Holambra pode acumular 63 mm até sexta-feira: estufas de flores exigem atenção antes de Finados
A previsão indica cerca de 63 mm de chuva em Holambra até sexta-feira, com maior volume na quinta. O aviso laranja inclui granizo e rajadas fortes, enquanto os produtores avaliam a proteção de flores destinadas a Finados.

Holambra, a cidade das Flores (SP), pode receber cerca de 63 mm de chuva entre quarta-feira (14) e sexta (16). A quinta concentra a maior parte do volume, com 40 mm. Jaguariúna e Santo Antônio de Posse também têm trovoadas previstas. Crisântemos e kalanchoes destinados ao período de Finados dependem de estufas íntegras e boa drenagem.
O aviso laranja de tempestade desta quarta inclui os três municípios e aponta possibilidade de granizo e rajadas de 60 a 100 km/h. Coberturas danificadas deixam flores expostas; a umidade sob plástico intacto exige atenção à ventilação e à qualidade dos lotes.
Chuva se concentra na quinta-feira na região de Holambra
Em Holambra, a previsão indica 7,3 mm nesta quarta, 40 mm na quinta e 16 mm na sexta: cerca de 63 mm no período. Jaguariúna pode somar aproximadamente 69 mm; Santo Antônio de Posse, 73 mm. Os maiores volumes diários também aparecem na quinta, com 39 mm e 42 mm, respectivamente. A chuva pode variar dentro de cada município durante trovoadas.

O aviso laranja aponta possibilidade de chuva intensa, de 30 a 60 mm em uma hora, além de granizo. Se uma pancada atingir a propriedade, calhas obstruídas podem transbordar e levar água até os vasos, mesmo quando a cobertura permanecer intacta. O granizo pode marcar flores a céu aberto e danificar plástico ou fixações das estufas. Convém conferir os pontos por onde a água escoa antes da fase mais chuvosa.
Flores para Finados dependem da qualidade dos lotes
Finados ocorre em 2 de novembro, 19 dias após esta quarta-feira. O mercado de Holambra apresentou produtos para a data, mas não há contagem pública dos vasos em fase final de cultivo.

Crisântemos envasados e kalanchoes têm procura nesse período; flores de corte seguem outra rotina de seleção e transporte. O impacto sobre a oferta dependerá da espécie, do estágio e de cada propriedade.
Condensação sobre pétalas pode favorecer o mofo-cinzento em flores suscetíveis quando o fungo está presente. Caso uma cobertura se rompa, respingos e água sobre flores abertas também podem reduzir a qualidade comercial. A vistoria precisa distinguir dano físico, molhamento e sinais de doença antes de qualquer decisão de manejo.
- Em Holambra, os cerca de 63 mm até sexta pedem atenção a calhas, ralos e locais onde a água pode alcançar vasos.
- Em Jaguariúna, aproximadamente 69 mm no período reforçam a necessidade de revisar amarrações e identificar flores abertas sob coberturas frágeis.
- Em Santo Antônio de Posse, cerca de 73 mm tornam prioritária a conferência da drenagem e da área onde os lotes aguardam expedição.
Após os temporais, vistoria orienta as entregas
No sábado (17), a chuva prevista cai para 1,7 mm em Holambra, 1,4 mm em Jaguariúna e 2,5 mm em Santo Antônio de Posse. Para domingo (18), a previsão indica tempo firme nas duas primeiras cidades e apenas 0,3 mm na terceira. Essa mudança pode abrir uma janela para inspecionar estruturas e flores antes de organizar as entregas. Ela não elimina danos que venham a ocorrer durante as trovoadas.

Depois da chuva, vale verificar plástico, travas, calhas, drenagem e instalações elétricas antes de avaliar os lotes. Registrar a hora e fotografar danos ajuda a relacionar problemas de qualidade às condições enfrentadas em cada estufa.
Se o ambiente permanecer úmido, a ventilação deve considerar temperatura, espécie e equipamento, com orientação agronômica local. Flores molhadas exigem seleção e acondicionamento cuidadosos para evitar condensação no transporte. Só a inspeção nas propriedades mostrará se haverá reflexo nas vendas de Finados.