Frente fria causa alerta de temporais e chuva forte entre estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Uma frente fria mantém o risco de chuva forte e temporais no Norte, Nordeste e Centro-Oeste até quarta-feira (28). Bahia, Tocantins e áreas de Goiás e Mato Grosso exigem atenção, com aviso do Inmet válido para terça-feira (27).

Previsão de precipitação para a tarde de terça-feira, 27 de outubro.
Previsão de precipitação para a tarde de terça-feira, 27 de outubro.

A frente fria que alcança a Bahia nesta segunda-feira (26) mantém condições para chuva forte em parte do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste nos próximos dias. A influência do sistema favorece a organização das instabilidades entre as três regiões, com atenção para a Bahia, Tocantins e setores de Goiás e Mato Grosso. As pancadas continuam até quarta-feira (28), mas a distribuição e os mecanismos que sustentam a chuva mudam ao longo do período.

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Para terça-feira (27), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso amarelo de tempestade, válido das 0h às 23h59. Nas áreas delimitadas pelo órgão, há previsão de chuva entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm no dia, rajadas de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo. Esses valores caracterizam o aviso e não significam que todas as localidades terão a mesma intensidade.

Segunda-feira: chuva mais intensa no sul da Bahia

Nesta segunda, o sul e o oeste da Bahia estão entre as áreas com potencial para chuva forte e temporais, sobretudo da tarde para a noite. No sul baiano, a previsão aponta volumes de 50 a 80 mm que podem se concentrar em menos de 12 horas. A concentração da chuva nesse intervalo aumenta a possibilidade de alagamentos onde a drenagem não consegue escoar a água.

Previsão de probabilidade de chuva para segunda-feira (26).
Previsão de probabilidade de chuva para segunda-feira (26).

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera moderada a possibilidade de ocorrências hidrológicas na região de Ilhéus-Itabuna nesta segunda-feira. Pancadas moderadas a fortes podem provocar extravasamento de córregos, enxurradas e inundações em pequenas bacias.

Esse risco depende também das características do terreno e da ocupação das áreas atingidas. Portanto, não deve ser estendido automaticamente a todo o território baiano nem aos dias seguintes.

Terça-feira: instabilidades avançam pelo interior

Durante a madrugada de terça, o lento deslocamento da frente favorece a continuidade da chuva no sul da Bahia e no norte de Goiás. No decorrer da manhã, as instabilidades alcançam o interior baiano.

Previsão de chuva acumulada até terça-feira (27), às 23h, com maiores volumes entre a Bahia, o Tocantins e o norte do Centro-Oeste.
Previsão de chuva acumulada até terça-feira (27), às 23h, com maiores volumes entre a Bahia, o Tocantins e o norte do Centro-Oeste.

À tarde, as pancadas ganham força em áreas da Bahia e do Tocantins, além do norte de Mato Grosso e do sul do Pará. O principal contraste é entre os núcleos de chuva intensa e localidades próximas que podem receber volumes menores.

A chuva terá distribuição irregular, com temporais localizados e intervalos sem precipitação; os maiores volumes ficam concentrados nas áreas atingidas pelas células mais intensas.

A delimitação do aviso do Inmet para terça inclui o oeste, o centro-sul e o sul da Bahia, além de outras áreas do estado; Tocantins; sul do Maranhão; sudoeste do Piauí; setores de Goiás, Distrito Federal e nordeste de Mato Grosso. No Centro-Oeste, a previsão destaca o norte goiano e o norte mato-grossense para pancadas fortes. O aviso alcança também áreas centrais e orientais de Goiás.

Quarta-feira: chuva persiste, com mudança na circulação

Até quarta-feira, permanecem condições para pancadas fortes em Tocantins, Pará, Bahia e áreas do interior do Maranhão e do Piauí. No Nordeste, a atenção inclui tanto o interior quanto o litoral baiano. A chuva ocorre de forma irregular, com diferenças de intensidade entre localidades. Assim, a presença de instabilidade em uma faixa ampla não implica precipitação contínua durante todo o dia em cada município.

No Centro-Oeste, o deslocamento de cavados, áreas alongadas de baixa pressão, passa a favorecer novamente a formação de pancadas a partir de quarta, em conjunto com o aquecimento e a disponibilidade de umidade.

Com isso, outros sistemas também contribuem para manter a instabilidade na região. Da mesma forma, a chuva no oeste da Amazônia pode ocorrer por outros mecanismos e não representa, por si só, o avanço do sistema frontal até essa área.