Lavouras de grãos recebem chuvas de até 80 mm nos próximos dias; confira as regiões beneficiadas

Até Finados, áreas produtoras do Centro-Oeste, Sudeste e Sul terão novas pancadas, com até 80 mm em 24 horas nos núcleos mais intensos. A chuva favorece a reposição hídrica, mas terá distribuição irregular entre as lavouras agrícolas.
As áreas produtoras de grãos terão novas chuvas entre esta quarta-feira (28) e Finados, na segunda-feira (2). Nas áreas atingidas pelas tempestades, os volumes diários podem chegar a 80 mm. A previsão semanal supera 100 mm em pontos isolados do Centro-Oeste, Sudeste, Sul e oeste da Região Norte, mas começa em 26 de outubro e inclui dois dias já transcorridos.
Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo estão entre os estados com precipitação relevante. No Sul, os maiores volumes se concentram no norte, centro e nordeste gaúcho e em pontos do Paraná. A distribuição será irregular, sobretudo onde predominarem pancadas e trovoadas.
Instabilidade avança nesta quarta e ganha força na quinta-feira
Nesta quarta-feira (28), chove com trovoadas em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e norte de Mato Grosso do Sul. As pancadas também alcançam Tocantins, Rondônia, sul do Pará e Amazonas. No Matopiba, a instabilidade atua no sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste da Bahia.

Na quinta-feira (29), a chuva se intensifica no oeste e sul de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e oeste e sul de Goiás. São Paulo, sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro também recebem trovoadas. No Sul, a instabilidade atinge principalmente o Paraná, com chuva mais isolada em Santa Catarina e no centro-norte gaúcho. O avanço amplia gradualmente a área com reposição de água no solo.
Acumulados variam entre as regiões produtoras
Até segunda-feira (2), os acumulados apresentam diferenças importantes entre as áreas agrícolas:
- Mato Grosso: entre 20 e 60 mm, com pontos acima de 80 mm no centro-norte e oeste.
- Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul: de 10 a 30 mm, com totais maiores localmente.
- São Paulo: entre 20 e 60 mm, com pontos acima de 80 mm no norte, centro e nordeste.
- Região Sul: entre 20 e 60 mm, alcançando 100 mm em pontos do Rio Grande do Sul.
- Matopiba: entre 20 e 50 mm no sul do Maranhão e Piauí e no oeste da Bahia, podendo chegar a 70 mm isoladamente.
Os núcleos superiores a 100 mm são isolados. No oeste do Amazonas, os totais variam entre 50 e 100 mm e podem superar esse patamar localmente.

Roraima, Amapá e norte do Pará permanecem no extremo oposto, com volumes inferiores a 10 mm.
Chuva pode favorecer a implantação das lavouras
Nas áreas em semeadura ou emergência, a chuva pode elevar a umidade superficial e favorecer o estabelecimento inicial da soja e do milho. O efeito depende do volume recebido, da infiltração e da umidade anterior; um acumulado regional não garante condição adequada em todas as propriedades.

Pancadas repetidas ou intensas podem reduzir as janelas para semeadura, pulverização e circulação de máquinas, especialmente em solos com drenagem limitada. No norte do Pará e em grande parte do Nordeste, os baixos volumes mantêm menor reposição hídrica e benefícios agrícolas mais restritos.
Centro-Norte pode ter redução da chuva após o feriado
No começo de novembro, a previsão de maior alcance apresenta redução da chuva no Centro-Norte e maior concentração no Sul. Esse sinal tem confiança inferior à previsão até Finados e não define interrupção generalizada após segunda-feira. Ainda podem ocorrer pancadas localizadas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
Caso a redução se confirme, áreas que receberam água suficiente poderão ganhar janelas para operações no campo. Nas propriedades com chuva escassa, o intervalo seco pode limitar a germinação. A mudança deve começar gradualmente após o feriado, com forte variação regional.