20teor%C3%ADa%20de%20que%20los%20cometas%20fueran%20clave%20en%20el%20origen%20de%20la%20vida%20en%20la%20Tierra" data-url="https%3A%2F%2Fsciencemediacentre.es%2Fun-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-fueran-clave-en-el-origen-de-la-vida-en-la-tierra">Science Media Centre. (2026). <a href="https://sciencemediacentre.es/un-estudio-cuestiona-la-teoria-de-que-los-cometas-fueran-clave-en-el-origen-de-la-vida-en-la-tierra" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Un estudio cuestiona la teoría de que los cometas fueran clave en el origen de la vida en la Tierra</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/astronomia/novo-estudo-questiona-a-teoria-de-que-os-cometas-semearam-a-vida-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espasmos dos membros e movimentos rápidos dos olhos — sim, os cães sonham, e parece que as aranhas saltadoras também]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/espasmos-dos-membros-e-movimentos-rapidos-dos-olhos-sim-os-caes-sonham-e-parece-que-as-aranhas-saltadoras-tambem.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:47:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Será que estes pequenos invertebrados, ágeis e inteligentes, dormem e sonham como os seres humanos e outros vertebrados do reino animal?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/espasmos-dos-membros-e-movimentos-rapidos-dos-olhos-sim-os-caes-sonham-e-parece-que-as-aranhas-saltadoras-tambem-1793190887995.jpg" data-image="lm0gl79ag878"><figcaption>Uma aranha-saltadora australiana, de cabeça para baixo na sua teia de seda, enquanto dorme. Crédito: Daniela C. Rößler</figcaption></figure><p><strong>Porque é que sonhamos? </strong>A resposta a esta pergunta tem sido objeto de debate há muito tempo, não só no que diz respeito aos seres humanos enquanto espécie, mas também a outros vertebrados. Se tiver um animal de estimação, como um cão, um gato ou um pássaro, talvez já tenha observado com fascínio e encanto quando estes mexem os membros, os olhos se agitam ou se movimentam de forma peculiar, como se estivessem a reagir a algo, tal como quando estão acordados. Sabemos que também o fazemos e podemos apreciar observar algo tão único no ser que está a vivenciar o seu espaço onírico interior. </p><p>Ao que parece, sonhar pode não ser exclusivo das espécies vertebradas do reino animal, mas também dos invertebrados. Estudos recentes confirmaram que as aranhas-saltadoras têm, de facto, um padrão de sono. <strong>Como é esse padrão e como é que os investigadores descobriram isso?</strong></p><h2>Experiências diurnas e noturnas</h2><p>Os investigadores registaram o <strong>comportamento das aranhas saltadoras</strong> australianas (<em>Portia fimbriata</em>) ao longo de vários dias e noites. As aranhas foram colocadas em pratos de plástico com 12 cm de largura, sob condições de iluminação variáveis. Os pesquisadores mediram o comportamento das aranhas durante o dia e à noite e utilizaram câmaras de infravermelhos para <strong>medir as fases de repouso, as posições de sono e as fases de sono semelhantes ao sono REM</strong>.</p><div class="texto-destacado">O sono de movimentos oculares rápidos (REM) é uma fase ativa do sono caracterizada por elevada atividade cerebral (quase semelhante à vigília), paralisia muscular temporária, sonhos e movimentos oculares rápidos. Ao mesmo tempo, as pálpebras permanecem fechadas e os membros apresentam espasmos.</div><p>Para <strong>testar se as aranhas estavam realmente a dormir, introduziram um som agudo</strong> para avaliar a reação das aranhas que pareciam estar a dormir. Os investigadores introduziram também outro estímulo, composto por <strong>20 moscas a zumbir, para avaliar a reação das aranhas</strong> após a sua introdução.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/NoKo3Wa0Odg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=NoKo3Wa0Odg" id="NoKo3Wa0Odg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Os investigadores <strong>confirmaram que as aranhas-saltadoras apresentam, de facto, um sono regulado composto por duas fases principais</strong>, incluindo um sono semelhante ao REM, durante o qual os seus membros se contraíam e os olhos se moviam rapidamente de um lado para o outro. <strong>As aranhas dormiam na sua teia, numa posição de cabeça para baixo</strong>.</p><p>Quando os pesquisadores introduziram o <strong>estímulo acústico</strong>, as aranhas responderam <strong>três segundos mais lentamente</strong> do que o habitual, tal como acontece quando alguém se levanta ainda sonolento ao som de um despertador. Quando as <strong>moscas</strong> foram introduzidas durante o seu sono noturno, os investigadores observaram que as aranhas <strong>descansaram mais uma hora</strong> no dia seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="579012" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/sonhar-acordado-com-queijo-nova-pesquisa-prova-que-ratos-tem-imaginacao.html" title="Sonhar 'acordado' com queijo: nova pesquisa prova que ratos têm imaginação">Sonhar 'acordado' com queijo: nova pesquisa prova que ratos têm imaginação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/sonhar-acordado-com-queijo-nova-pesquisa-prova-que-ratos-tem-imaginacao.html" title="Sonhar 'acordado' com queijo: nova pesquisa prova que ratos têm imaginação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/daydreaming-of-cheese-new-research-proves-rats-possess-an-imagination-1698851717080_320.jpeg" alt="Sonhar 'acordado' com queijo: nova pesquisa prova que ratos têm imaginação"></a></article></aside><p>A investigação ajuda a esclarecer a natureza do sono no reino animal e a evolução do sono nos diferentes grupos que o compõem. Acredita-se que, há cerca de 500 a 700 milhões de anos, as aranhas tenham seguido um caminho evolutivo distinto do dos vertebrados. <strong>Resta saber se as aranhas sonham tal como os seres humanos e outros vertebrados</strong>. Ainda é necessário realizar mais investigação, com o objetivo de revelar a natureza antiga e fundamental do sono em todo o reino animal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Geiger%2C%20N.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Behavioral%20evidence%20for%20two-stage%20sleep%20in%20spiders" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2618030123">Geiger, N., et al.. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2618030123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Behavioral evidence for two-stage sleep in spiders</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/espasmos-dos-membros-e-movimentos-rapidos-dos-olhos-sim-os-caes-sonham-e-parece-que-as-aranhas-saltadoras-tambem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mergulhe na leitura: por dentro da livraria subaquática onde pode ler na companhia dos peixes]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/mergulhe-na-leitura-por-dentro-da-livraria-subaquatica-onde-pode-ler-na-companhia-dos-peixes.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 22:27:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situada no Lago Xinglong, na cidade chinesa de Chengdu, esta livraria combina literatura, arte e natureza. A sua fachada de vidro estende-se um metro abaixo da superfície da água, proporcionando uma vista fascinante do mundo subaquático.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792268994676.jpg" data-image="kkk06z0ulovl" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>Através das janelas inferiores, os visitantes podem observar a vegetação aquática e os peixes a nadar enquanto leem. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Como seria mergulhar na leitura de um livro enquanto os peixes nadam a apenas polegadas de distância da sua cadeira? </strong>No sudoeste da China, esta cena faz parte de uma verdadeira experiência arquitetônica.</p><p><strong>A livraria CITIC, no Lago Xinglong</strong>, possui uma parede de vidro que se estende abaixo da superfície da água, permitindo aos visitantes observar a vida aquática enquanto folheiam um livro e apreciam o ambiente natural circundante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269335048.jpg" data-image="prbuqow9zr7g" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>Grandes painéis de vidro ligam o interior da livraria ao lago ao longo do dia. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>A verdadeira magia desta livraria reside não só na sua aparência, mas também na sua engenharia. A fachada virada para o lago estende-se quase um metro debaixo de água. <strong>A partir das mesas de leitura, os visitantes podem observar peixes, plantas flutuantes e rochas</strong>, enquanto a luz do sol, ao filtrar-se pela água, projeta reflexos cintilantes pelo teto.</p><h2>Uma página que caiu do céu</h2><p>O conceito criativo por trás do edifício teve início com uma metáfora poética:<strong> "um livro a cair do céu" na margem do lago</strong>. Os seus projetistas procuraram também prestar<strong> homenagem à arquitetura tradicional da província de Sichuan</strong>, reinterpretando os telhados inclinados das casas rurais através de um único telhado contínuo e ondulado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269094216.jpg" data-image="awz1hgrbc2i4" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>O telhado inclinado presta homenagem às casas tradicionais da região e assemelha-se a uma folha de papel a ondular ao vento. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Com uma área de 500 metros quadrados</strong>, a estrutura retangular atinge alturas diferentes em cada extremidade, chegando aos 16 metros no seu ponto mais alto, de forma a assemelhar-se a uma folha de papel curvada pelo vento.</p><p>Os materiais reforçam esta harmonia orgânica. O edifício combina estruturas de aço e revestimento interior de alumínio com acabamento semelhante à madeira, juntamente com painéis exteriores de titânio-zinco que desenvolvem uma pátina protetora.</p><h2>Exposições de arte, café e meditação</h2><p>O projeto teve início em 2018, quando a <strong>MUDA-Architects </strong>venceu um concurso internacional para projetar a livraria emblemática do lago. Após três anos de engenharia e construção complexas,<strong> abriu as suas portas em outubro de 2021</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269163714.jpg" data-image="p5bv9roy3ujl" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>A luz natural atravessa a água do lago, projetando reflexos em constante mudança no teto da área de leitura. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>Desde então, o edifício tem continuado a receber<strong> prémios internacionais de arquitetura</strong> e tornou-se uma <strong>atração viral</strong>, atraindo <strong>milhares de visitantes</strong> todos os dias que vêm tirar fotografias e desfrutar da <strong>experiência invulgar de ler imersos na paisagem circundante</strong>.</p><p>A livraria oferece vários outros espaços para explorar. Ao entrar, os visitantes deparam-se com uma <strong>galeria que apresenta exposições de arte rotativas </strong>antes de descerem para a sala de leitura principal. Lá, os leitores podem acomodar-se nos bancos de madeira em degraus ou encontrar um lugar junto às janelas com uma chávena de café.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269250648.jpg" data-image="3hj8t0zi19de" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>O vidro laminado de quatro camadas permite aos visitantes observar a vida aquática, ao mesmo tempo que resiste à pressão da água na secção submersa. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Para quem procura tranquilidade total</strong>, um corredor mais isolado apresenta aberturas estreitas ao nível dos olhos que emolduram pequenas secções da paisagem exterior. Para além do edifício, terraços de madeira estendem-se ao longo da margem do lago, oferecendo um local tranquilo para apreciar o pôr-do-sol.</p><h2>Um desafio de engenharia sob a superfície</h2><p>Para criar a impressionante vista subaquática, os arquitetos da MUDA-Architects tiveram de<strong> superar o desafio da enorme pressão exercida pela água sobre a estrutura</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782046" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/viagens-para-caminhar-em-geleiras-4-lugares-da-america-do-sul-que-parecem-saidos-de-um-livro-de-historias.html" title="Viagens para caminhar em geleiras: 4 lugares da América do Sul que parecem saídos de um livro de histórias">Viagens para caminhar em geleiras: 4 lugares da América do Sul que parecem saídos de um livro de histórias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/viagens-para-caminhar-em-geleiras-4-lugares-da-america-do-sul-que-parecem-saidos-de-um-livro-de-historias.html" title="Viagens para caminhar em geleiras: 4 lugares da América do Sul que parecem saídos de um livro de histórias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/viajes-para-caminar-sobre-glaciares-4-rincones-de-sudamerica-que-parecen-sacados-de-un-libro-de-cuentos-1785755288393_320.jpeg" alt="Viagens para caminhar em geleiras: 4 lugares da América do Sul que parecem saídos de um livro de histórias"></a></article></aside><p> A solução consistiu na <strong>instalação de painéis de vidro temperado e laminado de quatro camadas</strong>, concebidos para resistir à <strong>pressão da água</strong> e garantir a segurança dos visitantes. A equipa também aplicou vedantes estanques nas juntas e protegeu os perfis metálicos contra a corrosão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269602420.jpg" data-image="tntzm46in1ai" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>A silhueta do edifício acompanha os contornos do terreno e parece flutuar na superfície do Lago Xinglong. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>O projeto teve igualmente em conta a subida do nível do lago durante a estação das chuvas.<strong> A fachada foi concebida para funcionar corretamente</strong> tanto quando os níveis de <strong>água estão baixos </strong>como quando o lago atinge o seu<strong> nível mais elevado</strong>.</p><p>A China pode estar do outro lado do oceano, e viajar até ao Lago Xinglong não é propriamente uma aventura do dia-a-dia. Felizmente, perder-se num bom livro não requer viajar meio mundo. É uma viagem que pode começar mesmo no conforto do seu próprio sofá.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/lazer/mergulhe-na-leitura-por-dentro-da-livraria-subaquatica-onde-pode-ler-na-companhia-dos-peixes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cinco regiões de recifes de corais do Brasil estão criticamente ameaçadas, aponta estudo internacional]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cinco-regioes-de-recifes-de-corais-do-brasil-estao-criticamente-ameacadas-aponta-estudo-internacional.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Avaliação internacional alerta para riscos de colapso em ecossistemas marinhos brasileiros, principalmente devido ao aquecimento dos oceanos, e recomenda medidas urgentes de conservação e redução das emissões de gases poluentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-regioes-de-recifes-de-corais-do-brasil-estao-criticamente-ameacadas-aponta-estudo-internacional-1793387547789.jpg" data-image="u3apt2j049cl" alt="Lista Vermelha de Ecossistemas recomenda proteção urgente" title="Lista Vermelha de Ecossistemas recomenda proteção urgente"><figcaption>Lista Vermelha de Ecossistemas recomenda proteção urgente. Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure><p>Cinco regiões de recifes de corais do Brasil foram classificadas como <strong>criticamente em perigo pela Lista Vermelha de Ecossistemas</strong>, apresentada durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), realizada em Yerevan, na Armênia. A avaliação aponta riscos elevados de colapso desses ambientes nas próximas décadas.</p><p>O levantamento, conduzido pela <strong>União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN)</strong>, analisou oito ecorregiões brasileiras. Cinco receberam a classificação mais grave de ameaça antes do colapso:<strong> Parrachos, Atol das Rocas e Fernando de Noronha, Costa dos Corais, Baía de Todos os Santos e Baixo Sul, e Abrolhos</strong>.</p><p>As outras três regiões avaliadas (Parcel de Manuel Luís, Costa Semiárida e Queimada Grande) não apresentaram informações suficientes para uma classificação geral. Segundo especialistas, <strong>a ausência de dados reforça a necessidade de ampliar pesquisas </strong>e monitoramento desses ecossistemas.</p><h2>Aquecimento dos oceanos ameaça sobrevivência dos corais</h2><p>A principal ameaça identificada são as <strong>ondas de calor marinhas</strong>, que elevam a temperatura da água e provocam episódios de branqueamento dos corais. Eventos registrados em 2019, 2020 e 2024 causaram danos severos e mortalidade de espécies importantes para os recifes.</p><div class="texto-destacado">O estudo considerou transformações observadas nos últimos 50 anos e projeções de estresse térmico para as próximas cinco décadas. Com base em um cenário intermediário do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), todas as cinco regiões brasileiras alcançaram a categoria de risco crítico.</div><p>Além do aquecimento, <strong>atividades humanas intensificam a degradação desses ambientes. </strong>Entre as pressões identificadas estão pesca excessiva, expansão urbana costeira, turismo, poluição, exploração de petróleo e gás, mineração e presença de espécies invasoras, como o coral-sol e o peixe-leão.</p><h2>Levantamento aponta ameaça global aos ecossistemas</h2><p>A avaliação internacional analisou <strong>127 ecorregiões de recifes em mais de 80 países e territórios</strong>. Desse total, 122 foram classificadas como criticamente em perigo, representando aproximadamente 96% das áreas estudadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-regioes-de-recifes-de-corais-do-brasil-estao-criticamente-ameacadas-aponta-estudo-internacional-1793387761026.jpg" data-image="gb6zd8n3bjbj" alt="Fernando de Noronha figura em lista de recifes de corais costeiros sob ameaça" title="Fernando de Noronha figura em lista de recifes de corais costeiros sob ameaça"><figcaption>Fernando de Noronha figura em lista de recifes de corais costeiros sob ameaça. Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure><p>A pesquisa concentrou-se nos<strong> recifes de corais fóticos, encontrados em águas rasas que recebem luz solar. </strong>Ecossistemas profundos, recifes rochosos e corais de águas frias não fizeram parte da análise.</p><p>Quando consideradas apenas as alterações registradas nas últimas cinco décadas, sem incluir projeções climáticas futuras<strong>, 30 ecorregiões já apresentavam risco crítico</strong>. Os resultados mostram como o aquecimento global pode ampliar as ameaças aos ambientes marinhos.</p><h2>Conservação exige ações locais e compromissos climáticos</h2><p>A <strong>Lista Vermelha de Ecossistemas </strong>fornece informações para orientar políticas públicas de proteção da biodiversidade e apoiar o cumprimento das metas do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, firmado em 2022.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes.html" title="Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes">Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes.html" title="Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes-1788110595084_320.jpg" alt="Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes"></a></article></aside><p>Entre as medidas recomendadas estão a <strong>recuperação de áreas degradadas, a redução da poluição, o controle de espécies invasoras e o fortalecimento da gestão dos ecossistemas costeiros</strong>. Essas ações podem melhorar a capacidade de recuperação dos recifes.</p><p>Os pesquisadores alertam, entretanto, que iniciativas locais não conseguem impedir o aquecimento dos oceanos. A<strong> redução das emissões globais de gases de efeito estufa</strong> permanece essencial para diminuir os riscos de colapso e preservar a biodiversidade marinha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Brasil" data-year="2026" data-title="Brasil%20tem%20cinco%20regi%C3%B5es%20de%20recifes%20de%20corais%20costeiros%20sob%20amea%C3%A7a" data-url="https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026-10%2Fbrasil-tem-cinco-regioes-de-recifes-de-corais-costeiros-sob-ameaca%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Agência Brasil. (2026). <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/brasil-tem-cinco-regioes-de-recifes-de-corais-costeiros-sob-ameaca?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Brasil tem cinco regiões de recifes de corais costeiros sob ameaça</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/cinco-regioes-de-recifes-de-corais-do-brasil-estao-criticamente-ameacadas-aponta-estudo-internacional.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas e temporais voltam a ameaçar Região Sul em breve; saiba quando]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-voltam-a-ameacar-regiao-sul-em-breve-saiba-quando.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 19:22:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Áreas de instabilidade ganham força e se espalham por toda a Região Sul do Brasil na próxima semana, aumentando o risco de temporais com chuvas intensas e vendavais nos três estados. Veja aqui mais detalhes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsalea"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsalea.jpg" id="xbsalea"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste fim de semana até teremos chance de algumas pancadas isoladas na Região Sul do Brasil, um período alternando entre sol, nuvens e chuva, especialmente no norte do <strong>Rio Grande do Sul </strong>e em áreas pontuais de <strong>Santa Catarina</strong> e do <strong>Paraná</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Contudo, a aproximação de um sistema de baixa pressão vai favorecer a expansão das áreas de chuva nos três estados a partir da <strong>próxima semana</strong>, aumentando os <strong>riscos de fortes temporais e chuvas intensas</strong>. Veja a seguir mais detalhes.</p><h2>Temporais ganham força na Região Sul na próxima semana</h2><p>Na semana que vem um sistema de <strong>baixa pressão atmosférica</strong> vai favorecer a formação de temporais com muitos raios e chuva pontualmente intensa, deixando<strong> alertas para áreas dos três estados </strong>do Sul do país.</p><p>Assim, no<strong> Feriado de Finados</strong>, segunda-feira (<strong>2</strong>), as<strong> áreas de chuva </strong>começam a se formar já no início da<strong> manhã</strong> no <strong>centro-oeste do Paraná</strong> e no <strong>Grande Oeste Catarinense</strong> e áreas próximas à divisa com o Paraná, podendo chover forte e com temporais.</p><p>Ao longo da <strong>tarde </strong>essas <strong>chuvas se espalham para as demais áreas</strong> desses dois estados, ocorrendo de forma moderada a pontualmente intensa e com riscos de <strong>temporais</strong>, <strong>vendavais </strong>moderados e chance de queda de <strong>granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-voltam-a-ameacar-regiao-sul-em-breve-saiba-quando-1793377472842.png" data-image="k175hgo6j9ft"><figcaption>Previsão de precipitação (mm) e nebulosidade para segunda-feira (2) às 9h à esquerda e para quarta-feira (4) às 15h à direita.</figcaption></figure><p>Mas <strong>a atenção é maior para o Paraná</strong>, onde as chuvas podem ser mais intensas e volumosas, acumulando <strong>até 100 mm</strong> no dia e as <strong>rajadas de vento</strong> podendo superar os<strong> 80 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">Na próxima semana, pelo menos até a quinta-feira (5), os três estados da Região Sul estão em atenção para temporais com fortes pancadas de chuva, vendavais e queda de granizo.</div><p>No <strong>Rio Grande do Sul</strong> o tempo tende a ficar mais firme e com aberturas de sol em boa parte da região, sendo esperadas<strong> pancadas de chuva nas áreas ao norte e nordeste</strong> do estado durante a tarde, <strong>incluindo a Grande Porto Alegre</strong> e Região Serrana. </p><p>As capitais Florianópolis e Curitiba podem registrar chuvas fracas e isoladas com sol entre nuvens no período da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-voltam-a-ameacar-regiao-sul-em-breve-saiba-quando-1793377659670.jpg" data-image="mobpcehaobm0"><figcaption>Previsão da probabilidade (%) de precipitação para a terça-feira (3) às 15h.</figcaption></figure><p>Na<strong> terça-feira (3)</strong>, o período da manhã começa com tempo firme e céu com muitas nuvens na região toda.</p><p>Porém, a partir da<strong> tarde e até meados da noite</strong> novamente são esperadas <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas </strong>e<strong> temporais</strong> no centro-norte gaúcho, em toda Santa Catarina e no Paraná. Não se descartam riscos potenciais de<strong> rajadas de vento</strong> de até 60 km/h e queda de <strong>granizo </strong>pontual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-voltam-a-ameacar-regiao-sul-em-breve-saiba-quando-1793377838462.png" data-image="9uuwt1zh0qao"><figcaption>Previsão de densidade de raios para terça-feira (3) às 18h à esquerda e quarta-feira (4) às 15h à direita.</figcaption></figure><p><strong>Florianópolis </strong>pode registrar pancadas de chuva fortes entre o fim da tarde e a noite, e com risco de temporais. A capital <strong>Curitiba </strong>tem chance de chuva fraca e rápida à tarde. <strong>Porto Alegre</strong> tem condições para chuva e temporais entre o fim da tarde e a noite.</p><p>Para a <strong>quarta-feira (4)</strong> ainda teremos essas mesmas condições de tempo no Sul do país. Pela <strong>manhã </strong>já são esperadas <strong>pancadas de chuva forte e trovoadas</strong> em boa parte do Paraná, na metade oeste de Santa Catarina e em áreas do extremo norte do Rio Grande do Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795926" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp.html" title="Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP">Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp.html" title="Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp-1793366793471_320.jpg" alt="Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP"></a></article></aside><p><strong>A partir da tarde</strong>, as chuvas se espalham e os <strong>temporais ganham força</strong> no centro-norte gaúcho e em toda Santa Catarina e no Paraná. Há risco potencial para <strong>fortes rajadas de vento</strong> e queda de <strong>granizo </strong>pontual.</p><p>À noite, ainda terá condições para pancadas fortes e trovoadas nos estados paranaense e catarinense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-voltam-a-ameacar-regiao-sul-em-breve-saiba-quando-1793376955586.png" data-image="5dw9turqj4qo"><figcaption>Tendência indica que as chuvas fortes e os temporais podem continuar atuando em grande parte do Sul do Brasil até a quinta-feira (5) da semana que vem.</figcaption></figure><p>A <strong>tendência </strong>da previsão (mapa acima) indica que as <strong>áreas de instabilidades</strong> devem <strong>continuar atuando</strong> ao longo da <strong>quinta-feira (5) </strong>no leste gaúcho e, principalmente, em Santa Catarina e no Paraná, deixando chuvas pontuais intensas e temporais. </p><p>Contudo, é importante seguir acompanhando as informações do tempo por aqui, já que as condições previstas são atualizadas diariamente e podem mudar nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-voltam-a-ameacar-regiao-sul-em-breve-saiba-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas e temporais durante o feriadão do Dia de Finados deixam em alerta vários estados; confira]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 18:06:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um corredor de umidade e uma área de baixa pressão provocam tempestades e chuvas intensas em grande parte do Brasil durante o feriado de Finados. Há alertas vigentes para 11 estados, com risco de alagamentos, ventos fortes e queda de árvores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsabhi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsabhi.jpg" id="xbsabhi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Já nesta sexta-feira (30), estão atuando sobre o Brasil um <strong>intenso fluxo de umidade</strong> associado à circulação dos ventos que está sendo organizada por uma <strong>baixa pressão</strong>. Esses sistemas fazem com que <strong>pancadas de chuva</strong> se formem numa faixa que inclui as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país.</p><div class="texto-destacado">O <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (INMET) publicou avisos para uma faixa de 11 estados que compreende norte e leste de SP, todo o RJ, ES, MG, norte do MS, todo o GO, DF, MT, RO, AC e AM. Há risco de chuvas moderadas a fortes e ventos intensos.</div><p>As <strong>pancadas de chuva nessa região</strong> podem <strong>continuar ao longo do final de semana</strong>, ocasionando cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas, especialmente entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo - os estados mais atingidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira-1793372418500.jpg" data-image="jxlhul2fdrh6" alt="Previsão de rios atmosféricos nesta sexta-feira." title="Previsão de rios atmosféricos nesta sexta-feira."><figcaption>Previsão de rios atmosféricos nesta sexta-feira mostram um intenso fluxo de umidade sobre a região Sudeste, que está alimentando a formação de tempestades em MG, RS, ES e parte de SP.</figcaption></figure><p>Vamos agora conferir o que as previsões indicam para<strong> cada um dos dias deste feriado prolongado,</strong> e quais são os estados com maior risco de tempestades e pancadas de chuva.</p><h2>Chuvas fortes se formam neste sábado e domingo</h2><p>Ao longo do final de semana, <strong>pancadas de chuva moderadas a fortes</strong> podem se formar em todos os estados mencionados, que incluem grande parte do <strong>Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país</strong>. Esses temporais se formam especialmente durante a tarde e a noite, quando a convecção atmosférica ganha força devido ao aumento das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira-1793372446767.jpg" data-image="3slkf9hc045f" alt="Previsão de probabilidade de chuva no sábado durante a tarde." title="Previsão de probabilidade de chuva no sábado durante a tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva no sábado durante a tarde ilustra regiões que serão mais afetadas pelas chuvas ao longo do dia. Tempestades se formam de tarde e de noite.</figcaption></figure><p>Note, no sábado (31) que há também <strong>possibilidade de chuvas na região Sul,</strong> entre o extremo norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No entanto, os acumulados esperados para esses estados são menores, e as chuvas não devem causar grandes transtornos para a população.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Previsões indicam que o cenário meteorológico <strong>não vai mudar muito ao longo do domingo (1)</strong>, primeiro dia de Novembro. Há risco de <strong>pancadas de chuva </strong>exatamente nos mesmos estados e regiões que foram atingidos pelas chuvas no sábado, causando transtornos potenciais para a população como alagamentos e queda de galhos de árvores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira-1793372483147.jpg" data-image="by587rvd7ljo" alt="Previsão de nebulosidade e chuvas no domingo durante a tarde." title="Previsão de nebulosidade e chuvas no domingo durante a tarde."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuvas no domingo durante a tarde ilustra regiões que serão mais ou menos afetadas pela chuva ao longo do dia. As pancadas se formam de tarde e de noite.</figcaption></figure><p>No entanto, o padrão de chuvas pode <strong>mudar ligeiramente na segunda-feira (2).</strong></p><h2>Padrão muda na segunda-feira, dia de Finados</h2><p>Na segunda-feira (2), dia de Finados, as pancadas de chuva <strong>perdem um pouco de intensidade sobre o Sudeste e o Centro-Oeste</strong>, embora ainda possam atingir muitos municípios dessas regiões, como é possível observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira-1793372515035.jpg" data-image="turk1006zg43" alt="Previsão de chuvas e ventos na segunda-feira durante a tarde." title="Previsão de chuvas e ventos na segunda-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de chuvas e ventos na segunda-feira durante a tarde mostra que as pancadas de chuva perdem força sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, mas ganham força no Sul do país.</figcaption></figure><p>No entanto, previsões indicam que haverá condições para formação de <strong>pancadas de chuva mais expressivas </strong>sobre Estados que estavam sendo menos atingidos pelas chuvas ao longo do final de semana. Na <strong>região Sul,</strong> tempestades mais significativas podem se formar no oeste do <strong>Rio Grande do Sul</strong> e em toda a área de <strong>Santa Catarina e Paraná</strong>. </p><p>Além disso, essa<strong> linha de tempestades</strong> também atingirá o <strong>Mato Grosso do Sul e São Paulo </strong>ao longo do dia, trazendo transtornos potenciais para a população e fazendo com que o feriado de Finados seja bastante chuvoso nestes estados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-novembro-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima em novembro com Super El Niño">Como será o clima em novembro com Super El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-novembro-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima em novembro com Super El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-novembro-com-super-el-nino-1793297756261_320.jpg" alt="Como será o clima em novembro com Super El Niño"></a></article></aside><p>Por fim, <strong>lembre-se de NUNCA enfrentar o mau temp</strong><strong>o</strong> nem tentar transitar por vias alagadas. Mesmo camadas finas de água, com poucos centímetros, são capazes de arrastar carros e pessoas, resultando em fatalidades. Também nunca deixe de observar as encostas de passagem, evitando permanecer ou transitar por áreas propícias a deslizamentos de terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/chuvas-e-temporais-durante-o-feriadao-do-dia-de-finados-deixam-em-alerta-varios-estados-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ONU admite: "O mundo irá ultrapassar os 1,5°C de aquecimento e temos de ativar um “plano B” para encontrar uma solução"]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/onu-admite-o-mundo-ira-ultrapassar-os-1-5-c-de-aquecimento-e-temos-de-ativar-um-plano-b-para-encontrar-uma-solucao.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 16:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O planeta está a caminho de ultrapassar os 1,5°C de aquecimento antes de 2030 e a ONU apresenta um plano B para limitar o excesso e tentar recuperar essa meta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-onu-lo-admite-el-mundo-superara-los-1-5-c-de-calentamiento-y-debemos-activar-un-plan-b-para-buscar-una-solucion-1793114034336.jpeg" data-image="5o4w5vmab7pa"><figcaption>A ONU define novos objetivos climáticos face ao fracasso em limitar o aumento da temperatura a 1,5°C até 2030.</figcaption></figure><p>Durante anos, o objetivo climático internacional foi claro: <strong>"evitar que a temperatura média do planeta aumente mais de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais"</strong>, objetivo que foi estabelecido no Acordo de Paris.</p><p>No entanto, <strong>a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece agora que já não será possível impedir que o mundo ultrapasse esse limiar</strong>. É o que consta do relatório sobre a Lacuna de Emissões de 2026, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA).</p><h2>O novo objetivo da ONU: 1,8°C</h2><p>O PNUMA propõe agora uma trajetória de ultrapassagem máxima seguida de descida. Por outras palavras, o planeta ultrapassaria os 1,5°C, atingiria um pico de aquecimento e <strong>depois tentaria regressar a esse nível ou situar-se abaixo dele por volta de 2100</strong>.</p><p>No cenário de menor ultrapassagem analisado pela organização, <strong>o aquecimento máximo situar-se-ia entre 1,7°C e 1,8°C por volta de meados do século</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Superar los 1,5 °C ya es inevitable. Pero cuánto depende de nuestras emisiones. El #EmissionsGapReport 2026 muestra cuán profundas deben ser esas reducciones para limitar el calentamiento y lograr un regreso a 1,5 °C. Explora sus conclusiones: https://t.co/XfFkdYvsT5 https://t.co/PbF9nIuQzd</p>— Programa ONU Medio Ambiente (@unep_espanol) <a href="https://x.com/unep_espanol/status/2113812784743936312?ref_src=twsrc%5Etfw">October 24, 2026</a></blockquote></figure><p>Esta nova abordagem não considera inevitável que o planeta permaneça acima dos 1,5 ºC durante o resto do século, mas adverte que voltar a esse nível <strong>exigiria um esforço extraordinário, obrigando à adoção de algumas medidas impopulares</strong>.</p><h3>As reduções de emissões exigidas pela ONU</h3><p>A principal conclusão do relatório é que <strong>não basta estabilizar as emissões de gases com efeito de estufa</strong>, mas sim começar a reduzi-las rapidamente.</p><p>Tudo isto para seguir a trajetória que limita o aquecimento máximo a um valor entre 1,7 e 1,8 ºC, com as seguintes metas de redução:</p><ul><li><strong>18% até 2030</strong>.</li><li><strong>45% até 2035</strong>.</li><li><strong>69% até 2040</strong>.</li></ul><p> O problema é que os compromissos climáticos apresentados pelos países <strong>não se aproximam desse ritmo</strong>. </p><p>Se os planos nacionais atuais fossem cumpridos na íntegra, <strong>as emissões mundiais apenas seriam reduzidas entre 5% e 8% até 2030</strong>, e entre 11% e 15% até 2035, em relação a 2025.</p><h2>O plano B: retirar CO₂ da atmosfera</h2><p>A nova estratégia não se limita a reduzir as emissões futuras, mas <strong>também prevê a remoção de parte do dióxido de carbono que já se acumulou na atmosfera</strong> e o seu armazenamento a longo prazo, com o objetivo de tentar reduzir a temperatura global a longo prazo.</p><p>O relatório estima que, mesmo no cenário de menor excedente, seria necessário <strong>remover e armazenar aproximadamente 320 gigatoneladas de CO2</strong> ao longo deste século.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-onu-lo-admite-el-mundo-superara-los-1-5-c-de-calentamiento-y-debemos-activar-un-plan-b-para-buscar-una-solucion-1793118175272.png" data-image="m540j3vr85sy"><figcaption>Os especialistas já admitem que será impossível não ultrapassar o limiar de 1,5 ºC.</figcaption></figure><p>Trata-se de uma quantidade enorme que <strong>equivale, aproximadamente, a oito anos de emissões mundiais de dióxido de carbono</strong>, tal como as registadas ao longo de todo o ano de 2024.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html" title="Super El Niño alcança recorde de 3,4°C; entenda o que isso significa e o que esperar">Super El Niño alcança recorde de 3,4°C; entenda o que isso significa e o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html" title="Super El Niño alcança recorde de 3,4°C; entenda o que isso significa e o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285839558_320.png" alt="Super El Niño alcança recorde de 3,4°C; entenda o que isso significa e o que esperar"></a></article></aside><p>Outra possibilidade <strong>são as tecnologias de captura e armazenamento de carbono</strong>. No entanto, a sua implementação numa escala tão grande suscita dúvidas quanto aos custos, à capacidade técnica, à durabilidade do armazenamento e aos possíveis riscos ambientais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Olhoff%2C%20A.%20(chief%20ed.)%2C%20Lamb%2C%20W.%2C%20Kuramochi%2C%20T.%2C%20Rogelj%2C%20J.%2C%20Pelz%2C%20S.%2C%20Khanna%2C%20T.%2C%20Boehm%2C%20S.%2C%20den%20Elzen%2C%20M.%2C%20Jeffery%2C%20L.%2C%20Minx%2C%20J.%2C%20Mu%C3%BBls%2C%20M.%2C%20Pachauri%2C%20S.%2C%20Pathak%2C%20M.%2C%20Riahi%2C%20K.%20and%20Sudharmma%20Vishwanathan%2C%20S.%20(eds).%20Nairobi" data-year="2026" data-title="Emissions%20Gap%20Report%202026%3A%20The%20point%20of%20return%20%E2%80%93%20Urgent%20emissions%20cuts%20needed%20to%20come%20back%20from%20overshoot%20of%201.5%C2%B0C." data-url="https%3A%2F%2Fwedocs.unep.org%2Fitems%2F87c02cac-8da8-4c28-ba61-c846ee68ea70">Olhoff, A. (chief ed.), Lamb, W., Kuramochi, T., Rogelj, J., Pelz, S., Khanna, T., Boehm, S., den Elzen, M., Jeffery, L., Minx, J., Muûls, M., Pachauri, S., Pathak, M., Riahi, K. and Sudharmma Vishwanathan, S. (eds). Nairobi. (2026). <a href="https://wedocs.unep.org/items/87c02cac-8da8-4c28-ba61-c846ee68ea70" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Emissions Gap Report 2026: The point of return – Urgent emissions cuts needed to come back from overshoot of 1.5°C.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/actualidade/onu-admite-o-mundo-ira-ultrapassar-os-1-5-c-de-aquecimento-e-temos-de-ativar-um-plano-b-para-encontrar-uma-solucao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Feriado de Finados será com risco de temporais e chuvas intensas em SP]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 14:09:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana prolongado do feriado de 2 de novembro terá condições para fortes pancadas de chuva e temporais no estado de São Paulo, e não se descartam rajadas de vento e queda de granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbs9mpi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbs9mpi.jpg" id="xbs9mpi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na próxima segunda-feira (2) teremos o<strong> Feriado</strong> do Dia de Finados aqui no Brasil, e como ficará o tempo neste <strong>fim de semana prolongado </strong>no estado de <strong>São Paulo</strong>?</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A previsão indica que <strong>haverá </strong><strong>condições para pancadas de chuva de até forte intensidade e temporais</strong> isolados, não se descartando risco de rajadas de vento moderadas e eventual queda de granizo.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Feriadão prolongado com pancadas de chuva e temporais em SP </h2><p>O estado de São Paulo já vêm registrando chuvas nesses últimos dias, e neste <strong>fim de semana prolongado de feriado</strong> ainda haverá <strong>condições para formação de nuvens carregadas e áreas de instabilidade</strong> em todo o território, mesmo que as chuvas mais intensas possam ocorrer de forma mais pontual.</p><p>No <strong>sábado (31)</strong>, a presença de uma área de <strong>baixa pressão atmosférica</strong> na costa da Região Sudeste vai favorecer a formação de nuvens carregadas no estado e de <strong>pancadas de chuva a qualquer momento do dia, especialmente na metade norte </strong>do estado. O sol até pode aparecer em alguns períodos do dia, mas teremos a presença de nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp-1793367636172.png" data-image="o1g3evcm0ugi"><figcaption>Previsão de chuva (mm) para sábado (31) às 15h à esquerda e domingo (1º de novembro) às 16h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a <strong>tarde </strong>e <strong>início da noite</strong> são esperadas<strong> pancadas de chuva moderadas a intensas</strong>, principalmente na porção norte do estado, com volumes pontuais de até 50 mm e riscos de <strong>trovoadas </strong>e <strong>vendavais </strong>moderados. A metade centro-sul do estado deve ter chuvas mais fracas e isoladas, sem grandes riscos.</p><p>A <strong>capital </strong>paulista tem possibilidade de chuvas fracas e rápidas entre o fim da manhã e a tarde, com céu variando de nublado a parcialmente nublado, alguns momentos de sol aparecendo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp-1793367862026.png" data-image="wuecxp7wrjm1"><figcaption>Previsão de densidade de raios para domingo (1º de novembro) às 15h à esquerda e segunda-feira (2) às 15h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E novembro começa com os temporais ganhando força em todo o estado de São Paulo. No<strong> domingo (1º de novembro)</strong> a baixa pressão se afasta mas ainda haverá condições para <strong>pancadas de chuva intensa e temporais em toda a região a partir da tarde</strong>. Não se descartam ainda acumulados de até cerca de 50 mm, rajadas de vento e chance de queda de granizo pontual.</p><div class="texto-destacado">O feriadão prolongado de Finados terá condições para pancadas de chuva forte, temporais e vendavais em todo o estado de São Paulo, principalmente entre o domingo (1º de novembro) e a segunda-feira (2).</div><p>À <strong>noite</strong>, ainda podem ocorrer <strong>pancadas de chuva isoladas </strong>com temporais em áreas do o<strong>este e noroeste </strong>do estado.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista estão previstas pancadas de chuva com raios entre a tarde e início da noite, e céu variando de nublado a parcialmente nublado durante o dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp-1793367402068.jpg" data-image="y6mm4wgr5kta"><figcaption>Previsão da probabilidade (%) de precipitação para o feriado de 2 de novembro, às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> O <strong>Feriado do dia 2 de novembro</strong> até começa com tempo mais firme e bastante nuvens em São Paulo, apenas com possibilidade de chuviscos isolados na faixa litorânea, mas é à tarde que as áreas de instabilidade ganham força.</p><p>Durante a <strong>tarde </strong>e à <strong>noite</strong>, são esperadas<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> e com <strong>fortes temporais</strong> em todo o território. Não se descartam <strong>rajadas de vento </strong>de <strong>até 60 km/h</strong>, chuvas pontualmente volumosas e queda de <strong>granizo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/baixa-pressao-atmosferica-traz-chuvas-intensas-aos-estados-de-mg-e-do-rj.html" title="Baixa pressão atmosférica traz chuvas intensas aos estados de MG e do RJ">Baixa pressão atmosférica traz chuvas intensas aos estados de MG e do RJ</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/baixa-pressao-atmosferica-traz-chuvas-intensas-aos-estados-de-mg-e-do-rj.html" title="Baixa pressão atmosférica traz chuvas intensas aos estados de MG e do RJ"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baixa-pressao-atmosferica-traz-chuvas-intensas-aos-estados-de-mg-e-do-rj-1793296839850_320.jpg" alt="Baixa pressão atmosférica traz chuvas intensas aos estados de MG e do RJ"></a></article></aside><p> A <strong>capital </strong>paulista tem previsão de sol entre algumas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas a qualquer momento da tarde.</p><p>Mas é importante <strong>seguir acompanhando as informações do tempo</strong> por aqui, já que as condições previstas são atualizadas diariamente e podem mudar nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/previsao/feriado-de-finados-sera-com-risco-de-temporais-e-chuvas-intensas-em-sp.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível viajar no tempo? Neil Tyson explica por que o futuro é uma possibilidade, mas o passado não]]></title><link>https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 12:08:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O astrofísico americano explica como a relatividade nos permite vivenciar a passagem do tempo em ritmos diferentes, e por que viajar ao passado continua fora do nosso alcance.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008179971.jpg" data-image="eg1soula1xiy" alt="Neil deGrasse Tyson" title="Neil deGrasse Tyson"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica os limites físicos da viagem no tempo e por que avançar em direção ao futuro não significa ser possível retornar ao passado. Imagem: Foto da Força Aérea dos EUA, de autoria do aviador de primeira classe Jonathan Whitely.</figcaption></figure><p>A <strong>viagem no tempo</strong> tem aparecido em romances, filmes e séries de televisão há muitos anos, mas a física sempre ofereceu uma explicação que difere consideravelmente dessas histórias. O<strong> astrofísico Neil deGrasse Tyson</strong> abordou essa questão durante uma entrevista recente, na qual explicou quais possibilidades a ciência considera e quais ainda não contam com evidências experimentais que as sustentem.</p><p>A conversa também abriu espaço para outros temas relacionados à divulgação científica. <strong>O pesquisador americano discutiu os limites da viagem no tempo</strong> e participou da elaboração de um <em>ranking </em>de várias figuras notáveis, reconhecidas por seu trabalho na ciência e na comunicação.</p><h2>Neil Tyson explica a viagem no tempo para o futuro</h2><p>Durante sua participação no <strong>programa </strong>de entrevistas do <strong>YouTube </strong><em>Hot Ones Game Night</em>, transmitido em 14 de outubro e apresentado por Joe Santagato, Tyson respondeu a uma pergunta sobre se os seres humanos seriam, algum dia, capazes de viajar no tempo.</p><p>Sua reação inicial foi descartar a ideia, embora, mais tarde, ele tenha feito uma ressalva em sua resposta para diferenciar a viagem para o futuro do retorno a períodos anteriores.</p><p>“<strong>Podemos viajar no tempo rumo ao futuro, mas não ao passado</strong>”, explicou o astrofísico. Com essa afirmação, ele resumiu uma distinção fundamental para <strong>compreender o que a física permite e o que ainda pertence ao campo da ficção</strong>. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/feiF4mTzfsU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=feiF4mTzfsU" id="feiF4mTzfsU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para ilustrar seu <strong>ponto de vista</strong>, ele descreveu o caso de alguém que viaja pelo espaço a uma velocidade muito elevada. Se essa pessoa envelhecesse dez minutos durante a viagem, ao retornar à Terra, poderia descobrir que uma hora, um dia ou até mesmo um ano havia se passado para aqueles que permaneceram no planeta. A diferença dependeria da velocidade atingida.</p><p>Esse fenômeno é conhecido como<strong> dilatação temporal</strong> e está relacionado à <strong>Teoria da Relatividade de Albert Einstein</strong>. O tempo pode transcorrer em ritmos diferentes, dependendo do movimento do observador e das condições gravitacionais. Consequentemente, o viajante poderia retornar a uma Terra que estivesse muitos anos à frente daquela que ele havia deixado para trás.</p><h2>Por que não podemos voltar ao passado, segundo Tyson</h2><p>A explicação de Tyson apresenta uma limitação fundamental: vivenciar um período de tempo mais curto do que outras pessoas não permite que alguém escolha uma data livremente ou retorne a um momento anterior. <strong>A relatividade descreve diferenças na quantidade de tempo que transcorre, mas não prova que seja possível viajar para trás na história</strong>.</p><p>O astrofísico resumiu essa ideia com uma reflexão sobre os limites da nossa experiência do tempo: “É uma forma de viagem no tempo, mas não há como viajar para o seu próprio futuro. Não. Você é prisioneiro do presente em sua própria linha do tempo, em uma transição constante entre o seu passado inacessível e o seu futuro desconhecido”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793007734109.jpeg" data-image="0t9si7xbnzh0"><figcaption>Viajar no tempo para o futuro é possível segundo a Teoria da Relatividade, que explica por que duas pessoas podem envelhecer em ritmos diferentes.</figcaption></figure><p>A afirmação refere-se à<strong> impossibilidade de controlarmos a nossa própria passagem pelo tempo</strong>, da maneira como ocorre em muitos filmes. No exemplo apresentado por Tyson, o viajante chega a um futuro que está mais adiante para todos os outros, mas continua avançando a partir do seu próprio presente. Não existe um método comprovado para que ele retorne ao seu ponto de partida.</p><p>Além disso, <strong>tornar realidade viagens espaciais a velocidades próximas à da luz apresenta desafios tecnológicos enormes</strong>. A existência da dilatação temporal não significa que, atualmente, possamos organizar viagens desse tipo ou que elas estejam ao alcance da tecnologia disponível.</p><h2>Stephen Hawking, Carl Sagan e Bill Nye: o <em>ranking </em>de Tyson</h2><p>Em outro momento da entrevista, Santagato pediu ao astrofísico que classificasse quatro personalidades ligadas à ciência de acordo com a inteligência delas: Stephen Hawking, Carl Sagan, Bill Nye e o próprio Neil deGrasse Tyson.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691784" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/qual-trabalho-de-einstein-que-ganhou-o-premio-nobel-nao-e-o-qual-voce-esta-pensando.html" title="Qual trabalho de Einstein que ganhou o prêmio Nobel? Não é o qual você está pensando">Qual trabalho de Einstein que ganhou o prêmio Nobel? Não é o qual você está pensando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/qual-trabalho-de-einstein-que-ganhou-o-premio-nobel-nao-e-o-qual-voce-esta-pensando.html" title="Qual trabalho de Einstein que ganhou o prêmio Nobel? Não é o qual você está pensando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-trabalho-de-einstein-que-ganhou-o-premio-nobel-nao-e-qual-voce-ta-pensando-1736631216703_320.png" alt="Qual trabalho de Einstein que ganhou o prêmio Nobel? Não é o qual você está pensando"></a></article></aside><p>A pergunta levou o pesquisador a explicar suas preferências, sem, contudo, estabelecer uma classificação baseada em critérios objetivos. <strong>Tyson colocou Hawking em primeiro lugar, apresentando-o como o nome incontestável</strong> — com a exceção de Albert Einstein.</p><p>Em seguida, ele escolheu Sagan, conhecido por seu trabalho de divulgação científica, e reconheceu que o colocaria à frente de si mesmo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008093597.jpg" data-image="qfxvozdjgbej"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica como a teoria da relatividade de Einstein nos permite viajar para o futuro por meio da dilatação temporal, e por que retornar ao passado permanece fora do alcance da física conhecida. Imagem: Wikipedia / BDEngler.</figcaption></figure><p>“<strong>Sem dúvida, Stephen Hawking, lá no topo, certo? O campeão incontestável</strong>. <strong>Bem, depois de Einstein, é claro</strong>. Eu diria que Carl Sagan viria em seguida; ele era um sujeito inteligente. Sim, eu o colocaria à minha frente”, respondeu ele.</p><p>A definição das duas últimas posições foi diferente. Tyson explicou que é amigo de Bill Nye e considera que as capacidades intelectuais de ambos são semelhantes. Por esse motivo, ele evitou fazer distinções entre eles e dividiu o terceiro lugar com ele. O ranking, portanto, permaneceu como uma opinião pessoal expressa durante uma entrevista, e não como uma avaliação científica da inteligência dos quatro indivíduos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.meteored.com.br/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>