Mais de 1.000 hectares de Mata Atlântica sobre dunas: a floresta em Natal que protege a água da cidade

Com cerca de 1.172 hectares de área preservada, um parque com vegetação de Mata Atlântica sobre dunas no meio da cidade de Natal (RN) protege a água que abastece a cidade. Entenda como.

Este parque é um exemplo de como a preservação de um grande ambiente natural pode coexistir com uma cidade em crescimento e com uma importante atividade turística. Crédito: Divulgação.
Este parque é um exemplo de como a preservação de um grande ambiente natural pode coexistir com uma cidade em crescimento e com uma importante atividade turística. Crédito: Divulgação.

Natal, a capital do estado do Rio Grande do Norte, cresceu em volta de um enorme maciço de dunas cobertas de mata, o qual separa os bairros movimentados do mar. Aliás, a cidade é muito conhecida por suas praias de águas cristalinas e pelas dunas, mas existe um paraíso verde dentro dela capaz de trazer paz, tranquilidade e uma completa conexão com a natureza.

São cerca de 1.172 hectares de área preservada que oferece atividades como trilhas, arvorismo, tirolesa e piqueniques, além de proteger a água que abastece a localidade. Estamos falando do Parque Estadual das Dunas, você já ouviu falar?

Descubra abaixo a história deste parque e os atrativos que ele oferece.

A história do Parque

O Parque Estadual Dunas de Natal Jornalista Luiz Maria Alves, conhecido como Parque das Dunas, foi criado oficialmente em 22 de novembro de 1977, tornando-se a primeira unidade de conservação ambiental criada no Rio Grande do Norte.

Ele foi criado no âmbito de um projeto que buscava conciliar o desenvolvimento turístico da capital nordestina com a proteção ambiental. Hoje, o Parque protege um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica sobre dunas em área urbana do Brasil.

Com aproximadamente 1.172 hectares, o Parque das Dunas protege um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica sobre dunas em área urbana do Brasil. Crédito: Divulgação.
Com aproximadamente 1.172 hectares, o Parque das Dunas protege um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica sobre dunas em área urbana do Brasil. Crédito: Divulgação.

A sua vegetação ajuda a fixar as dunas, proteger o solo e contribuir para a recarga dos aquíferos que abastecem a capital.

As dunas funcionam como uma grande esponja, permitindo que a água da chuva infiltre com facilidade, enquanto a vegetação protege o solo e evita que a areia seja levada pelo vento. Assim, a água subterrânea armazenada contribui para a recarga do lençol freático da cidade.

Ou seja, os objetivos da manutenção do parque são preservar as dunas e a vegetação nativa, proteger a fauna, conservar os recursos hídricos, evitar a ocupação desordenada da área e promover a educação ambiental.

O que fazer no Parque Estadual Dunas de Natal

O plano de manejo do parque também prevê atividades de lazer e visitação de baixo impacto, como trilhas e atividades interpretativas.

Uma das áreas mais conhecidas é o Bosque dos Namorados, setor de uso público e principal porta de entrada do parque. O espaço reúne árvores nativas, áreas de lazer, centro de visitantes, estruturas para educação ambiental e acesso às trilhas ecológicas.

O Bosque dos Namorados no Parque Estadual Dunas de Natal. Crédito: Divulgação.
O Bosque dos Namorados no Parque Estadual Dunas de Natal. Crédito: Divulgação.

E falando nelas, o parque tem três trilhas abertas ao público e todas são realizadas com a ajuda de guias especializados. As trilhas percorrem áreas de mata e dunas e permitem observar a fauna e a flora locais. São elas: a Trilha Perobinha, a Peroba e a Ubaia-Doce.

A Trilha Peroba começa no Bosque dos Namorados e segue até o mirante, totalizando 2,4 km de extensão; tem nível moderado.

A Trilha Ubaia-Doce também começa no Bosque dos Namorados e vai até o mirante, mas o percurso é um pouco maior: são 4,4 km e o nível de dificuldade é considerado alto. E a Trilha Perobinha é uma versão menor da Peroba, funcionando como um atalho; são apenas 800 metros e de nível leve.

Referências da notícia

Pereira, M. (2026). Uma floresta de Mata Atlântica sobre dunas no meio da capital potiguar protege a água que abastece a cidade e leva a mirantes sobre o mar.
Instituto Semeia. (2025). Conheça o Parque das Dunas.