Temporais abrem cratera e alagam ruas no Mato Grosso do Sul; veja imagens
As intensas enxurradas que avançaram sobre os cruzamentos da região norte da capital criaram fortes correntezas e colocaram motoristas e motociclistas em situação de vulnerabilidade durante os deslocamentos.

As fortes precipitações registradas em Mato Grosso do Sul provocaram alagamentos severos, danos estruturais e cheias em diferentes municípios. Na manhã desta sexta-feira (16), os efeitos dos temporais ainda mobilizam moradores e autoridades locais.
Na capital e em cidades do interior, vias públicas ficaram intransitáveis e residências acabaram inundadas. Além disso, o aumento no nível das águas acendeu o alerta em diversas bacias hidrográficas.
Danos estruturais e alagamentos na capital
Em Campo Grande, a precipitação recente atingiu cerca de 100 mm e resultou na abertura de uma cratera na Vila Margarida. Na noite de quinta-feira (15), o asfalto cedeu logo após um veículo ser estacionado na rua Oduvaldo Viana Filho.

A cratera, que acumulou água, engoliu parte do automóvel em uma via que recebia obras de tubulação de gás sob a pista. O local permaneceu sinalizado na manhã desta sexta-feira (16) para orientar o trânsito da região.
Horas antes, na mesma quinta-feira (15), um volume acumulado de 137,9 mm já havia provocado o transbordamento do Lago do Amor. A enxurrada invadiu a Avenida Senador Filinto Müller e impediu a circulação dos veículos.
Chuva transborda Lago do Amor, deixa carros ilhados e alaga ruas em Campo Grande https://t.co/e02AZt0NrD #g1 https://t.co/Mcgxn5DPN1
— g1 (@g1) October 15, 2026
Outros trechos também sofreram com a força da água, como no bairro Santa Emília, onde 11 carros ficaram retidos. Alagamentos expressivos também atingiram as avenidas Cônsul Assaf Trad, Coronel Antonino e José Barbosa Rodrigues.
Cheias de rios atingem o interior
O impacto das precipitações contínuas também se estendeu para os municípios do interior sul-mato-grossense. Em Bela Vista, o Rio Apa subiu aproximadamente cinco metros acima do seu leito habitual de 1,50 m.
No município de Dourados, o rio local alcançou a marca de 3,24 m na quinta-feira (15), ultrapassando a cota de alerta fixada em 3,10 m. A cidade contabilizou 343 mm acumulados em outubro, índice quase 100 mm superior à média prevista para todo o mês.

O Rio Miranda também permaneceu em patamar crítico ao atingir 6,82 m, ficando a apenas 18 cm da cota de emergência. Em Coxim, o Rio Taquari marcou 4,24 m na manhã de sexta-feira (16), acima do índice de alerta de 4 m.
Bloqueios viários e medidas de segurança
Os danos provocados pelas tempestades comprometeram acessos terrestres fundamentais em outras localidades do estado. Em Jaraguari, a travessia provisória sobre o Córrego Estaca cedeu durante a madrugada de quinta-feira.
A queda da estrutura isolou os habitantes de um condomínio residencial situado a cerca de 50 quilômetros da capital. Equipes do município acompanham as avarias para viabilizar as intervenções emergenciais assim que as condições climáticas permitirem.
Para prevenir acidentes durante os períodos de instabilidade, órgãos de proteção recomendam evitar trechos alagados e manter distância de margens. O atendimento emergencial segue disponível pelos canais oficiais das equipes de socorro.
Referências da notícia
Mirian Machado. (2026). Carro é engolido por buraco após forte chuva em Campo Grande.
HoraMS. (2026). Chuva enche rios de MS: Apa tira nove famílias de casa em Bela Vista e Dourados passa da cota de alerta.